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Policial militar que matou jovem em boate é encontrado morto

np2208O soldado da polícia militar, de 26 anos, suspeito de matar a jovem Thalita do Carmo Pereira, 19, e balear o segurança da boate, Hélio Soares Bastos Júnior, 27, na madrugada deste sábado (18), na Serra, foi encontrado morto na manhã deste domingo (19), no bairro Amarelo, em Guarapari. A suspeita é de que ele teria se suicidado com um tiro do lado direito da cabeça. 

O corpo foi encontrado em um sítio e foi encaminhado para o Departamento Médico Legal para mais exames e liberação da família.

Segundo a polícia, o PM estava na boate, pagou a conta e saiu do local, mas depois quis voltar. O segurança não permitiu sua entrada e começaram a discutir. No momento em que Thalita pagava a conta e entregava sua comanda ao segurança, o policial começou a atirar. Os disparos atingiram a mulher o segurança.

A jovem foi baleada com um tiro no rosto e morreu no local. O segurança foi atingido por quatro disparos e socorrido para o hospital Jayme dos Santos Neves.

Fonte: tribunaonline

Propina de R$ 300 e vazamento de informações: entenda esquema que envolvia 20% de Cia da PM em Campinas

Policiais militares integravam quadrilha especializada em tráfico de drogas. Operação nesta terça emitiu 40 mandados de prisão (32 contra PMs) e 51 de busca e apreensão. 

np2108Segundo o coronel da Polícia Militar José Ricardo Trevisan Arantes, vai ser preciso fazer um remanejamento de policiais em Campinas para suprir a ausência dos agentes presos na 5ª Cia. "Isso é uma providência que nós já estamos pensando e em breve vamos fazer esses remanejamentos para que não haja prejuízo à população. Não gostaria de falar os números absolutos do efetivo da 5ª Cia, mas podemos dizer que os policiais presos representam 20%", afirmou.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a corregedoria da Polícia Militar, os policiais, além de não combaterem o esquema de tráfico de drogas na região, vazavam informações sobre operações e outras investigações para os criminosos. Eles cobravam propina que variava de R$ 100 a R$ 300 para integrar o esquema. O valor cobrado variava de acordo com a hierarquia militar de cada um. 

"Foi detectado que existia um escalonamento de pagamento que seria de R$ 100 a R$ 300 por semana conforme a graduação daquele policial. O que eu posso falar da graduação é de soldado até sargento, que participavam desse esquema", explicou o coronel da corregedoria da Polícia Militar, Marcelino Fernandes da Silva.

A operação envolveu 40 mandados de prisão, entre eles, 32 para policiais militares - todos encontrados e presos - e oito para civis, dos quais dois estavam foragidos até esta publicação. Segundo o Gaeco, dois dos presos nesta terça-feira são apontados como líderes da quadrilha.

"Um homem e uma mulher civil que foi preso hoje (terça) são apontados como os líderes do esquema. O homem fazia a contabilidade, a distribuição do dinheiro, enquanto a mulher era esposa de outro líder preso durante a investigação e ficaria no lugar dele", disse o promotor Jandir Moura Torres Neto. 

A operação

De acordo com o Ministério Público, a suspeita é de que a quadrilha movimentava R$ 150 mil por mês com o esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A atuação do grupo era nos bairros Vila Boa Vista e Parque Industrial. Aos suspeitos, é atribuída a prática de tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Além dos 40 mandados de prisão, 51 ordens de busca e apreensão são cumpridas em Campinas, Sumaré (SP), Mogi Mirim (SP), Hortolândia (SP), Sorocaba (SP), Bauru (SP) e São Carlos (SP). Segundo o Gaeco, a atuação do grupo se restringia à cidade de Campinas, mas os mandados em outras cidades ocorreram porque tratava-se do endereço residencial dos suspeitos.

Além do Gaeco e da corregedoria da PM, participam da operação o 2º Batalhão de Polícia de Choque e o canil do 3º Batalhão de Polícia de Choque. Os mandados foram expedidos pela Justiça Militar e 3ª Vara Criminal da Comarca de Campinas. 

