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Operação Atena prende falsos juízes que enganavam familiares de presos em Presidente Venceslau

Golpistas chegaram a ligar no Fórum e no plantão da Polícia Civil para solicitar informações sobre os detentos. Grupo pedia a parentes dos encarcerados o pagamento de fiança para colocá-los em liberdade.

n0511  Uma operação da Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (1º) dois homens suspeitos de se passarem falsamente como juízes de direito para enganar familiares de pessoas presas em Presidente Venceslau (SP). Os indivíduos chegaram a ligar no Fórum e no plantão da Polícia Civil da cidade se apresentando como magistrados para solicitar informações dos detentos.

As investigações foram iniciadas no mês de março deste ano após a polícia receber uma requisição expedida pela autoridade judicial da cidade, a qual informava o recebimento de ligações na sede do Fórum por indivíduo desconhecido que se apresentou como “juiz assessor da Corregedoria” ou como “juiz do plantão” e, mediante enganação, conseguiu obter informações a respeito de pessoas presas e que estavam aguardando a audiência de custódia.

Com o avanço das investigações, a polícia apurou que o Plantão Policial Permanente de Presidente Venceslau também recebeu ligações com o mesmo intuito, bem como um familiar de uma das pessoas presas na época dos fatos havia recebido ligação telefônica em que o interlocutor se apresentou como “juiz”, informando que seu parente estava preso e sua liberdade estava condicionada ao pagamento da fiança.

A polícia apurou que o familiar efetuou o pagamento da suposta fiança e, posteriormente, tomou conhecimento que havia caído em um golpe.

O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais de Presidente Venceslau, Elison Yukio Hasai, informou ao G1 que a fiança cobrada pelos criminosos era no valor médio de R$ 1,5 mil por vítima.

Após o trabalho investigativo, os integrantes da associação criminosa foram identificados e suas funções foram individualizadas dentro do esquema criminoso, bem como foram identificadas outras vítimas no Estado de São Paulo.

As investigações identificaram o suspeito das ligações direcionadas ao Fórum e ao Plantão Policial Permanente, ambos de Presidente Venceslau, responsável por se apresentar como “juiz assessor da Corregedoria” e, mediante enganação dos funcionários, captar dados de pessoas presas.

Tais informações foram repassadas para o segundo suspeito, também identificado, responsável por efetuar contato com os familiares dos presos, sendo que algumas vezes também se passava como “juiz”, e, mediante enganação, obteve vantagem ilícita mediante o pagamento da suposta fiança.

Estes indivíduos foram localizados e presos na cidade de Itaitinga (CE), segundo a polícia, nesta quinta-feira (1º).

O trabalho investigativo também identificou mais dois homens integrantes da associação criminosa incumbidos de receber os valores obtidos mediante fraude para posterior movimentação bancária e ocultação do dinheiro. Um deles foi preso em Maracanaú (CE), enquanto o outro ainda continua foragido.

Os três suspeitos foram presos temporariamente pelo prazo de cinco dias, mediante mandados judiciais, para o término do inquérito policial. A polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão domiciliar.

O delegado Elison Yukio Hasai ainda informou ao G1 que na próxima segunda-feira (5) a polícia finalizará o inquérito e solicitará a prisão preventiva dos suspeitos, que são investigados pelos crimes de falsa identidade, estelionato, lavagem de capitais e associação criminosa.

“A Operação Policial Atena foi deflagrada em resposta às condutas criminosas perpetradas em afronta ao Estado e às vítimas, viabilizando a desarticulação de uma associação criminosa que perpetrava suas ações criminosas com extrema audácia, identificada e localizada a mais de três mil quilômetros de distância desta cidade [Presidente Venceslau]”, informou a Polícia Civil.

O nome Atena foi escolhido em alusão à deusa da justiça, na mitologia grega, por se tratar de crime contra a própria Justiça, conforme o delegado. A ação teve o apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará tanto na fase de investigação como na execução da operação.

Fonte: G1

 

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