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Richa assina convênio com OEA para qualificar Justiça Penal e Sistema Penitenciário do Paraná

richa assinaO governador Beto Richa (PSDB) assinou nesta quinta-feira, 23, convênio com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para melhoria da Justiça Penal e do Sistema Penitenciário do Paraná.

O acordo foi assinado também pela diretora do Departamento de Segurança Pública da OEA, Paulina do Carmo Arrudaa Vieira Duarte, em solenidade no Palácio Iguaçu.

Participaram ainda do evento o secretário de Segurança, Vagner Mesquita; o presidente do Trinbunal de Justiça do Paraná, Renato Braga Bettega; o delegado Luiz Alberto Cartaxo; o diretor do Depem/Pr, entre outras autoridades.

Fonte: http://www.bocamaldita.com

DETENTOS NAS SECRETARIAS DE ESTADO: SERÁ QUE O GOVERNO ESTÁ RESGUARDANDO SEUS SERVIDORES E SUAS INFORMAÇÕES?

repudio1O Governo está lançando hoje (20.03) o programa reIntegra C.A., no qual 50 detentos do regime semiaberto serão alocados na sede do Governo para exercerem funções administrativas das Secretarias do Estado. Diante disso, o SINDASP-MG se preocupa em como este projeto será executado e como será adotado o controle de acessos destes detentos aos documentos internos.

Em maio do ano passado, assim que o SINDASP-MG tomou ciência do projeto, a Diretoria do Sindicato levou esta preocupação ao Governo: “Não somos contra a utilização do trabalho de presos, muito pelo contrário, acreditamos na ressocialização. Porém, nos preocupamos em como eles serão alocados na nossa sede administrativa, visto que muitas informações sigilosas circulam neste ambiente”, questionou Adeilton.
Na ocasião, a então Superintendente da SAPE, Louise Bernardes, se comprometeu a apresentar e discutir o projeto com o Sindicato antes mesmo que este fosse lançado, fato que não ocorreu.
Além disso, deve-se levar em conta os constantes ataques de facções criminosas aos integrantes dos Sistema Prisional, requerendo assim uma reavaliação da medida pelo Secretário de Administração Prisional.
A infiltração de integrantes do crime organizado aos acessos das repartições, é um risco iminente, ou o que é pior, numa última análise, a coação mediante a ameaça de morte daqueles detentos do programa que não cumprirem as ordens do comando. São fatores a considerar face a ousadia do crime organizado no país.
Agora o Governo lança um projeto sem qualquer consulta à categoria ou à sua entidade representante e a preocupação persiste: será que o Governo, em suas 19 secretarias que acolherão os detentos, irá de fato realizar um acompanhamento rigoroso do trabalho destes e se resguardar quanto aos acessos às informações?
O SINDASP-MG posiciona-se totalmente contra empregar detentos dentro das repartições das Secretarias, principalmente na SEAP, onde circulam documentos e informações de servidores do Sistema Prisional e levará novamente estes questionamentos à Secretaria.

Detentos do Hospital de Custódia têm dia de lazer na praia em Aracaju

detentos na praiaOs internos do Hospital de Custódia e Tratamento Penitenciário de Sergipe (HCTP) tiveram um dia de lazer nesta quarta-feira (15), na praia de Atalaia, em Aracaju. Foram selecionados 15 pacientes para aproveitarem o dia de sol ao ar livre com a vigilância e companhia de agentes penitenciários, assistentes sociais, psicólogos e direção da unidade. Um dos pacientes inclusive foi à praia pela primeira vez. O passeio ocorreu durante a manhã e eles levados para a praia num micro-ônibus da Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc).

Os pacientes que aproveitaram o dia de lazer foram são selecionados e liberados previamente por agentes multidisciplinares do HCTP, composto por psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras. Eles analisaram os internos que são capazes de fazer esses passeios terapêuticos externos, sem que haja nenhum problema.  A ida à praia foi autorizada pelo Juízo da Vara de Execuções.

A diretora do HCTP Renata Azevedo explica que “esse passeio é mais um dos projetos terapêuticos que fazem parte da escala anual de atividades que são ressocializadoras”.  Durante o passeio na praia, os pacientes cantaram, tomaram banho de mar, se refrescaram com refrigerantes e picolés, tudo sob a vigilância dos agentes penitenciários.

Acompanharam a atividade 16 pessoas, entre em agentes e equipe multidisciplinar, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar da capital, previamente solicitados. Esse passeio na praia obedece a um calendário de atividades do HCTP.

