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Quem falou que jornalista não pode ser empreendedor?

“Jornalismo” e “empreendedorismo”. Até pouco tempo atrás, convenhamos, essas duas palavras não combinavam. Eram quase antíteses. Afinal, em termos de sucesso e profissionalismo, o autêntico jornalista, de corpo e alma, era aquele que trabalhava em um grande veículo de notícias (é só fazer uma reflexão sobre quem são os jornalistas que você admira) e ponto.

Falar em inovação nesse meio era raridade. Um preciosismo que só costumava dar as caras quando a pauta do dia era a história de algum engenheiro, economista, médico, advogado ou garoto prodígio que, fabulosamente, havia criado algo novo. Algo que rendesse, além de uma boa reportagem, comentários entre colegas de redação do tipo: “pô, bem que eu podia ter uma ideia como essa”. Claro, que alguns profissionais já trabalhavam fora de redações, em agências de comunicação, assessorias de imprensa ou em corporações. Mas jornalistas não costumavam ser empreendedores. Sim. Os tempos mudaram. Estão mudando, e vão seguir mudando.

A revolução digital pode não ter eliminado as mídias convencionais (impresso, rádio e televisão) como alguns chegaram a profetizar. Mas, indiscutivelmente, seu fortalecimento modificou muito o mercado de comunicação — e a cabeça de muita gente. Seja pela necessidade ou pelo puro prazer de desbravar novos horizontes, novatos e veteranos estão se aventurando mais e tentando construir um novo jornalismo independente e empreendedor.

As empresas de conteúdo jornalístico ainda são minoria no universo das startups. Também estão longe de ser as mais cobiçadas pelos investidores. Mas, aos poucos, um novo ecossistema tem sido desenhado com base em novos modelos de negócio e até mesmo em valores já esquecidos em algumas redações. Abaixo, listamos quatro projetos inspiradores. Coincidentemente (ou não), os seus fundadores são jornalistas que já trabalharam em diferentes veículos tradicionais e que, agora, possuem um sonho em comum: construir um novo jeito de se contar histórias.

Brio – plataforma multimídia

Felipe Seligman: "Estamos buscando um modelo financeiramente sustentável".

Felipe Seligman: “Estamos buscando um modelo financeiramente sustentável”.

Lançado há pouco mais de um mês, o Brio funciona como um “clube” colaborativo de jornalismo. Seguindo os moldes do conceito de crowdsourcing (criação colaborativa), os usuários podem consumir e também veicular reportagens na plataforma – e receber uma grana por isso. “Acreditamos que existem muitas pessoas carentes de um jornalismo de alta qualidade. Queremos que o Brio seja visto como uma produtora referência em jornalismo para qualquer pessoa que queira ler ou produzir um conteúdo de qualidade, aprofundado e relevante”, diz Felipe Seligman, um dos fundadores da plataforma.

Para ter acesso ao conteúdo do site, o leitor precisa desembolsar alguns trocados. E existem dois formatos de pagamento: via tickets (em média 3,90 dólares por reportagem) ou assinatura (5,90 dólares para ter acesso a todas as reportagens do site). Da receita arrecadada, 55% vai para o autor da matéria e 45% fica para o Brio. “Estamos buscando um modelo financeiramente sustentável e os próximos meses serão importantes para ver se isso vai dar certo ou não”, afirma Felipe.

Bruno Torturra

Bruno Torturra: “Estamos tentando provar que um modelo de negócio para a imprensa emerge junto com o seu público”.

Fluxo – redação colaborativa O Fluxo é um espaço colaborativo, instalado no centro da cidade de São Paulo, que qualquer jornalista ou comunicador pode utilizar para produzir diferentes formatos de conteúdo – jornais, revistas, programas de rádio e televisão, transmissões ao vivo, fotografias e por aí vai. “Somos um estúdio, uma redação, um canal, um projeto editorial tentando se descobrir”, conta Bruno Torturra, fundador do projeto. A ideia surgiu após o jornalista participar da criação de alguns coletivos de mídia. Entre eles, o PósTV e a Mídia Ninja que, em 2013, ganharam bastante repercussão durante a cobertura dos protestos políticos que ocorreram em todo o país.

Apesar do Fluxo ainda não ser autossustentável, Bruno acredita no potencial financeiro da empresa. “Eu definiria nossas fontes de receita como um modelo misto: apoio direto do público em contribuições mensais, apoio de algumas organizações para projetos específicos e também com eventos aqui no estúdio. Estamos tentando provar que um modelo de negócio para a imprensa emerge junto o com seu público”, diz ele.

