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Os foragidos do Narcosul: veja quem são os traficantes mais procurados do bloco

narcosulDurante os últimos seis meses, o EXTRA pesquisou em bases de dados públicas as informações criminais de 170 traficantes procurados nos quatro países em que o Narcosul funciona: Bolívia, Brasil, Paraguai e Peru. Nos cinco links abaixo, você poderá ver quem são os criminosos nascidos nesses quatro países e na Colômbia, suas datas de nascimento, suas idades e o país que tem pelo menos um mandado de prisão expedido contra eles. Desse total, o EXTRA obteve fotos de 120 deles.

O levantamento, exclusivo e inédito, reúne dados da Interpol, repassados à polícia internacional pelos países em que o mandado de prisão foi expedido, do Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça brasileiro e de processos que correm nos tribunais de Justiça de Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Todos os traficantes listados aqui têm funções intermediárias nas organizações criminosas a que pertencem. O objetivo do EXTRA, com isso, é publicar on-line, ao alcance de qualquer buscador de internet, os dados básicos de traficantes cuja prisão contribuiria para o avanço das investigações e do combate ao tráfico internacional de drogas. Além disso, os dados podem servir de fonte de consulta para cidadãos, jornalistas e principalmente autoridades desses países.

O EXTRA também incluiu dados de traficantes colombianos foragidos que atuam nos quatro países em que as organizações criminosas do Narcosul operam.

Para consultar a lista, clique em algum dos países. Caso queira procurar algum nome, pressione as teclas CTRL e F juntas e digite.

Bolívia

Brasil

Colômbia

Paraguai

Peru

Se você tem alguma informação sobre alguma das pessoas listadas aqui, pode entrar em contato com a autoridade policial mais próxima de seu país. Abaixo, os telefones das quatro polícias que procuram os foragidos do Narcosul. A Polícia Federal também oferece um e-mail exclusivo para receber denúncias sobre tráfico de drogas. As autoridades policiais dos quatro países reforçam que nenhum cidadão deve, sob hipótese alguma, tentar prender alguma dessas pessoas.

Você também pode fazer denúncias sobre traficantes foragidos do Narcosul pelo e-mail do Casos de Polícia:.

Para fazer uma ligação internacional a partir do Brasil, você deve discar a sequência abaixo, em que XX é o código da operadora de longa distância brasileira que você utilizará.

00(XX)(Código do país)(Número de telefone)

Telefones das polícias dos quatro países em que o Narcosul opera:

Bolívia

Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felc-N) - (591) 2410047

Brasil

Polícia Federal (PF) -(55) (61) 2024-8000

Peru

Diretoria Antidrogas (Dirandro) - (51) 221-2421

Paraguai

Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) - (021) 554-585

Fonte: http://extra.globo.com/

Drones com drogas e celulares são interceptados em prisão britânica

Equipamentos estavam sendo usados em contrabando para cadeia londrina

drone1LONDRES — A polícia londrina conseguiu interceptar dois drones carregados com drogas e celulares que voavam sobre a prisão Pentonville, em Barnsbury, na capital inglesa. Umas das aeronaves caiu após ser rastreada e, a outra, foi interceptada em pleno voo. Os casos aconteceram no último dia 14.

— Nós fomos capazes de interceptá-las graças à vigilância dos oficiais e do público — disse o inspetor Steve Heatley, em entrevista à BBC, confirmando que os drones carregavam “quantidade importante de drogas ilegais, drogas legais e celulares”.

Um dia antes, um homem agindo de maneira suspeita foi avistado pelos guardas, mas ele conseguiu fugir deixando para trás duas bolsas com drogas e celulares. Os drones foram recuperados durante a Operação Airbone, que investigou tentativas de contrabandear substâncias e equipamentos ilícitos para dentro da prisão.

O uso de drones para a entrada ilegal de materiais em prisões vem aumentando no Reino Unido. Relatórios indicam que em 2015, 33 incidentes foram identificados nas prisões britânicas, contra duas em 2014 e nenhuma em 2013.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/drones-com-drogas-celulares-sao-interceptados-em-prisao-britanica-19970178#ixzz4ID6Uc54i
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PF identifica 59 novas drogas no País em 3 anos; danos são desconhecidos

novasdrogasA Polícia Federal (PF) identificou 59 novas drogas apreendidas no País nos últimos três anos. Algumas são entorpecentes consumidos há anos por usuários enganados por traficantes, que as vendem como se fossem drogas mais conhecidas, como o LSD e o ecstasy. Os danos causados por essas substâncias ainda não são totalmente conhecidos pela ciência. OEstadoobteve os dados da PF por meio da Lei de Acesso à Informação.

Pequenos traficantes vendem essas drogas pela internet, muitas vezes em sites do exterior, ou em grupos de aplicativos como o WhatsApp e o Telegram. Nas baladas e em universidades elas são revendidas por preços que podem variar de R$ 5 a R$ 100 a dose. Mais raramente, são produzidas no País: segundo o levantamento, só em 2015, a PF destruiu 17 laboratórios de droga sintética, a maior parte deles (8) em Goiás.

