Cerca de 18 mil pessoas presas trabalham no Paraná, segundo dados citados pela Tribuna do Paraná. São 12.767 em atividades dentro das unidades e 5.353 em trabalhos externos. A agricultura e a agropecuária são as áreas que mais empregam presos.
Há também oportunidades em marcenaria, indústria têxtil e calçadista, metalurgia, construção civil e serviços públicos, como limpeza de praças e reformas. Um programa chamado Amigos da Cidade já atende quase 80 municípios.
Para conseguir uma vaga, o preso precisa cumprir requisitos que variam conforme o regime. No regime fechado, por exemplo, é necessário ter cumprido pelo menos 1/6 da pena, apresentar bom comportamento e ter aptidão para o trabalho. A seleção passa por uma avaliação da equipe técnica da unidade.
O trabalho externo é fiscalizado, podendo incluir visitas de acompanhamento e monitoramento eletrônico. Indisciplina ou descumprimento das regras pode resultar na retirada do trabalhador da atividade.
Importante: trabalhar durante a prisão não garante emprego depois da libertação. A empresa pode contratar o trabalhador posteriormente, mas não é obrigada a fazê-lo. O principal objetivo do programa é contribuir para a ressocialização e preparação para o retorno ao mercado de trabalho.
