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Da herança à influência: como o tráfico de drogas entra na vida de mulheres em SC

Delegado afirma que maioria dos casos graves está ligado a esse tipo de crime. Para especialista em criminologia, muitas são sucessoras de criminosos que saem de circulação.

mulherestraficoDo início de 2017 até agora, 200 mulheres foram detidas pela Polícia Civil em Santa Catarina por posse ou tráfico de drogas. Conforme dados da Diretoria de Estatística do órgão, em 89 casos, as mulheres foram apontadas como traficantes. Autoridades e especialistas ouvidos pelo G1 apontam uma série de fatores que tornam o tráfico mais permeável para a atuação das mulheres. A influência de parentes ou companheiros, explicam especialistas, é uma das razões.

A NSC TV exibe nesta terça-feira (22) uma série de reportagens sobre o tema da segurança pública. É o chamado 'Dia S'.

"Os casos graves de criminalidade que elas [as mulheres] se envolvem, em sua grande maioria, são relacionados ao tráfico de drogas. E apesar de a maior parte não admitir, elas também têm o total conhecimento da atuação dos parceiros no tráfico", explica o delegado Alex Bonfim Reis. No mesmo período, 36 ocorrências foram enquadradas como mulheres em associação ao tráfico.

Coação ou 'herança'

Para o professor de criminologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) , Alceu de Oliveira Pinto Júnior, a presença das mulheres no tráfico de drogas se dá, principalmente, por duas razões: por coação ou 'herança'.

"Quando se prende um traficante, a 'boca' continua. Várias delas acabam sucedendo [os criminosos que saem de circulação] por se tratar de um parente, por já conhecerem a rotina", explica o professor. Segundo ele, geralmente uma companheira, mulher ou filha segue a ordem do parente - seja por medo ou para garantir que o ponto de venda siga com a família.

"O tráfico torna-se o sustento da família. É um relato muito comum ouvirmos que a mãe não se afasta por não poder arriscar, por medo de sofrer represália.

Executada pelo tráfico

Um dos casos investigados pelo delegado Reis foi o de Roberta Keller, de 19 anos, que no dia 31 de maio foi encontrada carbonizada, em uma cova rasa em uma área rural de Brusque. Conforme o delegado, ela teria sido executada em razão de uma dívida envolvendo tráfico de drogas.

Roberta saiu da casa dos pais e mantinha um relacionamento com um supeito de tráfico da região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, segundo a Polícia Civil. Ainda segundo a polícia, não é possível precisar qual o envolvimento direto da garota no tráfico de drogas.

"As passagens policiais dela não são relevantes. O que podemos dizer com certeza é que a morte dela foi relacionada à cadeia da droga", disse o delegado.

Quatro pessoas foram presas pelo crime. A Polícia Civil terminou o inquérito, mas até esta segunda-feira (21) os suspeitos ainda não haviam sido denunciados, segundo o delegado.

Tráfico em números

Ainda de acordo com a Diretoria de Estatística da Polícia Civil de Santa Catarina, entre os homens, foram 418 detidos com relação a tráfico e posse neste ano. Como autores, 169. Como associação ao tráfico, 30. Os dados correspondem aos suspeitos conduzidos a delegacias de todas as regiões, mas não necessariamente condenadas pelo judiciário.

"Em quantidade, as mulheres se envolvem em muito menos casos de criminalidade que os homens, principalmente com relação aos delitos violentos [homicídio, latrocínio]", completa o delegado.

Apesar de a quantidade de detenções ainda ser quase duas vezes maior entre homens do que entre mulheres, segundo o professor Pinto, há a preocupação entre as autoridades que essas mulheres tenham mais independência e se organizem entre si.

"Temos exemplos, de quando há transferências de presos para outros estados, das mulheres coordenando. Elas tendem a ser muito mais organizadas, o que pode ser ainda mais perigoso", disse o professor.

Em números totais, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), somente neste ano, 42 mil quilos de droga, entre maconha, cocaína, crack entre outras foram apreendidas no primeiro semestre. Na métrica em unidades, foram cerca de 51 mil comprimidos de ecstasy e 11 mil unidades de LSD.

Fonte: G1

Rei do refino' de Ponta Porã condenado a 21 anos de prisão

cocainapfO juiz Odilon de Oliveira, titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, condenou a 21 anos e quatro meses de prisão Ademir Lourenço de Moraes, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Além disso, aplicou multa de R$ 200 mil, ordenou o pagamento das custas processuais e confiscou mais de R$ 7 milhões em contas bancárias e 42 bens como propriedades rurais, casas e veículos de luxo.

