A policial militar Júlia Natália Girão Gomes, de 27 anos, é investigada pela morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, também de 27 anos, encontrado baleado e carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na Grande Fortaleza.
Inicialmente, Júlia afirmou que havia sido sequestrada e amarrada após criminosos abordarem ela e Raphael. Porém, imagens de câmeras de segurança teriam mostrado a policial em uma oficina ligada ao marido em um horário incompatível com seu depoimento, levantando a suspeita de que ela poderia ter simulado o próprio sequestro.
Além da investigação sobre o homicídio, Júlia e o marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, já eram investigados desde 2025 por um suposto esquema de criação e venda de contas falsas para motoristas de aplicativos de transporte. Segundo a polícia, Antoneudo seria o articulador do esquema, enquanto Júlia teria colaborado fornecendo dados pessoais e recursos financeiros e de comunicação.
A Justiça manteve Júlia presa preventivamente e determinou a prisão temporária do marido, enquanto as investigações continuam. Antoneudo também foi encontrado com documentos falsos e munições, segundo a polícia.
Em uma frase: a PM é suspeita de envolvimento na morte de um colega encontrado carbonizado e, paralelamente, já era investigada com o marido por um esquema de venda de contas falsas de aplicativos de transporte.
