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Celular de preso com Wi-Fi de delegacia e ‘selfie’ de detentos são apurados pela Seap

Casos foram registrados na Unidade Prisional de Parintins e na delegacia de Lábrea. Divulgação de foto em aniversário de detento também é investigada

pc1401Manaus – O aparelho celular usado por um grupo de detentos para fazer uma ‘selfie’, dentro de uma das celas da Unidade Prisional de Parintins (UPI) (a 369 quilômetros a leste de Manaus), foi apreendido, nesta sexta-feira (12). Os presos foram identificados e devem receber punição administrativa pelo ato, conforme afirmou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por meio de assessoria de imprensa.

Um grupo de pelo menos 11 presos aparecem na foto, divulgada nas redes sociais. Alguns deles fazem apologia a uma facção criminosa, por meio de gestos com as mãos.

A Seap informou que o celular foi apreendido e os presos que aparecem na imagem foram identificados após uma revista de rotina na unidade prisional, que, atualmente, possui 188 detentos, sendo 176 homens e 12 mulheres. Eles devem receber uma punição, da qual não foi divulgada.

A Seap também investiga a procedência de outra foto onde um grupo de dez detentos, também da UPI, aparecem com um professor, que não teve o nome divulgado, comemorando o aniversário de um dos presos.

Porém, a secretaria alega que a imagem, onde detentos aparecem próximos a uma mesa com bolo e refrigerantes, foi tirada no encerramento do ano letivo de 2017 da Escola Municipal Vitório Barbosa, que ministra as aulas dos ensinos fundamental e médio para presos da unidade. Na ocasião, um dos detentos comemorava também o seu aniversário e a foto foi tirada por professores da escola.

PC investiga delegado por ‘liberar’ Wi-Fi para preso em delegacia

O delegado da Polícia Civil (PC), em Lábrea (a 702 quilômetros a sudoeste de Manaus), Paulo César Ferreira da Silva, está sendo investigado por suspeita de liberar a senha do Wi-Fi da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município para um preso, que não teve o nome informado.

Na última quinta-feira (11), após uma revista na delegacia de Lábrea, policiais militares apreenderam celulares e armas caseiras nas celas. Em um dos aparelhos, a polícia identificou que ele estava conectado à internet da delegacia, e que o Wi-Fi teria sido liberado ao preso pelo delegado.

A assessoria de imprensa da PC informou que o delegado titular de Lábrea, Mateus Moreira, disse que o delegado Paulo César Ferreira será ouvido e, caso seja comprovada irregularidade, ele deverá responder administrativamente junto à Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM).

Fonte: d24am

 

Fugitivo da Colônia Penal e Industrial de Maringá é detido após ser esfaqueado

Após receber atendimento médico, ele foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil    

 

pc1101Uma tentativa de homicídio, em Paiçandu, terminou com a vítima presa no fim da tarde de quarta-feira (10), no Jardim Santa Lúcia 2. O homem de 37 anos, foi atendido e encaminhado ao hospital, mas, ao chegar lá, a polícia descobriu que ele havia fugido recentemente da CPIM (Colônia Penal e Industrial de Maringá).

A Polícia Militar recebeu a informação que um homem estava caminhando com um ferimento grave na Rua Pirmo Trombeli. A equipe foi até o local e viu que ele tinha uma perfuração no lado direito do tórax. A PM acionou o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que encaminhou o rapaz para o HU (Hospital Universitário) de Maringá.

Em depoimento à polícia, o suspeito havia informado um nome que não acusava nenhum histórico criminal ou mandado de prisão. Porém, uma equipe da Polícia Civil que estava de plantão no HU foi até o quarto do suspeito e descobriu que o nome era falso. Arnaldo dos Santos de Oliveira confessou, depois, que esse era seu verdadeiro nome, e os policiais verificaram que ele estava foragido da CPIM. Ele não deu informações sobre quem o teria esfaqueado nem o motivo.

Após receber atendimento médico, a vítima foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil.
Segundo a CPIM, o homem estava foragido desde o dia 4 de janeiro, depois de um prazo de retorno dos presos da saída temporária de Ano Novo. Ele, no entanto, não estava entre os detentos que receberam o benefício.

