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PSL contratou PMs para fazer bico ilegal em eventos de campanha de Bolsonaro

Jair Bolsonaro cercado por seguranças, após votar no primeiro turno da eleição, no Rio O Diretório Nacional do PSL contratou no ano passado 64 policiais militares e civis do Rio de Janeiro para serviços de segurança privada em atos de campanha do então candidato Jair Bolsonaro. Os policiais atuaram em seus horários de folga, prática vedada a esses servidores pela legislação.

Foram pagas cerca de cem diárias a esses profissionais, em uma despesa total de mais de R$ 50 mil, custeada com recursos do fundo partidário do PSL, repassados pelos cofres públicos, e com receitas de campanha. Os dados constam da prestação de contas do PSL enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral.

Alem dos 64 policiais contratados, há também na lista um ex-PM que foi expulso da corporação acusado de receber propina para não combater o tráfico.

O ex-cabo Claudio Botelho foi desligado após ser acusado com um grupo de policiais de cobrar propina de traficantes da Rocinha. Ele foi absolvido posteriormente na Justiça, mas não conseguiu reverter a decisão da Polícia Militar, que decidiu manter o ex-agente fora da corporação.

Na data da convenção do PSL que confirmou a candidatura de Bolsonaro, promovida em 22 de julho do ano passado em um centro de eventos no Rio, consta da prestação de contas que foram contratados mais de 50 seguranças, a maioria policiais militares. 

Os contratos firmados individualmente com os policiais foram assinados pelo ex-presidente do partido Gustavo Bebianno, que coordenou a campanha e mais tarde se tornaria ministro de Bolsonaro. Ele deixou o governo em fevereiro, em meio ao escândalo dos laranjas do PSL revelado pela Folha, e também o comando partidário. 

O documento, em padrão repetido na maioria dos contratos com os policiais, especificava em um dos eventos que o trabalho seria de "segurança desarmado" —e de orientações em relação a condutas que pudessem causar risco à vida dos participantes.

Entre os policiais civis havia um inspetor e até um perito criminal. A diária paga era de R$ 500, já incluídas despesas com locomoção e alimentação. 

Os contratos também foram firmados para serviços de segurança nos dias da votação do primeiro e do segundo turnos da eleição presidencial, em outubro. Ao longo da campanha, os candidatos à Presidência tinham direito à escolta da Polícia Federal.

Curiosamente, os policiais contratados deveriam informar no documento que estavam prestando o serviço "com autorização legal". A legislação, porém, proíbe a atuação de PMs e policiais civis como segurança privado, sem deixar brecha. 

Os estatutos dos policiais civis e militares do Rio de Janeiro exigem dedicação exclusiva, o que veda a atuação como segurança privada em horários de folga. Na Polícia Militar, decreto federal que regulamenta a atividade policial também estabelece a dedicação exclusiva.

O agente que desrespeita a norma fica sujeito a sanções disciplinares, que vão de advertência à suspensão. A prática não é considerada crime, e não há penas previstas para os contratantes.

Tanto na Polícia Civil quanto na Militar do Rio os servidores têm alternativas regulamentadas de trabalho extra em atividades para o próprio estado ou para outros órgãos públicos. Na prática, as corporações raramente aplicam as sanções disciplinares em casos de "bicos".

OUTRO LADO

Gustavo Bebianno afirmou que "o que foi contratado foi a segurança para o local do evento, por algumas horas". "Nada de mais. Desconheço a existência de norma que impeça esse tipo de trabalho", disse ele.

A reportagem enviou perguntas para a atual direção do PSL nacional, que não respondeu. Já a Presidência da República, por meio de sua assessoria, afirmou que não comentaria o assunto.

Fonte: uol.com.br

“SEM VERGONHA!” — FAB divulga lista de senadores e deputados que receberão MEDALHAS MILITARES

 As cerimônias militares permanecem acontecendo e agora é a vez da Força Aérea oferecer condecorações militares. Quem assina o decreto de concessão de condecorações é o PRESIDENTE DA REPÚBLICA, na qualidade de Grão-Mestre da Ordem do Mérito Aeronáutico.

SENADORES e DEPUTADOS estão entre as personalidades mais freqüentes das listas de condecorados e nomeados como grande oficiais e comendadores.

