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Presos trabalham na restauração de prédio histórico na Praça da Liberdade, em BH

Conhecido como Prédio Verde, imóvel do Circuito Liberdade vai abrigar Casa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais.

r2101 Mais um prédio do Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, está sendo restaurando, e, desta vez, o trabalho de revitalização também é feito pelas mãos de presos. Conhecido como Prédio Verde, o imóvel, que fica na esquina da Praça da Liberdade com Rua Gonçalves Dias, vai abrigar a Casa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), 20 detentos, entre homens e mulheres, integram a equipe de restauração desde o fim do ano passado. Eles cumprem pena em regime semiaberto em duas unidades da capital mineira: o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto e a Casa do Albergado Presidente João Pessoa.

Para se capacitarem, os presos participaram de um curso oferecido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), em que aprenderam técnicas de restauração, de preservação de fachada e de pintura, além de noções de segurança do trabalho.

Além de ser oportunidade de uma nova formação, o trabalho de restauração vai contribuir para que o sonho de, novamente, conquistar a liberdade seja alcançado mais cedo. De acordo com a Seap, a cada três dias trabalhados, os presos têm um dia de pena abatido.

Para que possam trabalhar, presos são avaliados por comissão; no caso de atividade externar, detento também precisa de autorização da Justiça — Foto: Dirceu Aurélio/Divulgação

Esta não é a primeira experiência de detentos na restauração do Circuito Liberdade. No ano passado, eles trabalharam na pintura das fachadas do Museu Mineiro e do Arquivo Público.

De acordo com o diretor estadual de Trabalho e Produção da Seap, Felipe Oliveira Simões, a iniciativa faz parte de um projeto que emprega cerca de cem detentos. Entre os locais de atuação, estão também batalhões da Polícia Militar (PM), hospitais e a Cidade Administrativa, sede do governo.

“Além da saída de ociosidade dos presos, a questão da economia do estado é vital. Temos uma economia de quase R$ 2,4 milhões por ano só com conservação da Cidade Administrativa”, diz.

Simões explica que, para começar a trabalhar, o preso precisa passar por uma comissão, da qual participa uma equipe multidisciplinar, formada, por exemplo, pela direção do presídio, pela equipe de inteligência e por profissionais como psicólogos e assistentes sociais. Aspectos como bom comportamento e aptidão para atividade são levados em conta. Para o trabalho externo, ainda é necessário que o detento consiga uma autorização da Justiça.

De acordo com o diretor, no caso da restauração do Prédio Verde, a atividade é remunerada, e o salário equivale a ¾ do salário mínimo. O valor é divido em três partes. “Vinte e cinco por cento vão para constituição de pecúlio, que é uma espécie de poupança que ele vai receber ao final da pena para começar a vida aqui fora; 25% voltam como ressarcimento para o estado e 50% vão para auxílio à família”, diz.

Atualmente, de acordo com a secretaria, a população carcerária de Minas é de cerca de 72 mil presos. Conforme Simões, aproximadamente 19 mil desenvolvem algum tipo de trabalho.

O imóvel chamado de Prédio Verde foi construído, em arquitetura eclética, para abrigar a Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas. No local, também funcionou a sede do Iepha e de outros órgãos públicos.

O valor destinado à restauração do prédio gira em torno de R$ 1,5 milhão. Segundo a Seap, ele é o último edifício destinado originalmente às secretarias de estado a ser restaurado. 

Fonte: G1

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