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Suspeito de assassinar coronel da PM no Méier tem histórico de crimes

Em liberdade há quatro meses, Matheus do Espírito Santo responde por crimes como homicídio, tráfico e formação de quadrilha

oc3110RIO - Homicídio, tráfico e formação de quadrilha. Essas três acusações aparecem na ficha criminal de Matheus do Espírito Santo Severiano, de 22 anos. Depois de cumprir seis de meses de prisão preventiva por ter sido flagrado com uma mochila cheia de drogas, ele saiu da cadeia no dia 1º junho, por decisão judicial. Nesta sexta-feira, Matheus foi apontado como um dos quatro participantes do assassinato do coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do 3º BPM (Méier), e passou a ser considerado foragido.
Em liberdade há apenas quatro meses, Matheus foi reconhecido, por foto, pelo cabo da PM Nei Vilas Bastos Filho, que dirigia o carro em que Teixeira levou um tiro no peito. O crime ocorreu na Rua Lins de Vasconcelos, no bairro de mesmo nome: por volta do meio-dia de quinta-feira, quatro homens armados desceram de um automóvel que parou à frente do veículo em que estava o oficial e o praça, e, no momento em que abordaram os policiais, o cabo sacou uma pistola e atirou. Os bandidos revidaram e, segundo peritos, foram feitos pelo menos 32 disparos durante o confronto.

BUSCAS NO COMPLEXO DO LINS

O cabo Nei, baleado numa perna, foi categórico ao reconhecer Matheus como um dos homens com quem trocou tiros, disse o diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa. Isso levou a PM a mobilizar, no fim da madrugada de ontem, cerca de 300 homens para uma operação no Complexo do Lins, onde vive o acusado. Foi justamente ali que ele foi preso pela última vez, no dia 20 de dezembro do ano passado, por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Matheus estava com um radiotransmissor, 73 trouxinhas de maconha e 193 tubos com cocaína.
A prisão preventiva foi revogada no dia 1º de junho pela 26ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Na ocasião, a soltura de Matheus foi justificada pelo fato de ele não ter cometido um crime violento. O Ministério Público estadual manifestou posição favorável à medida.
Além de ser acusado de ter atirado nos PMs, Matheus, de acordo com o delegado Rivaldo Barbosa, voltou ao local do confronto minutos depois para tentar pegar a arma do oficial já morto. Desistiu ao perceber que o cabo continuava ali, e fugiu de motocicleta em direção ao Morro da Cachoeirinha. Ainda segundo a polícia, ele fez parte de um grupo que, de domingo a quinta-feira, roubou três carros na região do Méier.
Enquanto policiais militares faziam as buscas no Complexo do Lins, Teixeira era enterrado, à tarde, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Centenas de pessoas acompanharam a cerimônia, incluindo o cabo Nei, que foi ao sepultamento de cadeira de rodas e ficou emocionado. O prefeito Marcelo Crivella e o comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias, que, no dia anterior, sugeriu que o governo do estado peça ajuda às Forças Armadas para o combate ao crime na região do Méier, também compareceram.
— O que está acontecendo não é normal. Estamos aqui enterrando um companheiro e, amanhã, teremos o sepultamento de mais um — disse Dias, referindo-se ao cabo do 41º BPM (Irajá) Djalma Veríssimo Pequeno, de 36 anos, também assassinado na quinta-feira, ao tentar impedir um assalto a uma joalheria no Shopping Guadalupe.
Mãe de Djalma, Gilma Veríssimo, fez um desabafo ontem, após liberar o corpo do PM no Instituto Médico-Legal:
— Estou dilacerada. Ele, agora, é mais um na estatística. Daqui a pouco será outro. Hoje, quem entra na PM tem que comprar logo um caixão.
Fonte: OGLOBO

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