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Agentes flagram ex-interna levando celulares para Cadeião

Em regime aberto, mulher foi ao Hildebrando solicitar um atestado e agentes desconfiaram quando ela pediu para usar o banheiro externo

Agentes da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, flagraram uma mulher tentando repassar celulares e carregadores para uma das detentas. O caso foi registrado na sexta-feira (28) pela manhã.

celularesDe acordo com o chefe da Divisão de Ocupação e Qualificação da cadeia, Everton Santos, uma ex-interna foi até a unidade para solicitar um atestado. Cumprindo pena em regime aberto, ela permaneceu alguns minutos no setor administrativo do ‘Hildebrando’ e pediu para usar o banheiro. Os agentes desconfiaram da situação quando ela se negou a usar o espaço de funcionários e pediu para ir até o banheiro do lado de fora.

“O [banheiro] externo é utilizado por algumas internas que trabalham no setor de limpeza, por isso os agentes acharam que alguma coisa estava errada”, conta o chefe da divisão. Segundo Everton, ela acabou usando o banheiro pouco antes de ir embora. Ao sair da cadeia, os agentes fizeram uma revista no local e encontraram três carregadores e quatro aparelhos celulares na coluna do lavatório.

Com o apoio da Polícia Militar, a ex-detenta foi abordada e encaminhada novamente para o Hildebrando de Souza. “Ela acabou confessando que deixou os aparelhos ali, mas se negou a dizer para quem eles seriam direcionados. A equipe vasculhou um dos celulares e encontrou uma troca de mensagens com uma interna de uma das galerias”, explica Everton. Os agentes realizaram uma revista na cela da detenta envolvida e encontrou o celular utilizado para enviar as mensagens de dentro do ‘Cadeião’.

A responsável pela tentativa de entrar com os aparelhos no Hildebrando de Souza foi encaminhada ao Fórum de Ponta Grossa, assinou um termo circunstanciado e já agendou uma audiência sobre o caso. Por já estar cumprindo pena em regime aberto, ela deve voltar ao regime fechado logo após a audiência.

Fonte: arede.info

Homem que atirou contra agente pega 30 anos de cadeia

Renato Ferreira Pedroso recebeu uma pena de 30 anos por ter tentado matar um agente penitenciário em um pesque-pague de Ponta Grossa

cadeia municipalRenato Ferreira Pedroso foi condenado ontem (01) no Fórum de Ponta Grossa a cumprir 30 anos de prisão em regime fechado. O rapaz era acusado por dois crimes de homicídio qualificado cometidos em agosto de 2014 – Renato era detento do Centro de Regime Semiaberto e baleou um agente penitenciário dentro de um pesque-pague da cidade.

O fato foi registrado no dia 10 de agosto de 2014 em um pesque-pague, na região do bairro Santa Tereza – Renato foi detido e espancado por testemunhas na época do crime. Renato Ferreira Pedroso, conhecido como ‘Borracha’, estava pescando no local conhecido como ‘Chácara do Osires’, quando avistou um agente penitenciário – que também estava pescando.

Renato sacou um revólver calibre 38 e atirou. Os disparos acabaram atingindo duas outras pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros, Rafael Dias, de 27 anos foi atingido com um tiro na região do abdômen. A outra vítima é um menino de apenas 12 anos, que sofreu um tiro na barriga.

Agora ‘Borracha’ deve cumprir 30 anos de prisão em regime fechado e sem  direito de recorrer em liberdade. Do fórum, o rapaz foi encaminhado diretamente a Cadeia Municipal Hildebrando de Souza.

Fonte: arede.info

Dirceu é transferido para presídio médico em Pinhais

Preso há um mês na operação Pixuleco, desdobramento da Lava Jato, José Dirceu foi levado hoje ao Complexo Médico Penal

dirceuO ex-ministro José Dirceu, preso há um mês na Operação Pixuleco, um desdobramento da Lava Jato, foi transferido no início da tarde de hoje (2) da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. A transferência foi solicitada pelos advogados do ex-ministro e autorizada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Na segunda-feira (31), o advogado Roberto Podval pediu à Justiça que Dirceu fosse transferido para o presídio por causa do espaço reduzido da carceragem da PF e as restrições impostas para visitas. No CMP, os presos podem receber visitas semanais de duas horas, enquanto na carceragem da PF elas são mensais e não passam de meia hora.

