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Veja quantos visitantes foram apreendidos tentando entrar com ilícitos em presídios paulistas no último final de semana

Agentes encontram drogas em carne recheada e roupas - essas e outras apreensões em presídios de todo o estado - 15 e 16/09

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa sobre as apreensões do último fim de semana, 15 e 16 de setembro, em presídios em todo estado. Todos os casos foram registrados por meio de boletim de ocorrência e os visitantes flagrados foram automaticamente suspensos do rol de visitas.
Em cada uma das apreensões, os presos foram isolados e respondem a Procedimento Disciplinar para apurar a cumplicidade daqueles que receberiam os materiais ilícitos.
Num dos casos, no último domingo, 16, agentes de segurança da Penitenciária “Valentim Alves da Silva” de Álvaro de Carvalho, encontraram maconha em pedaços de carne levados pela mãe do sentenciado.
O alimento recheado estava dentro de um compartimento e foi flagrado pelos funcionários no momento da revista nos pertences da mulher.
 
Capital
No Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, foram apreendidas cinco moedas com uma visitante da unidade. Os objetos foram constatados pelo aparelho scanner corporal durante revista realizada na mulher, que indicou a presença das moedas no bolso da calça.
Santo André
No Centro de Detenção Provisória (CDP) de Santo André, durante todo o final de semana (15 e 16) foram flagradas três visitantes tentando levar entorpecente para dentro da unidade. As mulheres esconderam o ilícito com características à maconha na costura de suas calças e de roupa íntima (top).
Os casos foram encaminhados ao 4° Distrito Policial de Diadema para registro de Boletim de Ocorrência e demais providências cabíveis diante das faltas.
  
São Bernardo do Campo
Com invólucros contendo entorpecentes, três visitantes do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Bernardo do Campo foram flagradas pelos agentes de segurança. Dentro dos invólucros estavam substâncias análogas à maconha e à cocaína.
Em um dos casos registrado no sábado (15), a mulher confessou que recebeu o ilícito na noite anterior e o entregaria ao seu companheiro. O invólucro, assim como nos outros dois flagrantes, estava introduzido na genitália das visitantes.
   
Diadema
Durante a manhã de domingo (16), no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Diadema, uma anormalidade na região da pélvis de uma visitante foi detectada pelo aparelho de scanner corporal. A mulher passava pelo procedimento de revista quando os agentes identificaram um invólucro introduzido em sua genitália.
No pacote continha substâncias ilícitas características à maconha e à cocaína. O conteúdo foi recolhido pelos agentes de segurança e a visitante foi encaminhada ao 1° Distrito Policial de Diadema para realização de Boletim de Ocorrência.
  
 
Mauá
Com pacotes de entorpecente análogo à maconha, a companheira de um detento foi flagrada no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mauá, no último domingo (16). O material foi visto na barra de sua calça após a mesma passar pelo scanner corporal para procedimento padrão de revista. Dois pacotes da substância estavam costurados junto à calça.
A visitante foi encaminhada ao 1° Distrito Policial de Mauá para registro de Boletim de Ocorrência e demais procedimentos.
 
Guarulhos
Os Centros de Detenção Provisória (CDP) I e II, de Guarulhos, registraram três casos de apreensão com visitantes durante o último final de semana (15 e 16). Em todas as situações as mulheres tentavam levar entorpecente para dentro das unidades prisionais do município de Guarulhos.
No Centro de Detenção Provisória (CDP) I “ASP Giovani Martins Rodrigues”, no domingo (16), a companheira de um preso passava pelo scanner corporal quando foi detectada a presença de um objeto estranho na região de sua pélvis. Ao ser questionada a mesma afirmou estar com um invólucro de ilícito característico à maconha em sua genitália.
 
No CDP II de Guarulhos, as ocorrências foram registradas no sábado (15) e no domingo (16). Em um dos casos, a visitante flagrada aparentava estar muito nervosa ao passar pela revista no scanner corporal. Nas imagens do scanner foi detectada a presença de ilícitos em sua calça e, ao ser encaminhada para revista manual, as agentes de plantão notaram que os pacotes contendo entorpecente análogo à maconha estavam em uma calcinha com enchimento na região das nádegas.
A segunda visitante que tentou entrar com entorpecente no CDP II de Guarulhos escondeu os pacotes de ilícito característico à maconha em sua genitália e na região de seus seios.
  
Na Penitenciária “Adriano Marrey”, a companheira de um sentenciado levava os entorpecentes característicos à maconha e à cocaína na costura de sua blusa. O conteúdo foi encontrado após revista mecânica via scanner corporal. Todos os casos foram encaminhados ao 4° Distrito Policial para registro de Boletim de Ocorrência.
 
Franco da Rocha
A companheira de um preso da Penitenciária II “Nilton Silva”, de Franco da Rocha, foi pega no último domingo (16) com um pacote contendo ilícito escondido em sua genitália. A visitante passava pela revista via scanner corporal quando o material foi detectado em seu corpo.
Depois de questionada, a mulher confirmou trazer consigo um invólucro com entorpecente característico à cocaína. Após entregar o pacote, os agentes registraram 69 gramas do ilícito. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Franco da Rocha.
 