FONTE:www.f5news.com.br

Na Fundação Casa, jovem acha irmão e revê o pai que pensava estar morto

Equipe descobriu laço familiar a partir das histórias contadas pelos internos.
Em liberdade, jovens dizem que apoio é fundamental para reconstruir a vida.

jovem acha irmao"Todo acontecimento que parece ser ruim, no fundo traz coisas boas para a gente". A afirmação de Rafael*, de 18 anos, resume em poucas palavras a transformação que viveu no último ano. Após ser apreendido por roubo, o jovem foi internado na Fundação Casa e, dentro da instituição, descobriu um irmão e reencontrou o pai que acreditava estar morto.

O elo familiar foi descoberto pela equipe multiprofissional que atende os adolescentes, após identificar semelhanças no que Rafael e o irmão, Felipe*, de 17 anos, contavam sobre as respectivas famílias, que moram em Ribeirão Preto (SP).

Mas, a certeza sobre o parentesco ocorreu a partir da história do pai e do relato dele sobre a trágica morte da ex-companheira, mãe de Rafael. Usuária de drogas, a mulher morreu há três anos devido a um acerto de contas.

Após a morte da mãe, Rafael e a irmã passaram a morar com a avó materna e os tios. O jovem diz que, apesar do apoio da família e dos conselhos que recebia do tio, acabou se envolvendo em um assalto em junho do ano passado e foi detido.

"Minha mente era bagunçada. Depois que minha mãe morreu, todo mundo achou que eu não teria futuro. Eu ficava pensando em como era triste não ter mãe e nem pai. Agora, essa descoberta mexeu muito comigo. Com meu pai do meu lado, me apoiando, sei que posso ir longe", afirma o jovem, que já está em liberdade.

Histórico familiar
Pai de Rafael e Felipe, o vigilante Fernando Taschetti, de 44 anos, conta que se envolveu com as mães dos jovens na mesma época, e que ambas sabiam do triângulo amoroso, mas não se importavam. Certo dia, porém, a ex-companheira decidiu terminar a relação e levou Rafael consigo.

"Eu ficava com uma e com a outra, levava a minha vida embolada, usava drogas, bebia, não estava nem aí para nada. Eu aprontei muito e só hoje entendo que não se brinca com os sentimentos das pessoas", afirma.

Após ser abandonado pela mãe de Rafael, o vigilante passou a morar com a mãe de Felipe, mas o envolvimento dele com as drogas ficou mais intenso. A mulher e o filho também se afastaram, e foram morar com a sogra. O vigilante até tentou se reconciliar com a família, mas não conseguiu.

"Eu sofri tanto, perdi meu tempo, virei mendigo, ficava na escadaria da catedral e via a minha mãe passar, mas ela não me reconhecia. Eu era barbudo, ficava todo sujo, às vezes quatro, cinco meses sem banho. Eu me cobria com o cobertor e ficava chorando, porque tinha vergonha", relembra.

A mudança de vida ocorreu quando Taschetti conheceu a atual mulher, que trabalhava como vendedora no Centro da cidade. Ela lhe ofereceu alimentos, roupas novas, e, aos poucos, o ajudou a sair daquela condição. Foi a mulher, inclusive, que incentivou o vigilante a se reaproximar dos filhos.

"Eu sabia mais ou menos onde os meninos moravam, mas tinha medo da reação deles ao me encontrarem. Acabei descobrindo que a mãe do Rafael havia morrido de uma forma bem trágica e que ele estava morando com os tios. Não tinha coragem de procurar por eles", diz.

Reencontro
Em uma tarde de domingo, após participar de um culto evangélico na igreja que a família frequenta, Taschetti se encheu de coragem e foi em busca do outro filho, Felipe. Ele soube que a ex-mulher também havia morrido e que o jovem estava sob os cuidados de uma tia, mas tinha se envolvido com o tráfico de drogas.

"Quando a gente se reencontrou, ele nem sabia quem eu era. Depois que me apresentei, ele desmontou no chão, começou a chorar, dizia que estava todo sujo, não queria me abraçar. Eu o abracei com força e disse que o amava muito. Conversamos um pouco e percebi que ele estava drogado", afirma.

O vigilante levou o filho para casa e passou a cuidar dele. Mas, apesar dos esforços, Felipe voltou a se envolver com o tráfico e ainda participou de dois assaltos. Na última vez, em fevereiro do ano passado, acabou apreendido junto com os demais suspeitos.

Taschetti continuou ao lado de Felipe e o visitava toda semana na Fundação Casa. Em um desses encontros, o vigilante foi chamado para uma conversa com a assistente social Letícia Leal Barros e, durante uma longa tarde, contou a ela toda a sua trajetória de vida.