Agência Pública – jornalismo investigativo Criada em 2011, a Agência Pública se tornou uma das principais – e mais premiadas – produtoras de reportagens especiais do país. Como o nome sugere, ela exerce um papel de agência independente e abastece mais de 60 portais de notícia com as matérias que desenvolve. As pautas são focadas na cobertura dos direitos humanos. “Nascemos para preencher um buraco que havia no jornalismo brasileiro. Nós contamos histórias de alto interesse público, mas que as mídias convencionais não dão mais conta de cobrir”, afirma Natalia Viana, uma das fundadoras da Pública.

Natalia Viana

Natalia Viana, envolvida na Agência Pública e na Ponte: “As pessoas que acreditam e investem na Pública podem escolher o que a gente deve apurar”.

O modelo de negócio baseia-se no conceito de crowdfunding (financiamento coletivo). Instituições e leitores podem dar apoios em troca de benefícios. “Estamos inclusive em uma nova etapa de validação e, a partir de agora, as pessoas que acreditam e investem no nosso jornalismo poderão votar e escolher o que a gente deve apurar. A nossa ideia é criar realmente uma comunidade em que todos possam participar da elaboração das notícias”, conta ela.

Ponte – jornalismo investigativo Natalia Viana fez parte também do grupo de 16 jornalistas fundadores da Ponte: um veículo independente de jornalismo que nasceu com apoio institucional da Agência Pública. Com foco principalmente em segurança pública, propõe-se a revelar fatos importantes que as mídias em geral tendem a “esquecer” – como, por exemplo, crimes envolvendo policiais. Para manter-se em tal objetivo, a Ponte adota um modelo colaborativo, sem fins lucrativos e sem nenhuma filiação partidária.

De acordo com Bruno Paes Manso, um dos jornalistas à frente da operação da Ponte, esse tipo de cobertura é essencial para a construção de uma sociedade mais justa. “O principal problema do Brasil, mais até do que a desigualdade social, é a desigualdade de direitos. As pessoas mais ricas não deveriam ter mais direitos do que as pessoas mais pobres. Nosso objetivo com a Ponte é revelar as injustiças que são cometidas diariamente no Brasil. Atualmente, esse nosso trabalho acontece de forma voluntária. Mas ser sustentável é uma preocupação que temos para nunca precisarmos abandonar o projeto”, diz ele.

NÃO TEM JEITO: O JORNALISMO MUDOU

Além da veia empreendedora, os três jornalistas compartilham opiniões semelhantes, principalmente quanto ao futuro da profissão. E antes que haja qualquer dúvida, vale adiantar: o jornalismo não está morrendo. Pelo contrário.

“O jornalismo está mais vivo do que nunca. Vivemos um momento de grande incerteza em relação ao futuro de nossa profissão, mas definitivamente não sobre sua necessidade. O que precisamos fazer é encontrar novas formas de faturamento e empacotamento”, diz Felipe.

Bruno Torturra complementa: “Quando alguém diz que o jornalismo está morrendo, no fundo, essa pessoa está falando que o modelo de negócio, a estrutura industrial e comercial que manteve o jornalismo durante o século 20 está morrendo. E apenas isso é verdade”.

Sobre os motivos de tantas mudanças, Natalia aponta duas questões principais: as demissões em massa nos veículos tradicionais e, consequentemente, a piora na qualidade do conteúdo produzido dentro deles. “A crise nas redações é eminente e com isso muitos repórteres bons estão sendo demitidos. Naturalmente, os jornalistas estão deixando de pensar simplesmente como trabalhadores de uma indústria para atuar como protagonistas de um novo processo.”

Apesar de otimistas com o futuro, os três também fazem algumas ponderações. Bruno dá a letra:

“Há um limite claro para esse novo jornalismo. Primeiro, porque empreender não é para todo mundo. Segundo, porque não cabe todo mundo”

O fundador do Fluxo também acredita que esse novo movimento empreendedor só se tornará escalável e efetivamente sustentável se o assunto começar a ser discutido dentro das universidades. “Certamente, os novos jornalistas precisam sair das escolas com alguma formação em empreendedorismo e também em outras áreas ainda pouco discutidas. Como, por exemplo, programação e direitos autorais.”

A dificuldade de atuar em algo para o qual não se estudou (e, na maior parte das vezes, nunca se imaginou fazendo) é latente. Bruno Paes Manso, da Ponte, fala a respeito: “Não é fácil para um jornalista aprender o que é ser empreendedor. Principalmente para a velha guarda que sempre teve chefe e nunca precisou se preocupar com a criação de modelos de receita e outras questões que envolvem o desenvolvimento de um projeto”.