Jundiaí
No sábado (15), duas mulheres foram detidas, durante o procedimento de revista, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí, tentando entrar na unidade com maconha. No primeiro flagrante, agentes encontraram a substância escondida em um papel. Já na segunda ocorrência, a mãe de um detento foi surpreendida com a droga dividida em 25 unidades de cigarros.
As duas mulheres foram encaminhadas ao plantão policial, onde permanecem à disposição da Justiça.
Suzano
Foram apreendidos 185,9 gramas de entorpecentes com visitantes durante o final de semana no Centro de Detenção Provisória de Suzano. Duas mulheres foram flagradas tentando entrar na unidade carregando drogas na vagina.
Na manhã de sábado, dia 15, as agentes de segurança penitenciária perceberam um objeto estranho na região pélvica de uma visitante de 37 anos, pelas imagens geradas pelo aparelho de escaneamento corporal. Ao ser questionada, a suspeita admitiu que trazia drogas dentro do órgão genital e retirou, espontaneamente e em local reservado, um invólucro com 118,3 gramas de cocaína.
No dia seguinte, uma jovem de 23 anos foi frustrada com a mesma estratégia. A visitantes trazia dois invólucros na vagina, um com 56,9 gramas de cocaína e outro com 10,7 gramas de maconha.
Ambas são companheiras de detentos do CDP. As mulheres foram encaminhadas para a Delegacia de Polícia, onde foi lavrado o Boletim de Ocorrência, e tiveram seus nomes suspensos do rol de visitas da SAP.
  
Campinas
No sábado(15), uma mulher foi flagrada, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas, com 80 gramas de drogas introduzidos no ânus.
Segundo informações da unidade prisional, o flagrante ocorreu durante o procedimento de revista, momento em que a suspeita passou pelo body scanner e o aparelho mostrou alterações nas imagens. Ao ser questionada, a suspeita admitiu que havia colocado em seu corpo um invólucro contendo maconha e cocaína.
Piracicaba
No sábado (15), uma mulher, de 19 anos, foi detida no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, durante o procedimento de revista dos alimentos, ao tentar entrar com aproximadamente três gramas de maconha escondidos em cigarros.
De acordo com informações da unidade prisional, a suspeita apresentou nervosismo durante a revista do jumbo e ao ser questionada sobre as alterações na embalagem do produto disse que o havia comprando exatamente da maneira com ele se encontrava. Diante disso, foi feito uma revista minuciosa e os agentes encontraram a droga. A visitante pretendia visitar o companheiro, mas foi impedida e conduzida ao plantão policial, onde permanece à disposição da Justiça.
Tremembé
Na Penitenciária "Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra", a P1 de Tremembé, no sábado, dia 15 de setembro, uma visitante foi frustrada ao tentar entrar com dois invólucros com drogas escondidos em seu absorvente. A jovem, de 23 anos, foi surpreendida ao passar pelo procedimento de revista por meio de escaneamento corporal. Ao ser questionada, a suspeita confessou que trazia os entorpecentes e retirou, espontaneamente e em local reservado, 25 gramas de maconha e 26 gramas de cocaína que trazia na calcinha.
 
São José dos Campos
No sábado, 15, no Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos, a avó de um detento foi flagrada com um celular escondido em seu top. O objeto também foi identificado pelo bodyscanner, quando as agentes de segurança notaram um volume estranho no corpo da idosa, de 65 anos.
São Vicente
No domingo, dia 16 de setembro, na Penitenciária 2 de São Vicente, duas jovens foram barradas ao serem submetidas ao procedimento de revista por meio de escaneamento corporal. As imagens geradas pelo aparelho indicaram objetos estranhos na região pélvica das suspeitas. Uma das visitantes, de 23 anos, foi flagrada com um invólucro com 40 gramas de maconha e 96 gramas de cocaína introduzido na vagina. A segunda visitante, de 24 anos, carregava 30 gramas de maconha envoltos em fita adesiva dentro de seu órgão genital.
 
Praia Grande
No Centro de Detenção Provisória "ASP Charles Demitre Teixeira", o CDP de Praia Grande, uma mulher foi surpreendida quando as agentes de segurança penitenciária observaram que havia material ilícito em sua meia. Com as imagens do bodyscanner, foi possível encontrar dois comprimidos de estimulantes sexual e uma pequena porção de maconha que a visitante, de 45 anos, tentava inserir na unidade.. O fato ocorreu no domingo, dia 16.
Casa Branca
No sábado (15), a companheira de um preso foi detida na penitenciária “Joaquim de Sylos Cintra”, de Casa Branca, durante o procedimento de revista, com 194 gramas de maconha na vagina.
Quando a suspeita passou pelo body scanner as imagens produzidas pelo aparelho mostraram alterações e ao ser questionada, admitiu que havia introduzido droga no seu corpo com o objetivo de entregar ao companheiro. Em seguida ela foi encaminhada ao plantão policial, onde permanece à disposição da Justiça.
Sorocaba
No sábado (15), duas mulheres foram detidas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba, durante o procedimento de revista.
O primeiro flagrante ocorreu quando a companheira de um detento, de 24 anos, tentou entrar com maconha escondida em maços de cigarros. O cheiro do entorpecente chamou a atenção dos agentes, que ao verificarem minuciosamente os produtos, encontraram 123 gramas da droga. A mulher disse que havia recebido os maços de cigarros da dona de uma barraca que fica em frente à unidade prisional. Na segunda apreensão agentes encontraram na sacola de alimentos da avó de um detento, um cabo metálico com entrada USB. Questionada sobre o ocorrido, a mulher alegou que poderia ter sido um de seus netos que colocou o equipamento dentro da sacola sem que ela percebesse.
As duas visitantes foram encaminhadas para o plantão policial. No caso da primeira apreensão, a mulher permanece à disposição da justiça, já no segundo flagrante a suspeita foi ouvida e liberada.
  
