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PRF comprou cópia de dados biométricos de todas CNHs do país

PRF desrespeita lei e compra cópia da base de dados biométricos de todos os motoristas com CNH no Brasil A Polícia Rodoviária Federal tem em mãos fotos e informações de mais de 80 milhões de brasileiros – o que corresponde a 37% da população. Isso porque, em agosto de 2022, a PRF assinou um contrato com o Serviço Federal de Processamento de Dados, o Serpro, para ter cópia dos  dados biométricos de todos os aptos a dirigir no país. As fotos e assinaturas armazenadas no Registro Nacional de Condutores Habilitados, o Renach, permitem o uso de tecnologias de reconhecimento facial. O valor do serviço foi fechado entre PRF e Serpro foi de R$ 205.722,80.

Pode parecer natural, a princípio, que a PRF tenha autorização para extrair os dados da Carteira Nacional de Habilitação, CNH, de todos os motoristas, já que o papel dela é fiscalizar as rodovias federais do Brasil. Mas não funciona bem assim. A Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, exige transparência, cuidados e critérios com os dados dos cidadãos, além de justificativas e finalidades sólidas para o requerimento dessas informações – vale ressaltar, a PRF já tem acesso às CNHs pelos bancos de dados do próprio Serpro, dos Detrans, Ministério de Segurança Público e secretarias de segurança pública, mas apenas para consulta. Elas não estavam armazenadas no sistema da instituição.

A história se assemelha com um caso ocorrido na Argentina em 2019, que terminou em investigação. Lá, o governo de Buenos Aires, Ministério da Justiça e Segurança e o órgão público que realiza a identificação e o registro das pessoas físicas que vivem no país fecharam um acordo para consultas à base de dados de milhões de cidadãos. Foram mais de 18 milhões de consultas aos registros, sob a justificativa de prevenção de crimes ou para alimentação do serviço de reconhecimento facial de fugitivos. 

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A Procuradoria de Investigações Administrativas decidiu investigar o caso. E não encontrou razão lógica para as milhões de consultas. No fim de abril, a Procuradoria denunciou as autoridades de Buenos Aires por “espionagem ilegal a milhões de cidadãos através do sistema de dados biométricos”.

Aqui no Brasil, novo acordo precisou do aval da Secretaria Nacional de Trânsito, a Senatran, a quem pertencem os dados das CNHs. O Serpro é a empresa pública responsável por gerir as informações e atende aos pedidos de outros órgãos para fazer o compartilhamento de dados – por isso o contrato foi fechado entre PRF e Serpro, mas precisou da autorização da Senatran.

Com o serviço, que começou a ser entregue no começo de março, a PRF criou uma cópia da base de dados que contém fotos e assinaturas de todos os condutores  do Brasil. A justificativa é tacanha: “aperfeiçoamento do serviço”. 

Em 2020, a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, teve frustrada uma tentativa de também ter acesso aos dados da CNH dos brasileiros, conforme contado em reportagem publicada pelo Intercept, em junho de 2020. Na ocasião, o compartilhamento foi alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal. Os ministros decidiram que o troca-troca de informações dos cidadãos pode ser feito, desde que se limite ao mínimo necessário para atender a finalidade informada.

No entanto, o contrato entre a PRF e a Serpro nem sequer atende aos critérios de transparência. Não encontramos, por exemplo, o contrato, nem os termos anexados a ele, nos portais de transparência e no Diário Oficial da União. Só conseguimos obter os documentos anexados ao contrato por meio da assessoria de imprensa deles. 

Segundo consta no Termo de Referência, a PRF precisa da extração dos dados das CNHs para “possibilitar a identificação de usuários que não possuam sua documentação no momento da abordagem, trazendo mais agilidade às mesmas e mais conforto aos usuários das rodovias federais”. Até então essas informações poderiam ser acessadas pelos policiais, mas não era possível copiá-las e armazená-las. 

Tampouco se sabe quais dados serão cruzados com as cópias das CNHs. “Não há uma justificativa clara do porque precisam desse enorme banco de dados. E isso impossibilita até fazer previsões sobre as finalidades, porque são inúmeras”, explica o pesquisador Felipe Rocha, do Laboratório de Políticas Públicas e Internet, o Lapin, que integra o Comitê Central de Segurança de Dados, criado em 2019, para gerenciar o compartilhamento de informações pessoais com o governo.