Nas redes a cada dia aumentam as criticas de internautas que acusam as Forças Armadas distribuem condecorações com o intuito de comprar votos dos parlamentares para aprovação do PL 1645, chamado de reestruturação. Contudo, a presidência da República, de onde partiu o decreto, não aparenta nenhuma vergonha, pudor, constrangimento com o fato de – de uma só tacada – condecorar-se 7 deputados federais e sete senadores

DECRETO DE 20 DE SETEMBRO DE 2019

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso XXI, da Constituição, e na qualidade de Grão-Mestre da Ordem do Mérito Aeronáutico, resolve:

ADMITIR,

I – no Corpo de Graduados Especiais da Ordem do Mérito Aeronáutico, os seguintes militares e personalidades brasileiras:

a) no grau de Grande Oficial:

RODRIGO FELINTO IBARRA EPITÁCIO MAIA, Presidente da Câmara dos Deputados;

SÉRGIO FERNANDO MORO, Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública;

PAULO ROBERTO NUNES GUEDES, Ministro de Estado da Economia;

DAMARES REGINA ALVES, Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos;

JORGE ANTONIO DE OLIVEIRA FRANCISCO, Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República;

PEDRO CESAR NUNES FERREIRA MARQUES DE SOUSA, Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República;

ROMEU ZEMA NETO, Governador do Estado de Minas Gerais;

CARLOS ALBERTO DIAS VIANA, Senador da República;

MARCOS RIBEIRO DO VAL, Senador da República;

MARCELO COSTA E CASTRO, Senador da República;

ORIOVISTO GUIMARAES, Senador da República;

NELSON TRAD FILHO, Senador da República;

SORAYA VIEIRA THRONICKE, Senadora da República;

LUIZ CANTUÁRIA BARRETO, Senador da República;

FELIX DE ALMEIDA MENDONÇA JÚNIOR, Deputado Federal;

LUIZ FELIPE BALEIA TENUTO ROSSI, Deputado Federal;

EDUARDO LUIZ BARROS BARBOSA, Deputado Federal;

LEONARDO RIBEIRO ALBUQUERQUE, Deputado Federal;

DOMINGOS GOMES DE AGUIAR NETO, Deputado Federal;

EFRAIM DE ARAÚJO MORAIS FILHO, Deputado Federal;

CLAUDIO FREDERICO DE MATOS ARRUDA, Embaixador;

NEDILSON RICARDO JORGE, Embaixador;

PAULINO FRANCO DE CARVALHO NETO, Embaixador;

JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Presidente do Superior Tribunal de Justiça;

Vice-Almirante WLADMILSON BORGES DE AGUIAR;

Vice-Almirante CLAUDIO HENRIQUE MELLO DE ALMEIDA;

Vice-Almirante (EN) LIBERAL ENIO ZANELATTO;

Vice-Almirante SERGIO FERNANDO DE AMARAL CHAVES JUNIOR;

General de Divisão CARLOS ALBERTO MACIEL TEIXEIRA;

General de Divisão ANDRÉ LUIZ SILVEIRA;

General de Divisão ANISIO DAVID DE OLIVEIRA JUNIOR;

General de Divisão FLAVIO MARCUS LANCIA BARBOSA;

General de Divisão EDSON DIEHL RIPOLI;

General de Divisão LUIS HENRIQUE DE ANDRADE;

General de Divisão IVAN FERREIRA NEIVA FILHO;

General de Divisão HEBER GARCIA PORTELLA;

General de Divisão CARLOS JOSÉ RUSSO ASSUMPÇÃO PENTEADO;

OTÁVIO BRANDELLI, Embaixador;

MÁRCIA DONNER ABREU, Embaixadora;

KENNETH FÉLIX HACZYNSKI DA NÓBREGA, Embaixador;

NESTOR JOSÉ FORSTER JÚNIOR, Embaixador;

JOSÉ VICENTE SANTINI, Secretário Executivo da Casa Civil da Presidência da República,

MARCOS ROSAS DEGAUT PONTES, Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa;

CÉLIO FARIA JÚNIOR, Assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República; e

PAULO HENRIQUE BEZERRA RODRIGUES COSTA, Diretor-Presidente do Banco de Brasília – BRB;

Brasília, 20 de setembro de 2019; 198º da Independência e 131º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Fernando Azevedo e Silva

Fonte: sociedademilitar

Um deputado do PSL encomendou um assassinato em plenário. Mais um absurdo do Brasil miliciano

 Vestindo uma farda militar repleta de medalhas de condecorações, um deputado bolsonarista subiu ao púlpito para oferecer um freela para assassinos: R$ 10 mil em troca da morte de um suspeito de ter assassinado uma mulher naquela mesma manhã, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Estava ali um representante do povo, na casa do povo, requisitando os serviços de um matador de aluguel. Um homem com carreira militar, condicionado a cumprir e a fazer cumprir as leis, estava ali, na casa onde se fazem leis, procurando um parceiro para a co-autoria de um crime. Poderia ser uma cena de comédia surrealista, mas é só mais um episódio corriqueiro no Brasil bolsonarista, o Brasil miliciano do PSL.

