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Depen apura nomeação de agente com ficha criminal

oc2710O Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) confirmou nesta segunda-feira (22) o afastamento de um agente de cadeia pública da Casa de Custódia de Maringá (CCM), que teria sido nomeado para o cargo, no último dia 10 de outubro, mesmo tendo antecedentes criminais.

O caso está sob investigação e corre em sigilo. De acordo com a nota emitida pela assessoria de imprensa, o caso foi identificado pelo próprio Depen.

“O agente de cadeia não chegou a prestar serviço na unidade penal, sendo afastado imediatamente da Casa de Custódia de Maringá”, diz o comunicado. O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen). No entanto, ele afirma que o agente – contratado por meio de Processo de Seleção Simplificada (PSS) – chegou a concluir um plantão de 12 horas na CCM antes de ser “denunciado” pelos colegas à direção da unidade prisional.

“Foram os agentes que reconheceram ele por meio de fotos e levaram a situação à direção. A informação é que ele estava preso na delegacia de Colorado e foi liberado por meio de habeas corpus dias antes da nomeação”, diz o diretor do Sindarspen, Vilson Brasil.

O agente seria suspeito de estelionato entre outros crimes. Por telefone, a carceragem de Colorado disse não poder dar detalhes sobre a ficha criminal e liberação de presos. Ainda segundo Brasil, o agente recém-nomeado seria pai de dois detentos que cumprem pena na CCM.

O Depen confirmou que os filhos do agente estão presos, mas nega que cumpram pena na Casa de Custódia. A informação é que um está na Penitenciária Estadual de Maringá e outro em uma delegacia da região.

Também de acordo com o Depen, ao contrário do que argumenta o Sindarspen, a contratação por meio do PSS exige a apresentação de certidão de antecedentes criminais. A assessoria informou que o agente apresentou toda a documentação antes da nomeação.

Para apurar possíveis irregularidades, o caso é investigado pela Polícia Civil, Corregedoria do Departamento Penitenciário e pela Secretaria de Segurança Pública e Administração penitenciária. Até a conclusão da investigação, o agente ficará afastado das funções e terá direito de apresentar defesa.

Fonte: uol

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