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PM do Bope preso com chefe de milícia disse que fazia segurança para ‘empresário’

np0710 O sargento Leandro Lucas dos Santos, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), preso nesta segunda-feira junto com Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, acusado de integrar uma milícia nas Zona Norte e Oeste do Rio, disse a agentes da Corregedoria da PM que não sabia que Catiri integrava uma milícia. Uma pistola do agente foi encontrada dentro do carro blindado de Catiri, uma caminhonete Ford Ranger blindada. Santos preferiu não prestar depoimento, mas, em conversa informal com os policiais, afirmou que prestava serviço de segurança para um "empresário" e esqueceu a arma em seu carro.

O policial foi preso, junto com Catiri, mais dois PMs — um da ativa e outro, reformado — e um militar do Exército, em flagrante, pelo crime de organização criminosa. A operação, da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas (Draco), aconteceu numa academia dentro do Shopping Nova América, em Del Castilho. No momento em que os policiais entraram no local, Catiri corria numa esteira. 

Catiri corria em academia quando foi preso

O PM do Bope era o único agente que não estava no local, mas foi até lá após os agentes encontrarem sua pistola calibre.380. Acabou preso, junto com os demais, como integrante da organização. Além de Santos e Catiri, foram detidos o cabo Bruno Ramalho, lotado na UPP São Carlos, o subtenente reformado Pedro Paulo dos Santos e o sargento reformado do Exército Valdo Honorato Pereira. Para a polícia, todos integravam a segurança do miliciano.

O único dos detidos que estava foragido era Catiri. Contra ele, segundo a Draco, havia um mandado de prisão em aberto, decretado pela Vara Única de Sapucaia, pelo crime de lavagem de dinheiro. Uma investigação da especializada revelou que o miliciano lavava dinheiro com a compra de fazenda e animais raros.

Caminhonete onde arma foi apreendida

Numa operação feita no sítio, em Sapucaia, quase na divisa do Rio com Minas Gerais, em fevereiro do ano passado, a Draco encontrou animais exóticos, como lhamas e araras, além de cavalos de raça. O imóvel também tinha um casarão com piscina e lago com pedalinho. De acordo com a Draco, a compra do sítio foi feita através de um contrato mascarado de arrendamento rural — cessão de um terreno para exploração agrícola.

Catiri também é réu em outra ação em que é acusado de chefiar uma milícia que atua na exploração do transporte alternativo, através da cobrança de taxas aos motoristas de vans que circulam em algumas linhas de transporte alternativo dos bairros de Bangu, Realengo, Padre Miguel e Campo Grande, na Zona Oeste.

Com Marquinho Catiri, a Draco apreendeu, além da caminhonete blindada, jóias, um relógio Rolex, R$ 28.978,00 em espécie, e documentos.

Marquinho Catiri

 

Fonte: extra

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