O uso de novos componentes químicos para simular o efeito de drogas conhecidas é, segundo especialistas, uma forma usada por traficantes para baratear a produção de entorpecentes e ampliar os lucros. Um exemplo disso é o NBOMe. Ele é uma das substâncias que mais se popularizaram nos últimos anos e está no topo da lista de apreensões da PF, com 47 casos – considerando-se as diversas fórmulas como é comercializado.

A substância, alucinógena e estimulante, é vendida pelos criminosos como se fosse LSD, geralmente em pequenos tabletes ou cápsulas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proibiu a droga em 2014, o NBOMe tem elevado risco de overdose e tem sido relacionado a “episódios de violência física e morte”. É a mesma droga ingerida por um estudante da Universidade de São Paulo (USP), em 2014, antes de morrer afogado na raia olímpica da universidade.

Relatos de usuários apontam para efeitos como confusão mental, coração acelerado e alucinações. A droga é comprada pela internet e vem embalada em sachês de chá, como disfarce. Em grande quantidade, pode custar R$ 3 a dose. Mas, entre os usuários, é vendida a R$ 30 – mais barato que o LSD, que pode chegar a R$ 60.

A etilona aparece em seguida na lista, presente em 41 apreensões feitas pela PF no período. Foi proibida pela Anvisa em 2015. Essa substância pode causar efeitos psicodélicos. É uma versão simplificada do MDMA (metilenodioximetanfetamina), droga que causa o efeito semelhante ao do ecstasy, mas mais estimulante e com mais efeitos negativos, como aceleração cardíaca e ansiedade.

Apreensões. Um dos principais destinos da droga sintética no País é Santa Catarina, onde as substâncias são vendidas em festas noturnas. O tráfico teve início há pelo menos dez anos, quando criminosos de classe média perceberam a abundância deste tipo de droga na Europa, principalmente na Holanda e na Espanha, ao mesmo tempo em que a cocaína custava caro no continente.

“Eles começaram a levar a cocaína para fora do País e trazer o sintético, com um lucro que chegava a 700%”, diz o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF em Santa Catarina, Gustavo Trevizan. A droga, segundo ele, vinha escondida em pranchas de surfe, asa-delta e em mochilas.

Com o passar dos anos, a prática se popularizou e chegou aos traficantes dos morros. “Eles trazem o ecstasy ou a anfetamina para fazer a prensagem do comprimido. A ‘mula’ recebe até R$ 30 mil para fazer o trajeto”, afirma o policial.

O surgimento de novas substâncias acompanha no Brasil uma tendência mundial, segundo o diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da USP, Anthony Wong. “O EMCDDA (Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência) localizou, em 2013, 90 novas drogas, 107 em 2014 e outras 140 em 2015, a maioria sintética. O problema é que o efeito delas é imprevisível”, diz.

Para ele, a proliferação das substâncias tem relação direta com o custo. “Enquanto o LSD clássico pode custar até US$ 80, o NBOMe você acha por US$ 10 a US$ 15. E como o efeito é mais fraco que o LSD, o usuário toma mais dois ou três. É aí que tem convulsões, fica desacordado e pode até entrar em coma. Se não houver campanha de informação sobre os riscos, as próximas gerações terão problemas”, afirma Wong.

General acusado de narcotráfico é nomeado ministro na Venezuela

O general Néstor Reverol foi acusado pelos Estados Unidos de facilitar o contrabando de cocaína proveniente da Venezuela

narcotraficoEm um ato de desafio, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nomeou na terça-feira o general Néstor Reverol como ministro de Interior, Justiça e Paz. Um dia antes, os Estados Unidos haviam acusado formalmente Reverol por narcotráfico, alegando que o general ajudou a contrabandear milhares de quilos de cocaína para o território americano.

O presidente venezuelano, por sua vez, disse que o general bateu o “recorde mundial” de captura de traficantes durante o período em que foi ministro do Interior, de 2012 a 2013. Segundo Maduro, o processo nos Estados Unidos é do interesse dos “traficantes de drogas que comandam a política externa” do país, que querem fazer o general “pagar” por sua eficiência no combate ao narcotráfico.

A acusação americana aponta que Reverol, que comandou uma unidade antidrogas do Ministério do Interior entre 2008 e 2010, e o general Edylberto Molina, seu vice no órgão, aceitavam dinheiro de traficantes em troca de informações sobre operações de busca. Assim, os cartéis podiam mudar os locais de estoque e as rotas para as drogas. A dupla também obstruía investigações e conseguia a libertação de narcotraficantes capturados, segundo os EUA.

O ministro que será substituído por Reverol, o general Gustavo González, exercerá a função de chefe do serviço de inteligência da Venezuela. Sua relação com os Estados Unidos não é muito melhor do que a de seu colega. Ele foi um dos sete oficiais venezuelanos banidos de entrar em território americano em 2015, como parte de um decreto que definia a Venezuela como “uma ameaça à segurança nacional e à política externa”.