Além do apoio do pai, Felipe também recebia o acompanhamento da equipe multiprofissional, que o incentivava a estudar e recuperar o atraso escolar. Mas, a história do jovem teria uma reviravolta ainda maior quatro meses depois, com a chegada de Rafael à mesma instituição.

Durante uma consulta com a psicóloga Simone Sanchez Gonzales, Rafael contou sobre o envolvimento com o crime e a perda precoce da mãe. Até então, o jovem nem imaginava a existência do irmão.

A revelação e o encontro entre os dois só ocorreu depois que a psicóloga e a assistente social, em uma conversa informal, perceberam semelhanças nas histórias dos irmãos. A certeza do laço familiar ficou mais evidente ao cruzar os relatos de Taschetti - sobre a morte da ex-companheira - e de Rafael - sobre a perda da mãe.

"Eu fiquei feliz de encontrar meu irmão. Meu pai falava que eu tinha outro irmão, mas ainda não conhecia. Então, foi muito legal poder ver ele. Só não imaginava que fosse assim, do jeito que aconteceu", diz Felipe.

Surpresa maior teve Taschetti, que recebeu a notícia em um domingo, quando estava na Fundação Casa para visitar Felipe. O vigilante relembra que resistiu ao convite da assistente social para conversar com Rafael, que não via há mais de dez anos.

"Fiquei muito emocionado. Demorei para chegar perto e quando disse que era o pai dele, a gente se abraçou e chorou muito. Eu disse que fui um pai canalha, não fui um pai de verdade e pedi perdão por tudo o que fiz. Eu precisava dizer aquilo e ouvir o perdão dele", afirma.

Nova família
Juntos, o vigilante e os filhos reconstroem a família, tentando esquecer o passado que causou tanto sofrimento a eles. Taschetti, principalmente, diz que tem se esforçado para ser um pai presente na vida dos jovens, assim como é para os outros cinco filhos.

"Eu quero ser o que nunca fui para os meninos. Quero que conheçam o outro lado do pai deles. Não aquele que viveu nas ruas, se envolveu com drogas, mas o homem que se converteu, que vive dentro das leis de Deus. Hoje, posso dizer que tenho uma família de verdade", diz.

Rafael e Felipe conseguiram a liberdade no início deste ano. Felipe mora com o pai e a madrasta em Ribeirão, e está em busca de um emprego. O jovem também continua estudando, uma das principais cobranças do pai.

"Eu quero mudar de vida. Meu pai me dava conselho, mas eu não ouvia, era muito cabeça dura. Ele me acolheu de braços abertos e a mulher dele também, como se fosse uma mãe mesmo. Tanto é que hoje eu já chamo ela (sic) de mãe", diz o irmão mais novo.

Rafael mora com os tios e a avó materna, mas sempre que consegue visita o pai e o irmão. O jovem estuda para ser aprovado na faculdade de engenharia civil, um sonho de infância que foi incentivado pelo avô.

"Hoje, eu escuto muito o meu pai. Essa mudança toda me fez refletir muito. Descobrir que meu pai está vivo é muito motivador. Eu não quero mais pensar coisas ruins, como eu pensava antigamente, quero ter uma vida melhor", conclui.

*Os nomes da reportagem foram modificados para preservar a identidade dos entrevistados.

FONTE: g1

Os livres do Complexo Médico Penal

oslivresEntre os muros de trás do Complexo Médico Penal (CMP) e a Fazenda Canguiri, do setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, vivem os doze “presos” mais livres do sistema carcerário do Paraná. Sem algemas, sem tornozeleiras eletrônicas, sem horário para encontrar o sol e sem penas a cumprir. A Casa Verde, como chamam, a julgar pela tinta guacamole, é a última instalação da rua de asfalto da unidade, logo depois do galpão da manutenção, onde quatro agentes penitenciários se revezam diariamente no manuseio de pás, parafusos, alicates, brocas, lâminas e martelos. As portas das duas casas ficam abertas ao vai e vem durante o dia.

A Casa Verde tem cheiro de casa de vó, som de lugar ocupado, muitos lugares a se sentar. E o que mais personifica o lugar não são os armários antigos ou os remédios ou a ausência de cadeados, mas o bule de café preto em fogo alto. Um dos doze é dono de uma caneca da Folha de S.Paulo.

Um pequeno hall no fim de uma rampa abre a residência, e o primeiro salão já é um quarto-sala espaçoso de camas perfiladas em formato de U, armários, duas televisões (uma preta e uma cinza) de poucas polegadas e um sofá de muita história. Logo ao lado, a cozinha, grandiosa, tem um fogão de seis bocas onde fervilham café e chá preto, duas pias-cubas industriais, geladeira, balcões e temperos doados pelos agentes penitenciários para aprimorar as marmitas entregues pela unidade. O banheiro atrás da cozinha tem água quente.