Condenado na Ação Penal 470, do mensalão, Dirceu foi indiciado ontem (1º) pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras. Para a força-tarefa da Lava Jato, o ex-ministro foi o “criador” e “beneficiário” das fraudes em contratos da estatal.

Com o indiciamento, caberá ao Ministério Público Federal (MPF) decidir pela denúncia do ex-ministro e de mais 13 investigados na 17ª fase da Operação Lava Jatos.

Informações da Agência Brasil. Fonte: arede.info

Agente penitenciário é encontrado morto em condomínio

Um agente penitenciário do Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon) foi encontrado morto dentro da própria residência em um condomínio fechado na zona norte da cidade. Durante a manhã de ontem, a Polícia Militar recebeu a informação de que um carro havia sido abandonado próximo a um fundo de vale no Conjunto Jerônimo Nogueira, perto do condomínio fechado. O carro modelo Honda Fit, com placas de Londrina, foi encontrado sem as rodas traseiras.

Ao verificar o nome do proprietário, a equipe da Polícia Militar constatou que o veículo pertencia ao agente penitenciário e tentou avisá-lo por telefone. Os policiais foram até a casa dele no condomínio Barra Forest e encontraram o corpo do agente dentro de um dos quartos. "Possui vários cortes, a princípio, feitos com vidro e pedaços de garrafa", resumiu o aspirante da PM, Marcos Kenzo Yamamura. O corpo foi encontrado no início da tarde.

Parentes, amigos e moradores do condomínio estavam transtornados com o crime. O agente penitenciário Wanderlei Vitti Fernandes, de 44 anos, exercia a profissão havia mais de 20 anos. Um dos familiares contou que a casa estava revirada. Além do carro do agente, uma televisão e um notebook foram levados pelo autor do crime. "Ele estava de licença do trabalho porque passou por uma cirurgia no joelho", disse um dos parentes, que preferiu não ser identificado.

O agente penitenciário morava sozinho na residência e não havia casas ao redor. Um Monza, com placas de Londrina, foi encontrado em frente à residência. O veículo passou por perícia e o proprietário é considerado suspeito, já que não havia queixa de furto ou roubo. A Polícia Civil trabalha com as hipóteses de latrocínio (roubo seguido de morte) e homicídio.

Moradores disseram que o motorista do Monza teria entrado no condomínio na noite de quarta-feira com a autorização do próprio agente penitenciário.

Fonte:

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--672-20150807

Estudo revela efeitos do confinamento solitário prolongado

isolamentoDe tão isolados, esses homens acabam submetidos a uma “morte social”

Em 1993, o psicólogo Craig Haney entrevistou um grupo de detentos da Penitenciária Estadual de Pelican Bay, a mais rigorosa instituição penal da Califórnia.

Ele estudava os efeitos psicológicos do isolamento em prisioneiros. A Pelican Bay foi uma das primeiras cadeias a instituir o confinamento solitário e a fazer parte de uma nova geração de prisões de segurança máxima (conhecidas como “supermax”) nos EUA.

Vinte anos mais tarde, ele voltou à Pelican Bay para novas entrevistas e encontrou alguns dos mesmos prisioneiros que conhecera antes —detentos que haviam passado mais de duas décadas sozinhos, em celas sem janelas. “Foi chocante, francamente”, disse Haney.

Poucos cientistas questionam os efeitos nocivos do isolamento. No entanto, a maioria dos estudos examina períodos relativamente curtos. As entrevistas de Haney representam a primeira análise sistemática a respeito de presos isolados do contato humano normal durante grande parte das suas vidas adultas. 

As entrevistas, conduzidas como parte de uma ação judicial contra o isolamento prolongado na Pelican Bay, mostram homens tão severamente isolados que, para usar o termo de Haney, acabaram sendo submetidos a uma “morte social”.

