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Propina de R$ 300 e vazamento de informações: entenda esquema que envolvia 20% de Cia da PM em Campinas

Policiais militares integravam quadrilha especializada em tráfico de drogas. Operação nesta terça emitiu 40 mandados de prisão (32 contra PMs) e 51 de busca e apreensão. 

np2108Segundo o coronel da Polícia Militar José Ricardo Trevisan Arantes, vai ser preciso fazer um remanejamento de policiais em Campinas para suprir a ausência dos agentes presos na 5ª Cia. "Isso é uma providência que nós já estamos pensando e em breve vamos fazer esses remanejamentos para que não haja prejuízo à população. Não gostaria de falar os números absolutos do efetivo da 5ª Cia, mas podemos dizer que os policiais presos representam 20%", afirmou.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a corregedoria da Polícia Militar, os policiais, além de não combaterem o esquema de tráfico de drogas na região, vazavam informações sobre operações e outras investigações para os criminosos. Eles cobravam propina que variava de R$ 100 a R$ 300 para integrar o esquema. O valor cobrado variava de acordo com a hierarquia militar de cada um. 

"Foi detectado que existia um escalonamento de pagamento que seria de R$ 100 a R$ 300 por semana conforme a graduação daquele policial. O que eu posso falar da graduação é de soldado até sargento, que participavam desse esquema", explicou o coronel da corregedoria da Polícia Militar, Marcelino Fernandes da Silva.

A operação envolveu 40 mandados de prisão, entre eles, 32 para policiais militares - todos encontrados e presos - e oito para civis, dos quais dois estavam foragidos até esta publicação. Segundo o Gaeco, dois dos presos nesta terça-feira são apontados como líderes da quadrilha.

"Um homem e uma mulher civil que foi preso hoje (terça) são apontados como os líderes do esquema. O homem fazia a contabilidade, a distribuição do dinheiro, enquanto a mulher era esposa de outro líder preso durante a investigação e ficaria no lugar dele", disse o promotor Jandir Moura Torres Neto. 

A operação

De acordo com o Ministério Público, a suspeita é de que a quadrilha movimentava R$ 150 mil por mês com o esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A atuação do grupo era nos bairros Vila Boa Vista e Parque Industrial. Aos suspeitos, é atribuída a prática de tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Além dos 40 mandados de prisão, 51 ordens de busca e apreensão são cumpridas em Campinas, Sumaré (SP), Mogi Mirim (SP), Hortolândia (SP), Sorocaba (SP), Bauru (SP) e São Carlos (SP). Segundo o Gaeco, a atuação do grupo se restringia à cidade de Campinas, mas os mandados em outras cidades ocorreram porque tratava-se do endereço residencial dos suspeitos.

Além do Gaeco e da corregedoria da PM, participam da operação o 2º Batalhão de Polícia de Choque e o canil do 3º Batalhão de Polícia de Choque. Os mandados foram expedidos pela Justiça Militar e 3ª Vara Criminal da Comarca de Campinas. 

Veja o resumo da operação em Campinas:

  • 31 policiais militares presos preventivamente e encaminhados para o Presídio Militar Romão Gomes. Um mandado de prisão em andamento;
  • Quatro civis suspeitos de atuar na quadrilha presos nesta terça e dois presos durante a investigação; Outros dois ainda são alvo de mandados em andamento;
  • Apreensão de R$ 23 mil, um carro e eletrônicos, além de objetos de preparo de droga com suspeitos civis;
  • Com os policiais, foram apreendidas armas com numeração raspada e drogas.

Fonte: G1

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