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Polícia estoura 'chácara da maconha' em bairro nobre da RMC e cultivo impressiona; veterinário detido

Além do crime relacionado à droga, eles responderão por tentativa de suborno, ao oferecer R$ 100 mil aos policiais.

vd2507Um médico-veterinário e outras duas pessoas foram detidas na tarde deste sábado (21) no bairro Alphaville, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Eles são acusados de manterem o cultivo de mil pés de maconha, por meio de equipamentos e procedimentos de alta tecnologia. A chácara foi descoberta após o roubo de um celular. Além do crime relacionado à droga, eles responderão por tentativa de suborno, ao oferecer R$ 100 mil aos policiais.

A chácara fica afastada do centro do município, em uma área de chácaras, com predominância de condomínios fechados. O tenente Anderson Muchau do 22ºBPM disse à Banda B que a descoberta do local aconteceu depois que um rapaz roubou o celular de um taxista. “Estávamos acompanhando essa situação de roubo, quando ele entrou nessa rua Cristal, entrou nessa chácara, que estava com o portão aberto, e a equipe pensou que era a casa dele e acompanhou. Mas ao entrar na casa notou um cheiro muito forte. Em uma busca, encontraram muitas plantas da droga”, descreveu.

Policiais ficaram surpresos ao encontrar cinco estufas, laboratórios de mudas, adubo importado, controle de temperatura e luminosidade. “Material de qualidade do começo ao fim. Inclusive, um dos presos falou que a produção não era para consumidores do Paraná. Um homem, que ele ainda não apontou quem é, vinha, pegava o material e levava para fora. Nota-se um conhecimento e um know how bem avançado. Além disso, equipamento de última linha”, disse o tenente.

Três pessoas que estavam na chácara ofereceram a quantia de R$ 100 mil para que o flagrante não fosse feito. “Disseram que uma pessoa viria entregar o dinheiro em espécie, por isso, ainda vão responder por tentativa de suborno”, contou o tenente Muchau.

De maneira preliminar, mil pés, entre mudas e árvores, foram contabilizadas, além de outros materiais.  “Já fiz algumas apreensões de drogas durante minha carreira como policial, mas nada igual a essa aqui”, finalizou o tenente à Banda B. Não há informações se os três detidos têm passagem pela polícia, já que os suspeitos são do Mato Grosso e de São Paulo. A droga será apreendida e os envolvidos encaminhados a Delegacia de Pinhais.

Fonte: bandab

PF intercepta avião com 300kg de cocaína no Tocantins

A ação teve apoio das Polícias Militares de Tocantins, Goiás e Mato Grosso e prendeu em flagrante dois pilotos

vd1907A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira, 12, uma aeronave com aproximadamente 300 quilos de cocaína, nas proximidades de Formoso do Araguaia, região sul do Tocantins. A ação teve apoio das Polícias Militares de Tocantins, Goiás e Mato Grosso e prendeu em flagrante dois pilotos.

Em nota, a PF no Tocantins afirmou que, após denuncia anônima, agentes dos três estados passaram a trocar informações e conseguiram localizar a aeronave em um aeroporto improvisado, conhecido na região como “campo de aviação” ou “campo de pouso”, na zona rural de Formoso de Araguaia.

A Federal suspeita que o monomotor tenha passado pela fronteira com a Bolívia, pois “a autonomia desse tipo de aeronave não é muito grande”.

“Hoje logo cedo o helicóptero e policiais do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer/TO) foi disponibilizado para levar os agentes até Formoso. Outros policiais já estavam na região para fazer o flagrante, uma vez que não era possível precisar nem o dia exato nem o local onde a aeronave pousaria”, informou a PF.

Os dois pilotos e a droga foram levados para a sede da PF em Palmas. Após interrogatório, ambos serão transferidos à Casa de Prisão Provisória, CPP, de Palmas, e ficarão à disposição da Justiça. Os presos responderão por tráfico internacional de drogas.