Veja o resumo da operação em Campinas:

  • 31 policiais militares presos preventivamente e encaminhados para o Presídio Militar Romão Gomes. Um mandado de prisão em andamento;
  • Quatro civis suspeitos de atuar na quadrilha presos nesta terça e dois presos durante a investigação; Outros dois ainda são alvo de mandados em andamento;
  • Apreensão de R$ 23 mil, um carro e eletrônicos, além de objetos de preparo de droga com suspeitos civis;
  • Com os policiais, foram apreendidas armas com numeração raspada e drogas.

Fonte: G1

Três PMs do Bope são presos em Florianópolis

PMs participaram de uma operação em Balneário Piçarras, em que um homem foi atingido por engano com um disparo na nuca e morreu.

np1308Três policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram presos na quinta-feira (9) no batalhão da Polícia Militar em Florianópolis.

A defesa dos policiais declarou que a decisão do magistrado foi uma surpresa e ainda nesta sexta-feira (10) ingressará com um pedido de habeas corpus.

Eles participaram de uma operação em Balneário Piçarras, no Litoral Norte catarinense, em 16 de novembro de 2017, em que um homem de 44 anos foi atingido por engano com um disparo na nuca e acabou morrendo no dia seguinte. O tiroteio ocorreu em um conflito com bandidos que tentaram assaltar uma agência bancária. Dois criminosos morreram no local. 

“Temos o maior respeito pelo juiz, mas consideramos a decisão equivocada, as alegações não corroboram com a verdade dos fatos. A decisão ocorreu em uma fase muito inicial do processo criminal, não no decorrer da investigação. Nós sequer havíamos sido intimados pela Justiça. A defesa deles está alinhavada e será apresentada assim que houver estabilização processual”, declarou a advogada Mariana Fernandes Lixa.

O pedido de prisão foi expedido pela Justiça Militar. Segundo o juiz Marcelo Pons Meirelles, os policiais destruíram provas de câmeras de segurança que gravaram a cena do conflito. À paisana, no dia seguinte do confronto foram a um estabelecimento comercial e levaram os registros, devolvendo ao proprietário do local o HD formatado.

"Haja vista que os réus já suprimiram imagens importantes para o deslinde dos fatos ocorridos nos dias 15 e 16 de novembro, situação que corrobora fundado receio de que se permanecerem soltos, poderão novamente valer-se da função pública para ocultação, destruição e embaraço de provas no claro intuito de induzir o Poder Judiciário em erro, colocando em risco a instrução destes autos, contra eles ajuizado", disse na decisão sobre o pedido de prisão. 

O juiz ainda diz que foram verificadas "uma sucessão de erros procedimentais, administrativos e criminais" e que "com esse agir criminoso os acusados 'jogaram no lixo' o investimento feito pelo Estado nos seus treinamentos e atingiram frontalmente a instituição militar".

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Araújo Gomes, foi cumprido na tarde de quinta-feira (9) as ordens de prisão. Elas foram expedidas pela Justiça Militar.

"Não temos como nos manifestar sobre os fundamentos da medida nem sobre o mérito do processo pois estão na esfera do judiciário", disse o comandante. Até a publicação desta notícia, a reportagem não conseguiu contato com a Justiça Militar. 

Ainda em novembro a Polícia Militar havia aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu investigação. A Polícia Civil também investiga o caso e imagens da câmera de monitoramento de uma pizzaria foram analisadas. A reportagem não conseguiu contato com delegado nesta manhã.

Tiro em inocente

José Manoel Pereira estava em um carro com outros três familiares quando os disparos foram feitos. Um sobrinho da vítima, que pediu para não ser identificado, contou que estava no veículo e que o grupo tinha parado numa loja de conveniência, perto do banco alvo da tentativa de roubo. 

“Estava sendo atendido, comecei a escutar uns tiros. Saí correndo, atravessei a rua. Quando ele ligou o carro que nós fomos sair, com muita pressa, fomos alvejados por trás pelos policiais que estavam fazendo a ocorrência”, relatou. Ele foi atingido por estilhaços.

A família disse que quer que os responsáveis sejam punidos pela morte. O Bope confirma que atirou no carro em que os quatro estavam, mas disse que a medida só foi tomada depois que um dos ocupantes do veículo atirou contra a polícia. A família de Pereira nega essa versão.

“Não, nós não atiramos nada. Nada de arma. Eu acho que nós fomos confundidos, a gente estava ali, né? Estava ali parado no lugar errado, na hora errada”, disse o sobrinho. 

