O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para investigar possíveis impactos ambientais e violações de direitos de comunidades quilombolas atribuídas à Aperam BioEnergia, empresa que mantém grandes plantações de eucalipto no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Os moradores denunciam dificuldades de acesso à água e áreas de plantio, além de uso de agrotóxicos sem aviso prévio. A empresa nega as acusações.
Segundo levantamento do ICL Notícias, durante os dois mandatos de Romeu Zema, órgãos ambientais do governo mineiro concederam 21 licenças ambientais à Aperam. Em 2025, a empresa também conseguiu reverter uma multa aplicada por suposta apresentação de informação falsa ou adulteração de laudo técnico. A Aperam afirma que não recebeu qualquer favorecimento político e que todos os procedimentos seguiram critérios técnicos e legais.
O inquérito do MPF foi aberto após denúncias de quilombolas de Turmalina, Minas Novas e Veredinha. Eles afirmam que a expansão das plantações de eucalipto estaria agravando a escassez de água e relatam caminhões-pipa ligados à empresa retirando água de barragens usadas pelas comunidades. Também há relatos de intimidação por homens armados. A Aperam diz que não utiliza vigilância armada, não restringe o acesso à água e que suas captações são devidamente autorizadas.
Em resumo: a matéria relaciona os benefícios administrativos recebidos pela Aperam durante o governo Zema — como licenças e a anulação de uma multa — com uma investigação atual do MPF sobre possíveis danos ambientais e violações contra comunidades quilombolas. Até o momento, trata-se de uma investigação, e a reportagem não afirma que Zema tenha cometido crime nem comprova favorecimento ilegal à empresa.
Fonte: https://iclnoticias.com.br/empresa-beneficiada-por-zema-e-investigada/