Esta é a segunda grande apreensão de cocaína realizada em Formoso do Araguaia. Em 2017, foram encontrados outros quase 300 quilos da droga nas proximidades de uma pista de pouso de uma fazenda. Na época, um homem foi preso por tráfico de drogas suspeito de ter alugado a área para o embarque da droga.

Fonte: bandaB

PF deflagra operação contra o tráfico de drogas feito em navios de carga

São cerca de 100 policiais federais nas ruas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

d1207A Polícia Federal cumpre 15 mandados de prisão preventiva na manhã desta segunda-feira, 9, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em tráfico transnacional de drogas que utilizava-se do modal marítimo para cometer o crime.

Segundo a PF, para cumprir os mandados da ação batizada de Antigoon, aproximadamente 100 policiais federais estão nas ruas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

O nome dado a ação, diz a PF, é uma referência a uma lenda sobre a origem do nome da cidade de Antuérpia, principal destino da droga na Europa. Segundo a lenda, um gigante chamado Antigoon cobrava valores de quem atravessasse o rio Escalda e cortava uma das mãos daqueles que se recusassem a pagar. “Antigoon foi morto por um jovem chamado Brabo, que cortou a mão do próprio gigante e atirou-a ao rio. Daí o nome Antwerpen; do holandês hand (mão) e wearpan (arremessar)”, explica a PF.

A investigação que deu origem à operação começou a cerca de um ano e teve apoio da Receita Federal. De acordo com os investigadores, o grupo criminoso envia a droga para a Europa por meio de contêineres transportados em navios de carga.

Ao longo da apuração, a PF apreendeu cerca de 4 toneladas de cocaína em portos brasileiros e em outros países. No exterior, como resultado da investigação, foram apreendidas cargas de drogas nos portos de Antuérpia, na Bélgica; Gioia Tauro, na Itália e Valência, na Espanha.

As apreensões no exterior foram possíveis por meio da utilização dos institutos de cooperação policial internacional para a difusão do conhecimento aos demais países. “Tal cooperação deu-se através dos Adidos Policiais da PF no exterior, bem como dos representantes das polícias estrangeiras que atuam no Brasil”, diz a PF.

Fonte: bandaB

Pinochet ganhou dinheiro com tráfico de cocaína processada pelo governo

vd2806O ex-ditador chileno Augusto Pinochet ficou milionário por meio de processamento e tráfico de cocaína, segundo disse o general reformado Manuel Contreras, que foi chefe da polícia secreta de seu regime e um dos mais fiéis subordinados do governante.

Segundo revela neste domingo o jornal chileno "La Nación", Contreras, ex-chefe da Direção de Inteligência Nacional (Dina), fez as acusações por escrito ao juiz Cláudio Pavez, o qual investiga o assassinato, em 1992, do coronel Gerardo Huber.

Contreras afirma que a cocaína era fabricada em um complexo químico que o Exército tinha na localidade de Talagante, a 40 quilômetros a Sudoeste de Santiago, pelo químico Eugenio Berríos, que também pertencia à Dina e que foi assassinado no Uruguai na década de 90.

Um filho de Pinochet, Marco Antonio, e o empresário Edgardo Bathich também participavam deste plano, segundo o general reformado, que cumpre sentença por assassinato.

O encarregado de distribuir a droga nos Estados Unidos e em outros países e de depositar posteriormente o dinheiro nas contas que o ditador tinha em diversos bancos internacionais era, sempre de acordo com Contreras, o sírio Monser Al Kassar, que ele também vincula a atividades terroristas .

Contreras também assinala que Pinochet usou fundos do Exército para ficar rico, os quais eram depositados em suas contas.

A cocaína que Berríos fabricava, segundo Contreras, era da espécie conhecida como "negra", que não pode ser detectada pelos métodos tradicionalmente usados pela polícia.

Ele também afirma que decidiu colaborar por causa do apreço que sentia pelo coronel Gerardo Huber, cujo assassinato é vinculado a um contrabando de armas para a Croácia descoberto no início da década de 90, durante a guerra no Bálcãs.

