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Homem que se passava por policial federal é preso no Largo do Machado, na Zona Sul

O suspeito foi levado para sede da polícia federal. A arma foi apreendida e o homem foi preso em flagrante. A prisão ocorreu após agentes do programa Laranjeiras Presente desconfiarem de um carro com o emplacamento de viatura do Ministério Público Federal. A equipe se aproximou do veículo e abordou o motorista, que se apresentou como agente da PF e alegou que trabalhava no MPF.

Os policiais decidiram então revistar o automóvel e encontraram uma pistola e 16 minuções escondidas no carro. Em seguida, quando checaram as informações da Secretaria de Governo, confirmaram que o homem não era policial.

O suspeito foi levado para sede da polícia federal. A arma foi apreendida e o homem foi preso em flagrante.

Fonte: extra.globo.com

Maior e mais violenta quadrilha de roubos de carga do Rio usa Complexo da Maré como esconderijo

Tentativa de assalto a carga e troca de tiros com policiais paralisa a Washington Luíz Uma investigação da Polícia Civil revela que a maior e mais violenta quadrilha especializada em roubos de cargas e de centros de distribuição de mercadorias usa comunidades da Favela da Maré, na Zona Norte do Rio, como esconderijo e ponto de partida para suas ações. De acordo a polícia, homens armados de fuzis que usaram a estrutura do tráfico das Favelas Parque União e Nova Holanda, em Bonsucesso, estão por trás de pelo menos 82 roubos e tentativas de assaltos, ocorridas entre 2017 e 2020, totalizando no período um prejuízo estimado em R$ 200 milhões. A ação mais recente ocorreu na última quinta-feira, quando um PM morreu durante o roubo de um caminhão carregado de eletroeletrônicos, em Duque de Caxias, na Baixada.

Dez dias antes, no dia 14, a mesma quadrilha tentou roubar uma carga de eletroeletrônicos, na Rodovia Washington Luís, também em Caxias. Na ocasião, a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegaram a fechar a rodovia por 17 minutos. Com auxílio de um helicóptero, quatro suspeitos foram presos. Dois deles estavam numa van roubada, que foi perseguida e interceptada, após se envolver em um acidente. A polícia também descobriu que o bando age várias vezes num curto espaço de tempo, sempre na Região Metropolitana do Rio.

Material apreendido na ação na Rodovia Washington Luís, em Caxias

Material apreendido na ação na Rodovia Washington Luís, em Caxias

Entre os ataques feitos pelo grupo, estão dois assaltos ocorridos, com um intervalo de apenas oito dias, no último mês de junho. O primeiro aconteceu no dia 22 , quando pelo menos 20 homens atacaram um centro de distribuição do Grupo Pão de Açúcar, em Xerém. Na ocasião, foram roubados cerca de R$ 15 minhões em mercadorias, e um vigilante foi morto. Oito dias depois, bandidos da mesma quadrilha atacaram o terminal de cargas do Aeroporto Santo Dumont e levaram mais de 80 notebooks. Os criminosos são investigados pela 21ªDP (Bonsucesso) e pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas. Já se sabe que o bando é organizado e que usa fuzis cedidos pelo tráfico. Para evitar a identificação de seus veículos roubados, os bandidos usam carros com placas clonadas de automóveis legais.

— Eles usam carros clonados nos ataques e armas cedidas pelo tráfico. Em contrapartida, o chefe do tráfico costuma receber cerca de 50% do valor roubado na ação — explicou o delegado Hilton Pinho, da 21ª DP.

Traficantes serão indiciados

O delegado Vinicius Domingos, da DRFC, disse que os chefes do tráfico das comunidades usadas como base pelo assaltantes também serão indiciados por cada um dos roubos do bando:

— É uma atividade de protocooperação, em que os roubadores e o chefe do tráfico se beneficiam com o produto final. Na medida que a quadrilha rouba a carga, se utiliza do domínio territorial do tráfico para garantir o transbordo da carga. O chefe do tráfico será indiciado por cada roubo e estará sujeito a uma pena que varia a 10 a 16 anos em caso de condenação.

A polícia já identificou que, na Favela Parque União, há uma gerente do tráfico designado para cuidar exclusivamente do roubo de cargas. Ele seria o encarregado de ceder armas para os assaltantes e de receber parte do lucro da ação. O tráfico na comunidade é comandado por Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga. Já na Nova Holanda, de acordo com as investigações, Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, é suspeito de comandar o tráfico no local.

Polícia está à procura

Pesquisa feita no site do Conselho Nacional de Justiça revela que, em em nome de Alvarenga e Motoboy, há mais de oito mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece recompensa de mil reais por informações que levem às prisões de Alvarenga e Motoboy.

