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Facções rivais se unem para controlar mercado de drogas na fronteira

Segundo estudo do Ministério Público, a maior atuação é do PCC

faccoes1O interesse no controle do tráfico de drogas na fronteira do Brasil com Paraguai é tão acentuado que facções criminosas brasileiras, historicamente rivais, têm se unido para impedir o surgimento de novas lideranças na localidade. Essa constatação é decorrente de investigações feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pode ser comprovada recentemente com a morte do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani.

Conforme o promotor de Justiça João Linhares Júnior, titular da 4ª Promotoria de Dourados, não é de hoje que integrantes de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e “Amigos dos Amigos” (ADA) têm interesse em comandar a criminalidade naquela região.

O nome e a extensão da atuação destas facções em Mato Grosso do Sul ficou mais evidente em 2009, pouco tempo depois da "Operação Conexão 163" realizada pela Polícia Federal e MPE, quando onze pessoas foram presas e confirmaram que pertenciam a estas organizações.

“Isso gerou um alerta de que o nível de atuação das facções e de instabilidade na fronteira seria elevado consideravelmente nos anos seguintes”, comentou Linares, pontuando que, só em Dourados, são 730 integrantes do PCC cumprindo pena.

Esta facção, em especial, têm sido apontada como a mais atuante nesse processo de tentativa de controlar o tráfico no Paraguai.

Durante entrevista anterior ao Portal Correio do Estado, o juiz federal Odilon de Oliveira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, pontuou que “o PCC não quer ver ninguém do Paraguai [atuando na fronteira com passagem por Mato Grosso do Sul] porque é terreno fértil para eles, tanto de drogas quanto de armas”.

Ele pontuou ainda que o “Governo Federal tem que tomar uma atitude porque a luta contra o tráfico de drogas é interesse comum. Tem que conversar com o Paraguai, criar políticas sociais na fronteira”,  disse.

A opinião é compartilhada pelo promotor que alerta para a necessidade de União, Estado e Município se unirem para criar uma política de segurança pública para a fronteira com gestão integrada, estrutura de inteligência, troca de informações interagências, além de trabalho de prevenção e investigação eficientes. “Não dá para ganhar a fórmula 1, correndo com um fusquinha”, declara Linares.

O promotor cita ainda a implantação do Sistema de Monitoramento da Fronteira (SISFRON) como esperança no combate ao crime organizado.

CLIMA DE GUERRA

Desde a morte do líder do tráfico, Jorge Rafaat Toumani , é tenso o clima na região da fronteira brasileira com o Paraguai - maior produtor da maconha. Na mesma semana da execução de Rafaat, comércios dele foram incendiados, tiroteio tomou conta da região e três pessoas foram assassinadas.

Rafaat é rival do PCC e foi morto em emboscada na noite de 15 de junho em Pedro Juan Cabalero, na fronteira com Ponta Porã. Ele morreu depois de ter o carro atingido por mais de 200 tiros de metralhadora calibre .50.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br

Agentes Penitenciários apreendem droga com visitante na Penitenciária de Álvaro de Carvalho

drogaapreendidaServidoras da penitenciária “Valentim Alves da Silva” de Álvaro de Carvalho descobriram uma visitante tentando entrar na unidade prisional com maconha, na manhã deste sábado, dia 19, após uma denúncia anônima. Moradora de Barretos, a mulher confessou que levaria o invólucro com maconha para o seu amásio e foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de entorpecentes.

De acordo com as informações do diretor técnico da penitenciária, Leonardo Facholi Zambrini, após denúncia anônima, as servidoras perceberam que a visitante M.C.D., 19, amásia do sentenciado M.S.B., condenado por tráfico de entorpecentes, se apresentou no setor de portaria, demonstrando ansiedade e nervosismo, sendo que durante a revista, confessou que possuía maconha introduzida em sua vagina.