O fugitivo passará por um conselho disciplinar e análise da Vara de Execuções Penais, que decidirá se ele regredirá para o regime fechado. Atualmente o regime semiaberto está suspenso para ele

Fonte: catve

  

 

 

Presos traficavam drogas e mantinham motel em cadeia de Goiás

Segundo o MPGO, as irregularidades tinham o consentimento da direção da Unidade Prisional de Anápolis

pc08011O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, nesta terça-feira (21/11), a segunda fase da Operação Regalia para coibir irregularidades dentro da Unidade Prisional de Anápolis, cidade goiana localizada a 160km de Brasília. Na cadeia, os investigadores descobriram que os presos saíam para festas, traficavam drogas e até mantinham um motel lá dentro, com direito a bombons em cima da cama para receber as mulheres, cujos nomes seriam anotados em um caderno. O espaço foi fechado em março deste ano.

Após mais de um ano de investigação, o MP chegou à conclusão de que a direção do presídio criou, em conluio com os presos, um “escritório do crime” na prisão. Os promotores disseram que os detentos cometiam delitos que vão desde o tráfico de drogas até homicídios. No local, também ocorriam suicídios forçados, ainda de acordo com os investigadores.

Na ação, os policiais e o MP apreenderam armas brancas, drogas e centenas de celulares. Os investigadores encontraram  até uma balança de precisão dentro da sala do diretor do presídio, um dos 11 presos durante a ação. Foram cumpridos ainda 21 mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva, a maioria deles em Anápolis (GO).

A investigação começou em 2015, quando teve-se notícia de que havia objetos entrando de forma irregular no presídio. Essas informações foram levantadas pela Polícia Federal, inclusive, durante operação realizada no ano passado.

A informação levantada dava conta de que bastava pagar para ter celular ou mesmo qualquer outro benefício, tudo com anuência da administração do local. Mesmo após a apreensão dos aparelhos, pouco tempo depois, eles voltavam a circular no presídio, com o mesmo Imei (número de identificação global e único para cada telefone celular).

Segundo informações da TV Anhanguera, um dos presos teria sido escoltado por agentes para sacar dinheiro em um caixa eletrônico, o que é proibido. Só é possível que detentos retirem dinheiro em caso de velório ou tratamento de saúde. A ação desta terça teve o apoio da Polícia Militar e da Superintendência Penitenciária da Secretaria Pública de Goiás (SSP-GO).

Primeira fase da operação
Na primeira fase da operação, em setembro de 2017, foram presos um agente prisional e três ex-funcionários. De acordo com os promotores, os agentes prisionais cobravam vantagem indevida para que detentos tivessem privilégios dentro de presídios. Contudo, havia ainda uma segunda forma para extorquir dinheiro dos acautelados. Ela funcionava quando os agentes penitenciários impunhavam dificuldades administrativas que impediam concessão de benefícios de direito dos presos.

“Quando o preso não cedia a esses pagamentos, os agentes colocavam algum entrave administrativo que impedia a concessão de benefícios, mesmo que o preso tivesse direito. Nas situações de transferência para outros presídios, por exemplo, a agenciação do sistema prisional deveria prestar informações para a Justiça sobre a situação daquele preso, da existência de vaga e do comportamento dele. Era nesse momento em que entrava a dificuldade imposta pelo agente ao detento que não cedia à solicitação da compra do benefício”, explicou a promotora Gabriella Queiroz.

Fonte: metropoles

Cenário de 3 rebeliões em 5 dias, Complexo Prisional em Goiás abriga quase o triplo da capacidade de presos

pc0801Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, local onde ocorreram três rebeliões em menos de uma semana, abriga quase três vezes mais presos do que a capacidade para a qual foi projetado. As duas unidades que foram cenário dos motins entre segunda-feira (1º) e esta sexta-feira (5) foram consideradas “péssimas” pelas inspeções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (veja abaixo).

 Os relatórios de inspeções feitos pelo CNJ entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. O trabalho do conselho identificou que o Complexo Prisional, que tem capacidade para pouco mais de 2 mil detentos, abrigava, na data das inspeções, mais de 5,8 mil presos.

Empossado nesta tarde como diretor Geral de Administração Penitenciária, o coronel Edson Costa afirmou que as inspeções feitas pelo CNJ, bem como a possível visita a Goiás da presidente do Supremo Tribunal Federal (STJ), a ministra Cármen Lúcia, devem contribuir para a elaboração de uma força-tarefa para diminuir os problemas do sistema prisional.

“Fico muito feliz que o CNJ tenha conseguido fazer essa avaliação. E o próprio conselho sabe que esse carimbo vale para 97% dos presídios do país. Então acho ótimo que a ministra Cármen Lúcia venha aqui, que seja estabelecido uma força tarefa para discutir essa questão”.

“Que o país ache a solução, assim como achou a solução para construir estádios de futebol durante a Copa”, disse o diretor.