Segundo especialistas, ainda há os riscos pelo uso da tecnologia de reconhecimento facial: perseguição e vigilância política. “Temos muitos casos de uso de dados para mirar grupos marginalizados. E ainda existe um risco de vigilância e de compartilhamento desses dados com empresas privadas, já que muitas agências se utilizam deste setor para serviços públicos”, me explicou Cynthia Picolo, diretora-presidente do Lapin. 

“Esses dados crus não significam muita coisa, o problema é quando você interliga com vários outros, como as multas, por exemplo. Você consegue manipular esses dados com objetivos que podem, por vezes, serem escusos. Temos um exemplo muito claro das ações da PRF durante as eleições”, complementou Rocha.

Usurpação da PRF 

No governo Bolsonaro, a PRF teve suas funções alteradas e papel de destaque nas ações orquestradas pelo ex-presidente. Em 2019, Sérgio Moro, então ministro da Justiça e Segurança Pública, publicou uma  portaria para ampliar os poderes do órgão, que passaria a investigar e cumprir mandados judiciais. Pressionado pela Polícia Federal, André Mendonça, sucessor de Moro, anulou a portaria. Ainda assim, manteve a possibilidade de a PRF, em parceria com outras polícias e Ministério Público Federal, participar de operações. O trabalho em conjunto culminou em chacinas como a da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, em maio do ano passado, com mais de 20 mortos.

Anderson Torres assumiu o cargo de Mendonça e foi ainda mais incisivo na radicalização política da PRF. O ex-ministro da Justiça mapeou as cidades com mais eleitores de Lula para organizar os bloqueios durante o segundo turno das eleições – as ações da PRF fizeram de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral, réu em processo por improbidade administrativa. Na casa de Torres também estava a “minuta do golpe”, um decreto institucional que previa a instauração do estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral, cujo intuito era apurar suspeições e interferências no processo eleitoral. Em janeiro deste ano, o ex-ministro foi preso por “indícios de omissão” e conivência com os atos golpistas no dia 8 daquele mês, que ocorreram durante sua gestão como secretário de segurança pública do Distrito Federal. 

Foi nesse contexto pós-eleitoral que os trâmites para o acordo entre o Serpro e PRF se aceleraram. Embora os documentos não estejam datados, com exceção do termo de autorização, é possível checar quando foram assinados. O  Serpro aceitou a proposta no dia 7 de novembro, segundo consta no texto do contrato, e o termo de referência foi assinado no dia 14 de dezembro – dois dias após eleitores de Bolsonaro atearem fogo em ônibus e carros, fecharem vias e atacarem delegacias em Brasília. 

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O contrato mesmo só recebeu as assinaturas no final de janeiro, já no governo Lula, e prevê que o Serpro entregue os dados em “até 45 dias após a emissão da Ordem de Serviço pelos fiscais do contrato”.  

Questionamos o Serpro para saber se os dados já estão sob a posse da PRF, eles disseram que “já vem cumprindo o previsto no Contrato Administrativo”, mas não especificou o quanto já foi repassado à PRF.

O que diz a LGPD

Aprovada em 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados fez do cuidado com esses dados pessoais um direito constitucional. O artigo 4º traz algumas exceções à lei, entre elas está o tratamento de informações para fins exclusivos de segurança pública, defesa nacional, segurança do Estado ou atividades de investigação e repressão de infrações penais. Estipulou-se que as discussões sobre proteção de dados por órgãos de segurança pública precisam ser regidas por uma lei específica. E assim a área segue quase num limbo, embora já exista um anteprojeto, elaborado por uma comissão de juristas, em trâmite na Câmara dos Deputados. 

Isso não quer dizer que os órgãos de segurança pública podem usar como bem entendem os dados pessoais dos cidadãos. Eles ainda precisam seguir os critérios básicos da LGP: especificação de finalidades, justificativas e segurança dos dados.

“Muitas instituições acabam utilizando esses escopo da segurança pública para fugir das balizas da LGPD. É muito estratégico fazer pedidos absurdos como esse da PRF sob a alegação de fins de segurança pública”, explica Picolo. “A administração pública federal se rege pelo princípio da legalidade. Se não tem uma lei especificando o que ele pode fazer, então ele não pode fazer. Também nos surpreende a simplicidade com que o Serpro acatou ao pedido, sem exigir justificativas”, questiona Rocha. 

’A administração pública federal se rege pelo princípio da legalidade. Se não tem uma lei especificando o que ele pode fazer, então ele não pode fazer’.

