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Polícia investiga casos de abusos sexuais em clínica de reabilitação de Minas

Quando policiais chegaram ao imóvel, 32 pacientes estavam trancados 

Delegacia da Polícia Civil em Matozinhos Errata: A Polícia Civil entrou em contato com a reportagem de O TEMPO, nesta terça-feira (20), e informou que, ao contrário do que havia divulgado anteriormente, no dia 19, ainda não há confirmação de que os internos foram abusados sexualmente. O texto e o título desta reportagem foram atualizados às 17h30.

Pessoas trancadas, por muitas vezes sedadas, ameaçadas, agredidas e casos suspeitos de abusos sexuais. Esses são alguns dos maus-tratos em uma clínica de reabilitação da cidade de Prudente de Morais, na região Central do Estado, conforme divulgado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (19). Oito pessoas, entre elas um proprietário, foram encaminhadas à delegacia. 

Há cerca de um mês, a instituição recebeu uma denúncia que os internos, todos homens com idades entre 18 e 80 anos, eram maltratados e mantidos em cárcere privado. Alguns estariam internados de forma compulsória, e outros, voluntariamente.

Policiais foram até o endereço indicado e encontraram 32 pacientes trancados. Ao todo, o local, que atendia de forma particular, tinha 45 pacientes. "Os conduzidos são antigos internos do centro de internação. Estamos investigando se eles são contratados, em que qualidade estão lá. Eles são os detentores das chaves, quem trancam e destrancam, então eles têm uma participação efetiva no cárcere privado", explicou a delegada Priscila Pereira Santos.

A pena pode variar de dois a cinco anos de prisão. Ainda conforme a Polícia Civil, a Secretaria de Assistência Social de Prudente de Morais ficou responsável pelos pacientes e pelo contato com as famílias.

Ainda conforme a polícia, dos conduzidos, seis ficaram presos e dois foram liberados. 

Pássaros

No espaço também foram encontrados pássaros presos em gaiolas e lixos jogados em uma lagoa nos fundos do imóvel. Com isso, o grupo também poderá responder por maus-tratos a animais e danos ambientais.

A reportagem de O TEMPO não localizou nenhum número de telefone da clínica, que não tinha alvará de funcionamento, para que os responsáveis pudessem passar suas versões dos fatos.

Fonte: otempo.com.br

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