Após a revelação dos fatos, a visitante retirou espontaneamente de sua genitália, o invólucro plástico contendo a maconha, comprovando o que havia relatado. A droga pesava 62 gramas e foi apreendida. A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhada para unidade prisional em Pirajuí. Se for condenada, ela pode pegar pena que varia de cinco a 15 anos de prisão em regime fechado

ALCYR NETTO

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Guerra do tráfico faz novas vítimas na fronteira com o Paraguai

guerradotraficoA guerra pelo controle do tráfico de drogas e armas na fronteira entre o Brasil e o Paraguai fez novas vítimas nos últimos dias na região de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. Ao menos 25 pessoas foram executadas na região nos últimos cinco meses - 11 apenas este mês. Outras vítimas sobreviveram aos ataques, geralmente praticados por pistoleiros em motos, armados com pistolas automáticas. A polícia diz que algumas mortes podem ser em represália às operações contra o tráfico, mas investiga também possível ação de milícias com envolvimento de policiais.

Nesta sexta-feira, 18, um empresário brasileiro foi atingido por quatro tiros disparados por pistoleiros, em Pedro Juan Caballero, no lado paraguaio da fronteira, mas sobreviveu. Erasmo Airton Anesi, de 46 anos, foi atacado por dois homens de moto quando chegava à sua empresa de produtos agrícolas na rua mais movimentada da cidade. Após o atentado, os atiradores passaram a fronteira e se refugiaram em Ponta Porã. Anesi foi levado para um hospital particular, passou por cirurgia e permanecia internado em estado grave. Policiais brasileiros e paraguaios buscam os suspeitos. A causa do ataque ainda é investigada.

Na quarta-feira, 16, dois homens de nacionalidade paraguaia foram executados na cidade de Capitán Bado, próxima da brasileira Coronel Sapucaia. Eles estavam numa lanchonete quando dois pistoleiros encapuzados entraram atirando. As vítimas, Anibal Acosta Roa, de 23 anos, e Hugo Saul Rodriguez Martinez, de 28, foram alvejadas por vários tiros e morreram na hora. A polícia brasileira, que colabora com a investigação do crime, informou que o alvo era Anibal, suspeito de ligação com narcotraficantes. Martinez era agrônomo em Pedro Juan Caballero e, segundo a polícia, foi atingido apenas porque estava na linha de fogo dos atiradores.

A fronteira vive uma guerra entre narcotraficantes desde junho deste ano, quando o homem considerado chefe do crime organizado na região, Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos, foi executado a tiros de metralhadora antiaérea. Organizações criminosas locais tentam impedir que a facção brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC), que estaria por trás da morte de Toumani, assuma o controle da distribuição de drogas e armas na região.

Na quinta, 17, uma mulher identificada como Margarita Beatriz Villalba, de 56 anos, foi executada com vários tiros de pistola 9 mm na linha de fronteira entre Capitão Bado e Coronel Sapucaia. A paraguaia era suspeita de passar informações a policiais. Em Pedro Juan, o paraguaio Wilson Eduardo Velazque, de 22 anos, suspeito de ligação com o tráfico, recebeu vários tiros em frente à sua residência, mas sobreviveu.

Ainda na quinta, agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai apreenderam um arsenal em Pedro Juan, quando faziam buscas por entorpecentes. Numa casa, foram encontradas dez armas entre fuzis automáticos e pistolas, além de munição, drogas e 20 telefones celulares. Um suspeito foi preso. No dia anterior, policiais brasileiros interceptaram uma carreta na saída de Ponta Porã com 150 quilos de cocaína e dois fuzis calibres 556 e 265, além de munição. A carga seria levada para Santos, no litoral paulista.

Fonte: http://massanews.com

Caminhão do Paraná levava 5t de maconha em carga de frango congelado

frangocongeladoCinco toneladas de maconha, escondidas em meio a uma carga de frangos congelados, foram apreendidas na noite de sábado (5), em Assis, interior de São Paulo. O caminhão com baú frigorificado que levava a droga foi parado numa fiscalização da Polícia Militar Rodoviária, no km 445 da rodovia Raposo Tavares (SP-270). Numa caixa, também no meio dos frangos, os policiais encontraram ainda um fuzil e dez pistolas, além de carregadores e munição.