A quadrilha especializada em roubo de cargas também tem ligações com outra facção criminosa do Rio. De acordo com as investigações da 21ªDP e da DRFC, na madrugada do último dia 10 de dezembro, o bando usou clones de duas viaturas da Policia Civil e camisas da corporação para tentar roubar um centro de distribuição, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, vigilantes do local desconfiaram da ação e reagiram a tiros a tentativa de entrada dos bandidos ao estabelecimento. Os bandidos fugiram. Os clones foram abandonados pelos bandidos na altura da Penha. Um deles foi parcialmente incendiado.

Investigações revelam que a clonagem teria sido feita no Complexo da Penha. O comércio de drogas no local é chefiado por Edgar Alves de Andrade, o Doca. Com oito mandados de prisão expedidos em seu nome pela Justiça, Doca ocupa o terceiro escalão na maior facção criminosa do Rio.

Fonte: extra.globo.com

Operação prende 5 PMs suspeitos de tentar matar inspetor da Polícia Civil que os investigava

Carro de inspetor da Polícia Civil que sofreu atentado na Zona Oeste do Rio com marcas de tiros — Foto: Reprodução A Polícia Civil e o Gaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta quinta-feira (17), seis pessoas — cinco delas policiais militares — acusadas de terem tramado a execução de um inspetor, em abril deste ano.

Batizada de Operação “Todos Por Um”, a ação cumpre ainda 15 mandados de busca e apreensão. Treze destes alvos são PMs, sendo um capitão e um tenente, que não tiveram a prisão decretada pela Justiça.

“Inadmissível, gravíssimo, representa uma verdadeira ameaça ao estado democrático de direito”, afirmou o diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), Antenor Lopes Júnior.

Quatro batalhões passam por buscas desde as 6h: 7º BPM (São Gonçalo), Batalhão de Vias Especiais (BPVE), 15º BPM (Duque de Caxias) e 35º BPM (Itaboraí). A Corregedoria da PM dá apoio à ação.

Os seis envolvidos diretamente na tentativa de homicídio já foram denunciados pelo MPRJ e tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça.

São eles:

  • cabo Sérgio Berbereia Basile (7ºBPM);
  • cabo Mauro Simões de Castro (7ºBPM);
  • sargento Fagner Alves da Silva (7ºBPM);
  • sargento Joamilton Tomaz Ribeiro — cujo a impressão digital foi encontrada na porta do veículo utilizado no ataque (7º BPM);
  • cabo Euclydes José do Prado Filho, o Dinho (lotado no BPVE);
  • Sérgio Leonardo dos Santos Antônio, que é informante do grupo.

No dia 14 de abril deste ano, o inspetor Bruno Rodrigo da Silva Rodrigues, lotado na 39ª DP (Pavuna), sofreu um atentado com mais de 20 tiros quando chegava em casa, no bairro de Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio.

Ele foi ferido na perna, mas conseguiu reagir, escapou pelo banco do carona e os criminosos fugiram.

Carro de inspetor da Polícia Civil que sofreu atentado na Zona Oeste do Rio com marcas de tiros — Foto: Reprodução

Inicialmente suspeitou-se de uma tentativa de assalto, mas as investigações mostraram que, na verdade, os bandidos eram policiais militares que vinham sendo investigados pela equipe do agente.

O carro dos assassinos foi encontrado no dia seguinte, a cerca de 3 quilômetros do local do ataque. Os investigadores descobriram, então, que outros dois veículos foram utilizados para seguir o policial. Durante a fuga, os criminosos trocaram de carro duas vezes.

Ao longo das investigações, a 39ª DP descobriu que três policiais militares estavam dentro do carro que atacou o policial civil, e que um dos carros pertencia a outro PM.

Um quinto policial teve a prisão decretada por ter ajudado na vigilância do alvo escolhido. Um informante que também seguiu o inspetor também foi identificado e teve a prisão decretada.

O plano para matar o inspetor começou depois de uma ação da 39ª DP na Feira da Pavuna, em setembro de 2019. Na ocasião, os agentes foram checar uma denúncia de que supostos policiais estavam coagindo comerciantes a vender determinadas marcas de cigarro ilegal. Na ação, um comerciante chegou a ser detido.

Durante as buscas, no entanto, os policiais civis viram quatro homens em um carro prata próximo a um dos depósitos de cigarro.