Até mesmo uma lei polêmica coloca em dúvida a legalidade do pedido da PRF. O decreto 10.046, de 2019, criticado por violar a privacidade dos cidadãos, dispõe sobre o compartilhamento de dados entre entes públicos e estabelece que a troca precisa se limitar “ao mínimo necessário para o atendimento da finalidade informada”. Na lista de leis mencionadas no termo de referência como “requisitos legais” que embasam a solicitação, a PRF nem sequer menciona este decreto. Ele só aparece no termo de autorização emitido pela  Senatran, ao informar que “a documentação prevista no decreto 10.046 (…) está em ordem e o acesso para desempenho de suas atividades foi avalizado pela Senatran”.  

“Puxar todos os dados das CNHs é flagrantemente contra a LGPD. É desproporcional pedir essa quantidade toda. Se fosse um caso específico, de um grupo específico, até daria para justificar”, criticou Luã Cruz, especialista em telecomunicações pelo Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

Em setembro do ano passado, no julgamento da ação motivada pela reportagem do Intercept, o Supremo Tribunal Federal impôs novas regras ao decreto – entre elas, a participação de outras instituições da sociedade civil no Comitê Central de Governança de Dados. Gilmar Mendes, relator do julgamento, disse que “a permissão de acesso a dados de acesso a dados pressupõe propósitos legítimos, específicos e explícitos para seu tratamento e deve ser limitada a informações indispensáveis ao atendimento do interesse público”. E reforçou a necessidade de cumprir integralmente os requisitos estabelecidos pela LGPD. Ainda de acordo com a decisão do STF, a inclusão de novos dados à qualquer base precisa ter uma “justificativa formal, prévia e detalhada”.

Procurada, a PRF informou ter feito um Relatório de Impacto de Dados Pessoais, que prevê e mitiga os riscos de vazamentos. Pedi acesso a esse relatório, mas eles não enviaram justificando ser “reservado por conta do grau de sensibilidade das informações relacionadas a sistemas focados na área de segurança pública”. O órgão também afirmou ter um programa de governança, monitoramento e mitigação de riscos em caso de incidentes de segurança durante o compartilhamento de dados – mas também não deu qualquer detalhe sobre o programa. 

Em nota, o Serpro disse que a responsabilidade pela avaliação de riscos, definição de quais dados serão tratados e outros requisitos de tratamento são de responsabilidade da Senatran. 

“O Serpro, como operador, seguiu os requisitos definidos pela Controladora no Termo de Autorização, conforme preconiza a LGPD, e realizou a operação somente mediante os termos autorizativos definidos pela Senatran e instrumento contratual junto à PRF, adotando as medidas de segurança necessárias para a proteção dos dados”.

Segundo a Senatran, o órgão avaliou os riscos dos diferentes cenários e repassou recomendações às áreas técnicas para “reforçar as medidas de segurança e o uso responsável no acesso aos dados”. Também disseram que avaliaram que seria necessário extrair os dados, e não apenas permitir consultas, após os pedidos realizados pela PRF e Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Com base no referido processo, de acordo com os pareceres jurídicos e notas técnicas elaboradas à época, entendeu-se que a concessão de acesso a dados à PRF respeitava todas as diretrizes legais e infralegais existentes no momento da solicitação”. 
Não é possível acessar o processo mencionado pela secretaria no site do Ministério da Infraestrutura – apenas suas movimentações.

Fonte:https://www.intercept.com.br/2023/05/02/prf-desrespeita-lei-e-compra-copia-da-base-de-dados-biometricos-de-todos-os-motoristas-com-cnh-no-brasil/

Desembargador acusado de vender sentenças volta ao cargo e presta depoimento

Fotografia colorida de fachada de prédio com placa escrita tribunal de justiça O desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) Robson Albanez voltou ao cargo nessa quinta-feira (27/4) após 1 ano e 4 meses afastado da função.

Ele é acusado de participar de um esquema de venda de decisões judiciais, em 2008. O caso da Operação Naufrágio tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Albanez prestou depoimento no processo, nesta sexta-feira (28/4), em Vitória (ES). Ele foi ouvido por um juiz instrutor indicado pelo relator do processo no STJ, ministro Francisco Falcão, de acordo com o advogado do desembargador, Edison Viana dos Santos.

“Ele respondeu todas as perguntas, esclareceu todos os fatos de modo a comprovar inexistência de qualquer ilegalidade praticada por ele. No momento oportuno, se comprovará a inocência do desembargador”, afirmou o advogado.