Capitão Assumção é o nome do contratante que encomendou um assassinato no plenário da Assembléia Legislativa do Espírito Santo. No Brasil miliciano, o capitão se sentiu protegido pelo para incitar um crime com transmissão ao vivo pela TV da Assembleia: “Quero ver quem vai correr atrás pra prender esse vagabundo. [Dou] R$ 10 mil aqui do meu bolso pra quem mandar matar esse vagabundo, isso não merece tá vivo, não. Eu tiro do meu bolso quem matar esse vagabundo aí.”

Assumção pediu a cabeça de um dos suspeitos de participar do assassinato de Maiara Oliveira Freitas, uma operadora de telemarketing executada com 26 tiros dentro de casa, na frente da sua filha de quatro anos. A suspeita é de que se trata de uma vingança por ela ter ajudado a polícia nas investigações do assassinato do seu namorado, ocorrido um ano antes. Por causa das ameaças, Maiara havia se mudado para Minas Gerais e retornado para o Espírito Santo havia apenas duas semanas. É mais uma história trágica de uma brasileira pobre.

São tempos em que o óbvio deve ser repetido à exaustão. A polícia deve investigar o caso, descobrir o assassino, oferecer-lhe um julgamento justo e condená-lo de acordo com as penas previstas em lei. No Brasil miliciano, esse processo legal é encarado como “peninha de bandido”. Afinal de contas, “bandido bom é bandido morto”, e a pena de morte, que não está prevista na Constituição, é pregada com tranquilidade por muitos políticos do PSL. O cumprimento da lei virou uma frescura de esquerdistas. Sabe como é, as vias democráticas estão sempre atrasando o bom andamento do país, como diria Carluxo.

Após fazer a encomenda do assassinato, o deputado Assumção explicitou algumas cláusulas importantes do contrato: “Não vale dar onde ele está localizado, não, tem que entregar o cara morto, aí eu pago”. O valor combinado só será pago mediante a apresentação do cadáver.

Mas o capitão é um homem muito justo e gosta das coisas certinhas. Ele ressalta que não aceitará qualquer outro corpo que não seja o do assassino de Maiara. “Se esse miserável for encontrado morto e a gente tiver certeza que esse desgraçado é o cara que matou a jovem eu vou lá e pago com a maior boa vontade, não quero nem saber”. O homicida contratado não receberá pelo serviço se matar um inocente. Até o tribunal paralelo de Assumção tem seus princípios. Milícia não é bagunça.

Procurado para falar sobre o atentado ao estado de direito que protagonizou em plenário, o capitão disse não estar arrependido e que faria apenas um reparo: “aumentaria a proposta”. Apoiado nas redes sociais pela militância bolsonarista, Assumção garante que vai continuar incitando crimes na Assembleia: “Esse não vai ser o meu último pronunciamento nesse sentido. Não foi o primeiro e nem será o último. As consequências podem até vir, mas eu estou representando o capixaba indignado com a falta de proteção do cidadão brasileiro.”

Vivemos uma era de consolidação das táticas de milícia como método de ação dos agentes públicos.

O capitão considera legítimo e moralmente correto usar seu mandato para divulgar a contratação de um assassino para matar um suspeito sem uma investigação legal prévia. É a lógica de milícia mais uma vez sendo encarnada na vida política brasileira. Quem se organiza para fazer papel de polícia fora dos meios legais é miliciano. Capitão Assumção foi um miliciano ali no púlpito.

Vivemos uma era de consolidação das táticas de milícia como método de ação dos agentes públicos. Não que antes não as houvesse, mas agora elas ganharam a legitimação moral do presidente da República. Foram levadas a um outro patamar e receberam um certo verniz de oficialidade. Afinal de contas, tal qual Assumção, temos um presidente que ascendeu na política pregando crimes abertamente: o fuzilamento de adversários políticos, a sonegação de impostos e a agressão física contra homossexuais.

