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No Diário Oficial do MP-AM, comandante da PM é chamado de ‘Coronel Pau Mole’

Citação é em portaria sobre investigação que envolve falta de viaturas no município de Japurá

MANAUS – O comandante da Polícia Militar do Amazonas, coronel David Brandão, é chamado de ‘Coronel Pau Mole’ na Portaria nº 002/2018 do MP-AM (Ministério Público do Amazonas), publicada no Diário Oficial Eletrônico da instituição dessa segunda-feira, 4, na página 6, que instaura inquérito civil para apurar a causa da falta de viaturas para patrulhamento das ruas do município de Japurá (a 742 quilômetros) de Manaus.

O ATUAL registrou em cartório cópia da publicação, que foi autenticada como verdadeira a partir de comparação com a original no site do MP-AM, na tarde desta terça-feira, 5.

Entre as providências solicitadas no processo de investigação, a portaria está assim redigida no item 2: “Expedição de ofício ao Exmo. Sr. Comandante-Geral de Polícia Militar do Estado do Amazonas, Coronel Pau Mole, por meio do Procurador-Geral de Justiça, para TOMAR CONHECIMENTO da instauração do presente Inquérito Civil e, caso deseje, PRESTAR INFORMAÇÕES e encaminhar documentos que julgar necessários ao esclarecimento dos fatos no prazo de 10 (dez) dias, dada a urgência e gravidade dos fatos apurados, bem como solicitando a imediata alocação de uma viatura para realizar os trabalhos de patrulhamento da polícia militar na cidade de Japurá/AM”.

O inquérito pretende apurar as razões do patrulhamento na cidade ser apenas com motocicletas. Conforme o MP, um veículo do conselho tutelar é utilizado para transportar presos ou motos particulares com uma carrocinha acoplada.

Na portaria, o MP considera que a situação prejudica a segurança pública no município e leva em consideração também que Japurá está localizado na região de fronteira com a Colômbia, distante de qualquer centro urbano desenvolvido, e à margem do Rio Japurá, que atualmente se transformou em uma das principais rotas de entrada de entorpecentes oriundos do país vizinho, de modo que a ausência de instrumentos para a realização do trabalho ostensivo pela polícia militar contribui para o aumento da criminalidade, sobretudo do tráfico de drogas e dos demais crimes a ele relacionados.

O comandante-geral da Polícia Militar, Coronel David Brandão, informa que está estudando todas as medidas judiciais cabíveis a serem adotadas, tanto no campo pessoal quanto institucional.

O ATUAL solicitou explicação do MP-AM, mas até a publicação da matéria a instituição não havia se manifestado.

A matéria foi publicada às 16h50. As 18h25, a assessoria do MP-AM enviou a seguinte nota:

Nota de Esclarecimento

A Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas informa que a portaria N° 002/2018, publicada no Diário Oficial Eletrônico da Instituição (Dompe) no último dia 04 de junho, foi digitada com erro grosseiro e ofensivo quando se refere ao Comandante da Polícia Militar do Amazonas, Coronel David Brandão.

É importante esclarecer que as publicações referentes a procedimentos ou atos das Promotorias de Justiça do interior do Estado publicadas no Dompe são enviadas para a Procuradoria-Geral já com o conteúdo editado para publicação.

Assim que o erro foi identificado, a Procuradoria-Geral corrigiu a publicação e determinou a apuração do fato, a fim de que tamanha falha seja devidamente responsabilizada.

O Ministério Público do Estado do Amazonas sempre cultivou uma relação harmoniosa com a Polícia Militar do Estado e tem o maior respeito pelo trabalho e conduta ilibada do Coronel David Brandão, que, inclusive, foi Chefe da Assessoria Militar deste órgão ministerial, desempenhando a função por vários anos de forma competente e honrosa.

Manaus, 05 de junho de 2018
Procuradoria-Geral de Justiça

Confira na íntegra a portaria do MP no Diário Oficial Eletrônico a partir da página 6 autenticada em cartório.

