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Agente do Estar é espancado por homem ao notar briga de casal

Segundo o gerente de fiscalização da Setran, Josiel Martins, a vítima foi espancada por um homem que não gostou de vê-lo anotando a placa do carro

Um agente da Setran (Secretaria de Trânsito), de 57 anos, foi agredido enquanto trabalhava fiscalizando a presença de Estacionamento Regularizado (EstaR) nos carros na Rua Saldanha Marinho, entre a Fernando Simas e a Ângelo Sampaio, no Centro de Curitiba, por volta das 11h20 deste sábado. Segundo o gerente de fiscalização da Setran, Josiel Martins, a vítima foi espancada por um homem que não gostou de vê-lo anotando a placa do carro.

“Acontece que dentro desse veículo um casal brigava. Na correria do dia a dia, o agente veio por trás, não percebeu e acabou sendo agredido por esse homem, que não gostou dele olhar a placa e também verificar a presença de EstaR no painel”, descreveu Martins à Banda B, apontando que a hipótese é de que o agressor tenha feito isso por achar que o agente queria se envolver na discussão dele com a namorada.

O coordenador da Setran contou que as agressões foram brutais. “O agressor era muito forte, vestia só uma bermuda xadrez, sem camiseta e chinelo, com porte de lutador. Ele o derrubou e deu vários chutes e socos na cabeça. Uma intolerância muito grande”, lamentou.

A filha do agente da Setran foi quem procurou à Banda B para relatar o que aconteceu, inicialmente achando que o pai tinha apanhado devido à profissão. “Ele estava trabalhando na Saldanha Marinho e quando foi chegar perto de um carro para verificar o EstaR veio um cara e começou a agredi-lo, talvez porque foi multado”, contou ela, ainda sem saber o que teria gerado a agressão.

O agente da Setran foi levado ao Hospital Evangélico e recebeu alta na tarde deste sábado. Ele deverá fazer o Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil.

Fonte: arede.info

Ex-preso de Guantánamo, afegão lidera guerra contra o Estado Islâmico

Hajji Ghalib esteve preso em Guantánamo e hoje lidera luta contra o Estado Islâmico

 

hajji

Hajji Ghalib fez exatamente o que os militares dos EUA temiam que ele fizesse depois de sua libertação da prisão de Guantánamo: ele voltou ao campo de batalha no Afeganistão. Mas em vez de se preocupar com Ghalib, os norte-americanos poderiam ter pensado em incentivá-lo. Magro e queimado de sol, ele agora está liderando a luta contra o Taleban e o Estado Islâmico numa faixa do leste do Afeganistão.

Sua eficácia fez com que fosse nomeado como representante do governo afegão em algumas das regiões mais devastadas pela guerra do país. Autoridades afegãs e norte-americanas o descrevem como um combatente ferrenho e eficiente contra a insurgência, e os militares norte-americanos às vezes apoiam seus homens com ataques aéreos –embora Ghalib reclame que não há tantos aviões de bombardeio e drones quanto gostaria.

Relatos sobre ex-prisioneiros de Guantánamo que foram lutar ao lado do Taleban ou do Estado Islâmico se tornaram comuns. Assim como aqueles sobre presos inocentes que foram capturados pelos EUA e jogados na prisão sem recurso ou apelo. Mas isto é novidade: a história de um homem rotulado injustamente como combatente inimigo e preso em Guantánamo por quatro anos, que depois se torna um aliado firme dos EUA no campo de batalha.

Aos 54 anos, Ghalib tem o rosto enrugado, olhos exaustos e ao mesmo tempo atentos, como se tudo o que esperassem ver é a próxima desgraça que se abaterá sobre sua vida. Já foram muitas, entre elas a morte de ambas suas esposas, suas filhas, uma irmã e um neto nas mãos dos Taleban.

“Para ser honesto, não tenho boas memórias de vida”, disse Ghalib.

Em entrevista recente em Cabul, ele catalogou os inimigos que combateu numa vida inteira de luta –primeiro os soviéticos, durante a jihad da década de 1980; depois, o Taleban nas três décadas seguintes; e agora o Estado Islâmico.

Demorou mais para enumerar a longa lista de parentes que ele perdeu ao longo dessas décadas de calamidade, desde um irmão que morreu na guerra contra os soviéticos na década de 1980 até seu sogro de 70 anos, que foi decapitado este mês. O Taleban matou mais de 19 parentes ao todo.