Em dezembro de 2021, o STJ aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 15 dos 26 denunciados na Operação Naufrágio. Na mesma decisão, a Corte afastou o desembargador do cargo.

Os outros réus também foram ouvidos nas últimas semanas, na fase de colheita de provas. A juíza Larissa Pignaton, filha do falecido desembargador Frederico Guilherme Pimentel, foi uma das que prestaram depoimento.

O advogado de Larissa, Luiz Saboia, disse que, “depois de longos 14 anos, a denúncia ficou praticamente destituída de qualquer prova”. “Depois de todo o sofrimento, nenhuma prova foi constituída contra a minha cliente”, afirmou.

Sem previsão

O STJ informou que, no período de oito dias, foram ouvidas 70 testemunhas e interrogados os 15 réus.

Designado pelo ministro Falcão, o juiz federal Leandro Cadenas Prado conduziu os trabalhos da fase de interrogatórios.

“Encerrada a instrução, foi deferido prazo para manifestação escrita, nos termos do artigo 402 do Código de Processo Penal (CPP). Após essas diligências, começam os prazos para alegações finais. Ainda não há previsão de quando a ação penal poderá ser levada a julgamento na Corte Especial”, informou o STJ.

Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/desembargador-acusado-de-vender-sentencas-volta-ao-cargo-e-presta-depoimento

Telegram manteve canal neonazista ativo mesmo sabendo que criador já havia se envolvido com 'incitação à violência'

Aplicativo de mensagens Telegram — Foto: Divulgação/Telegram A informação foi prestada pelo próprio Telegram à Polícia Federal (PF) em um e-mail onde a polícia pedia informações sobre os dados dos integrantes. O pedido havia sido feito no dia 10 de abril, depois que a polícia descobriu que o assassino de Aracruz fazia parte de um grupo onde havia orientações e conteúdos sobre violência em escolas.

Na resposta por e-mail, feita apenas no dia 19 de abril, o Telegram disse que:

“Os dados privados relacionados ao usuário criador/administrador do grupo estão disponíveis excepcionalmente, pois o usuário esteve anteriormente envolvido com conteúdo envolvendo incitação à violência. Neste sentido, o Telegram reitera que uma ordem judicial válida é necessária para a divulgação dos dados pessoais existentes do usuário”, disse.

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Dados foram apagados após ordem judicial

A partir da resposta, a Inteligência da PF deu início a uma disputa judicial. No dia 20 de abril, a Justiça determinou que a empresa entregasse as informações em 24 horas, sob pena de suspensão do funcionamento do aplicativo no país.

No dia seguinte, 21 de abril, o Telegram entregou os dados, mas nos documentos alegou não ser mais possível rastrear o grupo porque ele havia sido apagado. Segundo a polícia, no entanto, por volta das 17h do dia 20 de abril, poucas horas antes do retorno da plataforma, o grupo ainda estava no ar.

Em resposta, a plataforma ainda disse à polícia que:

“Foi possível identificar que o grupo já foi deletado. Assim, para recuperar dados privados de seu administrador, é necessário o seu número de telefone”.

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Segundo a Polícia Federal, o aplicativo de troca de mensagens permite que o administrador de um grupo seja oculto e que integrantes possam ocultar suas informações, incluindo o número de telefone. O pedido à plataforma foi para que entregassem os números e, a partir deles, a PF pudesse buscar o número IP e relevar a identidade, punindo o criminoso.

“Ora, se fosse do nosso conhecimento tais números de telefones vinculados aos integrantes e ao administrador do grupo, não necessitaríamos da presente medida judicial”, disse a polícia em resposta à plataforma para a Justiça.

A reportagem do g1 acionou o aplicativo, mas não obteve retorno até a publicação.

Telegram é 'dark web' em aplicativo de fácil manuseio, diz PF

Segundo a PF, o Telegram permite ocultar e, assim, tornar irrastreável pessoas que articulam e cometem crimes online pelo aplicativo de mensagens.

No relatório à Justiça, a PF chega a citar falta de respostas em casos como de abusos sexuais infantis. Com isso, comparou a ferramenta com a ‘deep web’.

“O ambiente é tão seguro para ocultação das identidades dos seus usuários que o aplicativo concorre com o também preocupante ambiente proporcionado na 'dark web', porém, com o atrativo de ser um aplicativo simples e de fácil manuseio para quem não detém maiores conhecimentos de informática, o que seria necessário para a utilização da deep web”, disse a PF em trecho do inquérito.

