A prisão foi efetuada pela equipe de plantão da PF, que atua no Terminal de Passageiros, quando ela desembarcou de um voo vindo de Madri. A mulher permanece detida na Cadeia Feminina de Mogi Guaçu.
O g1 tenta localizar a defesa dela para pedir um posicionamento.
Atropelamento e fuga em São Paulo
A ordem de prisão foi expedida pela juíza Giovanna Christina Colares, da Vara Regional das Garantias (1ª RAJ – Capital), que acolheu pedido de André Rossi (a vítima do atropelamento) e parecer favorável do Ministério Público.
De acordo com o despacho, Jaqueline deixou de cumprir o comparecimento mensal em juízo e a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização.
Uma certidão de movimentos migratórios da Polícia Federal indica que ela saiu do país em 9 de outubro de 2025 e não retornou até 5 de janeiro de 2026, data do documento.
Para a juíza, há “fundados indícios” de que a investigada teria se evadido em definitivo do país para viver na Espanha com o filho.
Ao g1, a defesa de André Rossi, representada pelo advogado Flavio Grossi, afirmou à época que Jaqueline “demonstrou ter práticas avessas à vida em sociedade e, pior, busca esquivar-se da responsabilidade criminal”.

Mulher é filmada xingando casal com palavras homofóbicas em Santa Cecília, São Paulo
“Jaqueline foi condenada em primeiro e segundo graus de jurisdição por homofobia. O TJ-SP também a condenou por crimes de ameaça e lesões corporais relacionados ao caso da padaria, ocorrido em 03 de fevereiro de 2024. Meses após, Jaqueline foi presa em flagrante por atropelar André, completamente alcoolizada, e tentar fugir do local sem prestar socorro”, afirmou.
Segundo o advogado, Jaqueline escolheu fugir do Brasil para a Espanha na tentativa de impedir a aplicação da lei penal em ambos os casos pelos quais responde. Ele afirmou ainda que pediu a inclusão do nome dela na lista da Interpol para que ela passe a ser procurada internacionalmente.
“Espera-se que as autoridades internacionais possam localizá-la, providenciar sua extradição e garantir que ela seja devidamente processada e condenada pelos crimes que cometeu.”
Homofobia e estelionato
Jaqueline foi condenada em primeiro e segundo graus por injúria em razão da sexualidade (homofobia) e também por ameaça e lesões corporais no episódio ocorrido em 3 de fevereiro de 2024, em uma padaria na região de Santa Cecília, no Centro de São Paulo.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o carro, um Honda HR-V, passa em alta velocidade e atinge a vítima, que sinalizava estar na faixa de pedestres. Ela fugiu do local e, segundo a polícia, apresentava sinais de embriaguez.
Momentos depois, ela retornou para o local do crime acompanhada da irmã e foi detida. Na audiência de custódia, a prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar, posteriormente revogada por possível excesso de prazo, com a imposição de medidas cautelares.
Além dos processos em São Paulo, a Justiça de Santa Catarina tornou Jaqueline ré por fraude eletrônica (estelionato) em um caso que apura prejuízo de R$ 200 mil a uma empresa automotiva em Tubarão (SC).
Segundo a denúncia do Ministério Público catarinense, os valores teriam sido transferidos via PIX após contatos fraudulentos envolvendo uma suposta cobrança cartorial. A pena prevista para o crime é de 4 a 8 anos de prisão, além de multa.
