JORNALISTAMINI

Ricardo chama PEC de Cássio de 'esquizofrenia' e diz que não vai 'sufocar' PMDB

"Vai chegar um momento, pois temos mais convergência que divergência", disse o governador sobre a aliança

wscomO governador Ricardo Coutinho (PMDB) afirmou, nesta quinta-feira (14), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que cria as polícias penitenciárias federal, estaduais e distrital , é resultado de uma 'esquizofrenia política', pois cria mais despesas para os Estados. O Senado aprovou por unanimidade a proposta, nesta quarta-feira (13).

“Você tem agentes penitenciários que já fazem esse papel. O legislativo cria aparatos que não são para a União, mas para os Estados, é uma esquizofrenia política, joga nas costas pois acham que os Estados são um saco sem fundo. Criam tudo sem prover a fonte de financiamento, quando lá em cima só se cria despesas, sem indicar de onde vem o dinheiro, ninguém pode fazer pauta bomba desse jeito”, disse o governador.

Ricardo comentou também o convite que recebeu do senador José Maranhão (PMDB) para a comemoração do seu aniversário, nesta sexta-feira (15), na Capital paraibana. Coutinho revelou que teria agenda no interior nesta sexta, mas pode comparecer caso ela não seja efetivada.

“Na verdade fui convidado, agora tenho agenda fora, se eu não cumprir irei. Mas não vamos sufocar o PMDB nem eles o PSB, é preciso ter tranquilidade, aniversário é aniversário, vai chegar um momento, pois temos mais convergência que divergência e não ultrapassamos o limite ético da discordância. Existe reconhecimento mútuo que nós fizemos, já por outro lado tem outra parte que sofre de inanição administrativa”, declarou.

Coutinho ainda defendeu novamente o direito de Maranhão pleitear a candidatura própria do PMDB em 2018, mas cravou que o PSB é protagonista e pensa no seu projeto para o Estado.

“É um direito de Maranhão, que goste ou não, sempre respeitei, quem sou eu para opinar se ele pode ir ou não. Agora é nosso direito pensar macro, pensar esse projeto de gestão, não podemos voltar para um governo patrimonial, atrasado. Garanto que o PSB deve ser candidato, pois é partido preponente, comandante, isso não impede que outras forças politica se coloquem”, concluiu.

 

Fonte: wscom

Quer que eu desenhe?

                                   Quer que eu desenhe?

À la Power Point de Deltan Dallagnol, a Polícia Federal incluiu em seu relatório sobre a atuação do PMDB dois organogramas para ilustrar a atuação de Michel Temer no “quadrilhão” do partido. A diferença desta vez, é que em vez de Lula, as flechas apontam Temer.
Em outro gráfico, a PF tenta ilustrar o papel das empresas no “quadrilhão” do PMDB.

A conclusão da investigação sugere que Temer tenha recebido vantagens de R$ 31,5 milhões — o que ele nega. O relatório da PF servirá para embasar nova denúncia do procurador-geral, Rodrigo Janot, contra o presidente.
Além de Temer, o inquérito mira os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Alves (AL).

Fonte: fabiocampana

Joesley e Saud dizem que mentiram sobre Janot e ministros do STF em gravação

'Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade', afirmaram dono e executivo da empresa JBS.

jjbsOs delatores Joesley Batista, um dos donos da JBS, e Ricardo Saud, executivo da empresa, divulgaram nota nesta terça-feira (5) para afirmar que não são verdadeiras as referências que fizeram em conversa gravada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a ministros do Supremo Tribunal Federal – a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, determinou investigação a respeito das citações de ministros do STF.

A gravação foi divulgada no início da tarde desta terça-feira (5) pelo jornal "O Globo"; no fim da tarde, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo e autorizou a liberação do conteúdo da gravação.

Nesta segunda (4), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou que mandou investigar se os executivos da JBS omitiram informações no acordo de delação premiada que firmaram com a Procuradoria Geral da República. Segundo ele, a apuração poderá levar à eventual rescisão do acordo de colaboração, hipótese em que apenas os benefícios obtidos pelos delatores são anulados, mas não as provas entregues por eles.