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Fonte: amazonasatua

Operação com 125 policiais prende 20 suspeitos de integrar Máfia do Cigarro

Batizada como Oiketicus, a ação ocorreu nesta quarta-feira (16) em 16 cidades de Mato Grosso do Sul

np2705Operação desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Corregedoria da Polícia Militar prendeu 20 suspeitos de facilitar o contrabando de cigarro no Estado. Batizada como Oiketicus (nome científico do insento apelidado de bicho-cigarreiro), a ação ocorreu nesta quarta-feira em 16 cidades de Mato Grosso do Sul e envolveu 125 policiais militares, além de nove promotores.

Segundo divulgou o Ministério Público do Estado, apenas um dos 20 mandados de prisão preventiva não foi cumprido. Nenhum dos presos teve o nome divulgado, porém o Campo Grande News apurou que um deles é o policial militar Alisson Almeida, que em março deste ano se envolveu em confusão com policiais rodoviários federais em Dourados – a 233 quilômetros de Campo GrSegundo o Gaeco, um mandado de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na ação. Dentre os policiais militares presos, estão praças e oficiais. Segundo MPE, eles atuam na facilitação do contrabando de cigarros.

Os mandados tiveram como alvo as residências e locais de trabalhos de todos os investigados, distribuídos nos municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracajú, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã, Corumbá e no Distrito de Boqueirão, em Jardim.

Após os depoimentos e exame de corpo de delito, todos serão encaminhados ao presídio militar de Campo Grande. 

“Oiketicus” faz alusão às lagartas desta espécie que constroem uma estrutura com seda e fragmentos vegetais, com o formato semelhante a um “cigarro” alongado, e serve para a sua proteção. Popularmente, elas são chamadas de bicho-cigarreiro.

Sequestro e propina – Episódio descoberto no dia 1º de dezembro do ano passado, envolvendo a cobrança de R$ 150 mil para liberar carga de cigarro contrabandeado avaliada em R$ 1 milhão, colocou sete militares do 10º Batalhão da PM de Campo Grande na mira da Corregedoria, que também está à frente da operação de hoje. O Campo Grande News foi o primeiro a divulgar o ocorrido.

Em 22 de dezembro, o juiz da Auditoria Militar, Alexandre Antunes, recebeu a denúncia do Ministério Público contra o terceiro sargento Alex Duarte de Aguir, de 38 anos, os cabos Rafael Marques da Costa, de 28 anos, Eduardo Torres de Arruda, 37 anos, João Nilson Cavanha Vilalba, 40 anos, Felipe Fernandes Alves, 31 anos, e os soldados Lucas da Silva Moraes, 28 anos, e Walgnei Pereira Garcia, de 34 anos.

Baseada na investigação da Corregedoria, feita com apoio do Gaeco, ainda segundo apurou o Campo Grande News, a denúncia da promotora Renata Ruth Fernandes Goya Marinho indica que os policiais usaram uma viatura da corporação para sequestrar o motorista de um caminhão-baú carregado de cigarros vindo do Paraguai, por volta das 9h do dia 1º de dezembro.

O motorista ficou em poder dos policiais até 19h40 daquele dia quando foi armado um flagrante, com a colaboração de um homem chamado Fábio Garcete, que já foi preso por contrabando de cigarros e denunciou a cobrança para liberar a carga.

Em abril deste ano, a Operação Homônimo, da PF (Polícia Federal) de Sorocaba e com mandados em Mato Grosso do Sul, prendeu Ednaldo Sebastião da Silva, apontado como um dos chefes de quadrilha de cigarreiros que atuam no Estado e em outras localidades.

Negócio milionário – Segundo a Receita Federal, o contrabando de cigarros corresponde a cerca de 75% de todo o valor apreendido ano passado no Estado.

Nas unidades da Receita Federal que atuam na fronteira de MS com o Paraguai, o volume apreendido vale cerca de R$ 367 milhões. Segundo o delegado Marcelo Rodrigues, auditor fiscal em Ponta Porã , o montante ainda está subestimado devido a problemas internos do órgão que dificultaram o registro das operações. O valor pode ultrapassar R$ 400 milhões.