Na abordagem, dois deles se identificaram como policiais do Serviço Reservado (P2) do Batalhão de Policiamento de Rodovias (BPRv): os cabos Marcos Fernando de Azevedo Bezerra e Fabio Henrique Marins da Silva, que disseram que os outros dois não seriam policiais.

Depois os agentes descobriram que um terceiro também era PM: Valter Sobreira dos Santos Filho, sargento lotado no 15º BPM (Caxias).

Uma semana mais tarde, o BPRv entregou um ofício à delegacia dizendo que os policiais estavam fazendo um levantamento de informações na Feirinha da Pavuna. A 39ª DP, no entanto, já tinha iniciado uma investigação preliminar para checar as denúncias de que policiais estavam trabalhando para um grupo na venda de cigarro clandestino.

Um comerciante que vendia cigarros na região, e que presenciou a abordagem dos policiais civis aos PMs, acabou sendo ouvido como testemunha, três semanas mais tarde.

Gerson Luís Silveira foi assassinado em janeiro deste ano.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Fonte: g1.globo.com

Polícia descobre esconderijo de Paulo Cupertino fora do Brasil

Foragido há mais de um ano, assassino do ator Rafael Miguel esteve em fazenda na cidade de Liberação, no Paraguai. Proprietário está sendo investigado

Paulo Cupertino, assassino de Rafael Miguel mudou de aparência para fugir

A polícia descobriu um imóvel usado como esconderijo por Paulo Cupertino, assassino do ator Rafael Miguel, na zona rural da cidade de Liberação, no Paraguai, a três horas de carro da capital Assunção. De acordo com testemunhas, Cupertino, que está foragido há mais de um ano, teria passado cerca de 15 dias no local. As informações são da Record TV.

 Esconderijo de Cupertino na cidade paraguaia de Liberação

A investigação da polícia aponta que Cupertino passou por pelo menos três cidades do departamento de São Pedro. Liberação é uma delas, uma cidade de pouco mais de 24 mil habitantes, que vive do agronegócio e do pequeno comércio. Um delegado e dois investigadores do DHPP de São Paulo estiveram no município e pediram apoio a policiais paraguaios. 

Uma denúncia feita por Whatsapp ao programa Cidade Alerta, da Record TV, indicou que o Cupertino teria se dirigido a Liberação. O denunciante indicava que ele estava em uma fazenda, trabalhando com plantação de soja. O local descoberto seria a casa de um fazendeiro brasileiro que teria dado abrigo a um dos criminosos mais procurados da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Cupertino já não estava mais lá na chegada da polícia. 

Policiais paraguaios tinham uma ordem de busca e apreensão para cumprir no imóvel. Os abordaram o fazendeiro Julci Kuschel, quando saía de casa, em uma caminhonete. A conversa foi no meio da rua. 

O fazendeiro é natural do Rio Grande do Sul, mora no Paraguai há cerca de 35 anos e possui outras propriedades no departamento de São Pedro.

No momento em que foi abordado pela polícia, o fazendeiro ficou mto exaltado. Ele disse que não sabia onde estava o foragido e permitiu que apenas um agente paraguaio vistoriasse a residência. Ele ficou lá dentro por cerca de 20 minutos. Na saída, disse que não encontrou ninguém. A polícia também conversou com vizinhos, que preferiram se manter em silêncio.

No entanto, quando procurado diretamente pelo diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) de São Paulo, Fabio Pinheiro Lopes, o fazendeiro mudou de versão, dizendo que, se Cupertino esteve na fazenda, ele não ficou sabendo. A polícia acredita que Julci Kuschel esteja acobertando Cupertino e que entender o motivo. 

A polícia apura se é dele o avião que transportou o foragido de Mato Grosso Sul até o Paraguai. O piloto, Alfonso Helfenstein, com quem Cupertino fugiu do Mato Grosso do Sul, seria funcionário dele. 

Foragido por tráfico de drogas, Alfonso é dono do sítio onde Cupertino ficou escondido durante 15 meses.

Julci disse aos policiais que conhece Alfonso mas que há seis meses não tem contato com ele. A informação foi negada por moradores da cidade. Uma mulher que conhece de perto o fazendeiro disse à Record TV que, pouco antes da polícia chegar, Alfonso esteve na casa. Ela disse ainda que Julci e o piloto são muito próximos.

Caçada

Entre o fim de outubro e o início de novembro, a caçada da polícia por Paulo Cupertino percorreu ao menos 12 cidades do Mato Grosso do Sul e do Paraná - algumas na fronteira do Brasil com o Paraguai. De acordo com investigadores, nesta época Cupertino havia fugido de um sítio onde estava escondido na cidade de Eldorado, no Mato Grosso do Sul. A polícia brasileira emitiu um alerta para a polícia paraguaia e a fronteira com o país vizinho estava sendo monitorada.

