Um homem apontado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante da cúpula do PCC, Paulo César Souza Nascimento Júnior, conhecido como “Paulinho Neblina”, foi transferido de uma penitenciária federal para um hospital psiquiátrico em Taubaté (SP) após desenvolver um grave transtorno mental.
Segundo avaliações médicas, o detento evoluiu de um quadro de depressão grave para transtorno bipolar com sintomas psicóticos, apresentando delírios, alucinações e episódios de automutilação. A situação teria sido agravada pelo isolamento prolongado em regime de segurança máxima.
A Justiça entendeu que a permanência no presídio federal era incompatível com seu estado de saúde e determinou a internação em ambiente especializado. A transferência ocorreu em 1º de junho, com escolta de policiais penais federais.
Neblina também teria recusado alimentos por medo de ser envenenado, fazendo com que a defesa pedisse a autorização para que a esposa forneça alimentos e outros itens durante o tratamento.
Apesar da transferência para tratamento, ele é considerado de alta periculosidade pelo Ministério Público e foi condenado a 145 anos de prisão por diversos crimes, incluindo sequestros violentos.
Em uma frase: um condenado apontado como líder do PCC foi transferido de um presídio federal para um hospital psiquiátrico após desenvolver uma grave doença mental, que, segundo peritos, foi agravada pelas condições de encarceramento.