Segundo dados do CNJ, Goiás tem 7,4 mil presos em regime fechado, 2,5 mil em regime semiaberto e 783 em regime aberto. Além deles, existia, até a manhã desta sexta-feira, 8,8 mil presos provisórios.

O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, o maior do estado, abriga cinco presídios: a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), onde ocorreu uma rebelião na manhã desta sexta-feira, a Casa de Prisão Provisória (CPP), a Penitenciária Feminina Consuelo Nasser, o Núcleo de Custódia, e a Colônia Industrial e Agrícola do Estado de Goiás, onde ocorreram dois motins esta semana, o primeiro deles com 9 mortos e 14 feridos.

A POG, onde ocorreu o motim desta sexta-feira, abriga 2,7 vezes a sua capacidade. Já a Colônia Agroindustrial, onde ocorreram as duas outras rebeliões, tem 2,6 vezes a lotação máxima.

Raio X do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

Unidade abriga condenados no regime fechado, exclusivamente do sexo masculino. Uma rebelião atingiu o presídio entre 4h30 e 7h desta sexta-feira. Segundo a Polícia Militar, nenhum detento ficou ferido. Segundo dados da inspeção realizada no dia 14 de dezembro do ano passado, o local tem capacidade para 720 presos, mas abrigava, até então, 2.010 detentos. O local não possui sala para visita íntima, nem conta com oficinas de trabalho.

O presídio acolhe presos do regime semiaberto, exclusivamente do sexo masculino. Foi na unidade que ocorreram dois, dos três motins registrados no Complexo Prisional este ano. O primeiro deles, na segunda-feira (1º) teve 9 mortos, 14 feridos e mais 200 fugas. A segunda rebelião ocorreu na quinta-feira (4), foi controlada pela PM, não teve feridos, mas registrou uma fuga.

Após a primeira rebelião, a ministra Cármen Lúcia determinou que o TJ-GO realizasse a inspeção no prazo máximo de 48 horas. Uma comissão realizou a vistoria, na quarta-feira (3) e, na quinta-feira (4), foi divulgado um parecer da visita, divulgado nesta tarde, cita uma série de irregularidades.

A unidade foi a única inspecionada este ano. Segundo dados da vistoria feita no local, o presídio tem capacidade para 468, mas abrigava 1.254 detentos do regime semiaberto.

Casa de Prisão Provisória (CPP):
O local abriga presos provisórios do sexo masculino e feminino. Até o último dia 14 de dezembro, a unidade, que tem 90 vagas para mulheres e 710 homens, contava com 145 mulheres e 2.293 presos provisórios do sexo masculino. As condições estruturais e de serviços da unidade foram consideradas "ruins" pelo conselho.

Penitenciária Feminina Consuelo Nasser:


É a única penitenciária exclusivamente feminina do complexo, destinada a mulheres condenadas ao regime fechado. O presídio também foi inspecionado no último dia 14, data em que tinha lotação de 56 presas. A capacidade do presídio é para 51 internas.

Núcleo de Custódia:
É a unidade de segurança máxima que, segundo a diretoria de Administração Penitenciária, possui características especiais. Ela pode receber tanto presos provisórios do sexo masculino, quanto condenados. O presídio foi inspecionado no dia 12 de dezembro. A Capacidade é para 86 detentos, mas a lotação identificada foi de 110.

Fonte: vallenoticias

Rebelião deixa 9 detentos mortos e 14 feridos em presídio de Aparecida de Goiânia

Assassinatos ocorreram após confronto entre os próprios presos, diz Seap; corpos foram carbonizados. Motim foi provocado por invasão de grupo a alas rivais. 

pc03011Detentos do regime semiaberto fizeram uma rebelião na tarde desta segunda-feira (1º) na Colônia Agroindustrial, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Em nota divulgada nesta noite, a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) informou que nove presos morreram, 14 ficaram feridos. 

A quantidade de óbitos já havia sido passada ao G1 pelo coronel Divino Alves, comandante da Polícia Militar de Goiás. Ainda conforme a Seap, uma rixa entre grupos rivais provocou o motim e os homicídios. Durante o confronto, eles atearam fogo à cadeia e os corpos foram carbonizados. A perícia realiza o trabalho de identificação. 

A Seap destacou ainda que 106 presos fugiram no momento da rebelião, sendo que 29 já foram recapturados. Outros 127 deixaram o presídio por conta da confusão, mas retornaram voluntariamente quando a situação se acalmou. 

A rebelião começou por volta das 14h e foi controlada duas horas depois. 

 

Fonte: G1

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