Já a preocupação de Natalia com o futuro consiste na responsabilidade social que o empreendedorismo traz. “Nós, que somos pioneiros nesse processo temos, há anos, trabalhado com muita seriedade para provar que o jornalismo produzido de forma independente pode ser muito melhor e relevante do que o tradicional. É importante que as novas gerações tenham realmente vontade de assumir esse papel protagonista e também tenham consciência do que isso significa”, diz ela.

No entender de Bruno, da Ponte, esses novos veículos só sobreviverão se tiverem realmente uma grande preocupação com a credibilidade. Para ele, o maior desafio é criar um jornalismo que se diferencie dos conteúdos que são compartilhados nas redes sociais e que se tornam virais. “Muitas vezes, o bom jornalismo é o que as pessoas em geram não querem ver e ler”, diz.

A sugestão de Felipe para quem pensa em empreender está na formulação de um produto consistente. “O universo das startups nos mostra que a maioria dos novos empreendimentos não vinga. No fim das contas, um novo veículo jornalístico precisa resolver um problema para um grupo suficiente de pessoas para se tornar relevante.”

Quer saber mais sobre o novo jornalismo empreendedor? Confira mais alguns projetos.

1) Repórter Brasil – ONG jornalística que veicula reportagens especiais sobre situações que ferem os direitos trabalhistas e causam danos socioambientais.

2) Amazônia Real – veículo independente e sem fins lucrativos que busca por meio do jornalismo investigativo revelar questões que envolvem a Amazônia.

3) Think Olga – veiculo digital que promove uma discussão em torno da feminilidade e dos direitos da mulher.

4) Torcedores – portal de notícias esportivas com foco nas pessoas que são apaixonadas por esportes.

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‘Direitos Negados’ retrata luta pela democratização da mídia

Compilação de 17 reportagens sobre o tema foi desenvolvida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

São Paulo – A jornalista e secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mieli, em entrevista hoje (30) para a Rádio Brasil Atual, comenta o lançamento do livro “Direitos Negados: um retrato da luta pela democratização da comunicação”.

Desenvolvido pelo Barão de Itararé, a obra compila 17 reportagens acerca de temas relacionados com a democratização da comunicação. “Trazemos artigos sobre direito de resposta, necessidade de conteúdos regionais, debate em torno da publicidade, entre outros”, explica.

A proposta é aproximar a sociedade civil de um tema pouco falado no país. “Os monopólios da comunicação exercem forte influencia sobre a opinião pública e mantêm a informação centralizada no país”, diz a jornalista. “Em todas as democracias consolidadas, de referência no mundo existe a regulação para garantir a diversidade. Estados Unidos, Canadá e países da União Européia são exemplos.”

Ela ressalta que a Constituição Federal contém diretrizes que visam a coibir o monopólio da comunicação, porém com pouca eficácia. ” O Brasil permanece em situação de atraso absurdo, o que compromete o fortalecimento de nosso processo democrático.”

O livro contém em anexo um projeto de lei, de iniciativa popular, a favor de uma mídia democrática. “Ao transformar o tema em projeto de lei mostramos à população, influenciada pelos monopólios midiáticos, que na democratização da mídia não existe nenhum tipo de censura, ao contrário, existe a ampliação das vozes.”

Para adquirir o livro e obter mais informações, acesse o site do Barão de Itararé:www.baraodeitarare.org.br 

Quinze sinais indicam que seu filho pode estar usando drogas; fique atenta e descubra

Saiba que atitudes tomar diante de comportamentos suspeitos e como ajudar seu filho a sair dessa o quanto antes

filho drogasPais que têm um relacionamento mais aberto com seus filhos têm mais facilidade para perceber problemas e mudanças de comportamento. Por isso, é muito importante ficar o mais próximo possível dos filhos, sem controlá-los excessivamente, mas demonstrando amor, preocupação e rigor em relação às regras estabelecidas em casa.

Não adianta forçar o jovem a falar ou inspecionar o quarto dele, pois esta atitude não é ética, e ética é tudo que um adolescente precisa quando está em crise. Antes de 'xeretar' na vida do filho ou acusá-lo sem provas, o correto é aproximar-se com jeito e mostrar que a reação a seus problemas não será catastrófica nem agressiva, e sim, compreensiva e acolhedora - mas com a firmeza necessária em um momento como esse.

Segundo a médica hebeatra Mônica Mulatinho, quando descobrem que o filho está usando drogas os pais devem construir um cerco firme ao jovem, onde amor e limites coexistam em abundância. "Os pais precisam saber que ao 'aprontar', o filho está pedindo colo, está dizendo 'cuide de mim porque sozinho não estou dando conta. Preciso de você mais perto. Tape com seu cuidado esse buraco que me consome'", orienta. 

