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Operação prende 53 PMs de SP suspeitos de envolvimento com PCC

np1812Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (18) deteve 53 policiais militares de São Paulo suspeitos de colaborar com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Um outro, de férias, está foragido.

Além dos policiais, três civis, suspeitos de integrarem o PCC, também foram presos na operação. Outros dois suspeitos estão foragidos. Durante a operação, um outro civil foi detido em flagrante, sob suspeita de colaborar com o tráfico de drogas.

Todos os policiais alvos dos mandados de prisão atuam no 22º Batalhão da PM, que fica no Jardim Marajoara, na zona sul paulistana, a cerca de 15 quilômetros do centro da capital paulista. Os nomes dos suspeitos não foram revelados.

Segundo as investigações, os suspeitos estariam envolvidos em um esquema de corrupção e de ligação com o tráfico de drogas apurado pela Corregedoria da PM paulista desde fevereiro.

A ação desta terça-feira é comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), ligado ao MP, e pela própria Corregedoria.

Os 54 mandados contra os PMs são de prisão preventiva (sem prazo) e foram autorizados pela Justiça Militar de São Paulo. Os presos foram encaminhados para o presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.

Já os cinco mandados contra suspeitos de pertenceram ao PCC são de prisão preventiva (sem prazo) e foram autorizados pelas Justiça comum.

A PM diz que as investigações apontam para os "crimes de corrupção passiva, concussão, associação ao tráfico de drogas, integrar organização criminosa, além de outros ilícitos penais militares e comuns".

Ao todo, foram cumpridos durante o dia 86 mandados de busca e apreensão (70 expedidos pela Justiça Militar e 16 expedidos pela Justiça comum). A operação foi desencadeada em 19 municípios em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Segundo a PM, a operação envolveu 450 policiais militares (280 policiais corregedores e 170 policiais do 2º Batalhão de Polícia de Choque), promotores de Justiça e agentes do MP lotados no Gaeco.

O nome da operação é Ubirajara. Em nota, a PM diz que a "operação recebeu este nome por conta de ter se iniciado no bairro Ubirajara, na zona sul".

No texto, "a Polícia Militar reafirma não compactuar com ações praticadas por seus integrantes ou quaisquer outros atos que atentem contra a disciplina e os valores e deveres militares, sendo implacável na apuração para apresentar as provas ao poder judiciário e para retirar da Instituição os indignos de ostentar a sagrada bandeira do Estado de São Paulo em seu uniforme".

Nomeado secretário da Segurança Pública a partir do ano que vem, o general do Exército João Camilo Pires de Campos, 64, afirmou ao UOL estar acompanhando a operação desde a manhã desta terça-feira "como espectador", mas disse apoiar operações do tipo. "Tem que cortar na carne", relatou à reportagem. 

Procurado, o futuro governador, João Doria (PSDB), afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que, por não ter tomado posse, não cabia a ele se pronunciar sobre o assunto. A SSP (Secretaria da Segurança Pública), sob gestão do governador Márcio França (PSB), apenas confirmou as informações da PM.

Fonte: UOL

Advogado é condenado por se apropriar indevidamente de dinheiro de cliente

np1212A juíza de Direito Placidina Pires, da 6ª vara Criminal de Goiânia/GO, condenou um advogado a dois anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial aberto, por apropriação indevida de dinheiro de cliente

Contratado para patrocinar o cliente em uma ação, o advogado teria seus honorários pagos por títulos de dívida agrária, devendo o causídico vende-los para satisfazer seu pagamento e repassar o restante do valor ao cliente. No entanto, segundo consta nos autos, após vender os títulos, o advogado não repassou o valor de um cheque de R$ 222 mil ao cliente e comprou, em nome de sua mãe, dois veículos com o dinheiro.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que, conforme se extrai do requerimento de instauração do inquérito policial, e das provas testemunhais e documentais juntadas aos autos, a materialidade e a autoria do delito se encontram satisfatoriamente comprovadas.

A magistrada destacou que, “quando praticada em razão de ofício, emprego ou profissão, ou seja, por pessoas que, em regra, recebem a coisa em função da confiança nelas depositada, a apropriação indébita é punida mais gravemente, ou seja, com um aumento de pena correspondente a 1/3 (um terço)”.

Para a juíza, o advogado “aproveitou-se da confiança nele depositada para se apropriar indevidamente do título, tendo, em seguida, forjado um suposto endosso, e adquirido, por meio do aludido cheque, dois automóveis em nome de sua genitora”.

Ao ponderar ainda que o cliente é idoso, a magistrada julgou totalmente procedente a ação, condenando o advogado à pena de dois anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por prestação de serviços comunitários e pela obrigação de pagar à vítima o valor do cheque apropriado indevidamente.

Fonte: MassaNews

Sete PMs são presos acusados de roubar caixas de requeijão em São Gonçalo

np0612 Sete PMs do 7º BPM (São Gonçalo) foram presos na tarde de ontem, pela Corregedoria da PM sob a acusação de desviarem uma carga de requeijão de um caminhão que havia sido recuperado. A carga foi encontrada próxima a um caminhão frigorífico, já descarregada, dentro do Morro da Coruja, em São Gonçalo. Os produtos, entretanto, ao invés de serem encaminhados à 73ª DP (Neves) para a elaboração de um registro de ocorrência, foram levados para a sede da Companhia Destacada do batalhão, na favela. Lá, os agentes foram flagrados retirando a carga do caminhão e colocando dentro de um carro branco.

A cena foi filmada, e o vídeo chegou à Corregedoria da PM. No mesmo momento, agentes da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar foram ao local e prenderam os PMs. Os policiais que faziam o transbordo da carga afirmaram que o veículo só foi encaminhado à Companhia Destacada porque apresentou defeito mecânico no meio do trajeto até a delegacia.

