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Medianeira: 18 presos fogem por túnel e deixam recado para Ministério público

fugamedianeiraPor volta das 3h da madrugada deste domingo (29), moradores das proximidades da cadeia pública notaram a presença de várias pessoas que saiam de um lote ao lado das dependências da cadeia, possivelmente presos fugitivos da carceragem, e ligaram para o 190 da Polícia Militar.

Os militares então informaram o agente do DEPEN e o Policial Civil que estavam de plantão, que então averiguaram que se tratava de uma fuga de presos, e solicitaram apoio da ROTAM e RPA da Polícia Militar. Com auxílio dos militares, os agentes adentraram à cadeia e encontraram um túnel de aproximadamente 6 metros, que interligava uma cela até a parte externa da cadeia, por onde fugiram os presos. De imediatos as equipes da ROTAM e RPA iniciaram as buscas para recapturar os foragidos. Depois de feita a recontagem dos presos, ficou constatado que 18 detentos haviam fugido.
Além da fuga, os presos deixaram mensagem escritas nas paredes da cela, com recados para o Ministério Público e Poder Judiciário sobre presos que aguardam julgamento há muito tempo, e os que já foram condenados e não foram transferidos para presídios. No momento da fuga haviam apenas um Agente do DEPEN e um Policial Civil de Plantão, para cuidar dos 107 detentos presos. Uma vistoria havia sido feito dentro da cadeia esta semana e não foi encontrado nada de anormal na ocasião.
No último dia 13/11, uma reportagem divulgada pelo Guia Medianeira, falando da liminar concedida pelo Poder Judiciário, obrigando o Estado a realizar melhorias na cadeia pública local, mostrou a precariedade do Setor de Carceragem Temporário da Delegacia da Polícia Civil de Medianeira, em relação à falta de segurança existente no local e a falta de estrutura para manter detentos dentro da cadeia. 
Veja a lista dos presos foragidos.
Arnaldo Andrés Alegre Ocampo, de 22 anos
Daniel Felipe Eidelwein, de 20 anos
Douglas Correia Alves, de 35 anos
Ednilson Rodrigues de Jesus, de 24 anos
Fernando Rafael Salvador, de 27 anos
Jonathan Rezende, de 22 anos
Liandro Luiz Ferreira, de 29 anos
Luiz Henrique Chesini Borille, de 27 anos
Maico Gonçalves da Silva, de 22 anos
Mauro de Oliveira, de 30 anos
Sidney Campos de Oliveira, de 29 anos
Diego da Rocha Musslinger, de 24 anos (recapturado)
Ernelio Nienow, de 28 anos (recapturado)
Gleison José Almeida dos Santos, de 25 anos (recapturado)
Luis Carlos Hennicka da Silva, de 19 anos (recapturado)
Maicon Junior Hendges, de 24 anos (recapturado)
Marciano Strelow de Lima, de 26 anos (recapturado)
Renato Morais Antunes, de 22 anos (recapturado)
Qualquer informação sobre o paradeiro dos fugitivos pode ser repassada de forma anônima através do 197 da Polícia Civil ou 190 da Polícia Militar. 
Redação: Guia Medianeira

Namorada leva maconha em feijoada para preso no CDP de Suzano

Entorpecente foi encontrado durante revista na hora das visitas.
Mulher responde por tráfico e preso foi transferido de pavilhão.

 

cdpsuzano Uma mulher de 22 anos foi presa neste domingo (22) ao tentar entrar no CDP de Suzano com maconha escondida dentro da feijoada que levaria para o namorado, que está preso. A droga foi encontrada durante a revista padrão realizada no momento das visitas.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), foram encontrados 449 gramas de maconha distribuídos em 335 porções dentro da marmita onde a jovem levava feijoada. O laudo para comprovação da droga foi feito pelo Instituto de Criminalística de Mogi das Cruzes.