O réu mantinha laboratório de refino de cocaína que operava a partir de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, despachando droga para o Brasil via Mato Grosso do Sul.

De acordo com a sentença, o comparsa de Ademir, identificado como sendo o paraguaio Juan José Baez Gonzalez, foi condenado a 11 anos e um mês de prisão por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, incluindo multa de R$ 20 mil.

Edson Jorge Correa Zatorre, que foi investigado no processo por participar do esquema de lavagem de dinheiro, acabou inocentado das acusações, assim como Edmar Maciel dos Santos Júnior, absolvido sumariamente.

Os bens apreendidos estão sob custódia da União e são preparados para leilão. Os valores arrecadados são destinados ao Fundo Nacional Antidrogas.

*Leia reportagem, de Renan Nucci, na edição de sábado/domingo do jornal Correio do Estado.

Fonte: correiodoestado

Polícia diz que mulher de preso que comandava quadrilha de cadeia era 'Rainha do tráfico'

Jovem de 20 anos foi uma das 14 pessoas presas nesta quarta-feira (26), durante operação em Sengés.

globo1A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (26), a mulher do preso que comandava uma quadrilha de traficantes em Sengés, na região dos Campos Gerais do Paraná. Segundo a polícia, a jovem, de 20 anos, é conhecida como a "Rainha do tráfico" na cidade.

Conforme o delegado Renan Ferreira, ela era a responsável por distribuir as drogas em Sengés; os entorpecentes vinham de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e de Itararé, no interior de São Paulo.

"A função dela era primordial porque era uma função que ele não conseguia exercer", explica o delegado. Ainda de acordo com ele, a jovem não exitava em praticar crimes na frente de menores de idade.

"Ela praticava na frente das crianças. Nós conseguimos imagens da venda de droga na porta de casa", acrescenta. O marido dela está preso na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP).

Além dela, mais 13 suspeitos foram presos. Entre eles, um funcionário público da Prefeitura de Sengés, suspeito de vender droga em vários pontos da cidade. Outras duas pessoas foram levadas à delegacia para prestar depoimento; três adolescentes foram apreendidos.

 

Cerca de 50 policiais participaram da operação, que foi deflagrada em Sengés, em Curitiba e em Piraquara, na região metropolitana. Também foram apreendidos armas e objetos que podem ajudar nas investigações.

A ação, batizada de Fênix, contou com o apoio da Polícia Militar (PM), do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA). As investigações começaram há seis meses.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), os presos podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

A suspeita da Polícia Civil é de que a quadrilha também seja responsável pelo furto de uma retroescavadeira da administração municipal de Sengés. A máquina e caminhonetes eram negociadas para criminosos, ainda segundo a Sesp.

Fonte: G1

Traficante internacional de cocaína é detido em Peruíbe

Fábio Dias dos Santos é acusado de integrar quadrilha ligada ao PCC, responsável por enviar drogas via Porto

 

atribunaPoliciais militares capturaram domingo (16) à noite, em Peruíbe, um traficante internacional condenado pela Justiça Federal. Ele é acusado de integrar quadrilha ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), responsável por enviar toneladas de cocaína para a Europa, América Central e África, via Porto de Santos.

Corréu de processos relacionados à Operação Oversea, da Polícia Federal, Fábio Dias dos Santos, o Cristiano Ronaldo ou Gordo, está condenado a 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Ele se refugiava no BougainVille IV, condomínio de luxo de Peruíbe.

Policiais da Força Tática do 29º BPM/I se dirigiram ao local após apurarem que ali estaria um traficante internacional. No imóvel de Cristiano Ronaldo foi apreendida uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com a fotografia do condenado, mas em nome de outro homem.

Apesar do expediente para despistar a sua situação de procurado, Cristiano Ronaldo teve a verdadeira identidade descoberta e foi preso. Os policiais também recolheram na casa documentos do Porto de Santos sobre contêineres com drogas, inclusive de alguns que ainda estão por chegar. A documentação revela que o criminoso, apesar da condenação, ainda estaria atuando no narcotráfico internacional.

Na sentença que condenou Cristiano Ronaldo, em 2015, o juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara de Santos, determinou a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha – lista da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal com 186 países membros, entre os quais o Brasil) com os nomes e as fotos de fugitivos com atuação mundial. O objetivo é facilitar a captura e extradição dos foragidos.