Capela do Alto
No domingo (16), a mãe de um detento foi surpreendida durante o procedimento de revista, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Capela do Alto, com três invólucros de maconha escondidos na manga da blusa. De acordo com informações da unidade prisional, a suspeita tirou a blusa e colocou dentro da sacola no momento em que esta seria entregue ao detento, logo após o momento de revista. Em seguida, os agentes fizeram uma nova revista nos pertences da suspeita e encontraram o entorpecente na roupa da visitante. A mulher foi encaminhada para o plantão policial, onde permanece à disposição da Justiça.
Ribeirão Preto
No sábado, 15, às 11h50 da manhã, uma mulher foi barrada de entrar na Penitenciária de Ribeirão Preto. O body scanner da penitenciária apontou a existência de um objeto não identificado na região pélvica da visitante. A mulher foi questionada e encaminhada pelas agentes de segurança até um local separado, e acabou retirando de forma voluntária um invólucro do ânus contendo maconha.
Bernardino de Campos
Três casos com visitantes carregando ilícitos foram registrados na Penitenciária de Bernardino de Campos.
Às 9h30, uma mulher foi flagrada tentando entrar na unidade prisional com aproximadamente 26 gramas de maconha escondidas no cós do top e da calcinha.
Outro caso parecido ocorreu às 10h10, quando a visitante foi flagrada com 0,5 gramas de maconha inseridas no top.Por volta das 10h50, outra mulher foi frustrada ao tentar ingressar no presídio com 0,3 gramas de maconha escondidas na blusa. O flagrante ocorreu no momento da revista.A descoberta dos ilícitos ocorreu devido a eficiência do aparelho de scanner corporal.
 
Reginópolis
Agentes de segurança da Penitenciária “Sargento PM Antônio Luiz de Souza”, a PII de Reginópolis, encontraram maconha e LSD nos pertences de uma mulher, visita de sentenciado. Ela foi surpreendida pelo body scanner da unidade prisional. A droga seria entregue ao seu marido.
 
Lavínia
Na Penitenciária II "Luis Aparecido Fernandes" de Lavínia, no sábado, 15, às 10h50, companheira de sentenciado foi surpreendida ao passar pelo procedimento de revista no scanner corporal, com a presença de um corpo estranho em seu órgão genital. Questionada, a visitante de livre e espontânea vontade retirou de seu órgão genital um invólucro contendo em seu interior um aparelho celular. No domingo, 16, às 11h15, quando outra companheira de outro sentenciado foi passar pelo procedimento de revista no aparelho scanner corporal, foi detectado a presença de um material estranho em seu órgão genital. Questionada, a visitante alegou que se tratava de seu absorvente, porém, ao ser solicitado que a mesma trocasse seu absorvente, foi verificado que nele continha duas folhas de material aparentemente droga K4.
 
Também no sábado, 15, foram quatro apreensões na Penitenciária III "ASP Paulo Guimarães" de Lavínia. Às 8h15, companheira de sentenciado foi surpreendida tentando ingressar no ambiente carcerário com uma porção de maconha. A apreensão ocorreu depois que a visitante passou pelo equipamento de detecção body scanner. O objeto estava acondicionado num invólucro confeccionado com papel carbono, fita de alta fusão, grafite em pó e papel filme, introduzido na genitália. Mais tarde, às 8h40, agentes constataram um objeto estranho na imagem do scanner na revista de companheira de outro reeducando da unidade.
Em sala reservada, ela confessou que portava um invólucro introduzindo em sua partes íntimas, em seguida retirando-o. Ele continha certa quantidade de maconha e cocaína, além de um comprovante de depósito bancário. A polícia militar fora acionada e a visitante, juntamente com as substâncias apreendidas fora encaminhada ao Plantão Policial para as providências cabíveis.
Por volta das 09h15 outra companheira de outro sentenciado também foi surpreendida tentando ingressar na penitenciária com um invólucro contendo um aparelho de telefonia celular. A apreensão também ocorreu depois que a visitante passou pelo equipamento de detecção body scanner e estava introduzido nas partes íntimas.
Às 10h40, companheira de sentenciado foi surpreendida com uma porção de maconha introduzida nos genitais. A apreensão ocorreu depois que a visitante passou pelo equipamento de detecção body scanner. O objeto estava acondicionado num invólucro introduzido nos genitais.
 