Na nota, Joesley e Saud afirmam que as referências a Janot e a ministros do Supremo "não guardam conexão com a verdade".

"Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso", afirmam no texto da nota.

Íntegra da nota

Leia abaixo a íntegra da nota de Joesley Batista e Ricardo Saud:

A todos que tomaram conhecimento da nossa conversa, por meio de áudio por nós entregue à PGR, em cumprimento ao nosso acordo de colaboração, esclarecemos que as referências feitas por nós ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República e aos Excelentíssimos Senhores e Senhoras Ministros do Supremo Tribunal Federal não guardam nenhuma conexão com a verdade. Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos Ministros e Ministras do Supremo Tribunal Federal, ao Procurador-Geral da República e a todos os membros do Ministério Público. 

Fonte: G1

TCU quer quase meio milhão de professores de volta às salas de aula

tcuPor iniciativa do ministro Walton Rodrigues, o Tribunal de Contas da União decidiu investigar e mapear professores de escola pública fora da sala de aula. Auditoria do TCU atesta que no ensino médio 70.000 professores estão nessa situação. No ensino básico é ainda pior: 380 mil têm gratificação de 40% para dar aulas, mas estão cedidos a outros órgãos. Cerca de meio milhão de professores devem ser obrigados a dar aulas. Ou terão de devolver a gratificação recebida ilegalmente. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Por lei, 60% dos recursos do Fundeb são destinados exclusivamente para pagar professores do ensino básico que estão na sala de aula.

“Dezenas de milhares de professores são remunerados com verbas federais, e servem em assembleias, câmaras e outros”, diz o ministro.

O TCU decidiu que caberá aos tribunais estaduais de Contas levantar o tamanho da burla à aplicação dos recursos do Fundeb.

Para Walton, recursos criados em benefício das futuras gerações não podem ser desviados para custear professores fora da sala de aula.

Fonte: fabiocampana

Ex-ministro do STJ recebeu propina de R$ 5 milhões, diz Palocci

cesarasforEm negociação de delação premiada, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou que o ex-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Cesar Asfor Rocha recebeu suborno no valor de pelo menos R$ 5 milhões da construtora Camargo Corrêa para barrar a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal.

Além da Camargo Corrêa, a operação deflagrada em 2009 tinha como alvos outras empreiteiras e políticos posteriormente investigados na Operação Lava Jato.

Palocci disse que o acerto com Rocha foi comandado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, morto em 2014, e incluía também a promessa de apoio para que o então magistrado fosse indicado para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) –o que acabou não acontecendo.

O repasse para Rocha foi depositado numa conta no exterior, segundo Palocci.

Asfor, a Camargo e a família de Bastos negam a acusação do ex-ministro.

Palocci está preso em Curitiba e negocia um acordo de delação premiada.

A Castelo de Areia foi interrompida por uma medida liminar concedida por Rocha, então presidente do STJ, em janeiro de 2010.

A alegação dos advogados da Camargo Corrêa, acolhida pelo à época ministro, foi a de que as interceptações telefônicas da operação, principal base das investigações, tiveram origem apenas em uma denúncia anônima, o que seria ilegal.

Naquele ano, levantamento do STJ feito a pedido da Folha revelou que era inédita a decisão de Rocha.

A apuração mostrou também que, antes e depois da concessão da liminar, Rocha decidiu pela validade de investigações iniciadas com denúncias anônimas.

Em março de 2011, o julgamento final sobre a legalidade da operação começou a ser feito pela 6ª Turma do STJ, da qual Rocha não fazia parte.

Na ocasião, a ministra relatora do caso, Maria Thereza de Assis Moura, votou pela anulação da operação e o ministro Og Fernandes, pela regularidade das investigações da Polícia Federal.

Porém, após o empate, o julgador Celso Limongi pediu vista e a apreciação da causa foi interrompida.