Fonte: campograndenews

 

Investigador e soldado da PM se desentendem em casa noturna na RMC

Caso aconteceu na saída de casa noturna em Colombo

np2405Um investigador da Polícia Civil (PC) e um soldado da Polícia Militar (PM), ambos de folga, se desentenderam na madrugada desta segunda-feira (21) no bairro São Gabriel, em Colombo, região metropolitana de Curitiba. Após ter ofendido um policial militar em trabalho, o civil foi detido por desacato.

A confusão aconteceu depois que o PM disse ter sido ameaçado pela PC, chamando uma viatura policial. Quando a equipe dos militares chegou ao local, o investigador teria xingado os policiais, o que o levou a ser detido. O PC assinou um Termo Circunstanciado, foi ouvido e liberado.

A assessoria de imprensa da PC enviou a seguinte nota sobre o caso:

Com relação a situação de desentendimento envolvendo um investigador de polícia e um soldado militar na madrugada desta segunda-feira (21/05), em uma casa noturna, localizada no bairro São Gabriel, a Polícia Civil informa que um Boletim de Ocorrência (B.O) realizado pela Polícia Militar por ameaça foi entregue na Delegacia de Colombo, que irá apurar o fato.

 

O delegado já comunicou a Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC), que por hora, pedirá cópias do procedimento e, se necessário, irá instaurar um processo administrativo disciplinar a fim de apurar a conduta do servidor.

 

A direção da Polícia Civil enfatiza que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado.

 Fonte: bandaB

Chefe do tráfico em comunidade na Praça Seca é morto em operação das Forças Armadas e polícias do RJ

Traficante Da Rússia, apontado como responsável pelo estupro coletivo de uma menor em 2016, foi morto em confronto. Outros sete suspeitos morreram na ação, que também ocorreu na Cidade de Deus e no Lins.

procurado1Foi morto pela polícia um dos criminosos que chefiavam o tráfico do Morro da Barão (São José Operário), na Praça Seca. Sérgio Luiz da Silva, conhecido como Da Rússia, foi baleado durante operação da polícia e das Forças Armadas na manhã deste sábado (19).

Da Rússia estava foragido há aproximadamente dois anos, quando foi apontado como um dos responsáveis pelo estupro coletivo de uma menor de idade, em 2016.

Devido ao cerco nas comunidades da Praça Seca, a polícia informou que criminosos tentaram fugir por uma área de mata para o conjunto de favelas do Lins, na Zona Norte. Lá, no entanto, foram recebidos por policiais de unidades de Polícia Pacificadora que também atuavam no local.

Por causa do deslocamento de criminosos entre as comunidades, a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá chegou a ser interditada ao trânsito. Além dessa troca de tiros, as polícias do RJ também tiveram confronto com criminosos da Cidade de Deus, na Zona Oeste.

Investigadores indicam que Da Rússia era o homem forte da guerra na Praça Seca e braço direito de Luiz Cláudia Machado, o Marreta.

Na ação deste sábado, ao menos outros sete suspeitos foram mortos em tiroteio com policiais. Ao todo, 22 suspeitos foram presos, e três menores, apreendidos. Também foram recolhidos pelos agentes cinco fuzis, duas granadas, drogas, celulares e radiotransmissores.

O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Carlos Cinelli, informou que nenhuma das mortes ocorreu em confronto com homens do Exército.

Além do São José Operário, os agentes também atuaram nas comunidade Bateau Mouche, Caixa D'Água, Chacrinha, Mato Alto, Covanca e Pendura-Saia, todas na região da Praça Seca.

Atualmente, a região é considerada uma das mais violentas do Rio. Segundo o aplicativo Fogo Cruzado, foram registrados mais de 120 tiroteios na Praça Seca desde o início do ano. Os moradores da região sofrem com constantes confrontos entre traficantes e milicianos.

Traficante escapou de outros cercos

Da Rússia já espacou de outras ações da polícia. Em junho de 2015, por exemplo, houve operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na Comunidade da Covanca, na qual o acusado também era indicado como o chefe do tráfico.

Naquela época, seis pessoas morreram, e cerca de R$ 15 milhões do tráfico que estavam escondidos em tonéis desapareceram.

A PM abriu uma investigação, fez buscas em armários dentro do próprio Bope, mas nunca chegou a uma conclusão do que realmente aconteceu naquela operação. Na época, Da Rússia escapou.