O veículo havia saído de Cianorte, no Paraná, e seguia para Cariacica, no Espírito Santo. A droga seria distribuída na região de Vitória, capital do Estado, e no Rio de Janeiro. Os policiais apuraram que a maconha era procedente do Paraguai.

O policiamento rodoviário havia sido informado sobre a carga pela Polícia Civil de Maringá (PR). O motorista e o passageiro foram presos e levados à delegacia de Polícia Federal. Depois de autuados em flagrante por tráfico internacional de entorpecentes e porte ilegal de arma, eles foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Marília.

Fonte: http://www.bonde.com.br/

Heroína chega à Cracolândia a R$ 50

heroinaA heroína chegou ao fluxo da Cracolândia, na Luz, região central de São Paulo. A Polícia Civil investiga um grupo de nigerianos e tanzanianos que está trazendo a substância do oeste da África e a comercializando em pequenas quantidades, que custam R$ 50 - cinco vezes mais cara que a pedra de crack.

Se antes a droga, um opióide extraído da papoula, aparecia apenas de maneira esporádica, agora basta ir ao local para encontrá-la, ainda que comercializada por poucos traficantes. A heroína disponível na Cracolândia é vendida em pequenos sacos, em pó, e é consumida em cachimbos, assim como o crack. O efeito entorpecente é mais fraco do que quando a substância é injetada, mas há maior risco de overdose.

Os principais usuários da droga não são brasileiros, mas outros africanos que moram na região central de São Paulo, principalmente nigerianos e tanzanianos. O consumo não é generalizado e não é comum encontrar usuários nas ruas, ainda dominada pelo crack.

O Estado ouviu agentes de saúde que atuam no local e psiquiatras que confirmaram a presença constante da droga por meio dos relatos de usuários. De acordo com eles, a substância circula há pelo menos dez meses, mas em pequena quantidade. "Eles comercializam à noite e vem até gente de fora para comprar" diz um agente de saúde que atua no local.

A reportagem circulou pelo fluxo com auxílio do agente, que apontou parte dos locais onde há o consumo, mas não foi possível ver nenhum usuário ou traficante que tivesse a substância. "Não é todo mundo que vende, é mais raro que as outras drogas. Para achar usuário, tem que olhar nas barracas", diz.

Ao menos três dependentes químicos disseram que a droga está circulando, mas negaram consumi-la. "É coisa de gringo, custa caro", disse um deles. Um dos rapazes ofereceu heroína à reportagem, "que tem efeito que demora mais para acabar", mas afirmou que precisaria pedir a outra pessoa. Também exigia pagamento antecipado.

Crime

Agentes do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) tentam identificar o grupo de traficantes nigerianos e tanzanianos e a quantidade de droga que circula na região, mas há dificuldades.

O delegado de polícia Ruy Ferraz Fontes, diretor do Denarc, diz que a droga não fica armazenada no local, como as pedras de crack, que são facilmente vistas em pratos no meio do fluxo. "Eles têm intermediários que são procurados por quem consome e aí vão buscar a droga em outro lugar. E esses intermediários mudam, não são os mesmos", explica o delegado. "Ainda é um uso bem restrito. O forte da região é o crack, até porque a população dali não tem dinheiro para comprar a heroína, que é mais cara", explicou.

A única apreensão de heroína na Cracolândia foi feita em março do ano passado. Dois policiais atendiam a uma ocorrência de suspeita de tráfico de drogas por tanzanianos em um apartamento na Rua General Osório. Quando chegaram na porta do edifício, viram que um homem entrou no local, ficou por cerca de 15 minutos e desceu. Ao abordá-lo, verificaram que tinha uma porção do que mais tarde se confirmou, pela perícia, ser heroína. O homem disse que era usuário e havia comprado a substância de uma dupla de africanos que morava no prédio. Todos foram detidos e o usuário, liberado depois.

Embora os homens não tenham dado informações à polícia sobre a origem da droga - ela é produzida na Ásia, passa pela África e vem para o Brasil -, a suspeita é que pertenciam a nigerianos. Para Fontes, os africanos podem ter feito um acordo com o PCC, que domina o tráfico no local. "Sem autorização eles não conseguiriam vender nada." Fontes disse que o grupo atuaria na Cracolândia há mais tempo do que foi detectado pelos agentes de saúde. Segundo o ele, o bando está lá há pelo menos um ano e três meses.

