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Quadrilhas políticas lideram ranking de grupos criminosos junto com o tráfico

A cada três dias a Polícia Federal (PF) abre dois inquéritos para investigar a atuação de organizações criminosas no País.

d2709A cada três dias a Polícia Federal (PF) abre dois inquéritos para investigar a atuação de organizações criminosas no País. A política, com 16,4% dos casos, lidera o ranking dessas quadrilhas, empatada com o tráfico de drogas (16,3%). São casos que só existem por causa da lei 12.850, criada há cinco anos, que tipificou esse tipo de delito no País, disciplinando as delações premiadas, as ações controladas, as infiltrações, escutas ambientais e outras medidas que se tornaram fundamentais para resultados de operações como a Lava Jato, que provocaram um terremoto político.

É com base nessa lei ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Michel Temer (MDB) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) são alvo de investigações sobre supostas organizações criminosas que teriam sido montadas com a participação de integrantes de seus partidos para desviar recursos da Petrobrás – todos negam as acusações. “A lei foi fundamental. Ela garantiu os instrumentos e deu segurança jurídica para que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal pudessem atuar”, disse o procurador da República Rodrigo De Grandis.

A cada três dias a Polícia Federal (PF) abre dois inquéritos para investigar a atuação de organizações criminosas no País. A política, com 16,4% dos casos, lidera o ranking dessas quadrilhas, empatada com o tráfico de drogas (16,3%). São casos que só existem por causa da lei 12.850, criada há cinco anos, que tipificou esse tipo de delito no País, disciplinando as delações premiadas, as ações controladas, as infiltrações, escutas ambientais e outras medidas que se tornaram fundamentais para resultados de operações como a Lava Jato, que provocaram um terremoto político.

É com base nessa lei ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Michel Temer (MDB) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) são alvo de investigações sobre supostas organizações criminosas que teriam sido montadas com a participação de integrantes de seus partidos para desviar recursos da Petrobrás – todos negam as acusações. “A lei foi fundamental. Ela garantiu os instrumentos e deu segurança jurídica para que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal pudessem atuar”, disse o procurador da República Rodrigo De Grandis.

Operação da PF – Imagem EBC

Para o cientista político e professor da USP José Álvaro Moisés, há poucas legislações na história da República que tiveram tanto impacto no País. Ele acrescenta três fatores para explicar o alcance da legislação. O primeiro é o fato de a Constituição de 1988 ter dado autonomia e força ao Ministério Público, à PF e à Justiça Federal. “Os mecanismos de controle foram fortalecidos.” Com isso, criou-se as condições para as revelações que mostraram o alcance da corrupção no País a uma população que, desde os anos 1980, acompanhava mais de perto o que acontecia na política

Balanço

O balanço dos inquéritos da PF abertos com base na legislação contra as organizações criminosas mostra que a corrupção e os demais crimes contra a administração pública levam menos acusados para a cadeia do que o crime organizado. Entre 2013 e 2017, 132 acusados (9,3% do total) foram presos em razão dos inquéritos, enquanto 541 (38,4%) foram parar no cárcere por causa das drogas – aqui não estão incluídos os casos de lavagem de dinheiro e de delitos financeiros, o que faria esse número crescer, pois juntos representam 9,2% dos casos.

Há ainda mais 9,3% do total de inquéritos que se dedicam a investigar a organização em si, enquanto os crimes praticados pelo grupo são alvo de outras apurações, como ocorre na Lava Jatos com as investigações contra o MDB, o PT e o PP. Dos 1.025 inquéritos abertos no período para investigar apenas essas organizações, 48% já foram concluídos. Destes, pouco mais da metade (54%) terminaram sem a identificação ou a prisão de quem quer que fosse.

“Uma das razões para isso é a complexidade dos casos. Se você pegar a maioria dos delegados no País, (cada um) tem em média 500 casos por mês para analisar. Nos Estados Unidos eles cuidam de até cinco casos”, disse o desembargador Roberto Porto, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Para o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, do Ministério Público Estadual, o número de inquéritos concluídos com indiciamento é bom. Isso porque nem sempre, quando uma investigação é aberta, se tem de antemão a certeza da ação de uma organização criminosa, como ocorre em relação ao crime organizado comum.

