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Departamento Penitenciário retira todos os presos condenados das delegacias de Curitiba

Últimas remoções acontecem nesta sexta-feira

r1406O Departamento Penitenciário do Paraná retirou todos os presos condenados, homens e mulheres, que estavam em delegacias da Polícia Civil, em Curitiba. Somente nas duas últimas semanas, 262 presos, sendo 221 homens e 41 mulheres, deixaram as carceragens da capital e foram encaminhados para o sistema prisional. As últimas remoções acontecem nesta sexta-feira (8).

A intenção é fazer a retirada de todos os presos condenados das carceragens de delegacias de todo o Paraná. “O Estado tem ciência do problema da superlotação em delegacias, por isso estamos trabalhando dia e noite para amenizar esse quadro. A retirada dos presos condenados é o primeiro passo”, afirma o diretor do Depen, Francisco Caricati.

A ação foi possível graças ao empenho coletivo do Depen e outros órgãos envolvidos, como o Tribunal de Justiça do Paraná, Ministério Público, Defensoria Pública, entre outros. Demais ações desenvolvidas pelo departamento também têm trazido resultado.

“Além das obras de construções e ampliações em andamento, um estudo completo de todas as unidades penais do Estado é realizado com o objetivo de otimizar os espaços já existentes e recuperar outros”, diz Caricati.

Mulheres

A ampliação de vagas com a instalação de celas modulares e o recente mutirão carcerário que concedeu indulto de Dia das Mães ou substituiu a prisão em regime fechado para domiciliar, foram um dos fatores que resultaram na abertura de vagas na Penitenciária Feminina do Paraná (PFP), único espaço destinado à custódia de mulheres em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral. Com isso, todas as mulheres, condenadas e provisórias que estavam nas delegacias dessas regiões, estão sendo removidas para a Penitenciária.

Na próxima semana, as últimas 12 mulheres presas que estão no Litoral serão removidas para a penitenciária. “Não teremos mais mulheres em delegacias em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, condenadas ou não”, afirmou o diretor do Depen.

Fonte: banda B

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