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PCC domina Cracolândia, vende 19 kg de droga por dia e cobra R$ 80 mil por ponto

cracolandia1O Primeiro Comando da Capital (PCC) implementou um modelo semelhante ao da concessão de franquias para comandar o tráfico de drogas na Cracolândia, no centro de São Paulo. A estimativa da polícia é de que a venda de crack movimente R$ 8 milhões por mês, com 19 quilos da droga comercializados por dia.

De acordo com informações da Polícia Civil, os criminosos vendem um ponto de tráfico com a garantia de que o “franqueado” vai comprar crack exclusivamente da facção criminosa, que fica com parte dos lucros. Em troca, oferece o produto e a segurança do local. O preço de cada ponto gira em torno de R$ 70 mil a R$ 80 mil.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que as investigações já feitas rastrearam 34 barracas instaladas na Alameda Dino Bueno que vendem crack ao ar livre. Cada uma conta com uma mesa e três traficantes para comercializar a droga.

Como estratégia, os criminosos utilizam os usuários de drogas como escudo para bloquear uma eventual ação da polícia. Na mesa, são colocados pequenos pedaços de crack, enquanto as porções maiores ficam escondidas nos prédios próximos. Os investigadores estimam que atualmente 800 pessoas consumam crack na região.

Os números mostram que houve um aumento significativo de venda de droga em menos de um ano. Em agosto de 2016, o Departamento de Narcóticos (Denarc) fez uma operação na Cracolândia e prendeu 32 traficantes e apreendeu armas pesadas, como fuzis e metralhadoras. Na época, haviam 18 barracas e 10 quilos de crack eram vendidos por dia, movimentando R$ 4 milhões por mês.

Imagens gravadas por câmeras de segurança da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e também por policiais infiltrados entre os usuários mostram que agora os traficantes estão usando armas pesadas, como submetralhadoras, e não fazem questão de escondê-las.

Na quarta-feira, um rapaz foi flagrado com a arma em punho no cruzamento da Rua Helvétia com a Alameda Dino Bueno – considerado o ponto principal da Cracolândia. As imagens mostram ele atirando na direção de algumas pessoas que estavam no local.

Sequestro e morte

Na quarta-feira, a polícia confirmou que Bruno de Oliveira Tavares, de 34 anos, funcionário de uma empresa especializada em remoção clínica e psiquiátrica, foi morto após ter sido sequestrado, torturado e mantido em cárcere privado na Cracolândia.

Segundo as investigações, ao ser abordado por traficantes, ele teria dito que era do Comando Vermelho (CV), facção fluminense rival do PCC, e teve a morte decretada pelo chefe da Cracolândia Ele portava uma identificação de bombeiro.

Também na quarta-feira, um assalto terminou em novo confronto na região. Dois pedestres tiveram os celulares roubados e avisaram a GCM. Os guardas perseguiram e prenderam quatro suspeitos no meio dos usuários de drogas e foram encurralados. Na sequência, uma pessoa foi baleada, um ônibus, sequestrado e lojas, saqueadas.

Prefeitura

Na quinta, ainda repercutindo o confronto da quarta-feira, o prefeito João Doria (PSDB) voltou a prometer que “a Cracolândia tem prazo final para acabar” e disse que isso ocorrerá “muito em breve”. “Nada vai precipitar ações e não faremos de maneira atabalhoada. Essas experiências do passado não funcionaram.”

O prefeito afirmou que “será uma ação definitiva, bem estruturada e planejada”. “São 22 áreas de atuação. São quase cinco meses de trabalho já completados para que se produza o resultado desejado e São Paulo possa viver com tranquilidade sem a presença da Cracolândia.”

Doria prometeu ainda que a ação será “não só da segurança” e dará acolhimento aos dependentes da área. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.bandab.com.br

Quatro toneladas de maconha são apreendidas dentro de caminhão em Jaguaribe, interior do Ceará

Motorista diz que recebeu R$ 10 mil para transportar a droga.

maconha 4tonA Policia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE) prendeu na noite deste domingo (7), um homem transportando em um caminhão quatro toneladas de maconha. A prisão do motorista e a apreensão da droga aconteceu no município de Jaguaribe, Região Jaguaribana do Estado.

De acordo com a polícia, ele foi parado durante uma fiscalização de rotina e confessou ter recebido R$ 10 mil para trazer a droga dentro do caminhão. O motorista disse ainda que trazia a droga de Curitiba para Fortaleza. Ele foi trazido para a sede da Polícia Federal, em Fortaleza.

A Polícia Rodoviária Federal afirmou que a pesagem oficial apontou 3.924 quilos de droga, sendo a maior apreensão já realizada pela PRF no Ceará. A segunda maior apreensão foi em setembro de 2014, quando os policiais apreenderam 2,5 toneladas de maconha.

Fonte:G1

Tráfico perde cerca de R$ 1,6 milhão em apreensão de fuzis pela polícia do RJ

Maior facção do Rio foi a mais afetada na operação policial após a invasão da Cidade Alta. Para especialistas, ação gera desfalque momentâneo a grupo.

fuzisA apreensão de 32 fuzis pela Polícia Militar do Rio, nesta terça-feira (2), após o confronto entre facções pelo controle na venda de drogas da comunidade de Cidade Alta, na Zona Norte, representou um prejuízo aos traficantes da ordem de R$ 1,6 milhão.