Pico

O balanço dos cinco anos da lei mostra que tanto o número de prisões quanto o de indiciamentos nos inquéritos abertos tiveram pico entre os anos de 2014 a 2016, o que coincide com o auge da Lava Jato. Não é à toa que o Estado com maior número de inquéritos que registraram prisões foi o Paraná, com 39 casos, quase o dobro de São Paulo (20 casos).

O Paraná teve o maior número de inquéritos e de indiciamentos nessas investigações. Só fica atrás de São Paulo no número de indiciados. Há, nos dados da PF, uma queda de prisões e indiciamentos em 2017. Para a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, há uma explicação para o fenômeno: os criminosos aprenderam a praticar crimes sem deixar rastros. “Usam WhatsApp em vez do telefone.”

Por fim, de 2013 a 2017, a PF realizou mais de 2,5 mil operações para deter integrantes desses grupos e apreender provas e bens ilícitos. Para o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, esses resultados demonstram que o combate à corrupção virou prioridade. “Descobrimos como fazer a repressão a esse delito.”

Eficiência

Policiais, advogados, cientistas políticos e procuradores defendem novas medidas para aumentar a eficiência no combate à corrupção. Entre elas está permitir o arquivamento dos casos penais cuja investigação tem pouca possibilidade de sucesso. “No Brasil, há a obrigatoriedade de que todo crime deve ser investigado até o fim. Na prática, isso é impossível. Todos os países caminham para mitigar essa obrigatoriedade, estabelecendo parâmetros para isso. Se a persecução penal não tem eficiência, não se deve gastar tempo e dinheiro com ela. Deve-se pôr seus recursos naquilo que é mais importante”, diz o procurador da República Andrey Borges de Mendonça.

Setenta dessas medidas foram reunidas no livro Novas Medidas Contra a Corrupção. Elas visam preencher lacunas como punir a corrupção privada e promover mudanças na legislação dos partidos políticos para garantir transparência, democracia nos partidos e responsabilização dos dirigentes, submetendo os partidos políticos aos mecanismos de controle previstos na lei de Lavagem, como identificar e registrar os doadores e comunicar operações suspeitas à autoridade. Para o cientista político Marcelo Issa, do Movimento Transparência Partidária, é preciso dar um “choque de transparência nos partidos”.

Fonde: bandaB

"Não dependo disso para viver", afirma traficante detido pela PM

Suspeito de 25 anos foi detido após denúncias; prisão aconteceu no Conjunto Paulo Godoy

d24 09 2018A prisão ocorreu em uma residência no Conjunto Paulo Godoy, em Cascavel, após denúncias. No local, foram apreendidos drogas, dinheiro e produtos sem comprovação de origem.

No vídeo gravado pela equipe da PM, os policiais questionam o suspeito sobre como funcionava a venda do entorpecente. Ele, então, mostra algumas anotações de negociações com "amigos".

"Vendo para meus amigos, pego meu dinheiro e estoco a minha droga. Porque eu não dependo disso para viver. Tenho mesa de som, tenho minhas arbitragens", explica o suspeito. "Eu vou lá compro uma quantidade grande para mim e deixo estocado. Aí tem os meus amigos e eles compram de mim", completa.

Ele foi encaminhado a 15ª SDP (Subdivisão Policial), junto à droga e aos produtos apreendidos.

Fonte: catve

A pequena cidade brasileira que tinha maconha plantada até na praça principal

Praça João de Góes foi o local onde as plantas de maconha foram colocadas

d1709A pequena cidade de Cruzeta (RN) tornou-se notícia em todo o Brasil há 22 anos. Na época, foram encontradas diversas plantações de maconha no município. Havia erva em várias localidades da região, entre elas em casas de moradores, em uma praça e até no cemitério.

O caso ganhou repercussão em todo o país e até hoje é alvo de comentários dos moradores da cidade de 8 mil habitantes. Entre os mais novos, alguns têm dificuldade para acreditar que o caso tenha acontecido no pacato município.

Nas redes sociais, uma reportagem de um telejornal sobre as plantações em Cruzeta, na época em que elas foram descobertas, constantemente volta a repercutir. No YouTube, um vídeo sobre o assunto tem mais de 200 mil visualizações.

Os moradores que consumiam a planta alegaram à polícia, logo que o caso veio à tona, que utilizavam a erva somente para fins medicinais. Eles afirmaram que ficaram surpresos com a descoberta de que se tratava de maconha. Na época, eles tiveram medo de ser presos, pois o ato de plantar a erva, mesmo que em pouca quantidade, poderia ser considerado crime.