Ainda segundo a secretaria, a namorada foi encaminhada ao departamento de policia onde foi feito o boletim de ocorrência e a instauração de Inquérito Policia.  De acordo com a SAP, também "foi instaurado procedimento disciplinar apuratório em desfavor do preso." A ocorrência foi comunicada ao juiz direito da Vara de Execuções Criminais. O preso foi transferido para o pavilhão disciplinar.

Ainda de acordo com a SAP, “todos os presos e visitantes que são surpreendidos com drogas respondem criminalmente por tráfico de entorpecente. Os reeducandos, além de sofrer sanções disciplinares, perdem os benefícios conquistados durante o cumprimento da pena”.

Fonte: G1

Paraná: presos do regime semiaberto vão trabalhar na manutenção de ferrovia

ferroviaEquipes compostas por presos da Colônia Penal Agroindustrial (Cpai) - unidade de regime semiaberto do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen) – vão trabalhar na limpeza e manutenção da faixa situada à margem da ferrovia, chamada faixa de domínio, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba).

A iniciativa faz parte de um convênio firmado entre o Depen, a Prefeitura de Piraquara e a Rumo ALL, empresa responsável por parte da malha ferroviária no Paraná. A denominada "Patrulha da Limpeza" vai executar serviços de capina, roçada, coleta e destinação correta de lixo na extensão da ferrovia, que corta o perímetro urbano do município.

Cerca de 60 presos da Colônia Penal já trabalham na manutenção da cidade, por meio de um convênio com a prefeitura firmado há dez anos. Eles fazem serviços diversos, como limpeza de ruas, manutenção de vias e calçadas e confecção de blocos de concreto. Com a nova parceria, 20 desses presos vão atuar no entorno das linhas férreas.

O termo de cooperação está previsto na Lei de Execução Penal 7.210/2011, com o objetivo de proporcionar ocupação laborativa e a reinserção social dos detentos. Ele pode ser firmado com órgãos da administração direta ou indireta ou entidades privadas.

Funcionamento

Os presos que desejam participar dos canteiros de trabalho são avaliados e selecionados por uma Comissão Técnica de Classificação, que analisa o histórico criminal, a personalidade e o comportamento dos detentos dentro do sistema prisional.

Eles recebem das empresas, por mês, a remuneração correspondente a três quartos do salário mínimo regional vigente. Parte do salário pago ao preso – cerca de 20% - fica retida todo mês em uma poupança para que ele possa retirar a quantia quando sair em liberdade definitiva. Os 80% restantes podem ser retirados durante o cumprimento de pena pela família do detento, caso ele escolha essa opção.

Além do trabalho remunerado, outra bonificação para os presos que atuam em canteiros de trabalho é a redução da pena – a cada três dias de trabalho, um é descontado da pena total a cumprir.

Parcerias

Além do termo de cooperação com o município de Piraquara, a Colônia Penal Agroindustrial do Paraná, por meio do Depen, mantém outros 26 convênios, com a participação de empresas públicas e privadas. São 1.037 presos que trabalham todos os dias, em um universo de 1.400 detentos.

Fonte: http://www.bonde.com.br

Andressa Urach dá palestra para detentas em presídio na Bahia

'Contei minha história e falei que é possível recomeçar e mudar, mesmo que todos digam que não', contou a ex-modelo

andressaAndressa Urach esteve no Presídio Feminino da Mata Escura, em Salvador, na semana passada. A ex-modelo aproveitou o lançamento do seu livro, "Morri para viver", na Bahia, para ir ao local, onde deu palestra para 138 detentas da unidade prisional. A maioria das presas tem entre 18 e 35 anos. Quatro delas estão em isolamento e três cometeram crimes contra crianças, mas a maioria está presa por tráfico de drogas. Essa é a segunda vez que Andressa visita um presídio feminino. A primeira vez foi no Presídio Feminino de Florianópolis em setembro.
Durante a visita, Andressa doou seus livros autografados para as detentas e também deu palestras sobre o seu passado. A ex-modelo atendeu ao pedido das presas que soliciataram que ela rezasse com elas e ficou de joelhos."Falei que é possível recomeçar mesmo que a sociedade fale que não! Que é possível mudar. Que mesmo que o mundo fale que pra eles não têm jeito! No início elas estavam falando alto e bem nervosas. Depois foram se acalmando. Então elas começaram a se acalmar quando comecei a falar e muitas choraram. O mais importante nessas visitas é mostrar que é possível recomeçar, que eu sou exemplo do que deu errado e agora vou ser exemplo do que vai dar certo para elas", disse Andressa.
(com informações do site EGO)