O número é estimado por investigadores da Polícia Civil do Rio, levando em conta que no mercado clandestino, um fuzil custa, em média, R$ 50 mil. Os cálculos deixam de lado as pistolas, munições e granadas apreendidas na ação.

Até a noite desta terça, enquanto ainda era elaborado o boletim de ocorrência da operação na Cidade Alta, pelo menos, 15 fuzis pertenciam à facção que invadiu a comunidade. Outras nove armas seriam da facção local.

O secretário de Segurança, Roberto Sá, informou, na entrevista coletiva sobre a operação que a Desarme, nova delegacia criada para repressão ao tráfico de armas, já iniciou o levantamento para rastrear de onde vieram os fuzis.

A polícia também pretende levantar a localização de depósitos onde essas armas são guardadas nas comunidades.

A apreensão, em uma ação que teve 45 presos e duas pessoas mortas, foi classificada por Sá como uma ação histórica da PM, pelo grande número de fuzis apreendidos em um único dia.

Baque momentâneo, dizem especialistas

Especialistas ouvidos pelo G1, entretanto, alertam que o baque para a facção que tenta invadir a Cidade Alta pode ser apenas momentâneo. Eles afirmaram ainda que não há uma política para reprimir o financiamento da facção responsável pela invasão, garantido pela venda de drogas e aluguel de outras armas.

"Essa apreensão mostra algumas coisas: uma delas que as facções estão se armando para retomar territórios perdidos diante da fragilidade da segurança pública do Rio de Janeiro. Mas essa apreensão foi um baque momentâneo pois não se atinge as estruturas que alimentam essa criminalidade", alerta o antropólogo e consultor de segurança Robson Rodrigues, ex-chefe do Estado Maior da PM do Rio.

De acordo com o professor da Faculdade de Direito da Mackenzie, no Rio, e especialista em Segurança Pública Newton Oliveira a apreensão representa um "raio em dia de céu azul".

"A pancada foi em uma facção. Foi válida, mas a gente percebe que é uma questão passageira porque vão tentar se organizar rápido", analisa o professor, para quem a apreensão pareceu uma ação de "sorte, acaso, talvez visualidade e falta de acordo".

Para o coronel Robson Rodrigues, o problema é que a facção pode iniciar uma série de ações para se recuperar rápido do prejuízo. "Uma operação criminosa que perde um número considerável de armas de uma vez pode representar uma cobrança interna ou repassar esse prejuízo para outras modalidades aumentando assim a insegurança", comenta Rodrigues.

Mais de 30 fuzis foram apreendidos na Cidade Alta (Foto: Henrique Coelho/G1)

Mais de 30 fuzis foram apreendidos na Cidade Alta (Foto: Henrique Coelho/G1)

Caixinha da facção

Para participar da invasão à Cidade Alta foram recrutados criminosos de diversas comunidades do Rio. Vários dos fuzis apreendidos pela polícia tinham a inscrição "CX", que investigadores dizem ser a identificação das armas da "caixinha". Um percentual da arrecadação das favelas da facção seria destinado para reforço em confrontos com rivais. Assim, os traficantes que contribuem podem solicitar armas em invasões.

O secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá, disse em entrevista coletiva, na tarde desta terça, que a inscrição nas armas é uma abreviatura de "Caxias", representando favelas do município da Baixada Fluminense que são dominadas pela facção que tentou tomar a Cidade Alta.

Já o Chefe de Polícia Civil, Carlos Leba, afirmou que há investigações que tratam do empréstimo de armas entre diferentes lideranças dentro da facção.

Esforços para desmobilizar polícia

Durante a operação, nove ônibus e dois caminhões foram incendiados por criminosos – a maioria na Rodovia Washington Luiz.

Os ataques foram interpretados pelos investigadores como tentativa de desmobilizar a operação e causaram um caos no trânsito da cidade, já que os veículos queimados estavam em vias expressas, usadas por motoristas para trafegar em direção ao Centro do Rio, em horário de grande movimento. A cidade entrou em estágio de atenção às 10h50, segundo o Centro de Operações.

Devido aos ataques, motoristas tentaram voltar na contramão e passageiros de outros coletivos que passavam na região ficaram em pânico. O congestionamento na cidade, por volta das 11h, atingiu 66 quilômetros — equivalente a uma viagem entre o Rio e Maricá.

Fonte: http://g1.globo.com

Presos em MT usavam fronteira de MS com o Paraguai para adquirir drogas

Polícia Civil identificou que investigados vinham a Ponta Porã

drogasparaguaiPolícia Civil de Mato Grosso prendeu hoje 40 pessoas envolvidas em grande esquema de tráfico de drogas nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Os envolvidos usavam a fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul para adquirir entorpecentes. Os traficantes ainda atuavam em forma de "consórcio" para dividir custos e diminuir risco de perdas no caso de apreensões pela polícia.