Por mais de um mês, a BBC News Brasil apurou o caso. Falando com especialistas, profissionais que participaram da situação, relatos de moradores e acesso ao inquérito policial sobre o assunto, a reportagem descobriu os detalhes sobre a história mais famosa da pequena Cruzeta.

Era noite de sábado, no início de junho de 1996, quando a delegacia de polícia de Cruzeta recebeu uma denúncia anônima sobre um suspeito que estaria vendendo maconha em um bar, em uma região próxima à saída da cidade.

Os policiais foram ao local e encontraram um rapaz com uma pequena quantidade da droga. Eles descobriram que, minutos antes, o jovem havia jogado uma sacola de plástico por cima de um muro, em um terreno vizinho ao bar.

Conforme relatos dos policiais, na sacola foram encontradas diversas folhas de uma planta de cor verde, aparentemente recém-colhida, semelhante à maconha. O suspeito foi preso e encaminhado à delegacia, onde declarou ter conseguido a erva no quintal de um idoso de Cruzeta.

Na segunda-feira seguinte, a polícia do município obteve um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça, que permitiu que fossem até a residência de João*, o idoso apontado pelo rapaz, na época com 63 anos. No muro da casa dele encontraram uma planta de três metros de altura.

Segundo a polícia, João pediu para que não cortassem a planta. “Ele tinha vários tambores com a erva curtida em água, consumia diariamente e tratava aquilo como um líquido santo”, relata a professora Renilda Medeiro, de 54 anos, que mora em Cruzeta desde a infância. Segundo ela, o idoso tinha câncer e acreditava que o líquido o ajudava na luta contra a doença. “Ele dizia que essa planta aliviava todas as dores que sentia e impedia que a doença avançasse.”

Para ler a matéria completa na BBC Brasil clique aqui.

Fonte: bandaB

 

Investigado por vários crimes, escrivão de polícia é condenado a 10 anos de prisão

Ação penal foi proposta a partir da prisão em flagrante do servidor

leimarteloO Juízo da 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu condenou nesta quarta-feira, 5 de setembro, um escrivão de polícia denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Acusado pelos crimes de posse de munições de uso permitido e restrito, supressão de documento público e tráfico de drogas, além da contravenção penal de jogo do bicho, o réu recebeu pena de dez anos, quatro meses e cinco dias de prisão, além de multa de R$ 25.392,70 e à perda do cargo público.

A ação penal foi proposta a partir da prisão em flagrante do servidor, em decorrência do cumprimento de mandado de busca e apreensão no dia 5 de dezembro de 2017 durante a Operação Vant, que apurou crimes de prevaricação, corrupção passiva, falsidade ideológica e uso de documento falso, praticados por policiais civis.

 

Em decorrência da mesma operação, outro policial civil já foi condenado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, em 19 de julho deste ano, às penas de cinco anos de prisão e perda do cargo público, pela prática dos crimes de posse ilegal de acessório de arma de fogo de uso restrito e fraude processual.

 Fonte: https://www.bandab.com.br

Após transportar 315kg de cocaína em picape, investigador da PC-AM é exonerado do cargo

vd0209Manaus/AM - Karl Marx de Araújo Gomes, foi exonerado do cargo de Investigador da Polícia Civil do Amazonas. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), na última sexta-feira (24). Karl foi preso pela Polícia Federal em fevereiro de 2014, junto com o empresário Josekson da Silva, quando atravessava a Ponte Rio Negro (Manaus- Iranduba) com 315 quilos de cocaína escondidos na carroceria de uma picape L200 Triton. O policial civil atuava como chefe de polícia, em Tonantins.

O Estado considerou na decisão que pela culpabilidade do servidor, em lesão da prática de ato lesivo à imagem da instituição ou da função que exerça, com dano efetivo, bem como pelo cometimento de falta que caracterize crime que, por sua natureza e conguração, seja considerado hediondo ou infamante, de modo a incompatibilizá-lo para o exercício da função. Com isso, o Estado decidiu demitir o policial civil Karl Marx de Araújo Gomes, que ocupava o cargo de investigador de polícia, 4ª classe, do quadro permanente da Polícia Civil do Amazonas nos termos do artigo 11, da Lei n.º 3.278, de 21 de julho de 2008.

Fonte: portalholanda

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