(Com Estadão Conteúdo) Fonte: http://veja.abril.com.br/

A história de Jarvis Chimenes Pavão, o barão da droga em Santa Catarina

baraodadrogaUm narcotraficante no Paraguai. Um fornecedor de drogas para Santa Catarina. Jarvis Chimenes Pavão, o barão da droga preso no domingo, desafiou a polícia em mais de 15 anos de atuação no tráfico internacional. A história do brasileiro que se refugiou no Paraguai revela o caminho de bandidos que conquistam poder, desprezam leis e, mesmo a distância, mantém o domínio sobre criminosos envolvidos com a distribuição e o consumo de entorpecentes.

Pavão é brasileiro de Ponta Porã, cidade do Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e uma das principais rotas de tráfico de drogas para Santa Catarina. Lá, tinha revenda de carros e empresa de turismo. Mudou-se para Santa Catarina nos anos 1990. Instalou-se em Balneário Camboriú, onde atuaria no comércio de veículos e no tráfico.

Foi quando as polícias Civil e Federal passaram a suspeitar do seu envolvimento com atividades ilícitas e a ligação com o crime organizado do Paraguai. Em 1994, chegou a ser preso em Balneário Camboriú com 25 quilos de cocaína.

Pavão ganhou a liberdade. O cerco policial continuou. A investigação da Polícia Federal apontou que seria responsável por 80% do tráfico de drogas em Balneário Camboriú e Itajaí. De 1994 a 2000, policiais federais reuniram provas do envolvimento de Pavão com o tráfico de drogas e crimes de lavagem de dinheiro.

Com a prisão preventiva decretada pela Justiça catarinense, Pavão figurava como um dos principais traficantes do Estado, segundo policiais. Mas ele fugiu pela mesma rota de onde mandava vir a droga: o Paraguai.

Além de ser um dos grandes produtores de drogas para o Brasil, o Paraguai tem cidades que costumam abrigar foragidos do Brasil. Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi um deles. Assim como Beira-Mar, Pavão escolheu Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã e conhecida como o paraíso da maconha por abastecer bocas de fumo das cidades do Sul e Sudeste do país. Por essa região também passa a cocaína produzida na Colômbia e Bolívia em direção ao Brasil.

— Ele é um dos cabeças no tráfico da região — disse, na época, o delegado da PF em Itajaí, Jorge Nazário.

A polícia descobriu que Pavão criou uma empresa de importação e exportação de cervejas. Mas a operação seria fachada para o tráfico. Em Pedro Juan Caballero,  suspeitou-se que fez parceria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no esquema de troca de armas por cocaína.

O envio de drogas para Santa Catarina

Mesmo no Paraguai, Pavão era apontado por policiais catarinenses como o principal responsável pelo envio de remessas de drogas ao Estado. Um de seus gerentes seria Sérgio de Souza, o Neném da Costeira, considerado pela polícia como o grande traficante de drogas de Santa Catarina.

De 2000 a 2008, os dois ganharam importância na lista dos mais procurados por policiais. Ameaçado por dois mandados de prisão da Justiça catarinense, Pavão contratou advogados caros. Mesmo com habeas-corpus que lhe deu o direito de responder ao processo em liberdade, não se entregou e passou a ser procurado também pela polícia do Paraguai e a Interpol (Polícia Internacional).

Polícia quer apurar outros crimes

A transferência de Pavão para Santa Catarina depende da Justiça paraguaia. A Polícia Federal, em Brasília, manifestou o pedido de remoção ao Brasil. Policiais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) enviaram os mandados de prisão do Estado para as autoridades do Paraguai.

Para o delegado Alexandre Kale, da Deic, a prisão de Pavão rompe uma das principais frentes de envio de drogas para Santa Catarina. O delegado afirma que a polícia tem interesse em interrogá-lo para a apuração de uma série de crimes como lavagem de dinheiro, associação ao tráfico, roubos e clonagens de veículos e até assassinatos.

No Paraguai, Pavão declarou que  tinha planos de se entregar as autoridades brasileiras em 2010. Segundo publicou o site Campo Grande News, o narcotraficante desconversou sobre as acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios.

— Não sou santo, mas tampouco mandei matar alguém. Sou evangélico, há quatro anos leio a Bíblia — teria dito.

Ele teria intenção de ser extraditado para o Brasil por não confiar na Justiça paraguaia. O motivo seria a prisão de seu filho, há dois anos, e que ele afirma ser inocente. Pavão disse que se mudou mais de 60 vezes nos últimos anos para garantir sua segurança e despistar os agentes.

Sobre as acusações em Santa Catarina, o seu advogado nomeado pelo Estado na época, José Álvaro Machado, declarou que Pavão se dizia inocente e que foi condenado mais por "fama". O traficante deverá cumprir 12 anos e dois meses de prisão por associação ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Agora, um outro barão da droga segue procurado pela polícia. Trata-se do gaúcho Erineu Domingo Soligo, o Pingo, condenado no Brasil a 40 anos de prisão.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/

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