A "deep web" ("rede profunda", em tradução livre) é como é conhecida a parte da internet que não pode ser encontrada em buscadores como Google e Bing, e sim por programas que funcionam como intermediários. A parte anônima da "deep web" é a chamada "dark web" ("rede escura"), que tem desde conteúdos de ativistas políticos até criminosos virtuais.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/04/27/telegram-manteve-canal-neonazista-ativo-mesmo-sabendo-que-criador-ja-havia-se-envolvido-com-incitacao-a-violencia.ghtml

O Mistério Angustiante Por Trás Dos Únicos Fugitivos Bem-Sucedidos De Alcatraz

 Alcatraz é mundialmente reconhecida como a prisão mais temida e impenetrável da história. Construída em uma ilha isolada no meio da Baía de São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos, ela foi projetada para tornar qualquer tentativa de fuga praticamente impossível. No entanto, tudo mudou em um dia de junho de 1962, quando um grupo de três homens desafiou as probabilidades e conseguiu provar que a segurança de Alcatraz poderia ser quebrada.

Desde então, o mistério sobre o destino dos fugitivos persiste. Será que eles se afogaram? Ou será que eles conseguiram escapar e criar novas identidades? Neste artigo, vamos investigar mais a fundo esse caso intrigante e revelar as possíveis respostas para esse que é um dos maiores mistérios do mundo das prisões.

Por que isso está sendo falado agora?

Durante décadas, o caso dos três homens que escaparam de Alcatraz em 1962 permaneceu arquivado e sem solução. Ninguém sabia ao certo para onde eles haviam ido e a polícia não tinha pistas concretas sobre o paradeiro dos fugitivos.

Tudo isso mudou em 2013, quando a polícia de São Francisco recebeu uma carta em nome de John Anglin, um dos membros do grupo que conseguiu escapar da temida prisão de segurança máxima. A carta foi vazada para a imprensa americana cinco anos depois, gerando uma grande repercussão e trazendo ainda mais perguntas sobre o intrigante caso dos fugitivos de Alcatraz.

O que a carta continha

A carta, se legítima, poderia explicar exatamente o que aconteceu naquele dia de junho e acabar com todas as teorias da conspiração que surgiram sobre o caso desde 1962.

A carta em si foi escrita em 2013, mas a polícia decidiu mantê-la em sigilo para verificar sua autenticidade até 2018. Foi quando o FBI decidiu reabrir o caso.

O que torna a história tão atraente?

A história é realmente incrível. Apelidada de A Rocha, Alcatraz era considerada a prisão mais severa do mundo e abrigava alguns dos piores criminosos quando tudo aconteceu.

O presídio de segurança máxima já havia sido palco de várias tentativas de fuga fracassadas antes da Grande Fuga. Alguns detentos foram capturados, enquanto outros foram encontrados mortos na água gelada da Baía de São Francisco após tentarem atravessá-la a nado. Apenas um grupo parece ter conseguido realizar o que parecia impossível.

Como eles iam fazer isso

O plano de fuga parecia simples em teoria, mas sua execução exigiria a coordenação de várias pessoas, o que em Alcatraz seria quase impossível.

Como mencionado anteriormente, muitos detentos tentaram escapar antes, sem sucesso. O que tornaria esses homens diferentes?

Vamos conhecer os presos

O grupo de fugitivos era composto pelos irmãos John e Clarence Anglin, bem como pelos detentos Frank Lee Morris e Allen West. Todos estavam em celas próximas e passaram muitas horas elaborando o plano de fuga.

O plano exigiria toda a coragem que eles pudessem reunir e todos os recursos disponíveis que pudessem conseguir no local.

Frank Lee Morris

Frank Lee Morris era um encrenqueiro que não era estranho ao crime e à prisão. Ele foi condenado aos 13 anos por seu primeiro crime.

Ele não sabia, mas estava destinado à grandeza. Mas não a grandeza que a maioria das pessoas desejaria ter associada ao seu nome. Ele seria lembrado como o mentor por trás da Grande Fuga.

Não era a sua primeira vez

Quando adulto, Frank Lee Morris cumpriu pena de prisão em muitos estados diferentes por muitos crimes diferentes. Ele já havia escapado de uma prisão na Louisiana que foi apelidada de "Alcatraz do Sul".

Ele foi pego um ano depois de escapar por tentar roubar um banco. Após essa captura, ele foi enviado para Alcatraz.