No domingo, 16, na Penitenciária I "Vereador Frederico Geometti" de Lavinia, ao passar pelo aparelho de body scanner, companheira de sentenciado, ficou constatado que havia algo estranho no corpo dela. Ao ser questionada pelas funcionárias que efetuavam a revista, a visitante confessou que portava algo consigo, sendo encaminhada a um local reservado, onde retirou da genitália um invólucro contendo um mini aparelho de telefonia celular.
 
Pacaembu
Agentes da Penitenciária de Pacaembu encontraram em dois rolos de barbante trazidos por visitante de sentenciado da unidade dois invólucros contendo cocaína. A apreensão se deu durante revista no sábado, 15. No domingo, 16, às 12h40, agentes encontraram imagem suspeita em companheira de preso durante inspeção no aparelho de scanner corporal da unidade. Questionada, ela retirou voluntariamente um invólucro contendo maconha pesando aproximadamente 74 gramas.
  
Presidente Bernardes
No sábado, 15, às 10h50, ao passar pela revista no aparelho de scanner corporal da Penitenciária "Silvio Yoshihiko Hinohara" de Presidente Bernardes, foi constatado que havia um corpo estranho nos genitais de companheira de sentenciado da unidade. Questionada, ela retirou espontaneamente um invólucro contendo um micro celular.
No domingo, 16, às 10h35, agentes constataram a presença de um corpo estranho na genitália de companheira de sentenciado da unidade. Questionada, a visitante, espontaneamente, retirou um invólucro contendo um micro celular.
 
Flórida Paulista
No sábado, 15, durante procedimentos de revista nos pertences dos visitantes, agentes encontraram dentro de um maço de papel de enrolar fumo 12 papéis cartão onde estavam escritos k4 e três papéis alaranjados, também contendo entorpecente sintético k4. Os ilícitos foram trazidos por companheira de reeducando da Penitenciária "AEVP Cristiano de Oliveira"de Flórida Paulista. No mesmo dia, outra visitante, filha de reeducando da Penitenciária de Flórida Paulista, foi flagrada durante procedimentos de revista com o uso de aparelho de scanner corporal com algo irregular nos genitais. Questionada, a visitante retirou o ilícito em sala reservada e entregou um invólucro, que após aberto, confirmou tratar-se de um micro aparelho de telefonia celular.
No domingo, 16, durante procedimentos de revista nos visitantes, após acionamento do aparelho detector de metais, foi encontrada uma placa de telefonia celular sem o chip que estava introduzido no ânus de companheira de sentenciado da unidade.
 
Riolândia
Agentes da Penitenciária "João Batista de Santana" de Riolândia encontraram dentro das folhas de seda para confecção de cigarros, 11 pedaços de papéis quadriculados aparentando ser droga sintética conhecida como K4.
Martinópolis
Na Penitenciária "Tacyan Menezes de Lucena" de Martinópolis, no domingo, às 11h15, companheira de sentenciado, ao passar pelo scanner corporal da unidade, foi surpreendida com um invólucro contendo cocaína.
Mirandópolis
No domingo, 16, na Penitenciária II "ASP Lindolfo Terçariol Filho" de Mirandópolis, às 12h20 houve a apreensão de uma camiseta durante revista mecânica com uma mensagem aos presos escrita no lado avesso, trazida por visitante, companheira de sentenciado da unidade.
 
Junqueirópolis
Na Penitenciária de Junqueirópolis, companheira de preso foi flagrada no domingo, 16, às 8h20, durante ao procedimento de revista, agentes encontraram imagens suspeitas de um objeto estranho nas partes íntimas de visitante, companheira de sentenciado da unidade, após realizar revista com o uso do aparelho de scannercorporal da unidade.
Como ela negou estar com algo ilícito, ela foi conduzida para fazer exame de raio X na Santa Casa local, onde foi ratificada a presença do objeto. Já com a presença da Polícia Civil, às 12h20 ela resolveu fazer a retirada do objeto e entregar à servidora que a acompanhava. Foi constatado que tratava-se de um invólucro que continha em seu interior maconha.
 

Veículos de comunicação noticiam ligação de servidor com PCC sem base probatória suficiente e que resultam na direta desqualificação da categoria.

Eu, Jenis de Andrade, trabalhei com o Senhor José Reinaldo, na época que era conhecido apenas como o "tenentinho", foi meu chefe de plantão na carceragem, no início da década de 90 (século passado).
Esse tem o meu respeito, é admirado por todos na unidade que trabalhamos no "fundão da cadeia" e conheço seu caráter e dignidade.
 veiculosnoticiam
Fonte da matéria abaixo:

25 anos de PCC

Nascida nas cadeias de SP, maior facção criminosa do país enfrenta hoje disputa interna e grupos rivais 

e0209Há exatos 25 anos, oito presos integrantes de um time de futebol em um presídio do interior paulista fundavam o PCC (Primeiro Comando do Capital). Era o começo da história de uma facção criminosa diferente de qualquer outra já vista no país: uma irmandade secreta com uma prática de negócios inspirada em modelos empresariais.