Antes de seguir para Eldorado, Cupertino esteve no Paraná, onde conseguiu tirar um RG usando documentos falsos na cidade de Jataizinho. O documento de identidade emitido em nome de Manoel Machado da Silva foi cancelado.

O caso

O ator Rafael Henrique Miguel, de 22 anos, e os pais do rapaz, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50 anos, morreram baleados no dia 9 de junho de 2019 na Estrada do Alvarenga, na região de Pedreira, zona sul de São Paulo. O jovem era conhecido por ter interpretado o personagem Paçoca na novela Chiquititas.

Veja também: Amigos que ajudaram assassino de Rafael Miguel a fugir se contradizem

Rafael, acompanhado dos pais dele, foi até a casa de sua namorada, Isabela Tibcherani, conversar com o pai dela, Paulo Cupertino, sobre o namoro. A família foi recebida pela jovem e pela mãe dela. Quando Cupertino chegou ao local, armado, atirou nas três vítimas que estavam no portão da casa.

Cupertino disparou 13 vezes contra a família do namorado da filha. Sete acertaram Rafael. O pai do rapaz foi atingido 4 vezes e a mãe foi baleada no peito e no ombro. Os três morreram no local.

Um ano após a morte do ator Rafael Miguel, Isabela Tibcherani aceitou conversar com exclusividade sobre o pai, Paulo Cupertino, que assassinou o namorado e os pais do rapaz, Miriam e João. A jovem de 19 anos contou como foi crescer com um homem agressivo e autoritário, que se relacionava simultaneamente com duas famílias. "É muito difícil buscar uma imagem afetiva de pai. Tenho mais lembranças dele como uma pessoa agressiva do que como um pai", relatou. Ela ainda afirmou que foi agredida diversas vezes por Cupertino.

Seis meses depois que Cupertino descobriu o namoro da filha com Rafael Miguel, o casal finalmente conseguiu se encontrar. Isabela relembra os acontecimentos que antecederam o dia de horror e descreve com detalhes o momento em que seu pai tirou a vida de seu namorado e dos pais. "Quando chegamos na minha casa, meu pai abriu a porta com tudo e tremia muito. Puxou meu braço e falou pra eu entrar. Assim que entrei, ele sacou a arma e atirou neles". 

Repórter Record Investigação localizou um dos amigos que ajudaram Cupertino a fugir depois do crime. Wanderlei Antunes Senhora afirma que Eduardo Machado que deu o dinheiro para a fuga do assassino e a movimentação financeira do homem pode indicar que ele era sócio do assassino. Isabela afirma que o pai não tentou nenhum contato com ela. "Não tem o por quê ele me procurar, ele já tirou tudo o que eu tinha", desabafa a jovem.

Depois de 1 ano do crime, Isabela tenta seguir em frente, mas ainda é difícil virar a página e superar vários momentos traumáticos. Deixar para trás um passado de violência e medo em casa, perder o namorado assassinado pelo próprio pai e ver uma família sofrendo pela morte de três pessoas de uma só vez. Mas o desafio mais urgente da jovem é conseguir sustentar a família e enfrentar a perseguição que sofre nas redes sociais.

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Fonte: https://noticias.r7.com/sao-paulo/policia-descobre-esconderijo-de-paulo-cupertino-fora-do-brasil-09122020?amp

 

Distribuição de drogas em sítio que atenderia crianças com necessidades especiais: o que se sabe sobre prisão de vereador em Cachoeirinha

 Manoel D'Ávila (PV) foi preso em uma área onde será erguido Centro de Zooterapia e Ecoterapia Metropolitano. Polícia investiga vínculo do parlamentar com crime organizado

Polícia Civil / Divulgação Um centro de distribuição de drogas foi descoberto pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, em um sítio onde está sendo erguido um Centro de Zooterapia e Equoterapia Metropolitano voltado ao atendimento crianças com síndrome de down, autistas, portadores de limitações físicas e idosos em Cachoeirinha. A investigação aponta que a área, localizada no Distrito Industrial do município, recebia carretas com toneladas de narcóticos a cada 15 dias e de lá saíam carros que distribuíam os entorpecentes para diferentes cidades da Região Metropolitana.

A área na Avenida Frederico Augusto Ritter vinha sendo monitorada há três meses por equipes do Denarc. Na noite da última quinta-feira (3), o vereador Manoel D'Ávila (PV) foi preso em flagrante quando estava em uma casa, dentro do sítio. No veículo de D'Ávila foram apreendidas munições e uma pequena quantidade de maconha. O parlamentar é fundador da Associação Humanitária de Assistência Social (AHUMAS) responsável por erguer o Centro de Zooterapia e Equoterapia na área. Nesta segunda-feira (7), a Justiça converteu a detenção de D'Ávila em prisão preventiva.