Os irmãos

Morris não teria capacidade de realizar a fuga sozinho. Ele precisava de ajuda e encontrou-a em John e Clarence Anglin, dois irmãos com habilidades em natação adquiridas quando ainda eram crianças.

Eles tinham passado grande parte da infância nadando no Lago Michigan. Esse talento, que pode ter parecido insignificante no passado, seria crucial para o plano.

Eles tinham habilidades criminosas

Os irmãos Anglin começaram a roubar bancos juntos quando eram jovens. Entretanto, a lei finalmente os alcançou e foram condenados à prisão em Atlanta. Enquanto estavam lá, fizeram diversas tentativas de fuga, o que acabou resultando em sua transferência para Alcatraz, uma das prisões mais rigorosas dos Estados Unidos.

Foi lá que eles conheceram Frank Morris, o idealizador do plano de fuga.

O grupo foi definido

Juntos, com a ajuda de outro preso chamado Allen West, eles planejaram a fuga de prisão mais icônica de todos os tempos.

É importante lembrar que os prisioneiros de Alcatraz precisavam trabalhar enquanto cumpriam suas penas. A maioria dos presos servia ao exército dos Estados Unidos fabricando roupas, móveis e sapatos.

Gestão de recursos

Os presos em Alcatraz também tinham que trabalhar em um ambiente do tipo fábrica para extrair alguns dos recursos naturais da ilha.

Eles então começaram a reunir recursos de suas excursões ao ar livre. Eles estavam um pouco fora do radar dos guardas porque eram infratores não violentos. Quando misturados com os assassinos, eles pareciam anjos inocentes.

E assim começou...

A quadrilha decidiu colocar seu plano em ação, mas sabia que teria apenas uma chance e precisava garantir que fosse bem-sucedida. Para isso, eles criaram manequins realistas que deixariam em suas camas para enganar os guardas durante a contagem noturna, ganhando tempo extra para a fuga.

Isso foi em uma época diferente

Naquela época, os guardas eram implacáveis com os prisioneiros que tentavam fugir, e muitos foram mortos a tiros enquanto tentavam buscar a liberdade. Então, os três homens sabiam que teriam apenas uma chance e que precisavam agir com precisão e rapidez, pois a escolha que enfrentariam seria entre a morte ou a liberdade. Se um guarda os visse escapando, não hesitaria em disparar sem aviso.

As iscas

Cada membro do grupo tinha uma responsabilidade específica e importante para que o plano pudesse funcionar. Todos tinham que estar comprometidos e cumprir suas tarefas dentro do prazo estabelecido.

Os irmãos Anglin foram responsáveis por criar cabeças de bonecos realistas para deixar em suas camas, simulando que estavam presentes em suas celas. Eles realizaram essa tarefa com muito cuidado e discrição, a fim de evitar serem pegos pelos guardas.

O próximo passo

Morris recebeu a responsabilidade de adaptar um instrumento semelhante a um acordeão para inflar a jangada e os coletes salva-vidas. Além disso, eles precisavam produzir ferramentas para sair de suas celas.

Para isso, utilizavam objetos do cotidiano que conseguiam roubar, como colheres e outros utensílios, para fazer picaretas e chaves. A elaboração dessas ferramentas também exigiu muito cuidado para que não fossem descobertos pelos guardas durante o processo.

Demorou um pouco

Felizmente para os fugitivos, Alcatraz estava se deteriorando rapidamente. Eles trabalhavam cerca de quatro horas por dia escavando no buraco.

A água salgada que passava pelos tubos vazava e tornava as paredes facilmente desmoronáveis. Então, os homens retiravam as grades de suas celas e usavam as picaretas feitas de utensílios diários para aumentar o tamanho dos buracos.

O barulho

Embora você possa pensar que haveria muito barulho vindo do cinzelamento, não havia. Por que? Porque eles tocavam música para encobrir o som.

Morris tocava seu acordeão o mais alto que conseguia para mascarar qualquer barulho. Atrás das celas havia um corredor de utilidades não vigiado que possuía tubos que levavam para cima e para baixo.

Como eles chegariam ao telhado?

(Original Caption) Here is one of the cells in Cell Block B in Alcatraz Prison in San Francisco Bay from which three prisoners escaped 6/12. this photo shows the entire cell, with method of concealing exit and dummy head used.

O corredor atrás das celas era estreito e tinha muitas tubulações. Se conseguissem alargar os buracos o suficiente, seria possível subir até o telhado com mais facilidade.

