Uma operação do Gaeco (Ministério Público de São Paulo) contra uma organização apontada como braço financeiro e logístico do PCC revelou registros de áudio, mensagens e planilhas que mencionam oficiais de alta patente da Polícia Militar paulista. As investigações indicam uma suposta proximidade entre integrantes do grupo criminoso e membros do alto escalão da PM.
Segundo a reportagem, os documentos apreendidos mostram conversas sobre acesso facilitado a comandantes da corporação e registram pagamentos em dinheiro chamados de“ticketagem”, que os investigadores suspeitam ter sido utilizados para obter influência e vantagens junto a agentes públicos.
Entre os policiais citados aparecem:
- Coronel Pereira Martins, então diretor de ensino da PM;
- Coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da PM de São Paulo;
- Um coronel identificado como “Patrício”, mencionado em planilhas financeiras do grupo.
A reportagem ressalta que os policiais citados não são alvos da operação, nem foram denunciados ou formalmente acusados nesse caso. As informações que envolvem integrantes da PM serão encaminhadas à Corregedoria da corporação para apuração.
O ex-comandante-geral José Augusto Coutinho, por meio de sua defesa, afirmou não ter tido acesso aos autos da investigação e declarou confiar que será demonstrada a inexistência de envolvimento dele nos fatos investigados.
Em uma frase: a notícia relata que uma investigação sobre a rede financeira do PCC encontrou indícios de contatos e possíveis repasses envolvendo pessoas ligadas ao esquema e oficiais da PM paulista, mas os policiais citados ainda não são formalmente acusados no caso.