“Tudo tem sido guerra e morte”, lamentou.

Agora, sua luta mais recente o colocou contra um homem que ele considerava um amigo próximo: um poeta chamado Abdul Rahim Muslim Dost, que vivia a seu lado em Guantánamo.

Embora Ghalib tenha escolhido rejeitar o ressentimento e lutar em prol do governo apoiado pelos EUA, seu antigo amigo Dost agora lidera os combatentes do Estado Islâmico que as forças de Ghalib estão tentando expulsar do leste do Afeganistão.

Mas há alguns anos, presos no mesmo prédio em Guantánamo, eles passavam os dias debatendo política e a religião.

Dost, um homem sisudo mas perspicaz, que era conhecido pela poesia que entalhava nas laterais das canecas de café por falta de outro material para escrever, era inflexível ao dizer que só havia um caminho depois que fossem soltos: ir ao Paquistão e entrar para a jihad. Ele falava em unir todo o mundo muçulmano.

Ghalib tinha outros planos. “Eu argumentava que nós éramos afegãos e devíamos apoiar o Afeganistão”, disse ele, o que significava defender o governo atual, apoiado pelos Estados Unidos, que substituiu o Taleban. Era a opinião da minoria, mas ele não tinha medo de compartilhá-la com nenhum de seus compatriotas presos. “Éramos amigos uns dos outros, apesar das opiniões diferentes”, disse ele.

Fonte: arede.info

A estreia do documentário do DCM sobre Alckmin, a Sabesp e a falta d’água em São Paulo‏

aguaspO DCM apresenta nosso novo documentário: “O Escândalo da Sabesp: a verdadeira história da falta de água em São Paulo”.

Em maio de 2014, o governador Geraldo Alckmin inaugurou as cotas de volume morto do sistema Cantareira, o maior reservatório de água do estado de São Paulo. A crise hídrica dura há mais de um ano e não dá sinais de que está sendo devidamente debelada.

Produzimos reportagens financiadas por nossos leitores através da plataforma de crowdfunding Catarse. Conversamos com promotores do Ministério Público do Estado de São Paulo, funcionários, diretores, políticos e especialistas no setor de gestão de recursos hídricos, além de pessoas que estão vivendo o drama de abrir a torneira e sair ar.

Todos foram unânimes: o que aconteceu com a empresa foi uma gestão capenga de uma empresa altamente lucrativa, sob a leniência do governo Alckmin.

Divulgamos em primeira mão documentos do Ministério Público que acusam ex-funcionários da Sabesp de formação de um cartel de fornecedores terceirizados. Documentos da empresa mostram o adiamento das providências. Mostram com exclusividade que falhas de medição da água em edifícios comerciais geram prejuízos de R$ 200 mil até R$ 200 milhões por ano.

A Sabesp triplicou gastos com publicidade durante a reeleição em primeiro turno de Geraldo Alckmin em 2014. O dinheiro investido garantiu uma cobertura mansa da grande imprensa sobre a falta de água.

Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, chega a ficar mais de 17 horas diariamente sem água. O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto, uma indicação do senador tucano Aloysio Nunes, chegou a sugerir às vítimas que corressem para as montanhas. Acompanhamos de perto as investigações da CPI aberta na Câmara Municipal. A má gestão é um grande negócio para a Sabesp.

A direção do documentário é de Carla Bispo, que se debruçou sobre o material que colhemos ao longo de meses. Confira o vídeo sobre esse escândalo que ainda está longe de se encerrar em São Paulo.

Muito obrigado pelo apoio.

ASSISTA AQUI:

https://www.youtube.com/watch?v=6St14AQUABk

4 bandidos que estupraram e mataram agente de saúde, foram mortos por populares

enterroSegundo informações, várias pessoas se revoltaram após tomarem conhecimento da identidade dos  autores do estupro e assassinato da agente de saúde. Após um deles ter sido pego , denunciou os outros, então os populares se uniram e localizaram os homens, linchando-os até a morte.
Um dos envolvidos, B. de Ubaitaba, havia sido detido pela Polícia Civil, para prestar depoimento, por suspeita no envolvimento do crime, mas por ser menor, foi liberado até que o caso fosse apurado. Ao voltar para casa, o carro  onde estava foi interceptado nas proximidades do distrito do Acaraí,  populares cercaram o carro e o tiraram  a força matando-0 em seguida. Segundo informações da Polícia, esse mesmo indivíduo já era suspeito de ter feito outra vítima há uma semana atrás.
No total foram 4 mortes, sendo que um dos corpos teve seus órgãos genitais arrancados e outro foi queimado. O local do crime foi entre Acaraí e a fazenda Brahma. A ação dos justiceiros foi bem rápida, a policia local não conseguiu conte-los.
Relembre o caso:  
A vítima Lecy Mendes Brito, foi encontrada morta, com sinais de estupro e espancamento,  ela apresentava várias manchas no corpo, as pernas estavam quebradas. O corpo foi encontrado horas depois de sair de sua casa para ir ao povoado do Acaraí onde trabalhava como agente de saúde e não chegou no destino e nem na cidade na casa do seu filho, nem de parentes.
A população revoltada acompanhou enterro de agente de Saúde
 