No entanto, uma vez no telhado, seria difícil prever o que aconteceria. Qualquer coisa poderia acontecer.

Executando o plano

Em maio de 1962, os irmãos e Morris romperam as paredes de suas celas.

Os buracos mal eram grandes o suficiente para eles passarem, mas era tudo de que precisavam. Eles fizeram a jangada e os coletes salva-vidas colando capas de chuva. A jangada era necessária para evitar um possível afogamento.

Em ação

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Em junho, Allen West havia feito o seu buraco grande o suficiente e o plano estava começando a ser colocado em prática. No entanto, no mesmo dia em que West completou seu buraco, as luzes se apagaram.

Eles haviam preparado seus disfarces para sair das celas. Os irmãos Anglin e Morris conseguiram sair facilmente de suas celas, mas West não teve a mesma sorte.

Um ficou para trás

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Allen West subestimou o tamanho que precisava fazer o buraco. Embora os outros tentassem ajudá-lo a sair do corredor, não conseguiram. Infelizmente, eles tiveram que deixar West para trás.

Embora fosse uma situação triste, isso ajudou os outros três fugitivos, tornando a jangada um pouco mais leve. Então, eles alcançaram o telhado e desceram pela lateral do prédio.

Funcionou perfeitamente

Eles conseguiram passar despercebidos pelos poucos guardas que tinham que passar, e às 23h30min daquela noite, eles estavam na jangada.

Somente pela manhã é que os guardas notaram que os prisioneiros haviam fugido, quando já estavam longe da ilha. Sirenes estridentes ecoaram pela área circundante. Allen West conseguiu sair de sua cela um tempo depois, mas acabou retornando e colaborando totalmente com as autoridades.

Um cadáver foi visto

Apesar de várias buscas extensas, não foram encontrados corpos na água. Foram encontrados alguns pertences pessoais na baía, mas nada pertencia aos três homens que fugiram da prisão.

Muitos especialistas sugeriram que, apesar da água fria, um homem adulto poderia sobreviver por cerca de 20 minutos na água. Um cargueiro norueguês avistou um cadáver perto da baía vestindo o que parecia ser uma roupa de Alcatraz, mas não foi possível identificá-lo.

Conclusão do FBI

O FBI concluiu que todos os fugitivos se afogaram. Entretanto, um documentário lançado em 2015 apresentou evidências adicionais de que os irmãos Anglin, provavelmente, conseguiram escapar.

A família Anglin recebeu um cartão de Natal assinado por eles, com a caligrafia confirmada como sendo dos irmãos. Além disso, a família recebeu uma foto de como seriam os irmãos no Brasil.

Outro elemento de prova

Uma outra pista surgiu posteriormente. Robert Anglin, irmão dos fugitivos, fez uma confissão no leito de morte, admitindo ter tido contato com eles por um longo período.

Mas essa foi a única evidência de que os irmãos Anglin sobreviveram até a carta chocante que chegou ao departamento de polícia de SanFran em 2013.

As palavras de John Anglin?

O autor da carta alega que os três sobreviveram e chegaram à terceira idade. "Meu nome é John Anglin", começa a carta. "Eu escapei de Alcatraz em junho de 1962. Sim, todos nós sobrevivemos naquela noite, mas por pouco!", continua o texto. "Tenho 83 anos e não estou fisicamente bem. Tenho câncer", dizia.

A nota diz que Frank Morris acabou falecendo em 2008 e que Clarence faleceu em 2011. Ele até informa onde estava vivendo nos últimos sete anos - Minot, Dakota do Norte.

O Apelo

O autor da carta disse que diria a eles onde está morando se recebesse um ano de tratamento médico na prisão.

A carta foi enviada a um laboratório do FBI para uma análise na tentativa de verificar se era real ou não. Eles tiraram impressões digitais, mas todas as evidências foram inconclusivas.

Um Caso Arquivado

Até hoje continua sendo um caso arquivado. Houve uma equipe de pesquisadores em 2014 que conseguiu calcular como eles seriam hoje.

O US Marshal Service diz que há uma chance de eles terem escapado, mas não é provável. Esse sentimento é seguido pelo último guarda a servir em Alcatraz.

Jim Albright

Jim Albright foi o último guarda a deixar a ilha. Ele deu uma entrevista reveladora ao noticiário local em homenagem ao 55º aniversário desde o fechamento de Alcatraz.