Assumção construiu uma carreira na polícia marcada pela indisciplina, um traço inaceitável para um militar. Em fevereiro de 2017, foi um dos principais líderes da greve ilegal da PM capixaba, que resultou em um dos meses mais violentos da história do estado, tendo registrado 219 assassinatos, além de uma onda de saques, arrombamentos e roubos. Ficou dez meses preso por incitar a greve. O capitão já tinha sido político antes da prisão. Antes de se filiar ao PSL e abraçar com força a extrema direita, Assumção era um político fisiológico, adepto da mesma velha política que hoje critica. Teve passagem pelo PSB, PRB, PROS e Solidariedade.

A trajetória de Assumção é muito parecida com a de Bolsonaro: um capitão preso por insubordinação que virou um político fisiológico e mais tarde passou pisar com força o acelerador do extremismo de direita. No Facebook, Assumção revela os seus dois livros favoritos: a bíblia e a “Verdade sufocada” do coronel Ustra, o maior torturador do regime militar — a mesma obra de cabeceira de Jair Bolsonaro. Não é difícil imaginar a quantidade de bolsonaros e assunções espalhados pelas câmaras e assembleias do Brasil.

O Brasil vive sob um governo que tem ligações de carne e unha com as milícias brasileiras (você também pode chamar de máfias ou quadrilhas criminosas). A família Bolsonaro é amiga de milicianos, contratou parentes de milicianos e homenageou milicianos durante os mandatos de seus integrantes. Hoje, um deputado estadual incita o assassinato de um suspeito, e o atual presidente da República não teria moral para repreendê-lo nem se quisesse. Depois de nove meses de bolsonarismo no poder, já está claro que nossos padrões democráticos foram rebaixados rapidamente. As nossas instituições, deterioradas, parecem não ter força para impedir o estabelecimento desse milicianismo que se impregnou na democracia. E é só o começo. Os democratas têm um duro caminho pe

Fonte: theintercept

Chantagista cobrou R$ 400 mil de deputado para "barrar" matéria no Fantástico

ReproduçãoO homem suspeito de promover ataques virtuais e de extorquir o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) pediu R$ 760 mil alegando ter condições de barrar reportagem contra o parlamentar e evitar que ele continuasse a ser alvo de ataques nas redes sociais. Daniel Luís Mogendorff, 35 anos, foi preso em flagrante na noite de quinta-feira (05/09/2019) em um hotel no centro de Brasília pouco tempo depois de chantagear o político eleito pelo Distrito Federal.

Vídeos gravados com câmeras escondidas na roupa de Miranda, aos quais o Metrópoles teve acesso, mostram o teor da conversa mantida entre o homem e o congressista. O aparato que produziu o flagrante foi montado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do DF (PCDF).

Um dos pontos que configurou a chantagem, segundo entendimento dos investigadores, foi o momento em que o suspeito disse que conseguiria evitar a publicação de matéria supostamente em desfavor do deputado no programa Fantástico, da Rede Globo. “Se você tem vontade de tirar isso do Fantástico, a gente faz. Já tá tudo no pente”, afirma.

Daniel chegou a propor que Miranda pagasse os R$ 760 mil em duas vezes: R$ 400 mil seriam em razão da suposta retirada de matéria da pauta do Fantástico e o restante para o homem remover do YouTube vídeos com ofensas ao parlamentar e evitar que outros fossem a público.

Mogendorff mora em Israel, tem passaporte alemão e chegou a Brasília para encontrar Luis Miranda na quarta-feira (04/09/2019). Menos de 24 horas depois, estava sendo detido por policiais civis do DF. Nessa sexta-feira (06/09/2019), durante audiência de custódia, a Justiça converteu em preventiva a prisão do acusado.

O conteúdo da suposta matéria apurada pelo Fantástico não é revelado no diálogo interceptado pela unidade especializada da PCDF. Na conversa, mantida no restaurante Coco Bambu do Lago Sul, bairro mais nobre da cidade, os dois negociam valores que seriam usados no sentido de proteger Miranda contra as acusações. Tudo monitorado por 20 agentes à paisana. Leia abaixo a transcrição do trecho gravado com equipamentos da polícia:

Daniel: Qual é a minha ideia? Só pra você entender meu raciocínio. Se você tem vontade de tirar isso aí do Fantástico, a gente faz. Já tá tudo no pente, o Danilo tá esperando dá o ok. Entra amanhã de manhã e à tarde passa pra outro, que, por sinal, é Lauri também.

Miranda: O nome do cara da Globo se chama Lauri?

Daniel: Você sabia?

Miranda: Não, pô. Eu tô trabalhando igual um cachorro como deputado. Não tenho tempo para essas coisas, não.