Elites controlam o sistema judicial, mostra pesquisa da USP

Tese conclui que elites jurídicas provêm das mesmas famílias, universidades e classe social

por Cida de Oliveira, RBA publicado 08/11/2010 

justica2Há, no sistema jurídico nacional, uma política entre grupos de juristas influentes para formar alianças e disputar espaço, cargos ou poder dentro da administração do sistema. Esta é a conclusão de um estudo do cientista político Frederico Normanha Ribeiro de Almeida sobre o judiciário brasileiro. O trabalho é considerado inovador porque constata um jogo político “difícil de entender em uma área em que as pessoas não são eleitas e, sim, sobem na carreira, a princípio, por mérito”.
Para sua tese de doutorado A nobreza togada: as elites jurídicas e a política da Justiça no Brasil, orientada pela professora Maria Tereza Aina Sadek, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Almeida fez entrevistas, analisou currículos e biografias e fez uma análise documental da Reforma do Judiciário, avaliando as elites institucionais, profissionais e intelectuais.
Segundo ele, as elites institucionais são compostas por juristas que ocupam cargos chave das instituições da administração da Justiça estatal, como o Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça, tribunais estaduais, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Já as elites profissionais são caracterizadas por lideranças corporativas dos grupos de profissionais do Direito que atuam na administração da Justiça estatal, como a Associação dos Magistrados Brasileiros, OAB e a Confederação Nacional do Ministério Público.
O último grupo, das elites intelectuais, é formado por especialistas em temas relacionados à administração da Justiça estatal. Este grupo, apesar de não possuir uma posição formal de poder, tem influência nas discussões sobre o setor e em reformas políticas, como no caso dos especialistas em direito público e em direito processual.
No estudo, verificou-se que as três elites políticas identificadas têm em comum a origem social, as universidades e as trajetórias profissionais. Segundo Almeida, “todos os juristas que formam esses três grupos provêm da elite ou da classe média em ascensão e de faculdades de Direito tradicionais, como o Faculdade de Direito (FD) da USP, a Universidade Federal de Pernambuco e, em segundo plano, as Pontifícias Universidades Católicas (PUC’s) e as Universidades Federais e Estaduais da década de 60”.
Em relação às trajetórias profissionais dos juristas que pertencem a essa elite, Almeida aponta que a maioria já exerceu a advocacia, o que revela que a passagem por essa etapa "tende a ser mais relevante do que a magistratura”. Exemplo disso é a maior parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), indicados pelo Presidente da República, ser ou ter exercido advocacia em algum momento de sua carreira.
O cientista político também aponta que apesar de a carreira de um jurista ser definida com base no mérito, ou seja, via concursos, há um série de elementos que influenciam os resultados desta forma de avaliação. Segundo ele, critérios como porte e oratória favorecem indivíduos provenientes da classe média e da elite socioeconômica, enquanto a militância estudantil e a presença em nichos de poder são fatores diretamente ligados às relações construídas nas faculdades.
“No caso dos Tribunais Superiores, não há concursos. É exigido como requisito de seleção ‘notório saber jurídico’, o que, em outras palavras, significa ter cursado as mesmas faculdades tradicionais que as atuais elites políticas do Judiciário cursaram”, afirma o pesquisador.
Por fim, outro fator relevante constatado no levantamento é o que Almeida chama de “dinastias jurídicas”. Isto é, famílias presentes por várias gerações no cenário jurídico. “Notamos que o peso do sobrenome de famílias de juristas é outro fator que conta na escolha de um cargo-chave do STJ, por exemplo. Fatores como estes demonstram a existência de uma disputa política pelo controle da administração do sistema Judiciário brasileiro”, conclui Almeida.

Com informações da Agência USP

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