Prisioneiros trancados há anos em um ambiente hermético contaram que lutam diariamente para manter a sanidade. Falaram do desejo de avistar uma árvore ou um pássaro. Muitos se fecham emocionalmente e rejeitam até mesmo as escassas companhias e conversas com humanos às quais têm direito. “Se você coloca um periquito numa gaiola durante anos e depois o tira de lá, ele morre”, disse um preso mais velho. “Por isso eu fico na minha gaiola.”

O presidente Barack Obama, que em julho tornou-se o primeiro presidente a visitar uma prisão federal, questionou se “realmente faz sentido trancar tanta gente sozinha em celas minúsculas durante 23 horas por dia, às vezes durante meses ou mesmo anos a fio”.

Em 2012, o Centro de Direitos Constitucionais moveu uma ação na Justiça federal contra funcionários do Estado, em nome de presos da Pelican Bay que haviam passado mais de dez anos em confinamento solitário, alegando que seu isolamento prolongado violava os direitos previstos na Oitava Emenda constitucional, que proíbe qualquer forma de “punição cruel e incomum”. 

As partes atualmente negociam um acordo judicial.

A maioria dos presos entrevistados por Haney não foi colocada na unidade de isolamento por causa dos seus crimes originais, e sim por suposta ligação com quadrilhas, conforme estabeleciam as normas carcerárias da Califórnia naquela época.

Muitos dos presos falaram com melancolia de suas mães, mulheres e filhos, após anos sem tocá-los ou ouvi-los. Os presos na unidade de isolamento não estão autorizados a fazer telefonemas pessoais, e o contato físico durante as visitas também é proibido. Alguns não receberam nem um só visitante durante seus anos na solitária.

“Recebi um telefonema de 15 minutos quando o meu pai morreu”, disse um detento que estava isolado havia 24 anos. “Percebi que tenho uma família que eu não conheço mais, nem mesmo suas vozes.”

 

Outro prisioneiro contou que colocava fotos dos familiares em frente à televisão da sua cela e conversava com eles. “Talvez eu seja louco, mas isso me dá a sensação de estar com eles”, contou a Haney. “Talvez um dia eu chegue a abraçá-los.”

Alguns prisioneiros ficavam tão desorientados que começavam a questionar sua própria existência.

Depois da abertura do processo, o departamento carcerário transferiu muitos presos que haviam passado mais de uma década na solitária de Pelican Bay.

Haney se disse especialmente impressionado com a profunda tristeza demonstrada por muitos dos detentos que entrevistou.

 

“Eles estavam de luto por suas vidas, pela perda de conexão com o mundo social e com suas famílias e também pelo eu que perderam”, afirmou. “A maioria deles entendia que havia deixado de ser quem era, mas não sabia bem em quem havia se transformado.”

Especialistas estimam que 75 mil detentos sejam mantidos em confinamento solitário nas prisões estaduais e federais nos EUA.

Consultores convocados pelos sistemas carcerários estaduais para avaliar os riscos acarretados por presos em solitária muitas vezes constatam que apenas uma ínfima minoria precisaria ser submetida a um confinamento tão rigoroso.

A unidade de isolamento de Pelican Bay foi projetada para minimizar a interação humana. As celas de 2,3 x 3,5 metros quadrados, sem janelas, dão para paredes de concreto. As portas são abertas e fechadas eletronicamente. Os agentes penitenciários falam com os presos por interfone. Os detentos só conseguem se comunicar com outros presos gritando através das portas de aço perfuradas ou pelos poços de ventilação.

“Na Pelican Bay não há outra realidade”, disse Joseph Harmon, 51, ex-chefe de quadrilha que relatou ter passado oito anos lá, após um ataque violento contra outro preso. “Era uma tumba, uma tumba de concreto”, disse Harmon, que depois disso virou pastor em Stockton, na Califórnia.

O detento Gabriel Reyes, 49, disse que muitas vezes se desespera. “Às vezes fico com vontade de escrever para o juiz e dizer: ‘Vai, me dá a pena de morte’”, afirmou.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

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