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Com liberação do último agente mantido refém, termina rebelião na Casa de Custódia

oc0507Conforme já tinha sido combinado, o último refém que era mantido preso pelos detentos da Casa de Custódia de Curitiba (CCC) foi entregue na manhã desta quinta-feira (5). Com isso, a rebelião, que já durava quase cinco dias chegou ao fim. Durante revista na galeria onde houve a rebelião, policiais encontraram facas artesanais, barras de ferro, celulares e até carregadores. Segundo a polícia, 23 presos vão ser encaminhados à Central de Flagrantes.

Conforme o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), o nome do último refém é André Jubilato. Os outros três reféns foram entregues na tarde desta quarta-feira (4). Além de Jubilato, os outros reféns – que foram encaminhados ao hospital porque estavam com ferimentos leves – estão bem.

 

 Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) preparou algumas viaturas e, segundo o Sindarspen, “pela primeira vez na história, os presos que participaram da rebelião vão ser encaminhados a uma delegacia”. “Ao todo, identificamos 23 presos, que vão ser responsabilizados pelo que fizeram. Eles devem ser indiciados por cárcere privado e tortura”, explicou o tenente-coronel Elio de Oliveira Manoel, secretário especial de administração penitenciária.

Segundo o Depen, com o fim da rebelião, os policiais do Batalhão de Operações Policiais (Bope) e uma equipe de agentes penitenciários entraram na unidade para fazer uma vistoria geral. Lá dentro, foram recolhidos todos os materiais artesanais feitos pelos presos para serem usados como armas. “Isso tudo também vai ser encaminhado à Polícia Civil”, disse o tenente-coronel.

Os detentos foram concentrados no pátio para permitir a contagem e uma revista minuciosa em cada um dos cubículos. Uma equipe do Depen também ingressou na Casa de Custódia para fazer uma análise inicial dos danos provocados pelos presos, mas segundo a avaliação do tenente-coronel, os presos não chegaram a destruir a galeria em que estavam.

O tenente-coronel reforçou que não houve registro de nenhum preso ferido e que os agentes agora vão receber a estrutura que precisam. “Vamos dar condições de afastamento do trabalho se for necessário e apoio psicológico, porque a pessoa que passa pelo que eles passaram sofre este tipo de abalo. Precisam ter seu psicológico reconstruído e sabemos que isso também faz parte da nossa atividade”, considerou o Elio.

 

Transferência planejada

As negociações começaram a avançar depois que, aos poucos, o Depen foi acatando aos pedidos dos presos. Os rebelados queriam que fossem trazidos de volta sete detentos, que fazem parte da mesma facção que eles. Antes de a rebelião acontecer, um mapeamento da localização de custódia de presos das principais facções que atuam dentro do presídio já tinha sido feito, “tanto é que no Paraná, diferente de outros estados, não foram registradas mortes provocadas por confronto entre facções”, destacou a nota do Depen.

O Departamento Penitenciário informou que a remoção de presos de uma facção que estavam em celas especiais (conhecidas por seguro) já estava programada para ser feita, justamente para evitar qualquer conflito entre detentos. “Separamos os presos justamente no sentido de proteger a integridade física deles próprios, pois sabemos que não podemos misturar os integrantes de determinadas facções”, explicou Elio de Oliveira Manoel.

 

Investigações

Nesta rebelião, muitas informações foram passadas de dentro da cadeia, pelos próprios presos que tinham celulares. Com relação a isso, o Depen informou que vai abrir um procedimento interno para apurar a entrada dos aparelhos na unidade penitenciária. Ainda conforme a diretoria do órgão, diariamente, agentes penitenciários realizam vistorias que resultam na apreensão de telefones celulares e drogas em todas as penitenciárias do Estado.

 

Fonte: tribunapr.

 

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