Enquanto autoridades menosprezavam ou simplesmente negavam sua existência, o grupo aumentou o seu número de membros (os "irmãos") e expandiu sua presença pelas penitenciárias e ruas de todo o estado de São Paulo. Depois, foi a vez de se espalhar para locais essenciais na rota de tráfico de drogas e de armas, como o Paraná e o Mato Grosso do Sul.

Hoje, o PCC funciona também como uma "espécie de agência reguladora do crime" e atua, com diversos graus de influência, em todo o Brasil. No país vizinho Paraguai, tornou-se o maior problema de segurança pública, segundo um procurador local.

Nem mesmo o conflito interno iniciado após a morte de um dos seus líderes e a guerra contra o ex-aliado Comando Vermelho parecem deter o avanço do grupo paulista, cujo faturamento anual é estimado em R$ 400 milhões por ano. Essa partida, o crime organizado está vencendo por goleada.

A P2 (Penitenciária 2) de Presidente Venceslau, a 600 km da capital paulista, é uma das poucas unidades prisionais de São Paulo a não sofrer de superlotação. Atualmente, são 800 presos para 1.280 vagas. Lá, cumprem pena aqueles considerados os homens mais perigosos já capturados pelo estado, a exemplo de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC

Além de Marcola, os outros integrantes da cúpula da maior facção criminosa do país também estão reclusos no local, apontam investigações da Polícia Civil e do MP (Ministério Público) de São Paulo.

A unidade possui mecanismos de segurança, como bloqueadores de celular, scanner corporal e portas de celas automatizadas, informa a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) do estado. Todo esse aparato tem um custo superior ao de uma cadeia comum.

Dados obtidos com exclusividade pelo UOL, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação), revelam que o governo de São Paulo gasta --de forma direta ou indireta--, em média, R$ 280 milhões mensais para manter os 225 mil presos das 170 unidades prisionais do estado. Uma média de R$ 1.200 por preso.

O gasto com a P2 de Presidente Venceslau consome todo mês R$ 2,2 milhões: um custo de R$ 2.700 por homem recluso. Ou seja, o governo paulista gasta, mensalmente, 125% a mais para manter em funcionamento a cadeia dos chefes do PCC em comparação à média do custo por detento de outras prisões do estado. Os dados referem-se à média mensal dos últimos quatro anos.

Os gastos de qualquer presídio são variados. Referem-se, a grosso modo, a salários de funcionários e outras despesas administrativas, material de limpeza e de escritório, água, luz, telefone, lixo e esgoto, além da manutenção do prédio e dos equipamentos de segurança. Também estão embutidos no cálculo o que é gasto com alimentação, colchões, roupas de cama e uniforme dos detidos.

Por sua vez, a P2 de Presidente Venceslau tem suas particularidades, que encarecem seu custo mensal. Integrantes da cúpula do PCC permanecem mais tempo na cela durante o dia do que um preso de outra penitenciária, o que aumenta o custo com luz e água.

Voltado para agir em rebeliões, o GIR (Grupo de Intervenção Rápida) também está lotado nessa prisão e, assim, há mais despesas com diárias de servidores, manutenção de equipamentos e alojamentos e compra de uniformes.

"Outro fator que encarece o custo da unidade é a alimentação, que é preparada em outra unidade da região, pois, tendo em vista o perfil dos presos, seria imprudente que fosse preparada por eles mesmos, dentro da unidade, com acesso a material cortante como facas", informou a secretaria, por meio de nota oficial. Por essa razão, é necessário buscar a comida duas vezes ao dia.

Na mesma resposta, a SAP afirmou que considera que o custo médio por preso em todo o estado de São Paulo é um pouco maior (R$ 1.450) do que o informado por meio da LAI, quando se considera outros itens de despesas. "Esta conta é feita com base em uma média que engloba todas as unidades da pasta, considerando o ano todo."

Apesar de estar enclausurada na P2 de Presidente Venceslau, a cúpula do PCC consegue comunicar suas ordens aos "soldados" e assim coordenar o projeto de expansão por todo o país. A Operação Echelon mapeou esse processo de crescimento.

Com base em investigações de âmbito nacional, que usaram cartas e celulares de integrantes da facção apreendidos em todo o país, o UOL obteve um levantamento exclusivo de quem são os inimigos e os aliados do grupo paulista.

O PCC tem, ao menos, dez facções inimigas e 14 aliadas no Brasil.

Quem se associa ao PCC recebe vantagens como a possibilidade de comprar carregamentos de armas e cocaína a custos inferiores do que o praticado pelos concorrentes, por exemplo.

Entre os adversários, ninguém é maior do que o Comando Vermelho. Nascida no Rio de Janeiro ainda durante a ditadura militar, a facção inspirou a criação do PCC, que tomou para si o lema dos cariocas: "Paz, Justiça e Liberdade". Ambas tinham uma aliança, que começou a fraquejar em 2013 e se rompeu de vez três anos depois.