Segundo a polícia, nesta sexta (18), os agentes chegaram às comunidades da Praça Seca por volta das 17h, e houve troca de tiros.

Às 23h, o Exército efetuou um cerco em toda a região; durante a madrugada as tropas começaram a entrar nas comunidades. Muitos conseguiram fugir pela mata para o Lins, na Zona Norte, e foram pegos em comunidades da região na manhã deste sábado.

Segundo o coronel Carlos Cinelli, dois fuzis foram encontrados na mata próxima à comunidade Bateau Mouche, provavelmente durante a fuga dos criminosos.

Ao todo, cinco fuzis tinham sido apreendidos, duas granadas e onze barricadas removidas.

Conforme informações do Gabinete de Intervenção, a Polícia Militar fez bloqueios em vias de acesso às comunidades e deu apoio às ações de "estabilização dinâmica", enquanto "a Polícia Civil realiza a checagem de antecedentes criminais e cumprirá mandados judiciais, condicionada às restrições constitucionais à inviolabilidade do lar".

Ao todo, 2.800 militares das Forças Armadas, 300 policiais militares e 240 policiais civis, com apoio de meios blindados, aeronaves e equipamentos pesados de engenharia, participam da ação.

Ainda de acordo com as forças de segurança, 150 mil moradores serão beneficiados direta e indiretamente com a ação.

Chefão gostava de ser chamado 'Lobo Mau'

Caçado pela polícia há anos, Da Rússia gostava de ser chamado de "Lobo Mau". Chefe de um vasto comércio de drogas e armas e protagonista de uma sangrenta guerra contra facções rivais, o traficante era obcecado por armar sua quadrilha para conquistar territórios na cidade.

Devido à pele clara, as investigações indicam que o traficante trabalhava sempre à noite e durante a madrugada. Por volta das 4h30, protegido por dezenas de seguranças, o chefão costumava se embrenhar na mata cerrada, uma extensão da Floresta da Tijuca.

Apenas os bandidos mais próximos sabiam onde ele ia dormir. Era comum que na mata houvesse barracas, um ou outro casebre de alvenaria, geradores e fogões improvisados.

Fonte: G1

Em memorando, diretor da CIA diz que Geisel autorizou execução de opositores durante ditadura

Informação está em documento tornado público recentemente pelo governo americano.

np1405Um memorando secreto da CIA diz que o general Ernesto Geisel, presidente do Brasil entre 1974 e 1979, sabia e autorizou execução de opositores durante a ditadura militar.

O documento, de 11 de abril de 1974, foi elaborado pelo então diretor da CIA, William Egan Colby, e endereçado ao secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger. Tornado público recentemente pelo governo americano, ele foi revelado pelo pesquisador Matias Spektor, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

memorando relata um encontro entre Geisel, João Batista Figueiredo, então chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), e os generais Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino, ambos na ocasião no Centro de Inteligência do Exército (CIE).

O general Milton, segundo o documento, disse que o Brasil não poderia ignorar a "ameaça terrorista e subversiva", e que os métodos "extra-legais deveriam continuar a ser empregados contra subversivos perigosos". No ano anterior, 1973, 104 pessoas "nesta categoria" foram sumariamente executados pelo Centro de Inteligência do Exército".

O encontro se deu em 30 de março de 1974, de acordo com o memorando, segundo o qual Geisel pediu na ocasião para ponderar a respeito.

"Em 1º de abril, o presidente Geisel disse ao general Figueiredo que a política deve continuar, mas deve-se tomar muito cuidado para assegurar que apenas subversivos perigosos fossem executados", continua o documento.

Ainda segundo o relato, todas as execuções deveriam ser aprovadas pelo general João Baptista Figueiredo, sucessor de Geisel --e ocupante da Presidência de 1979 a 1985.

"Este é o documento mais perturbador que já li em 20 anos de pesquisa", disse Spektor.

Partes do memorando continuam sob sigilo.

Mortos e desaparecidos

A Comissão Nacional da Verdade apontou, em relatório final divulgado em 2014, ter havido 434 mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar; 377 agentes foram responsáveis pela repressão. A identificação foi feita com base em documentos, depoimentos de vítimas e testemunhas.

Fonte: G1

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