Ele estava lá durante a fuga e diz que realmente acha que todos se afogaram. Ele acha que o autor da carta é apenas alguém que procura tratamento contra o câncer.

Os fugitivos hoje

Se os três fugitivos estivessem vivos, é assim que eles poderiam ser. Ei, se você é de Dakota do Norte, pode até reconhecer um como seu vizinho.

Todos estariam com quase 90 anos neste momento, mas se forem pegos, ainda serão responsáveis por seus crimes por pelo menos mais uma década.

Fonte:https://www.desafiomundial.com/o-misetrio-angustiante-por-tras-dos-unicos-fugitivos-bem-sucedidos-de-alcatraz/?utm_source=tb&utm_medium=metropolesdf-tb&utm_content=3684180846&utm_campaign=24652799-tb&utm_cpc=_z6G5H-1XwIQtgnavdGeFAAAs4x-8Nru-bychjMa-wo=&tblci=GiCCT3ESxlUrYGwtjdY2pcORu-viDunonxksxkJALSrvgCD-lksoyOTt89n5ipXHAQ&andro=1&chrome=1&firefox=1&Exc_D_LessThanPoint002_p1=1

Agepen homenageia COPE com diploma de mérito por ação de retomada do presídio de Cassilândia e entrega fardamento

 A direção da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) realizou, nessa quinta-feira (13.4), a entrega de uma placa de agradecimento pela bem-sucedida operação de retomada da ordem e disciplina no Estabelecimento Penal de Cassilândia no último dia 22 de março.

No diploma de mérito, a agência penitenciária presta homenagem como uma forma de reconhecimento e parabeniza os integrantes do grupamento especial “pela bravura demonstrada e pelos excelentes serviços prestados” em todo transcorrer da ação de intervenção e contenção dos presos, que contribuiu, significativamente, para a minimização de danos.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, enalteceu o trabalho dos integrantes do grupamento durante a operação. "Conseguiram fazer isso de uma forma bem coerente, com aplicação responsável das técnicas. Então, parabenizo vocês e entrego essa placa em nome de toda a diretoria da Agepen", afirmou, ressaltando o empenho conjunto de outros setores da instituição e união de forças para a solução da situação de crise.

O comandante do COPE, Rangel Schveiger, estendeu o reconhecimento a todos os integrantes do grupamento. "Isso é resultado do treino e muita dedicação de nossos servidores. Agradeço à Agepen e a parceria de todos os envolvidos, inclusive de outros grupamentos", disse, reforçando o "espírito de prontidão" que todo integrante do Comando de Operações Penitenciárias trabalha.

Fardamento

Na oportunidade, a direção da Agepen realizou também a entrega de calças táticas e aos operacionais COPE, em conformidade com o uniforme que é regulamentado em Lei para o grupamento.

A entrega é uma complementação ao repasse já realizado pela instituição, que contemplou, ainda, camisa tática, cinto operacional (com coldre, porta-carregador e porta-algema), meia longa e coturno (impermeável, respirável e com palmilha anatômica), disponibilizadas em dezembro.

A aquisição foi feita com repasse do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional), na modalidade “Fundo a Fundo”, do exercício de 2021. É resultado de mais de um ano de trabalho da Diretoria de Administração e Finanças da agência penitenciária, por meio da Divisão de Compras e Suprimentos e do Núcleo de Compras, que desenvolveu toda a parte burocrática para que o processo se efetivasse. Do fardamento previsto, restam apenas agora as boinas, que ainda depende de entrega por parte do fornecedor.

Presente na entrega, o diretor-geral da Polícia Penal de MS, Creone da Conceição Batista, reforçou o processo de estruturação que o COPE vem conquistando e relembrou a construção da base do comando quando ainda era diretor do Presídio de Trânsito. "Demos total apoio à essa base, anexa ao presídio, porque sempre acreditamos no trabalho operacional de vocês", destacou.

Também participaram da entrega o diretor de Operações Raul Ramalho, o diretor de Administração e Finanças, Anderson Pimentel, diretora de Assistência Penitenciária, Maria de Lourdes Delgado, chefe de Gabinete, Luiz Rafael de Melo Alves, o chefe da Divisão de Compras e Suprimentos, Elvis de Oliveira Viração, diretores de unidades penais do Complexo do Jardim Noroeste, entre outros.

Fonte: https://www.agepen.ms.gov.br/agepen-homenageia-cope-com-diploma-de-merito-por-acao-de-retomada-do-presidio-de-cassilandia-e-entrega-fardamento/

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