A fissura no mundo do crime se explica pela busca da hegemonia por parte do PCC. Ao promover batismos de novos integrantes, a facção usou um discurso de "união e de luta contra o sistema", mas nem sempre foi bem recebida pelos criminosos locais. 

E quando persuasão e diplomacia não funcionaram, recorreu-se a bala nas ruas ou a facões nos presídios. As seguidas mortes em massa em prisões de vários estados nos últimos dois anos são resultado direto desse confronto.

Apesar de inspiradas no modelo paulista, gangues estaduais passaram a disputar com o PCC o domínio dos cárceres e das rotas e pontos de vendas de drogas. A amazonense Família do Norte e a paraibana Okaida surgiram nesse panorama. A primeira foi responsável pela segunda maior chacina prisional do país, atrás apenas do massacre do Carandiru, quando seus membros mataram 56 detentos, em 1º de janeiro de 2017, em um presídio de Manaus. Vinte e seis mortos eram integrantes do PCC.

"A chegada do PCC no mercado de drogas de outros estados produziu enorme instabilidade dentro e fora dos presídios, promovendo alianças e rivalidades violentas, tendo um reflexo no aumento das taxas de homicídios, como ocorreu principalmente nos estados do Norte e Nordeste", afirmam os pesquisadores Camila Nunes Dias e Bruno Paes Manso, autores do livro "A Guerra-- a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil".

No mapa e na tabela a seguir, pode-se observar os arcos de alianças e de inimizades estabelecidos pelo PCC e seu grau de influência em cada estado do Brasil.

Enquanto entra em guerra pelo país afora, o PCC precisa resolver ao mesmo tempo seus problemas internos.

Em um período de três meses, quatro homens, até então apontados como intocáveis na cúpula, foram assassinados por determinação da própria facção criminosa. As mortes geraram grande alarde e viraram tema na opinião pública.

Em dezembro do ano passado, Marcola cumpria o seu último mês de um ano em regime de isolamento. Pouco antes de ele ser liberado da solitária, seu amigo Edilson Borges Nogueira, o Biroska, foi assassinado dentro da penitenciária 1 de Presidente Venceslau.

No enterro de Biroska, houve explosão de fogos e grande presença de público. Dentro das prisões, a morte do criminoso, que havia sido expulso da cúpula do PCC porque sua companheira brigou com outras mulheres de presos dentro de um ônibus, não foi bem recebida.

O MP paulista apontou que a morte de Biroska poderia ter sido ordenada por Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue. Ele era o principal líder da facção em liberdade entre fevereiro de 2017 e fevereiro de 2018, quando foi morto, junto com Fabiano Alves de Souza, o Paca.

Investigação da Polícia Civil aponta que Gegê e Paca estariam roubando dinheiro da própria facção. Alguns envolvidos no duplo homicídio foram presos, porém, detalhes do caso permanecem envoltos em mistério. Não se sabe, por exemplo, quem exatamente da cúpula do PCC deu autorização para as mortes. No enterro deles, e dentro do sistema penitenciário paulista, diferentemente da reação à morte de Biroska, houve silêncio.

"O PCC age como se fosse uma empresa. Porém, as empresas demitem. Eles, dependendo da situação, se consideram que houve uma traição, cumprem o estatuto: dependendo do grau da falta, alguns casos são pagos com a morte. Nos últimos casos [do início de 2018], foi por desvio de dinheiro", afirma o jornalista e escritor Josmar Jozino, autor de uma trilogia sobre o crime organizado paulista: "Cobras e Lagartos" (2005), "Casadas com o crime" (2008) e "Xeque-Mate: O tribunal do crime e os letais boinas pretas – Guerra sem fim" (2012).

Após as mortes de Gegê e Paca, três homens foram fuzilados no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. A suspeita é a de que foram assassinados numa ação de queima de arquivo. Os dois primeiros, ainda em fevereiro, foram Eduardo Ferreira da Silva, o Borel, dentro de uma Mercedes-Benz, e Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, em frente a um hotel.

Cabelo Duro, segundo o MP, estava no helicóptero que levou à morte Gegê e Paca em uma reserva indígena no Ceará. Em 23 de julho, foi a vez de Cláudio Roberto Ferreira, o Galo Cego, ser alvo de 70 tiros de fuzil dentro de um Audi Q3 blindado. Ele também estaria envolvido nas mortes de fevereiro.

Esta não é a primeira vez que o crime organizado de São Paulo mata seus membros mais renomados. Sempre que há um indício de ruptura dentro do grupo, aquele que está gerando discórdia é assassinado. Tem sido esta a regra.

A última crise interna relevante, antes da atual, aconteceu em novembro de 2005, quando o então número 2 da facção, Sandro Henrique da Silva Santos, o Gulu, e outras seis pessoas morreram a tiros em um período de dois dias. 

"Em novembro de 2002, quando o Marcola assumiu a liderança do PCC, junto a ele tinha o Gulu --o grande traficante da Baixada. Os dois eram as duas lideranças iminentes. Depois dos sete mortos, o irmão de Gulu foi assassinado, a mãe teve de fugir e Marcola saiu fortalecido como o principal nome do PCC", relembra o pesquisador Bruno Paes Manso, do NEV-USP (Núcleo de Estudos da Violência da USP).