Fonte: G1

Ex-agente penitenciário é preso com objetos de delegacia e de presos

Ex-agente penitenciário é preso com objetos de delegacia e de presos

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Fonte: massaNEWS

Preso por integrar milícia foi deportado dos EUA após se filiar ao Estado Islâmico, diz polícia

Um dos presos pela Polícia Civil de integrar de uma milícia que atua na Zona Oeste do município do Rio e na Baixada Fluminense, Diego Caldeira de Andrada Chaar, de 27 anos, foi deportado dos Estados Unidos após se filiar ao Estado Islâmico. A informação consta num relatório da corporação. Conhecido como Alcaida, em referência ao grupo fundamentalista a Al-Qaeda, ele havia sido detido em maio deste ano, na Rodovia Rio-Santos, por receptação e porte ilegal de arma. Um dos mandados de prisão desta quinta-feira foram cumpridos contra ele.

Alcaida é apontado como o responsável por realizar cobranças a comerciantes nas localidades Engenho, Coroa Grande, Vila Margarida, Reta, Ari Parreira e Tobogã, em Itaguaí, na Baixada. Ele é também, segundo a investigação, o responsável por fazer a segurança do grupo paramilitar em ações contra traficantes de drogas.

— Diego Chaar tinha a função de fazer extorsões aos empresários ramos de vendas de cesta básica, água e botijão de gás e serviços de internet e TV a cabo. Ele morou por 15 anos nos Estados Unidos com a mãe, que ainda mora lá. No período em que esteve nos EUA, Diego se vinculou ao Estado Islâmico. Quando chegou ao Brasil, após ser deportado, ele se vinculou à milícia — afirma o delegado Moyses Santana, da 50ª DP (Itaguaí).

Diego Chaar citava Alá em redes sociais

Ameaças em sinagoga

Em março de 2015, Diego foi preso em Miami Beach, na Flórida, sob a acusação de ameaçar membros de uma sinagoga. De acordo com relatos de testemunhas, ele teria dito que "cortaria suas cabeças". Ainda segundo depoimentos colhidos pela polícia local, ele teria gritado repetidas vezes a frase "Deus é grande", em árabe, em frente à congregação Ohev Shalom. Foram os gritos que motivaram a chamada da polícia, segundo a emissora "NBC Miami".

Os policiais chegaram, ouviram o brasileiro e o liberaram em seguida. No entanto, ele teria voltado ao local e continuado a gritar e fazer ameaças diante da sinagoga. Dessa vez Diego foi preso e acusado de agressão e perseguição.

Em sua defesa, Diego afirmou, em entrevista à NBC, que é adepto da religião islâmica e negou ter feito ameaças. Na versão dele, tratava-se de uma tentativa de converter os frequentadores da sinagoga. "Deus é grande e não há outro Deus senão Alá", afirmou ele à reportagem.

De acordo com o jornal "Local 10 News", o brasileiro relatou ter se convertido ao islamismo na prisão, enquanto cumpria pena de três anos por acusações envolvendo drogas.

Em uma conta nas redes sociais atribuída a Diego, ele publicou uma foto em dezembro de 2014 com a frase: "Alá é a razão pela qual, mesmo na dor, eu sorrio. Na confusão, eu compreendo. Na traição, eu confio. E, no medo, continuo a lutar".

Diego foi preso em Miami, em 2015Diego foi preso em Miami, em 2015 Foto: Reprodução

Bando tem militar do Exército, PM e ex-PM

Diego é um dos alvos da Operação Freedom (liberdade, em português) da Polícia Civil deflagrada na manhã desta quinta-feira para prender integrantes da milícia de Wellington Silva Braga, o Ecko. Até as 9h50, 24 pessoas haviam sido presas, entre elas o subtenente do Exército Marco Antônio Cosme Sacramento. Ele foi detido em casa, em Campo Grande, na Zona Oeste. Outros dois alvos da equipe são o ex-PM Carlos Eduardo Benevides Gomes, o Bené, e o sargento PM Antônio Carlos de Lima.

Os milicianos que agem a mando de Ecko atuam em várias frentes: extorsão, homicídios, adulteração de veículos, receptação, roubos, exploração de areais e até mesmo tráfico de drogas. O bando paramilitar cobra por "serviços" como sinal clandestino de TV a cabo, além de controlar a venda de botijões de gás, água mineral, cestas básicas e segurança.

Fonte: extra

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