Turista presa por injúria racial em Salvador solicitou delegado branco

Criminal

Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, foi acusada de cuspir na vítima e ofendê-la enquanto repetia que é “branca”. A mulher foi encaminhada à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), onde segue custodiada à disposição da Justiça.

A polícia ressaltou que ela manteve a conduta discriminatória na unidade, solicitando que fosse atendida exclusivamente por um delegado de pele branca.

O g1 não conseguiu contato com a defesa dela até a última atualização desta reportagem.

1. Qual é acusação contra Gisele?

A mulher é suspeita de injúria contra uma comerciante que trabalhava na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho, em Salvador.

“Eu fiz uma venda e retirei o balde um cliente. No momento que eu passei, ela falou: ‘Vai mais um lixo’. Eu questionei e ela reafirmou que eu era um lixo e deu uma ‘escarrada’ em mim. Ela correu e eu perdi ela de vista. Ela teve problemas com outras pessoas e o segurança estava tentando tirar ela do evento”, detalhou a vítima.

Além disso, a polícia acrescentou que a mulher manteve a conduta discriminatória ao chegar na delegacia. Ela solicitou que fosse atendida exclusivamente por um delegado de pele branca.

2. Quem é a suspeita?

Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, foi presa suspeita de injúria racial contra comerciante no Pelourinho — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Conforme apurado pela TV Bahia, a suspeita foi identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos. Ela é do Rio Grande do Sul e veio à capital baiana a turismo. Não se sabe há quanto tempo ela estava na cidade.

3. Qual a relação entre ela e a vítima?

O contato entre Gisele e Hanna ocorreu na festa. A vítima, que preferiu não mostrar o rosto, destacou que foi alvo de ofensas racistas quando passou pelo local onde a turista estava. Não há registro de qualquer interação anterior entre as duas.

4. A mulher permanecerá presa?

Gisele passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (23), quando um juiz vai avaliar a legalidade da prisão e se ela deverá permanecer presa temporariamente.

A turista foi detida no evento, mas, segundo Hanna, se dependesse da segurança da festa, ela nem teria sido levada à delegacia. A vítima também criticou a polícia, afirmando que o agente responsável por atender a ocorrência queria que as duas fossem para a delegacia na mesma viatura.

“(…) Mas eu disse que eu não iria porque, se fosse o contrário, eu estaria no porta-malas e ainda sairia algemada. Eles tiveram toda a paciência do mundo e ela saiu no tempo dela. Ela ficou se coçando e dizendo que aquele lugar não era para ela”, destacou.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), onde a ocorrência foi registrada e a turista segue presa.

5. Quais as penalidades previstas em caso de injúria racial?

Como o crime foi equiparado ao de racismo, que é inafiançável e imprescritível, a pena passou a ser de dois a cinco anos de prisão.

Fonte: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/01/23/o-que-se-sabe-sobre-caso-de-turista-gaucha-presa-por-injuria-racial-em-salvador.ghtml

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