Conforme nota da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, policiais percorreram diversos bairros das cidades em busca de cumprir 15 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão.

Dos 40 presos na “Operação Halitus” , 22 foram em decorrência de flagrante de apreensão de carregamentos de maconha, 13 presas por mandados de prisão preventiva e outras cinco em flagrante.

Na operação de hoje, também foram presas em flagrante pessoas com drogas, balança de precisão, armas de fogo, rádio comunicador, dinheiro e celulares, que configuram o tráfico. O material ainda está sendo relacionados, assim como a quantidade de pessoas que serão autuadas.

FRONTEIRA

Jeferson Silva Rondon e Vinícius Santos Amorim são apontados como líderes da organização criminosa. Considerados os maiores traficantes da capital de Mato Grosso, eles eram responsáveis pela logística de transporte de drogas de Pedro Juan Caballero e de Ponta Porã com destino a Cuiabá.

“O transporte era realizado por meio de veículos automotores, que se deslocavam pelas principais vias de acesso com grandes carga de droga, sempre com apoio de outros veículos fazendo trabalho de ‘batedor’, evitando assim as abordagens policiais”, explicou o delegado Ferdinando Frederico Murta.

As investigações desenvolveram-se quando a Polícia Civil apreendeu 620 quilos de maconha em um veículo na Rodovia Emanuel Pinheiro, carregamento que vinha do Paraguai, em 9 de janeiro.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br

Tráfico de drogas lidera número de habeas corpus no STJ, diz ministra

Apenas no primeiro semestre deste ano, dos 12.331 habeas corpus e recursos recebidos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), 3.506 são referentes a tráfico de drogas, ou seja, 30% do total. A informação é da presidente do órgão, ministra Laurita Vaz, ao ilustrar problemas na política de drogas no país. “O tráfico e o uso de drogas são males que têm afligido a sociedade de forma crescente nos últimos anos, que nos assusta e trazem por arrasto consequências maléficas”, disse.

maconhatraficoA Lei nº 11.343/2006, a chamada Lei de Drogas, completa 10 anos em 2017 e para fazer um balanço da situação, a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) está promovendo, nesta terça-feira (25) e na uqrta-feira (26), o seminário “10 Anos da Lei de Drogas – Resultados e perspectivas em uma visão multidisciplinar”. O evento tem apoio do STJ e da Associação dos Juízes Federais do Brasil.

Ao participar do encontro, a ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, disse que, do ponto de vista da segurança pública, os dados são "estarrecedores". Ela citou dados do Departamento Penitenciário Nacional, que apontam que um terço dos encarcerados do país tiveram envolvimento com drogas. Dados do Conselho Nacional de Justiça, revelam que em torno de 75% dos jovens infratores são usuários de drogas.

A resolução, segundo a ministra, exige abordagem interdisciplinar, que envolve Judiciário, saúde, ciência política e sociologia. “É importante tratar o tema na perspectiva de assistência aos dependentes, que envolve a reinserção dessa pessoa na sociedade, para que tenha qualidade de vida”, acrescentou, ressaltando que, além da reflexão, o seminário pode levantar propostas qualificadas que gerem resultados mais rápidos para a sociedade sobre a questão das drogas.

Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a questão das drogas é dinâmica e devem ser repensados os "enfrentamentos, os efeitos, os resultados obtidos e não obtidos com a política”. Segundo Janot, há pontos prioritários a serem revistos e debatidos, como as políticas de prevenção e reinserção; a destinação de bens apreendidos para o uso no enfrentamento às drogas; a diferenciação e tratamento correto de usuários e traficantes; e o reflexo da política criminal de combate às drogas no “combalido e falido” sistema penitenciário brasileiro.

Para a presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, a liberação do uso de drogas não é solução para os problemas que gera, pois não são consequências apenas individuais. “No Brasil, país de dimensões continentais, com grande parte da população alijada de uma educação básica de qualidade, com uma polícia cada vez mais sucateada, com órgãos de saúde pública funcionando na fronteira do caos, essa proposta me parece temerária”, disse, na abertura do seminário.

Na opinião de Laurita, é preciso pensar na realidade de forma mais ampla, buscando identificar sua verdadeira origem e trabalhar na prevenção. A educação de base, a formação para a cidadania, a promoção de atividades escolares, esportivas e lúdicas, a profissionalização e o emprego são algumas medidas que o Estado brasileiro tem deixado de empreender. “Em meio a tanta sangria dos cofres públicos, fica fácil imaginar porque o Brasil carece de investimentos em áreas essenciais; não por falta de dinheiro, mas por pura malversação do dinheiro público”, afirmou.

Além de debater a política de drogas que vem sendo adotada no país, o seminário analisa expectativas para nova abordagem do tema, como as políticas públicas voltadas à assistência de dependentes químicos, o uso medicinal de substâncias proscritas, as questões relacionadas a encarceramento e gênero, bem como aspectos penais e processuais na judicialização dos crimes previstos na Lei de Drogas.

Fonte: http://www.bemparana.com.br

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