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PF frustra plano que incluía atacar sede do Depen em Brasília

 Bilhetes apreendidos demonstraram atuação de líderes de facção criminosa mesmo presos sob segurança máxima

n1810  A

 Polícia Federal (PF) anunciou ter deflagrado nesta quinta-feira (11/10), em conjunto com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), as operações Pé de Borracha e Morada do Sol. Ambas desarticularam um plano de ataques em série pelo país, como forma de pressionar autoridades federais. Um dos alvos seria a sede do Depen em Brasília.  A organização criminosa atuava do interior da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO).

São cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, sendo três deles em celas da penitenciária e um em imóvel da capital do estado, além de outras medidas cautelares, como a proibição de visitas íntimas e a inclusão em regime disciplinar diferenciado.

O plano criminoso que seria colocado em prática consistia no sequestro, tortura e assassinato de agentes públicos, como forma de pressionar o governo federal e o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) a restabelecer as chamadas visitas íntimas no âmbito das penitenciária federais, suspensas desde julho de 2017.

A análise de bilhetes apreendidos pelos agentes de execução penal do Depen demonstrou que os principais líderes de uma facção criminosa, mesmo reclusos em unidade de segurança máxima, conseguiam burlar o esquema de monitoramento e repassar ordens criminosas durante visitas sociais. O sistema de controle do Depen identificou a atividade irregular e acionou a PF.

Os repasses de bilhetes se davam através de celas vizinhas por meio de “terezas”, pequenas cordas criadas a partir de fios retirados de roupas. Neles continham inúmeras ordens criminosas redigidas de próprio punho pelos principais líderes da facção, para serem colocadas em prática por comparsas em diversos pontos do território nacional.

A Operação Pé de Borracha identificou um plano criminoso que visava desestabilizar o Sistema Penitenciário Federal, em especial o Departamento Penitenciário Federal, a partir de uma ameaça de uso de explosivos em uma unidade do sistema prisional, caso determinadas reivindicações não fossem atendidas.

As investigações identificaram que a facção criminosa havia realizado o levantamento da rotina e da atividade de diversos servidores públicos fora do ambiente de trabalho para serem sequestrados e/ou assassinados em seus momentos de folga.

Fonte: metropoles

 

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