Do lado de fora, há uma mesa para jogos de botão, um tanque para lavar roupa, espaço para colocar as botinas e a suíte de R., que aparenta comandar as atividades locais. Ele é o mais jovem de todos os soltos e tem o seu próprio cortiço com cama, armário, um rádio e um banheiro privativo de ducha quente. No gramado, um varal de arame farpado segura umas peças de roupa.

A., de uns 40 e tantos anos, se apresenta. Diz que a Casa Verde é o melhor projeto da história do sistema penitenciário do Paraná.

A Casa Verde é um projeto do diretor do CMP, Jeferson Walkiu, e do chefe da segurança, o BA, para dar mais dignidade aos asilados. Até novembro, antes do último mutirão carcerário, 38 deles ficavam dentro das celas comuns da unidade, principalmente nas galerias 1 e 2, dos medidas de segurança. No mutirão, esses nomes foram levantados e o diretor pediu ao Depen e ao Poder Judiciário autorização para transferir os presos do regime fechado para o aberto-improvisado, uma vez que já haviam cumprido as medidas cautelares impostas.

Ao mesmo tempo, a unidade estabeleceu uma parceria com o setor de saúde mental da Secretaria de Estado da Saúde, e parte dos presos foram transferidos para a Associação Filantrópica Dom Getúlio, em São Jerônimo da Serra, no interior do Paraná. A casa de recuperação entrevistou os presos e levou primeiro oito, depois seis, e deve levar mais cinco até o final do mês. Ainda restam presos asilados dentro da unidade, e doze deles estão na Casa Verde.

Nos fundos do CMP, eles têm direito à alimentação padrão do sistema, tratamento médico e odontológico, medicamentos e espaço para a criatividade.

Geograficamente, esses doze dormem a cerca de 300 metros de distância de José Dirceu, Eduardo Cunha, Gim Argello e outros seis lavajatos, que estão sob custódia na 6ª galeria, logo na entrada do CMP. Mas, se duvidar, chegam a circular a menos de 20m deles ao longo dos dias, contando as cercas e paredes.

Um deles, M., trabalha no refeitório dos agentes penitenciários, colocando e recolhendo as misturas no buffet, e limpando pratos e mesas. As roupas que veste foram doadas pelos próprios agentes. Ele é figura fácil no dia a dia da unidade.

M. sabe de bate-pronto a história de R.. Certo dia, R. saiu caminhando pelos fundos da penitenciária, onde não há sequer uma cerca, e não voltou mais. Duas semanas depois, foi encontrado por um agente penitenciário nas ruas de Quatro Barras, também na Região Metropolitana de Curitiba, procurando lixo em um latão de rua. Convidado a voltar, aceitou a boa vontade e já está de volta à rotina sem horário da Casa Verde.

“Estamos melhores que muitos que nunca praticaram crime. Nós trabalhamos, ajudamos na manutenção da unidade, fazemos academia, nos alimentamos, ocupamos o nosso tempo. Muito melhor do que sair, não receber oportunidade e ter que morar na rua. Aqui moramos numa casa”, conta A..

“Temos até uma horta”, intervém H., muito modestamente. A terra os dá, de ciclos em ciclos, rúcula, mamão, cebolinha, repolho, cenoura, banana, alface, aipim e maracujá. Devidamente fardado com uma sete léguas e um boné simples, H. é o zelador do arado: alinha, revira, planta, colhe, replanta, afofa, rega, ampara, cerca, revira, carpe, corta, segura, puxa, realinha, orienta. “Vamos ter cenoura em breve, você tem que ver”. Ele é o chefe do setor, alvo de piada se falta legume no cozido da casa.

H. também remodelou uma bicicleta velha para servir de ergométrica para os outros asilados e pedala para tirar uma foto. Já A. improvisou uma academia ao ar livre com direito a um saco de boxe feito de plástico. R., o que caminhou para fora, agora dorme mais do que os outros, denunciam. M. está sempre perto da recepção e da direção da unidade. Os outros descarregam a comida dos detentos, puxam um ou outro fio, fazem rampas, recebem orientação para todo e qualquer tipo de trabalho.

Graças a Walkiu e BA, que não param de receber elogios dos doze, o CMP se transformou no único lugar do sistema penitenciário do Paraná onde policiais militares e egressos se esbarram diariamente, sem prejuízo de olhares desconfiados dos dois lados – a PM tem um batalhão na unidade. Quem garante a assertiva é Polaca, cachorra adotada por BA, os soltos e os policiais. Ela dorme um pouco em cada casa para não magoar os saudosos, e também tem seu potinho de água e ração em cada esquina.

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