Vamos seguir a investigação. Toneladas de droga chegavam a esse sítio, eram escondidas lá. Esse vereador ia todos os dias no sítio à tarde. E era um entra e sai de carro para buscar drogas. Primeiro chegava carreta, a carga era descarregada e depois vinham os carros buscar quantidades menores para distribuir pela Região Metropolitana. Isso dificulta o trabalho de apreensão. Temos informação de que o local era um dos principais centros de distribuição de drogas da Grande Porto Alegre. Eram feitos consórcios para trazer a droga e mandar para diversas bocas, independentemente de facção. São focados no negócio. Distribuem para quem quiser comprar. Demos um golpe forte nesse grupo — explica diretor de investigações do Denarc, delegado Carlos Wendt.

Na quinta-feira, antes da prisão do vereador, a polícia apreendeu 600 quilos de maconha em uma casa no bairro Jardim do Bosque, em Cachoeirinha, e outros 200 quilos em uma residência no Medianeira, zona sul de Porto Alegre. Dois homens foram presos. Os 800 quilos, segundo o Denarc, saíram do sítio. Após apreender quase uma tonelada de droga, os agentes do Denarc foram para o sítio e encontraram o vereador e mais um homem na casa.

— A casa onde eles estavam fica muito próximo à porteira do sítio. Quem está na casa, sabe o que acontece no sítio. Não tem como não saber. Dentro da casa havia um revólver com numeração raspada. O vereador tem muito a esclarecer — diz Wendt.

Temos informação de que o local era um dos principais centros de distribuição de drogas da Grande Porto Alegre. Eram feitos consórcios para trazer a droga e mandar para diversas bocas, independentemente de facção. São focados no negócio. Distribuem para quem quiser comprar. Demos um golpe forte nesse grupo.

CARLOS WENDT

Diretor de Investigações do Denarc

O delegado Alencar Carraro adianta que o parlamentar deve ser indiciado por tráfico, associação para o tráfico e porte ilegal de arma. A polícia ainda investiga se D'Ávila teria ligação com facções. Outra frente da investigação tenta identificar o proprietário do sítio, que teria cedido a área para a construção do centro.

Em depoimento, o vereador, que não tem antecedentes criminais, disse que ia todo fim de tarde no sítio para acompanhar uma obra do projeto social mas que não sabia que no local havia entrega de carregamento de drogas.

D'Ávila fundou a Associação Humanitária de Assistência Social (AHUMAS) no ano 2000. Estava formalmente afastado na direção da entidade por exercer mandato de vereador, mas mantinha vínculos com a associação. GZH tentou contato com a direção da AHUMAS, mas o telefone disponível nas redes sociais da entidade é o do vereador.

Nas redes sociais, a entidade define que seu trabalho é voltado à assistência social em comunidades carentes de Cachoeirinha e Gravataí. Também reforça que seu fundador tem histórico de trabalho no combate e a prevenção aos uso de drogas.

Manoel D'Avila foi eleito pelo PDT a vereador na eleição de 2016 com 762 votos. Em março deste ano, se filiou ao PV. Concorreu à reeleição, mas não conquistou um segundo mandato. O presidente estadual do PV, Márcio Souza, afirma que o político será expulso da sigla:

— Mesmo que nada mais seja comprovado contra ele, o fato dele ser filiado e ser preso com munição e droga já é o bastante para expulsá-lo. Nossa relação com o vereador é nenhuma. O vereador não tem nada a ver com o PV e nunca defendeu questões ambientais. É um estranho no ninho. Não tem nenhuma identidade ideológica conosco.

Contraponto

À frente da defesa do vereador, a advogada Deisi Dittberner afirma que o parlamentar visita o sítio no final do dia para analisar o andamento das obras do Centro de Zooterapia e Equoterapia. Segundo ela, como há dois caseiros no sítio, D'Avila não permanece no local o dia inteiro e, por isso, não tem como controlar o fluxo de veículos no local. A defensora reforça que com seu cliente foram encontrados 50 gramas de maconha e poucas munições:

— Estão antecipando uma culpa sobre ele sem que nada esteja provado. Ele não tinha conhecimento de forma alguma que era entregue cargas de drogas no local. Jamais permitiria isso. Ele não conhecia os homens com quem foi apreendida a maior parte da droga.

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br

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