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Parentes de presos cobram melhores condições no sistema prisional após rebelião na CPP

Capacidade carcerária do estado é de 2.053 presos, mas a população atual é de 4.049 mil pessoas. Avaliação do CNJ apontou que as condições na CPP de Palmas são péssimas.

Confusão teria acontecido dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas — Foto: Edson Reis/G1 Um grupo com aproximadamente 30 mulheres foi até o Ministério Público cobrar respostas sobre a situação dos maridos e filhos que estão na Casa de Prisão Provisória de Palmas. O sistema prisional do estado está superlotado há muito tempo e na última terça-feira (26) um detento morreu durante uma rebelião na CPP.

O secretário da Cidadania e Justiça do Tocantins falou sobre o caso nesta quarta-feira (27). "Deram início ao motim e tamparam as câmeras de segurança. Os agentes entraram na unidade e foram recebidos pelos presos com colchões, como escudo, e armas fabricadas lá dentro: chunchos e espetos. Foi usado o uso progressivo da força para tentar contê-los", afirmou.

A situação do sistema carcerário no estado preocupa os familiares dos detentos. "Superlotado. Cabe 12 detentos, mas é 14, 15. De colchão no chão cabe seis. Eles deitam em rede em cima. Não tem cabimento", disse uma mulher que pediu para não ser identificada.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, a capacidade da Casa de Prisão Provisória de Palmas é de 260 presos, mas a lotação atual é de 760. A avaliação do CNJ apontou que as condições na unidade são péssimas.

O estado tem 39 unidades prisionais e 935 agentes de execução penal trabalhando. A capacidade carcerária é de 2.053 presos, mas a população atual, segundo a Secretaria da Cidadania e Justiça é de 4.049 mil pessoas.

Confusão teria acontecido dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas — Foto: Edson Reis/G1

Para Igor de Andrade Barbosa, especialista em segurança pública, a situação do sistema penitenciário no Tocantins é preocupante. "É degradante pela condição de superlotação, nos ultrapassamos a faixa de 200% em termos de superlotação. Existe situação de proliferação de doenças e falta de higienização. É importante que o Estado invista, se modernize e busque políticas públicas para que haja o esvaziamento das nossas cadeias."

A presidente do Conselho Penitenciário do Estado acredita que a superlotação prejudicar a ressocialização dos presos. "Um dos principais problemas é o encarceramento em massa. [...] Isso resulta em impossibilidade de dar educação, qualificação profissional e ressocialização", disse Sibele Biazoto.

O secretário da Cidadania e Justiça disse que serão feitos investimentos para minimizar essa superlotação. "O planejamento da secretaria é o fechamento das unidades menores, que não tem estrutura e com prédios antigos, assim como a construção de unidades como a de Cariri com padrão federal, com salas para trabalho, para estudo. São unidades com mais servidores e menos presos", disse o secretário. 

 Fonte: G1

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