Policiais foram filmados tirando caixas de requeijão de caminhão

Os agentes também identificaram o dono do veículo, um Gol: Cristian Melo de Araújo, que tem duas passagens pela polícia por tráfico de drogas. Ele está sendo procurado pela Corregedoria para prestar depoimento. Durante a operação para recuperar a carga, houve tiroteio com traficantes do Morro da Coruja. Um homem foi preso e uma pistola calibre .40 foi apreendida.

Os policiais presos são: o capitão Delson Luiz Caetano da Silva, os sargentos Cleyman Barbosa da Silva e Alex da Silva Gregório e os cabos Roger Oliveira Silva, Wander Fernando da Silva Ferreira, Gerson Rodrigues da Silva e Jairo Cordeiro Caldas.

Fonte: extra

PM e Bombeiro são presos com dinheiro do assalto ao Banco do Brasil

np2911Segundo informações da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), André dos Anjos Santos estava aramado com uma pistola .40 quando foi abordado pela PM, porém não portava a identificação funcional.

Em entrevista a rádio Mirante AM, nesta terça-feira (27), o capitão Ferreira, da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), relatou a prisão de André dos Anjos Santos.

“O policial estava no local da explosão e recolhendo dinheiro que ficou pelo chão. Ele não foi encontrado junto com integrantes do bando que atacou a agência. Então agora é um trabalho de investigação para saber se ele tem algum envolvimento com a quadrilha”, disse o capitão Ferreira.

Sobre o número exato de integrantes da quadrilha que explodiu a agência do Banco do Brasil na cidade de Bacabal, o capitão Ferreira disse que até agora não há um número exato. “Não temos conhecimento do número certo dos integrantes da quadrilha, mas estimamos com base em informações em torno de 40 a 50 (bandidos)”, disse o capitão.

O Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, concedeu entrevista coletiva e falou também sobre o caso das prisões do PM e do Bombeiro.

Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela. Foto: Reprodução.

“Nós vamos colocá-los no raio apuratório, para saber o que eles, enquanto militares, faziam no perímetro de prática de roubo a banco. Nós queremos saber se algum deles fez cobertura, deu proteção, deu informações, porque não é natural o cidadão, como militar, estar num local de roubo e ainda se envolver em furto. O natural seria uma reação com informações sobre a ação do bando, se aproximar das forças estaduais para nos ajudar, como fizeram outros que estavam de folga”, declarou o secretário de segurança.

“No caso deles, são tratados por nós, agora, como criminosos e todos eles, além da autuação lá, pela prática de furto, serão trazidos pelo Departamento de Roubo a Banco da Seic para interrogatório, para saber o grau, ou não, de envolvimento deles com a organização criminosa”, completou Jefferson Portela.

Fonte: imirante

Caso Daniel: Polícia diz que vai indiciar Edison Brittes e mais três por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Cristiana e Allana Brittes, esposa e filha de Edison, serão indiciadas por coação de testemunha e fraude processual; sete pessoas estão presas.

np2111 A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira (20), que vai indiciar o empresário Edison Brittes e outros três suspeitos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver pela morte do jogador Daniel Correa.

A esposa de Edison, Cristiana Brittes, e a filha do casal, Allana Brittes, serão indiciadas por coação de testemunha e fraude processual, de acordo com a polícia. Sete pessoas foram presas temporariamente, por 30 dias.

Veja por quais crimes cada um deve ser indiciado:

  • Edison Brittes - homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Cristiana Brittes - coação de testemunha e fraude processual;
  • Allana Brittes - coação de testemunha e fraude processual;
  • Eduardo da Silva - homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Ygor King - homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • David Willian da Silva - homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Eduardo Purkote - lesões graves.

A defesa da família Brittes informou que só vai se manifestar sobre as impressões do delegado quando ele formalizar o relatório.

A defesa de Eduardo Purkote disse que não teve acesso ao relatório final do inquérito e que mantém o posicionamento que o Eduardo não participou das agressões e dos fatos alegados por alguns dos indiciados.

Já a defesa de Ygor King e David William da Silva afirmou que só irá se manifestar após ter acesso ao relatório final do inquérito.

O G1 entrou em contato com o advogado de Eduardo da Silva e aguarda um retorno.

A polícia informou ainda que o inquérito deve ser entregue ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta quarta-feira (21). Conforme a polícia, o inquérito terá 21 depoimentos e 370 páginas.

Os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal (IML), que devem ficar prontos na quinta-feira (22), serão anexados posteriormente.


Caso é investigado pela Polícia Civil de São José dos Pinhais — Foto: Paola Manfroi/RPC Curitiba

Na semana passada, a defesa de Cristiana Brittes pediu a revogação da prisão dela. O pedido foi negado pela Justiça, de acordo com o advogado de Cristiana, Cláudio Dalledone.

Daniel foi encontrado morto em uma área rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O corpo dele foi encontrado mutilado.

Segundo a polícia, o jogador foi assassinado depois de uma festa em comemoração ao aniversário de Allana Brittes, que começou na noite de sexta-feira (26), em uma casa noturna em Curitiba, e terminou na casa da família Brittes, na manhã de sábado (27).

Edison Brittes confessou ter matado Daniel. O empresário disse que cometeu o crime porque o jogador tentou estuprar a esposa dele, Cristiana Brittes. Após ouvir testemunhas, a polícia disse que não houve tentativa de estupro.

O jogador foi espancado e levado por Edison, em um carro, até o local onde o corpo foi encontrado, de acordo com a polícia.

A polícia informou também que Eduardo da Silva, Ygor King e David Willian da Silva ajudaram a agredir Daniel antes da morte. A defesa dos jovens nega a participação deles.

Fonte: G1

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