No processo judicial da morte do coronel, são réus por associação ilícita cinco ex-oficiais do Exército, entre eles três generais reformados.

Eugenio Berríos foi assassinado no Uruguai, para onde tinha sido levado clandestinamente em 1991, quando devia testemunhar no processo do homicídio do ex-chanceler Orlando Letelier.

Contreras, que teve desavenças públicas com seu antigo superior, cumpre sentença de 12 anos pelo desaparecimento do alfaiate Miguel Angel Sandoval, em 1975, e esta não é a primeira vez em que vincula Pinochet ao narcotráfico.

Em 1988, o ex-chefe da Dina, que cumpriu pena de sete anos de prisão pelo assassinato de Orlando Letelier, tratou de negociar sua situação judicial com a embaixada dos Estados Unidos em Santiago. Em troca de ser desvinculado do assassinato do ex-chanceler, ofereceu entregar informação sobre as atividades do narcotráfico de um filho de Pinochet e do ex-prefeito Armando Fernández Larios.

Este último desertou do Exército na década de 80 e se entregou à Justiça americana, que em troca lhe deu uma sentença reduzida. 

Fonte: gazetadopovo

 

Com ‘comando’ no Paraná, PF desarticula quadrilhas que usavam aeroportos para transporte de drogas

Um dos pivôs do esquema era um funcionário terceirizado que trabalhava no aeroporto de Foz

vd1806A Polícia Federal (PF) desarticulou na manhã desta quinta-feira, 14, três quadrilhas suspeitas de usar os aeroportos de Foz do Iguaçu (PR) e Guarulhos (SP) para enviar remessas de entorpecentes em bagagens. Um dos pivôs do esquema era um funcionário terceirizado que trabalhava no aeroporto de Foz.

De acordo com a PF, o funcionário tinha contato com passageiros que seguiam os trâmites de embarque, passando por todos os mecanismos de controle. No entanto, na operação de rampa, onde é feita o despacho da bagagem, o funcionário colocava o entorpecente na mala dos passageiros, em comum acordo. “A atuação do funcionário era determinante para burlar a fiscalização”, diz a delegada Shirlei Sitta, da PF de Foz do Iguaçu, responsável pelas investigações.

Como a droga era colocada nas malas após o despacho feito pelas companhias aéreas, havia diferença entre o peso da origem e do destino. Com isso, os integrantes do esquema, para se defender, usavam o argumento de que não haviam inserido o entorpecente na mala.

As investigações tiveram início em 2016 após a apreensão de 11 quilos de haxixe no Aeroporto Internacional de Guarulhos que saiu do Aeroporto Internacional das Cataratas, em Foz do Iguaçu, com uma mulher.

Um inquérito foi instaurado e investigações posteriores revelaram a atuação dos três grupos criminosos que atuavam de forma conjunta e também, por vezes, de modo independente, para enviar drogas por remessas áreas, em voos comerciais, e usando o transporte terrestre. A maconha e haxixe, trazidos do Paraguai, eram distribuídas em diversos Estados brasileiros. Durante as investigações foram apreendidos com as quadrilhas mais de 300 quilos de maconha em Foz do Iguaçu e Céu Azul (PR), Gravataí (RS) e no Aeroporto de Guarulhos.

Cerca de 90 policiais federais participaram da operação, batizada de Duelo, na manhã desta quinta. Foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão preventiva no Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Um total de 10 foram cumpridos. Duas pessoas, de Campinas e Curitiba, estão foragidas Alguns dos alvos da operação estavam detidos ou usavam tornozeleira eletrônica pela prática anterior de tráfico de drogas.

Durante a ação desta quinta, a PF ainda apreendeu R$ 7,2 mil em Curitiba, um carro e uma amostra de 300 gramas de maconha. Os detidos responderão pelos crimes de tráfico transnacional de drogas e associação para o tráfico.

Fonte: Banda B

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