No mês seguinte, o caso foi retomado com voto de Limongi favorável à tese da Camargo Corrêa. O ministro Haroldo Rodrigues seguiu o mesmo entendimento e o resultado final foi de 3 a 1 pela ilegalidade dos grampos.

A decisão resultou na anulação total da operação e de todos os seus desdobramentos, que envolviam outras construtoras e políticos, inclusive obras da Petrobras posteriormente investigadas na Lava Jato –como as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná.

Palocci não mencionou nas tratativas de colaboração premiada repasses diretos aos ministros da 6ª Turma do STJ que julgaram a causa.

Rocha obteve aposentadoria do tribunal superior em setembro de 2012 e passou a exercer a advocacia.

RELAÇÃO COM BASTOS

Palocci e Bastos ocuparam ministérios no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bastos foi ministro da Justiça até março de 2007 e Palocci ministro da Fazenda até março de 2006, após assumirem em janeiro de 2003.

Depois de saírem dos cargos na administração de Lula, eles mantiveram relações comerciais.

Quando Palocci abriu sua consultoria, a Projeto, Bastos se tornou o segundo maior cliente da empresa.

O escritório do advogado fez repasses de R$ 5,5 milhões à Projeto, entre 2008 e 2011, segundo dados registrados pela Receita Federal.

À época, tanto Bastos quanto Palocci atribuíram os pagamentos ao grupo Pão de Açúcar, como resultado de assessoria nas negociações da fusão entre a companhia e as Casas Bahia.

Uma auditoria do grupo concluída em 2015, porém, não encontrou evidências de prestação de serviços, tampouco contratos que justificassem os pagamentos.

O Pão de Açúcar pertencia ao empresário Abilio Diniz, também próximo de Palocci, e passou a ser controlado pelo grupo francês Casino, no ano de 2013.

OUTRO LADO

O ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha, a construtora Camargo Corrêa e a família do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos negaram a prática de ilegalidades para barrar a Castelo de Areia.

Segundo Rocha, "se Antonio Palocci efetivamente produziu essa infâmia, eu o processarei e/ou a quem quer que a tenha difundido. A afirmação é uma mentira deslavada que só pode ser feita por bandido, safado e ladrão".

O ex-magistrado e atual advogado disse que o autor da acusação agora está obrigado a revelar as circunstâncias do repasse que apontou.

"Observo que Márcio Thomas Bastos é um saudoso e querido amigo. Todavia, toda classe jurídica sabe que Márcio, até por ter compromissos com outras pessoas, nunca me prometeu apoio (o que muito me honraria), nem eu jamais lhe pedi –para ser ministro do STF. Muito menos fiz tal pedido a qualquer picareta", afirmou Rocha.

O ex-ministro lembrou que a liminar que ele concedeu em 2010 posteriormente foi mantida pela ministra relatora Maria Thereza de Assis Moura e pela 6ª Turma do STJ, que também concedeu habeas corpus no caso.
Essa decisão depois também foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal, relatou o ex-presidente do STJ.

A Camargo Corrêa afirmou que desconhece qualquer irregularidade. "A única participação do ministro Cesar Asfor Rocha foi a concessão de uma medida liminar, que foi objeto de recurso, tendo sido confirmada, por unanimidade, pela 6ª turma do Superior Tribunal de Justiça".

Segundo a nota, "a anulação da operação foi confirmada pela 1ª turma do STF, que ratificou a existência de nulidade insuperável".

O advogado José Diogo Bastos Neto, sobrinho de Márcio Thomaz Bastos, disse que a família do ex-ministro recebe a acusação com indignação. "A afirmação é uma grande mentira, uma irresponsabilidade e até um ato de covardia, uma vez que ele não está mais entre nós."

A defesa de Palocci não se pronunciou.

Fonte: http://m.folha.uol.com.br

Mais artigos...

Impakto nas Redes Sociais

                                   

 

blogimpakto.        sicride      CONTASABERTAS       horasc    acervo        kennya6    IMG 20170821 WA0024  codigoeticajor    jornalismoinvestigativo

Desenvolvido por: ClauBarros Web