Fonte: http://www.bonde.com.br/

'Invisível', microcelular de 6 centímetros invade prisões de SP

microcelularO sistema penitenciário paulista está em alerta devido à invasão, detectada em diferentes unidades do Estado, de um inimigo quase "invisível": os microcelulares.

São aparelhos com cerca de seis centímetros de altura, semelhantes a um controle remoto de portão automático de prédio residencial, leves como uma caneta. Como comparação, a altura de um iPhone 6 varia entre 13,8 cm e 15,8 cm, dependendo do modelo.

A estrutura de plástico dos microcelulares dá a eles imunidade aos detectores de metais existentes nas prisões –um dos principais instrumentos de combate à entrada de material ilícito, incluindo armas e celulares.

O governo decidiu alertar as penitenciárias para buscar estratégias contra a invasão desses aparelhos após a apreensão de dezenas de unidades nos últimos dois meses.

Os modelos, contrabandeados da China, não têm inscrição de fabricante nem são achados em lojas comuns.

 

FACÇÕES

O uso de celulares nos presídios é um dos principais instrumentos de articulação de facções criminosas para controlar seus integrantes e manter a influência fora da cadeia. A série de ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2006 foi comandada de dentro das penitenciárias.

"Quem detém a comunicação, informação, detém poder", afirma Adriana de Melo Nunes Martorelli, presidente da comissão de Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil.

O número de apreensões dos diversos tipos de celular em presídios paulistas dá a dimensão de como se trata de um produto cobiçado.

Somente no primeiro semestre deste ano, foram mais de 7.300 aparelhos apreendidos por agentes nas mais de 160 unidades prisionais de São Paulo –incluindo unidades do regime fechado e semiaberto (de ambos os sexos).

A importância que os presos dão ao "produto" motiva estratégias tanto para burlar a fiscalização (caso dos microcelulares) como para corrompê-la. Conforme mostrou a Folha neste mês, há um comércio de celulares nas prisões. Quanto mais difícil o acesso, mais caro fica o aparelho.

Em linhas gerais, funcionários e prestadores de serviço são submetidos a revistas manuais para entrar nas penitenciárias. Mas, pelo regimento interno, isso não é permitido com advogados a trabalho. Dessa forma, a única checagem desse profissional é pelo detector de metal. "Não apitou, pode entrar", diz Adriana Martorelli, da OAB.

Embora, em geral, os advogados não tenham acesso direto ao preso (ambos são separados por vidro ou telas), todo preso atendido por seu defensor deve ser revistado.

As vistorias atingem também as comidas e correspondências recebidas por presos.

Para a presidente da comissão da OAB, combater a entrada de celulares é tão importante quanto impedir armas e drogas nas prisões.

BLOQUEADORES

Além do controle de entrada dos aparelhos, outra estratégia discutida há mais de uma década é bloquear seu funcionamento nos presídios.

A implantação de bloqueadores de celulares foi prometida pelo governo no Estado inteiro no início dos anos 2000, mas isso não aconteceu.

Em 2011, por exemplo, segundo interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, presos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, interior de SP, ficaram mais de nove horas e meia em ligação de forma ininterrupta.

O teor das conversas envolvia a distribuição de maconha e cocaína pelo país.

O Estado atribui problemas de tecnologia para a maioria dos presídios continuar sem os bloqueadores –que podem atrapalhar a vizinhança.

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/

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