Quase todo mês, noticia-se sucessivas operações policiais e do Ministério Público que levam à prisão dezenas de membros do PCC.

Porém, a facção não se enfraquece. Nos últimos quatro anos foram "batizados" (admitidos no grupo) 60% dos atuais 30 mil membros. Boa parte deles foi filiada dentro de um presídio. O sistema penitenciário tornou-se não apenas o "home office  das organizações criminosas", como já disse o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, como é também a principal fonte de recrutamentos de bandidos.

Se apenas prender é oferecer "mão de obra para o crime", como afirma Bruno Paes Manso, pesquisador do do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade São Paulo, o que se deve fazer para enfrentar o PCC?

"Um conjunto de ações que englobem inteligência, monitoramento constante, bloqueio de bens e de dinheiro", afirma a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Para a magistrada, a robustez do PCC, 25 anos depois de sua fundação, é prova da "falência do Estado".

A facção poderia ser combatida e vencida, na visão de quem já a investigou. Mas as autoridades perderam diversas oportunidades de diminuir o poder dos comparsas de Marcola.

"O Estado falhou em compreender a magnitude da ameaça que enfrentava. Apesar de esforços individuais e heroicos, a grandeza da expansão ainda não é percebida com a relevância e a urgência necessárias", afirma o procurador de Justiça em São Paulo Márcio Sérgio Christino. Ele é um dos autores do livro "Laços de Sangue-- A história secreta do PCC".

"A expansão do PCC será sempre inversamente proporcional à ação do Estado para repressão e controle. Levando-se em consideração que não haja qualquer tipo de mudança profunda nas ações que foram empreendidas até hoje, parece-me correto avaliar que o PCC continuará crescendo e assumirá um papel preponderante na América do Sul", acrescenta.

Os grupos criminosos do Brasil se distinguem dos de outros países por sua origem prisional. Foi assim com o Comando Vermelho, o PCC e as outras gangues surgidas durante os anos 2000. Mudar a política carcerária seria o primeiro passo para um enfrentamento consistente desse tipo de organizações criminosas.

"Enquanto a questão penitenciária no Brasil não fizer parte das políticas de segurança pública, e enquanto não incorporar a agenda política do país, esta e outras organizações criminosas que atuam de dentro das cadeias continuarão a solapar do Estado a prerrogativa própria de um poder soberano, qual seja, a execução da pena", diz o presidente dos agentes penitenciários federais no Paraná, Carlos Augusto Machado.

Para quem acompanha a facção desde seu começo, como o jornalista Josmar Jozino e o promotor Lincoln Gakyia, o nível de organização interna do PCC só cresceu com o tempo. Eles afirmam que ela está a um passo de se transformar em máfia.

"O controle é o mesmo: tudo de dentro da cadeia. Mas a facção expandiu os negócios pelo país, partiu para o ramo de exportação de drogas e só não é uma máfia porque não lava dinheiro no exterior", afirma o jornalista e escritor Josmar Jozino.

"A atuação transnacional, a organização empresarial, o PCC já tem. É uma pré-máfia. O que eu acho é que, para se estabelecer como máfia, o PCC ainda não conseguiu realizar a lavagem de capitais. Ainda há apreensões de dinheiro enterrado e escondido", opina o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), de Presidente Venceslau.

Quem melhor poderia responder a respeito dos planos do PCC, ao completar 25 anos de fundação, é aquele tido como seu maior líder. Porém, ao UOL, Marcola se negou a fazer qualquer prognóstico. Disse, por meio de seu advogado:

"Silêncio total. De minha parte, creio que não posso ajudar."

Fonte: UOL

Após apreender 40 mil celulares nas prisões, França cogita instalar telefones nas celas

Direção francesa de Administração Penitenciária (DAP) já declarou que 'lutar contra a presença de celulares é uma batalha perdida'. Autoridades ampliam equipamentos que interferem no sinal e querem instalar linhas fixas para não isolar detentos de suas famílias.

e2608 Mais de 40 mil celulares e acessórios, como carregadores e chips, foram apreendidos nas 180 prisões francesas em 2017. Diante da dificuldade para conter a proliferação, as autoridades preveem instalar telefones fixos dentro das celas.

O número de aparelhos apreendidos nas prisões do país não parou de crescer nos últimos dez anos. A tal ponto que a Direção francesa de Administração Penitenciária (DAP) já declarou que “lutar contra a presença de celulares é uma batalha perdida”.

Segundo as autoridades do país, os aparelhos são introduzidos nas prisões durante as visitas ou são lançados na zona de banho de sol a partir do exterior. Além disso, muitos telefones contêm poucos componentes feitos de metal, o que torna mais difícil encontrá-los durante as revistas.

