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Denúncia de desvio de armas do Depen está confirmada e responsável é preso

soe 1Uma denúncia de desvio de armas dentro do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), publicada com exclusividade pela Tribuna no dia 15 de dezembro de 2016, foi confirmada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) e pela própria Depen nesta sexta-feira (3) com a prisão de Sebastião Baptista Ramos Neto, de 40 anos.

Segundo a denúncia, armas destinadas ao uso de um grupo de agentes penitenciários de elite, treinados para agir no controle de rebeliões e crises em presídios do Estado, poderiam estar nas mãos de criminosos. A situação foi investigada e ontem (2) foi preso o responsável pelo “sumiço” das 12 carabinas Winchester, oito espingardas calibre 12 e dois revólveres 38, que estavam no paiol da Subdivisão de Operações Especiais (Soe).

“O Depen constatou a falta de algumas armas que foram doadas pela Polícia Civi, então iniciamos as investigações e constatamos que elas foram recebidas por um servidor que aproveitou o momento de transição de patrimônio para realizar o desvio de 22 das 160 armas existentes”, afirmou o delegado Emmanoel David, da Delegacia de Furtos e Roubos.

Segundo ele, o funcionário público Sebastião era responsável pelo paiol de armas do Soe e tinha as chaves do local e todo o controle do arsenal. No entanto, houve contradição em seu depoimento na delegacia. “Ele não confessou o crime e ainda disse que não tinha as chaves, algo que já tínhamos comprovado”.

Onde estão as armas?

O diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, confirma as informações e afirma que a investigação ainda não terminou. “Outros procedimentos estão sendo instaurados para sabermos se outros funcionários tiveram participação no desvio, e também estamos em contato com o Estado de Santa Catarina para confirmamos se essas armas foram encaminhadas para o crime”, disse.

Na denúncia publicada pela Tribuna em dezembro, os funcionários do Depen afirmaram que o agente responsável respondia a vários processos administrativos dentro do sistema e possuía fortes relações com uma pessoa envolvida com facções criminosas e tráfico de drogas.

Fonte: tribunapr.com.br

Denarc faz operação para prender traficantes

Tráfico de drogas era comandado de dentro da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu.

traficantesSeis pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha de tráfico de drogas foram alvos de uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (26) pela Divisão de Narcóticos (Denarc). A ação policial, batizada de “Sol de Maio”, ocorreu em Foz do Iguaçu e Guarapuava, para onde a droga era entregue.

De acordo com a Denarc, a organização criminosa é suspeita de comprar drogas em Foz do Iguaçu, e de revendê-las depois. Tudo comandado de dentro da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu, onde Jean Carlos Miguel da Silva, preso por tráfico de drogas e homicídio, dava as ordens. 

Três pessoas foram presas em Foz e outras três em Guarapuava, onde eles recebiam a droga enviada da fronteira. Uma pessoa não foi encontrada pela polícia e está foragida. O helicóptero do DENARC deu apoio na operação.

Fonte: Portal da Cidade Foz do Iguaçu

Em Alcaçuz, presos controlam chave de pavilhões e até entrada de comida

alcacuzTodos os dias, a empresa contratada para fornecer alimentação aos cerca de 1.300 detentos deixa as quentinhas na portaria da penitenciária de Alcaçuz. Naquele momento, agentes chamam um preso, conhecido como "pagador", que tem um carrinho já preparado para levar os alimentos aos colegas. Sim, são os presos que distribuem a comida entre si podendo decidir, inclusive, quem se alimenta.

Essa é só uma das rotinas que mostram o domínio dos presos na penitenciária de Nísia Floresta (na Grande Natal), onde, no dia 14 de janeiro, houve um massacre com pelo menos 26 mortes de detentos. 

O UOL ouviu por uma semana relatos de agentes, presos, advogados e autoridades sobre como era o presídio antes do massacre. 

Em março de 2015, uma rebelião destruiu quatro dos cinco pavilhões. Desde então, os agentes não entram mais na unidade para serviços.

"Quem é que entra com os presos todos soltos para entregar comida? Isso ocorre por falta de segurança. Sem contar que isso não é nosso serviço. Nossa missão é manter a ordem e a segurança na unidade. Os presos que estão lá ganham remissão de pena pelo serviço", explica a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte, Vilma Batista. 