O deputado, sabendo que estava sendo monitorado pelos policiais, faz uma pergunta incisiva ao seu interlocutor:

Miranda: No passo a passo. Fantástico, se eu quiser, a gente consegue melhorar aquele valor [de R$ 400 mil]?

Daniel: Eu não estou ganhando um centavo por isso.

Miranda: É R$ 400 mil se eu não quiser que a matéria vá ao ar?

Daniel: É. Por isso que eu te falo. Eu acho que esse valor… você não precisa gastar, é uma opinião. Agora, se você fala, ‘Daniel, é minha vontade…’

Miranda: Eu não quero. A matéria é uma mentira, você sabe que é uma mentira. Você construiu essa mentira sobre minha pessoa.

Daniel: Mas isso aí, é como a questão que te falei. É bom pra gente…

Miranda: Uma mentira? Por quê? Depois eu vou processar o Fantástico?

Daniel: Não. Primeiro, a liminar [incompreensível] e eles vão respeitar, porque a Globo respeita, você sabe disso.

Assista:

Por telefone, o Metrópoles entrou em contato com a Rede Globo. Uma funcionária da emissora orientou a reportagem a enviar a demanda para a ouvidoria da empresa. O Metrópoles também procurou um produtor do Fantástico, mas ele não quis dar nenhuma declaração e pediu para que as perguntas fossem encaminhadas aos advogados da Globo. Até a última atualização deste texto, a emissora de TV não havia respondido.

Já preso e em depoimento aos investigadores, Daniel negou o crime de extorsão e alegou que o dinheiro ao qual se referia no encontro com o deputado seria usado para a contratação de advogados. Os defensores, segundo Mogendorff , entrariam com liminar na Justiça para “tentar evitar” publicação de matéria contra o deputado.

Milícia virtual

Em outro momento da conversa no Coco Bambu, Daniel pediu mais R$ 360 mil em troca da promessa de cessar publicações produzidas por um grupo de youtubers.

Na gravação, o deputado alega que os ataques são falsos e teriam “acabado com a vida dele”. Ao perguntar se precisaria mesmo pagar os R$ 360 mil para se livrar das publicações, Mogendorff responde que sim. Leia a transcrição:

Miranda: Antes de tudo, preciso saber o seguinte: você tem poder pra fazer esses caras parar de me atacar.

Daniel: Mas isso aí, sim. Isso aí é pra ontem.

Miranda: Perfeito. E se eu quiser que os vídeos desapareçam, também. Isso vai me custar?

Daniel: A gente colocou R$ 360 [mil]. Eu vou te cobrar R$ 180 [mil] agora e, daí a seis, três meses, dependendo do resultado, você vai ver…

Miranda: Com isso aí, ‘nego’ para de me bater… e eu sozinho. Você fez [incompreensível] na minha imagem.

Daniel: Se você me der esses seis meses, você vai ver o que eu faço. Eu vou te dar um papel, você vai sentar meia hora, gravar um vídeo pra mim e aí você vai ver o que é ganhar dinheiro.

Veja:

Em outro momento da conversa entre Daniel e Miranda, para provar ter conhecimento e influência, o chantagista apaga um dos vídeos publicados com ofensas ao deputado na frente do parlamentar, que questiona se Daniel é quem edita os vídeos: “Na verdade, você é o cabeça, né? Você que manda nos caras”, diz. Daniel, então, responde: “Eu falo como fazer”.

Veja uma parte do encontro. Miranda aparece de preto nas imagens:

A detenção do estrangeiro só foi possível porque, instruído pela polícia, para caracterizar o flagrante, o deputado disse ao criminoso que daria somente R$ 4 mil de sinal e que depois repassaria o restante. De posse do dinheiro, ele seguiu para o hotel, onde recebeu voz de prisão.

Restante da quadrilha

Um dia após anunciar a prisão de Daniel Mogendorff e indiciar outras pessoas por organização criminosa, extorsão e coação, Giancarlos Zuliani, delegado-chefe da DRCC, convocou uma coletiva de imprensa para dar detalhes sobre o caso revelado pelo Metrópoles.

O delegado classificou o grupo como uma “milícia virtual” e disse que o estrangeiro contou ter deixado Israel e desembarcado no Brasil para fazer um trabalho de edição de vídeo para um cliente. “Ele disse que, pelo serviço, receberia R$ 360 mil. Sabemos que é um valor muito alto para esse trabalho. Por isso, não acreditamos”, narrou o investigador.