A presença de celulares nas penitenciárias preocupa pois ela abre a porta para outros crimes. “A radicalização (islâmica), a preparação de fugas e todos os tipos de tráficos são feitos por meios das redes (via telefone)”, explica Emmanuel Baudin, do sindicato FO para as penitenciárias. Além disso, com a entrada dos aparelhos nas prisões, se multiplicaram também os vídeos feitos pelos próprios detentos, que são divulgados em seguida nas redes sociais. O caso mais recente foi o do rapper Kaaris, preso após uma briga com seu rival Booba no aeroporto de Paris.

Diante da situação, as autoridades lançam duas operações. A primeira delas a ampliação do uso de sistemas que provocam interferências nos telefones celulares, impedindo as comunicações. Atualmente, 804 equipamentos do gênero estão instalados, mas apenas 10% funcionam corretamente. Os demais se tornaram obsoletos com os avanços tecnológicos da telefonia celular.

A ministra francesa da Justiça, Nicole Belloubet, já havia anunciado o desbloqueio de uma verba de € 15 milhões para reforçar o sistema de interferência das linhas de celulares dentro dos presídios.

Mas a medida que suscita mais debate é a instalação de 50 mil telefones fixos dentro das celas. O objetivo, segundo os idealizadores do projeto, é não isolar os detentos de seus familiares.

O governo já validou a iniciativa, que vinha sendo solicitada há anos pelas associações de apoio detentos. Um programa piloto já foi testado em 2016 e 2017 em prisão de Montmédy, no leste do país. Os resultados do teste foram considerados “muito positivos”, pois teriam reduzido as tensões dentro das penitenciárias e também o número de celulares apreendidos.

Fonte: G1

 

Diretor da PF conta como autoridades se uniram para descumprir a ordem judicial para libertar Lula

Do Estadão

e1508Trecho da entrevista de Rogério Galloro, diretor da Polícia Federa, a Andreza Matais

Como foi o episódio da prisão do ex-presidente Lula?

Foi um dos piores dias da minha vida. Quando eles (interlocutores de Lula) pediram detalhes da logística da prisão, nos convenceram de que havia interesse do ex-presidente de se entregar ainda na sexta (6 de abril, prazo dado pelo juiz Sérgio Moro). Acabou o dia e ele não se apresentou. Nós não queríamos atrito, nenhuma falha.

Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado. A missa (improvisada no sindicato) não acabava mais. Deu uma hora (da tarde) e eles disseram: ‘Ele vai almoçar e se entregar’.

O sr. perdeu a paciência em algum momento?

No sábado, nós fizemos contato com uma empresa de um galpão ao lado, lá tinha 30 homens do COT (Comando de Operações Táticas) prontos para invadir. Ele (Lula) iria sair em sigilo pelo fundo quando alguém, lá do sindicato, foi para a sacada e gritou para multidão do lado de fora, que correu para impedir a saída. Foi um susto. A multidão começou a cercá-lo e eu vi que ali poderia acontecer uma desgraça. Ele retornou.

Qual era o risco? 

Quando tem multidão, você não tem controle. Aquele foi o pior momento, porque eu percebi que não tinha outro jeito. A pressão aumentando. Quando deu 17h30, eu liguei para o negociador e disse: ‘Acabou! Se ele não sair em meia hora nós vamos entrar’. E dei a ordem para entrar. Às 18h, ele saiu.

Houve alguma exigência?

Eles pediram para não haver muita exposição, que não humilhasse o ex-presidente, nós usamos tudo descaracterizado. Ele estava quieto o tempo todo, bastante concentrado.

Por que o ex-presidente está na superintendência da PF?

Isso não nos agrada. Nunca tivemos preso condenado numa superintendência. É uma situação excepcional. O juiz Moro me ligou, pediu nosso apoio, ele sabe que não temos interesse nisso. Mas, em prol do bom relacionamento, nós cedemos.

Recentemente, Lula mandou chamar dirigentes do PT para discutir, dentro da superintendência, a eleição presidencial. É um tratamento diferenciado? 

Não somos nós que organizamos isso (as regras para visitas), mas o juiz da Vara de Execuções Penais. O Lula está lá de visita, de favor. Nas nossas novas superintendências não vão ter mais custódia. No Paraná, não vamos mexer agora. Só depois da Lava Jato.

O sr. conversou com o ex-presidente na prisão?

Eu estive na superintendência, mas não fui vê-lo. É um simbolismo muito ruim. O segundo momento tenso para a PF envolveu a ordem de soltar Lula dada pelo desembargador Rogério Favreto e a contraordem de Moro e dos desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores, do TRF-4. Eu estava no Park Shopping, em Brasília, dei uma mordida no sanduíche, toca o telefone. Avisei para a minha mulher: ‘Acabou o passeio’. 

Em algum momento a PF pensou em soltar o ex-presidente? 

Diante das divergências, decidimos fazer a nossa interpretação. Concluímos que iríamos cumprir a decisão do plantonista do TRF-4. Falei para o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública): ‘Ministro, nós vamos soltar’. Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura.

‘E agora?’ Depois foi o (presidente do TRF-4) Thompson (Flores) quem nos ligou. ‘Eu estou determinando, não soltem’. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.

Fonte: diariodocentrodomundo

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