Especialistas da Clínica Novo Mundo - Centro de Tratamento Especializado em Dependência Química e Alcoolismo, localizado no interior de São Paulo, alertam para alguns comportamentos que podem indicar que um jovem está usando drogas ou abusando do álcool. 

1 - Isolamento;

2 - Aumento ou redução drástica do apetite;

3 - Novas amizades;

4 - Mudança brusca de comportamento;

5 - Falta de motivação para atividades comuns;

6 - Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos;

7 - Inquietação ou irritabilidade, insônia / ou, ao contrário, depressão e sonolência;

8 - Indícios físicos: olhos avermelhados / olheiras; boca seca; fala pastosa;

9 - Alterações súbitas de humor (uma intensa euforia, alternada com choro ou depressão);

10 - Troca do dia pela noite;

11 - Descuido com a higiene pessoal;

12 - Uso constante de óculos escuros (dentro de casa, no período da noite);

13 - Gasto incomum de dinheiro e desaparecimento de objetos de valor;

14 - Uso de camisetas de manga comprida, mesmo em dias quentes;

15 - Alucinações, fala sem nexo, crises de pânico, perda de sentidos ou desmaios podem, em alguns casos, ser sintomas mais severos do consumo de alguma substância e merecem especial atenção.

Como ajudar

Procure auxílio e orientação de especialistas assim que detectado qualquer dos sinais descritos acima ou comportamento suspeito: as pessoas diretamente envolvidas na vida do dependente não podem "tratar" da doença, pois à medida que o abuso de drogas progride, aqueles mais próximos do dependente ficam emocionalmente envolvidos.

Não ceda a manipulações emocionais do tipo ‘'Eu já estou bom'' ou ‘'Nunca mais usarei''. É preciso ter em mente que há muito tempo o dependente vem sendo enganado pela droga e vem enganando a todos.

Não sinta culpa: a pessoa mais próxima ou que se sente mais responsável pelo dependente químico pode se achar culpado pelo que está acontecendo. Mas como a dependência química é uma doença, não existem responsáveis.

Procure a raiz do problema: todo dependente químico possui uma família disfuncional. É preciso remover o preconceito e aceitar que algo está errado no núcleo familiar.

Seja firme: se o dependente continua agindo da forma como ele quer, é porque a família ajuda a manter a ilusão da onipotência.

Procure ajuda também para a família.

Serviço:
Instituto Novo Mundo - Centro de Tratamento Especializado em Dependência Química e Alcoolismo (www.clinicanovomundo.com.br)

Fonte: http://www.bonde.com.br

Homicídios dolosos crescem quase 100% no Norte Pioneiro

relatorioRelatório da Sesp compara o primeiro trimestre de 2014 com o de 2015; Cornélio Procópio e Bandeirantes lideram ranking

O Paraná teve queda de 7,49% no índice de homicídios dolosos (com intenção de matar) de janeiro a março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento recente da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), mas, no Norte Pioneiro, o crescimento de casos chega a quase 100%. De modo geral, no Paraná, foram 667 homicídios no trimestre, 54 a menos que em 2014; no Norte Pioneiro, a quantidade de homicídios passou de 13 para 25 casos de homicídios dolosos. 

Em Cornélio Procópio, o aumento foi ainda mais devastador: no período comparativo, o índice de casos chegou a aumentar 500% - de apenas um caso de homicídio doloso, no ano passado, passou para seis casos no primeiro trimestre deste ano. Outro dado preocupante é da cidade de Bandeirantes, que de dois casos, passou para cinco, totalizando um aumento de 150%. Já Santo Antônio da Platina, de um caso passou para três (aumento de 200%); Ibaiti – que apresentou índice zero no primeiro trimestre do ano passado – no mesmo período deste ano registrou dois casos, também obtendo um aumento comparativo de 200%. Considerado na área policial um "fenômeno complexo", pela multiplicidade de fatores que podem ocasionar um homicídio doloso, esse tipo de crime é também caracterizado pelo meio policial como de difícil prevenção.