Segundo ela, há um número reduzido de agentes de plantão: antes do massacre do dia 14, eram seis na escala. Agora, com o agravamento da crise, esse número subiu.

Ela conta ainda que os agentes têm um limite de acesso. "Os presos estão soltos, e a gente não tem acesso às áreas. Só quando vem reforço é que a gente faz uma intervenção. O limite de acesso é antes do portão", afirma.

sso interfere também quando há necessidade de um advogado conversar com um preso. "Quando precisamos conversar com um preso, vamos até um guichê de atendimento. Lá, vou a um agente do administrativo, que procura saber em que pavilhão ele está. Você pega esse papel e leva a um agente, que chama um preso chaveiro geral. Ele pega o papelzinho, vai correndo ao pavilhão e, quando chega nas proximidades, chama outro preso chaveiro, que no pavilhão começa a gritar para chamar o preso", conta o advogado e coordenador estadual do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, Gabriel Bulhões. 

"Ele vem, então, até a porta do pavilhão, e o chaveiro abre e o tira. Então, vem com o outro chaveiro até o rol de Alcaçuz, quando ele deixa o complexo", complementa.

Os presos pagadores são jurados de morte por outros detentos por prestarem serviço ao Estado. Por isso, eles ficam em outra acomodação separada.

Ações fracassadas

A versão de que os presos estão soltos é confirmada pelo Estado, Ministério Público e Justiça. O juiz da Vara de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar afirma que o Estado até tentou reconstruir o que houve de destruição, mas fracassou.

"Em março de 2015, quando houve as grandes rebeliões, o Estado disse que ia reconstruir, gastar R$ 8 milhões. Deixei claro que era dinheiro jogado fora, porque iam quebrar tudo de novo. Colocar grades em cela que cabiam oito, mas tinha 20? Era óbvio que iam arrebentar. O dinheiro foi quase todo perdido. Se for recuperar agora, vai acontecer o mesmo", disse.

Com os presos no controle, o MP (Ministério Público) acredita que houve um fortalecimento das facções.

"Já faz 22 meses que tivemos a pior rebelião de Alcaçuz. Tudo foi quebrado, apenas o pavilhão 5 era inteiro e agora é o mais depredado. Desde março de 2015 que está tudo fora de controle nos demais pavilhões, que os presos ficam soltos e não se recolhem as celas. Assim, as lideranças do crime exercem sua ditadura sobre os demais presos. Se não resolvermos isso, não resolveremos o problema", afirma o Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis.

Lá dentro, segundo apurou o UOL, presos de facções cobram "mensalidades". O PCC, por exemplo, cobra valores e faz rifas rotineiras com intuito de arrecadar fundos. Já o Sindicato do Crime tem um "caixa", em que cada detento ligado a ela é obrigado a pagar R$ 50 mensais.

Problemas estruturais

O pesquisador e coordenador do Obvio (Observatório da Violência Letal Intencional), ligado à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Ivênio Hermes, explica que além dos problemas causados pelo domínio dos presos, há outros estruturais que tornam ainda mais difícil a existência da unidade.

O presídio é dividido em cinco pavilhões, sendo que o último deles, o 5, é independente e chamado de penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga. Mas o prédio fica dentro do complexo, separado de outros pavilhões apenas por um portão --que foi destruído no sábado. Ele abrigava pessoas do PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Alcaçuz tem 10 guaritas, mas apenas nove funcionam. Dessas, só cinco estão sendo utilizadas porque as outras não possuem condições de um homem subir. E elas não se comunicam entre si. Os guariteiros [policiais que ficam nas guaritas] não podem caminhar pelo muro para fazer a segurança do perímetro. Há um ponto cego, onde não há guarita, e faz com que uma parte inteira do presídio seja local de fugas", explica.

Além disso, o projeto executado seria diferente daquele pensado no início. Um exemplo foi a localização da obra, construída sob dunas móveis. Em 1998, conta uma moradora da região, o local onde Alcaçuz foi erguido era o ponto mais alto da região. Hoje, há várias outras dunas mais altas, que permitem a visão completa da penitenciária.

"O piso não é de concreto, e assim é fácil fazer escavações. Os pavilhões são de alvenaria, tijolo, que são facilmente quebráveis. Não há como fixar grades corretamente. Sem contar que um dos lados fica muito próximo da comunidade e permite que pessoas lancem para dentro qualquer material", explica Hermes, que também é engenheiro civil.

