O Ministério Público do Paraná (MPPR) cumpriu na manhã desta quarta-feira (25), mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho de dois guardas civis municipais (GCM) de Paranaguá, no Litoral do Paraná. Durante a ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), foram apreendidos objetos eletrônicos de uso pessoal dos GCMs.
A promotora de Justiça, Tatiana Sigal Zago, responsável pelo caso, disse que a apreensão dos objetos poderão contribuir nas investigações. “Na manhã de hoje, foram feitas buscas na residência e também no local de trabalho dos investigados com a apreensão inclusive dos aparelhos celulares que poderão ajudar na elucidação do caso”.
Os profissionais da segurança local estão sendo investigados por terem supostamente ateado fogo em um morador da Ilha dos Valadares, bairro da cidade, em setembro do ano passado. A vítima foi torturada, ferida e incendiada após ser indicada como possível autora do furto de uma bicicleta, o que não foi comprovado.
“A vítima foi abordada pelos agentes públicos após ter sido indicada como possível autor de um furto, que não foi comprovado. A vítima então foi torturada, ferida e posteriormente incendiada, mas conseguindo sobreviver”, disse a promotora de Justiça Tatiana Sigal Zago.
A vítima conseguiu se livrar do fogo rolando por um barranco de 5 metros e entrando em um rio, sendo socorrida pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Regional do Litoral (HRL) com ferimentos e queimaduras.
