A Justiça negou o recurso de Sandrão e manteve no ar a série “Tremembé”, do Amazon Prime Video. O pedido buscava suspender a produção e obter indenização, mas o tribunal entendeu que não há, neste momento, elementos para justificar a retirada da obra.
A tentativa de Sandrão de retirar do ar a série “Tremembé” voltou a ser barrada pela Justiça de São Paulo. Em decisão recente, a 9ª Câmara de Direito Privado manteve o entendimento de primeira instância e negou o recurso que pedia a suspensão da produção disponível no Amazon Prime Video. As informações são do UOL.
O ex-detento, que em 2025 passou a se identificar como homem trans, move ação judicial solicitando a remoção urgente da série e uma indenização de R$ 3 milhões por danos morais. Ele acusa a produção de distorcer fatos sobre sua história, especialmente em relação a crimes retratados na trama.
Ao negar o pedido, o tribunal destacou que retirar a obra do ar neste momento configuraria uma restrição ampla à liberdade de expressão e criação artística. “A pretendida suspensão da exibição da obra audiovisual […] implica restrição ampla à liberdade de expressão […] providência que somente se justifica diante de prova inequívoca de ilicitude e risco concreto e imediato, não evidenciados nesta fase”, diz trecho da decisão.
O entendimento reforça a posição já adotada anteriormente pela 1ª Vara Cível de Mogi das Cruzes, que também havia negado o pedido liminar em dezembro de 2025, conforme divulgado pelo Metrópoles na época.
Na ação, Sandrão afirma que a série o retrata de forma incorreta, atribuindo a ele um papel mais grave em um sequestro ocorrido em 2005. Segundo o processo, a produção o apresenta como mandante e executor, enquanto a sentença criminal o reconheceu apenas como partícipe secundário.
A defesa também sustenta que a exposição gerou consequências graves. Entre elas, “intensa estigmatização social”, com relatos de hostilidade em público, humilhações e até ameaças.
Apesar das derrotas nas instâncias iniciais, a equipe jurídica de Sandrão afirma que seguirá com o processo. Ao portal Splash UOL, o advogado José Roberto Rodrigues disse ter “convicção” de que o cliente será indenizado.
“Essa decisão já era esperada. Tenho plena convicção que ao final do processo nós vamos sair vitoriosos. Esses danos causados pela série podem ser reparados financeiramente”, declarou.