Ações do governo

A principal ideia do governo para acabar com a guerra de facções --até a construção de novos presídios é erguer um muro para separar os detentos de grupos opostos. A obra teve início nesse sábado (22).

O governador Robinson Faria (PSD) afirmou que não tem como meta reformar Alcaçuz e pretende acabar com a unidade após a construção dos três presídios previstos.

Já sobre a falta de pessoal, o governo anunciou que vai contratar 700 agentes penitenciários provisórios. A medida, porém, é criticada pelo sindicato da categoria, que planeja uma greve em protesto contra a medida.

Fonte: https://massanews.com

Vereador foi eleito com patrocínio de organização criminosa, diz promotor

ANAILDOO radialista Anaildo Colonia, apresentador do programa ‘fala povão’ da rádio 98 fm, apresentou em seu programa um áudio atribuído ao promotor de justiça João Alves Neto em que o defensor público afirma haver em Eunápolis edil eleito, financiado pelo PCE, sigla denominativa da facção, Primeiro Comando de Eunápolis.

Segundo a narrativa do radialista o promotor João Alves Neto levanta um questionamento que deverá ser investigado e apurado.

A fala que se atribui ao promotor de justiça é taxativa na afirmação de haver membro do legislativo municipal eleito apoiado e financiado pela facção.

Fonte: anotícia1/http://atosnoticias.com.br/

Crime organizado pode ter ordenado morte de agente penitenciário em Londrina, afirma secretário

crime organizadoA passagem rápida por Londrina para participar da formatura de 394 policiais militares e 33 bombeiros, ocorrida na tarde desta terça-feira (10) no Ginásio de Esportes Moringão, não impediu que o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, fosse "prensado" pelos jornalistas que cobriam a solenidade sobre um assunto que tem incomodado a Sesp: o andamento das investigações da execução do agente penitenciário Thiago Borges de Carvalho, 33 anos, no dia 20 de dezembro de 2016.

Na semana passada, a assessoria de imprensa da secretaria informou que as diligências permaneciam "em sigilo absoluto". Em entrevista coletiva, Mesquita reforçou que o caso é tratado como "prioritário e está sendo conduzido de forma técnica pelos delegados responsáveis". O inquérito é tocado por Manuel Pelisson, titular da Delegacia de Homicídios de Londrina (DHL). Contrariando a informação repassada pela assessoria ao Portal Bonde de que as investigações seguiam "sem novidades", o secretário garantiu que "houve avanços".

Pela primeira vez em uma aparição pública, Mesquita reconheceu o possível envolvimento do crime organizado na morte do agente. Na coletiva realizada em 21 de dezembro, um dia após a execução, o secretário aproveitou para lançar uma força-tarefa envolvendo policiais civis, militares e o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), mas assegurou que "a quadrilha tinha um suporte para descobrir a rota de Thiago e os companheiros da PEL 2, onde voltavam de uma revista. O que resta saber é se essas informações vieram de alguma facção criminosa".

Vinte dias depois, o discurso é outro. Na entrevista desta terça-feira, Mesquita adiantou que "tudo indica a participação do crime organizado no atentado. Isso redobra a nossa atenção e amplia a resposta do Estado em relação à esse caso. Vamos tentar localizar essas armas e os mandantes/participantes", comentou. Detalhes de onde teria partido a ordem para o assassinato do servidor público não foram revelados à imprensa.

A morte

Thiago Borges de Carvalho era um dos integrantes da Seção de Operações Especiais (SOE) do Depen, criado pelo ex-secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini. O grupo sempre foi batizado como "linha de elite" pelos fundadores. O objetivo é combater episódios de crise nas penitenciárias do Estado, como rebeliões e motins.

A Sesp acredita que o trabalho de Carvalho no SOE possa ter motivado o atentado, mas não há confirmação de que o ataque teria sido direcionado apenas ao agente. Ele trafegava em um Logan sem qualquer tipo de proteção quando foi executado com tiros de fuzil. No carro, também estavam outros três colegas de Thiago, todos do SOE. Dois deles, sendo uma mulher, conseguiram atendimento às pressas no Hospital da Zona Sul (HZS). Eles já retornaram ao trabalho.

Thiago foi encaminhado ao mesmo hospital pelos próprios companheiros, mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu minutos depois.

Rafael Machado - Redação Bonde

 

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