Fonte: atribuna.com.br

Funcionários de aeroporto de SP trocavam bagagens para traficar cocaína para Europa

 Quatro funcionários de Cumbica foram presos e três estão foragidos. A serviço de traficantes, eles passavam as malas do setor doméstico para o internacional. PF divulgou e-mail para informações dos bandidos soltos.

 

funcionarioA Polícia Federal revelou um esquema de tráfico internacional de drogas que acontecia dentro do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, mostrou com exclusividade o Fantástico. No dia 7 de junho, funcionários do aeroporto trocaram o destino de duas malas, cada uma com 30 quilos de cocaína pura. Elas seriam enviadas para Ribeirão Preto, no interior do estado, e foram para Lisboa, em Portugal.


Os homens que despacharam as malas para Ribeirão Preto, José Veríssimo Machado e Douglas de Oliveira Silva, escolheram um voo nacional porque nesse caso as malas não passam pela inspeção de segurança, que só é obrigatória para as viagens internacionais.


O aeroporto é controlado por duas mil câmeras de segurança, mas em um ponto ao lado pista não há monitoramento. E era neste ponto que os funcionários a serviço do tráfico faziam o trabalho criminoso: a serviço dos traficantes, passavam as malas do setor doméstico para o internacional.


Onze pessoas, incluindo funcionários do aeroporto com acesso à bagagem e à pista, tinham a missão de despachar as duas malas com drogas. Segundo o chefe da delegacia da PF do aeroporto, Marcelo Ivo de Carvalho, a carga valia mais de R$10 milhões.


Em 2016, a PF fez uma operação semelhante e prendeu 15 funcionários de empresas terceirizadas pelo aeroporto que estavam envolvidos com o tráfico e apreendeu mais 550 quilos de cocaína. Desde então, a escuta de celulares de suspeitos revelou outro caminho do tráfico internacional e esta nova quadrilha.


Com base nessas informações, os policiais federais chegaram até um centro comercial em Guarulhos, a 8 km do aeroporto. Neste centro, traficantes e funcionários se reuniam para finalizar os detalhes do embarque das drogas.


Os chefes da quadrilha pagaram adiantado uma quantia de 100 vezes os salários dos funcionários. “Intermediários se aproximavam dos funcionários que estavam dispostos a facilitar o tráfico mediante pagamento”, disse o delegado.


A polícia identificou que um dos chefes da quadrilha era Marcos de França. Ele foi um dos criminosos que planejou e participou de um dos maiores furtos da história do país: a quadrilha dele levou mais de R$160 milhões de reais do Banco Central de Fortaleza em 2005. França foi preso com R$12 milhões, foi condenado, passou nove anos na cadeia e estava em liberdade desde 2013.


Câmeras percorrem o caminho das malas

Com a descoberta da PF, câmeras percorreram o destino das malas até Portugal e a chegada dos homens a Ribeirão Preto. Imagens mostram eles passando direto pela esteira de bagagens.


As malas foram apreendidas ao chegar em Lisboa, e escutas mostram a conversa do criminoso Matias dos Santos com a esposa:
M: A casa caiu! Cê ta ouvindo.... Cê ta ouvindo...


Prisões e foragidos
No aeroporto em São Paulo, um funcionário foi preso. Outros dois foram presos em casa, e um quarto ao tentar fugir. Com eles, a PF encontrou mais de R$ 500 mil, que era o pagamento do suborno.


Marcos França foi preso na rodoviária de São Paulo. Ele ia fugir de ônibus, com 7 mil euros, deixando para trás seus três carros importados, avaliados em mais de R$ 600 mil. A defesa dele nega as acusações. Consultadas, as defesas dos funcionários do aeroporto Ronaldo de Oliveira, Alexandre Rorigues Borges e Matias Júnior Bispo dos Santos também negam as acusações. O advogado de Ricardo Braga da Silva, o quarto funcionário, não retornou à reportagem.


A Polícia Federal busca agora pelo sócio de França e também um dos donos da droga: Átila Carlai da Luz. Estão foragidos Gilmar Antônio Monteiro, Douglas Martins de Oliveira e Anderson Brito da Silva, funcionários do aeroporto. A polícia também está atrás dos passageiros traficantes que foram para Ribeirão Preto: José Veríssimo e Douglas. Em Portugal, ninguém foi preso.

 

Fonte: G1

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