Apesar das incursões feitas no fluxo, com câmeras escondidas, a heroína não é vista na "feirinha" de rua. "Sabemos que há uma rotatividade, mas em pequena quantidade", diz Fontes.

Psiquiatra admite relatos de uso; extensão da rede é desconhecida

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O psiquiatra e coordenador do programa Recomeço do governo estadual, Ronaldo Laranjeira, disse que o núcleo que atua no local, o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), tem relatos do uso da heroína, principalmente da população africana, mas ainda não se sabe a dimensão do consumo. "Não temos um diagnóstico claro da rede ou da extensão do problema", diz.

Ele diz que, embora o núcleo tenha medicação para tratar da abstinência da droga, não há evidências, por enquanto, de que a substância vá se espalhar. "Por que o ecstasy não é mais consumido que o crack, por exemplo? Porque o crack custa R$ 10 e o ecstasy, R$ 50. Essas drogas (heroína e ecstasy)têm um ciclo mais restrito".

Embora a droga não tenha se espalhado, especialistas apontam para o risco de a substância, com altas chances de overdose, ganhar mais adeptos, por causa do ambiente favorável ao consumo. "Um dos fatores de risco para o consumo de drogas é o ambiente. Essa população da Cracolândia está exposta à heroína. Não estão consumindo, mas podem consumir. Não é nem pelo prazer, mas pelo comportamento de experimentação, pela curiosidade", diz a pesquisadora do Instituto de Políticas sobre Drogas (Inpad) e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ana Cecília Marques.

Ela explica ainda que a substância fumada, com efeito mais fraco que a injetada, pode ter consequências ainda mais graves. "Tão rapidamente quanto outras drogas fumadas, ela chega no cérebro e já faz sua ação de droga depressora. A heroína mata mais do que cocaína."

O diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da USP, Anthony Wong, diz que a existência de uma comunidade de usuários de heroína, ainda que pequena, é um risco que deve ser combatido assim como o crack. "Há 20 anos ninguém sabia o que era o crack. E já se dizia: se esse negócio ficar sem controle, vai ser a maior tragédia que o Brasil verá. Hoje o crack é um dos maiores problemas de saúde pública. E com a heroína, uma das drogas que causam dependência mais rapidamente, não deve ser diferente." Wong afirma ainda que, se a substância for injetada, aumentam os riscos de doenças transmitidas com agulhas.

Droga é mais comum na Ásia, Europa e EUA

O relatório mundial sobre drogas da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2016 aponta que os opiáceos (ópio, heroína e morfina) têm cerca de 17 milhões de usuários pelo mundo.

O número global de usuários, segundo o estudo, mudou pouco nos últimos anos, afetando 0,4% da população global de 15 a 64 anos em 2014. A concentração do uso, segundo a ONU, acontece na seguinte ordem: Ásia oriental, Ásia central, Europa e América do Norte.

Mesmo com uma queda de 38% na produção de ópio, o órgão vê baixa possibilidade de redução no consumo. O relatório destaca que houve um aumento do uso de heroína na América do Norte na última década, o que explica o aumento no número de overdoses pela droga.

Já na Europa, o consumo vem caindo. O Brasil não é citado no capítulo que fala sobre a droga - o destaque do País é em cocaína. O Irã registrou a maior quantidade de opiáceos apreendidos, respondendo por 75% da apreensão mundial em 2014. De toda a morfina apreendida no mundo, 61% vieram do país, além de 17% de toda a heroína. A Turquia aparece no relatório em segundo lugar nas apreensões de heroína, seguida pela China, Estados Unidos, Afeganistão e Rússia.

Apreensões

5,03 quilos de heroína foram apreendidos pela Polícia Federal em 2013, segundo o Mapa de Apreensão de Entorpecentes.

75% das apreensões de ópio foram registradas no Irã em 2014; País também respondeu por 17% das apreensões de heroína em todo o mundo.

Fonte: http://noticias.r7.com/

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