O senador é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal por, supostamente, ter usado delatores para alcançar alvos que, juridicamente, estariam fora do alcance dele na Justiça Federal. O ex-juiz tornou-se parlamentar em 2023.
A coluna aguarda manifestação de Moro. Da última vez em que foi procurado para falar sobre o assunto, o ex-juiz e hoje senador afirmou que “a investigação em curso no Supremo Tribunal Federal é baseada em relatos fantasiosos do criminoso condenado Tony Garcia. A colaboração deste criminoso com o Ministério Público e a Justiça Federal remonta aos anos de 2004 e 2005, tendo então se encerrado. Não é possível comentar qualquer material do inquérito, já que não tive acesso aos autos”.
Nas gravações obtidas pela coluna, o ex-deputado estadual Tony Garcia fala com a juíza Gabriela Hardt, que sucedeu Moro na 13ª Vara, e denuncia o que considera abusos diante de sua atuação.
Ele diz, nas gravações da Justiça, que foi chamado a assinar um acordo para entregar um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.
Com o tempo, doutora Gabriela [Hardt], eu fui agente infiltrado do Ministério Público. Eu trabalhei por dois anos e meio diuturnamente, por 24 horas, tendo um agente da inteligência da Polícia Federal ao meu dispor, para eu pedir segurança e interceptação telefônica que colaborasse com a Justiça.
Ex-deputado estadual Tony Garcia
Ainda segundo o ex-delator, Moro o chamava frequentemente para debater os rumos do caso e pedia que ele buscasse possíveis delatores.