A DRCC ainda busca levantar mais informações para traçar o perfil de Daniel e, por isso, conta com apoio da Embaixada de Israel em Brasília. “Sabemos muito pouco ainda. Precisamos identificar o que ele faz, onde mora, por exemplo.” A polícia apura se outras pessoas foram extorquidas por ele.

Em janeiro, Luis Miranda já havia feito denúncias contra três youtubers que estavam produzindo vários vídeos contra ele. “Mas tratamos como crime de menor potencial ofensivo. Só finalizamos o inquérito e encaminhamos à Justiça”, destacou o delegado. Em julho, Miranda voltou à delegacia para tentar provar que as ações eram orquestradas.

A respeito dos outros quatro integrantes da quadrilha, Zuliani explicou que todos foram indiciados, mas vivem atualmente nos Estados Unidos. “Isso não irá impedir a continuação do processo penal. Caso sejam julgados e condenados à revelia, poderão ser presos caso pisem em solo brasileiro”, explicou o delegado. Três deles foram identificados: Giselle Souza Pereira, Lauri de Matos Filho e Mauro Cavanha Conceição. Assim como Mogendorff, segundo apuração da DRCC, eles também estariam em uma investida para perseguir o deputado no ambiente digital. O trio responde pelos mesmos crimes atribuídos a Daniel Mogendorff,

Procurado pelo Metrópoles, Luis Miranda afirmou ter acionado a polícia após sofrer investidas do bando. “Era um grupo que a PCDF investigava há um tempo, e decidiu promover ataque a mim na internet. A intenção dessa quadrilha era minar minha imagem e conseguir dinheiro”, disse.

assiat os videos AQUI

Fonte: metropoles

Bolsonaro diz que assinará indulto de natal para policiais presos “injustamente” por pressão da mídia

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite desta quinta-feira (29/8), que indultos de fim de ano serão dados a “policiais presos injustamente”, que teriam sido condenados por “pressão da mídia”.
 A assinatura do documento seria feita “com caneta Compactor porque a Bic é francesa”, falou rindo o presidente em live transmitida pelo Facebook, ao sugerir um boicote à França.
 O presidente ainda chamou o dinheiro oferecido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para combater incêndios na Amazônia de “esmola”. “O Brasil vale muito mais do que 20 milhões de dólares”, afirmou. “O Macron me acusou de mentiroso, colocou em jogo a nossa soberania sobre a Amazônia”, completou.
 A tensão entre os dois países começou quando o presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a forma como Bolsonaro está lidando com as queimadas na Amazônia. Depois de o presidente brasileiro ofender a primeira-dama francesa com um comentário em uma rede social, Macron declarou que  “espera que brasileiros tenham presidente à altura do cargo”. Com isso, Bolsonaro disse que só aceitaria o dinheiro francês com um pedido de desculpas de Macron.
 Bolsonaro ainda disse que verbas que vêm de outros países acabam indo para ONGs, e que na opinião dele, “o problema não é desmatar é desmamar esse pessoal”.

Terras indígenas em pauta

Na mesma oportunidade, Bolsonaro voltou a falar da demarcação de terras indígenas. De acordo com o presidente, hoje 14% do território nacional recebe essa classificação e que, se ele atendesse a todos os pedidos que existem, esse número subiria para 20%. “A agricultura vai ficar inviabilizada. Eu não vou usar minha caneta, a não ser que seja obrigado, para demarcar mais áreas”, decretou.
 O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que estava ao lado do presidente, acrescentou que as demarcações já existentes precisam ser revistas. “Essas demarcações merecem todas ser revistas porque existem provas de fraudes”, disse.

Imprensa como inimiga

Boa parte da live foi dedicada a críticas à mídia. De acordo com Bolsonaro, a imprensa “potencializa” e muitas vezes “mente”. Entre as críticas do presidente, está a derrubada do veto pelo Congresso Nacional à lei da fake news nesta quarta-feira (28/8). O veto ocorreu em junho, quando a Lei nº 13.834/2019, que atualiza o Código Eleitoral, chegou à mesa do presidente da República e aumenta para até oito anos a pena para quem propaga notícias falsas em eleições.
 Para Bolsonaro, não há sentido na pena estabelecida pela publicação de notícias falsas por cidadãos e porque os erros de jornalistas não são punidos da mesma forma. “A imprensa vive errando porque o repórter não pode pegar oito anos de prisão?”
 De acordo com ele, “acontece” da pessoa enviar uma notícia que  não seja verdade. “Um clique você pega uma pena maior do que um ‘teco'”, afirmou comparando a propagação de fake news com um homicídio.
 

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