Responsável pela 12ª Subdivisão Policial, que abrange 21 municípios, entre eles Cornélio Procópio e Bandeirantes, o delegado João Manoel Garcia Alonso Filho, atribui o aumento dos casos de homicídios dolosos nas duas cidades a "fatores sazonais". "Todos os casos foram selecionados e encaminhados para apreciação judicial, inclusive um caso de homicídio doloso de 2013, em que foi necessário fazer até exumação de cadáver. Temos feito operações policiais contantes no combate ao tráfico de drogas e, principalmente em Cornélio Procópio, a nuance dos crimes envolve menores infratores. Só esse ano já encaminhamos oito para internação", afirma o delegado, que é defensor da redução da maioridade penal. "Os jovens infratores têm pleno conhecimento da realidade e cada vez cometem atos infracionais mais violentos, tendo a falsa impressão que não serão responsabilizados. É preciso mudar isso", alega. "O nosso papel é investigar e solucionar os casos; o trabalho preventivo fica mais a cargo da Polícia Militar, e as causas sociológicas são várias para esse tipo de situação acontecer", acrescenta.

Em Ibaiti, o delegado Pedro Dini Neto, informou que ainda não conseguiu analisar se há uma origem comum entre os dois casos de homicídios dolosos constatados na cidade até agora. "Aqui foi algo mais atípico, porque nenhum dos casos teve relação com tráfico de drogas ou uso de armas de fogo", observa. Um dos casos envolveu o assassinato de uma jovem de 18 anos que foi estuprada e morta a facadas por três jovens maiores de idade, que eram usuários de drogas; o outro caso foi o assassinato de um idoso, seguido de morte a pauladas. Todos os envolvidos nos crimes estão presos. "Atuo aqui há quatro anos e, de modo geral, Ibaiti é uma cidade pacata e tranquila. O que é mais comum ocorrer aqui são casos de violência doméstica, crimes de trânsito e pequenos furtos. No caso da morte desse jovem houve uma grande comoção na cidade e uma onda de sentimento de justiçamento", destaca.

O delegado Tristão Antônio Borborema de Carvalho, de Santo Antônio da Platina, ressalta que, de modo geral, os casos de homicídios dolosos são de "difícil prevenção", principalmente por envolver questões passionais. Dos três casos ocorridos no primeiro trimestre, dois envolveram assassinatos a facadas em bares da cidade; o terceiro caso teria sido premeditado e motivado por vingança decorrente da delação de um traficante. "Em 2011, chegamos a ter 11 homicídios dolosos na cidade e acredito ser necessário ampliar o leque dessa análise, porque dessa forma é possível perceber que houve uma redução efetiva no decorrer dos anos, apesar desse aumento recente", defende-se. "Temos feito um trabalho intensivo, a cada 15 dias, de busca e apreensão de armas de fogo ilegais, e acho que se não fosse isso os números seriam bem maiores agora", avalia. 

REDUÇÃO DE CASOS
A maior redução, de 86%, ocorreu na 8ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), cuja sede é a cidade de Laranjeiras do Sul. Na região, que compreende dez municípios, houve dois homicídios dolosos nos primeiros três meses do ano. No ano passado foram 14. Outra queda expressiva foi registrada na 19ª Aisp, de Rolândia: foram quatro homicídios de janeiro a março e 16 no mesmo período de 2014, queda de 75%. A 6ª Aisp, de União da Vitória, teve queda de 60%, enquanto a 14ª Aisp, de Campo Mourão, e a 20ª Aisp, de Londrina, observaram diminuição de 50%. Houve diminuição de homicídios em 13 das 23 Aisps. Na capital, a queda chegou a 17%; na 4ª Aisp, de Ponta Grossa, a queda foi de 44%; na 10ª Aisp, de Francisco Beltrão, de 15,38%; na 11ª Aisp, de Cascavel, de 35%; na 13ª Aisp, de Toledo, de 30,43%; na 15ª Aisp, de Umuarama, de 4,55%; na 17ª Aisp, de Maringá; de 12,12%; e na 18ª Aisp, de Apucarana, de 20%.

Fonte: http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--994-20150610

A história da polícia que mata no Paraná

tiros

Daniel concordava com Jazadji e com a política agressiva da Rota. E morreu justamente pelas mãos dessa polícia. Estava num bar e a Rota soube que ali havia um suspeito de cometer crimes. Entrou no local atirando: além do suspeito, morreu também Daniel. No outro dia, Afanásio vituperava no seu programa: “Mataram o bandidão de Jaraguá!”

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                                  Saiba os benefícios de usar o LinkedIn para a sua vida profissional - IFS -  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe 

blogimpakto  acervo    csp   jornalismoinvestigativo   fundobrasil   Monitor da Violência – NEV USP   Capa do livro: Prova e o Ônus da Prova - No Direito Processual Constitucional Civil, no Direito do Consumidor, na Responsabilidade Médica, no Direito Empresarial e Direitos Reflexos, com apoio da Análise Econômica do Direito (AED) - 3ª Edição - Revista, Atualizada e Ampliada, João Carlos Adalberto Zolandeck   tpnews

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