Ênio Marcus Brandão Fonseca, ex-superintendente do Ibama em Minas Gerais, chegou a ser incluído como testemunha de defesa de três coronéis da Polícia Militar de São Paulo acusados de participação em um esquema de contrabando de madeira investigado pelo STF. Posteriormente, porém, a defesa dos militares retirou seu nome da lista.
O caso chama atenção porque Ênio também está entre os 34 indiciados pela Polícia Federal na Operação Rejeito, investigação que apura um suposto esquema de corrupção e influência irregular ligado a empreendimentos de mineração em Minas Gerais. Segundo a PF, ele foi indiciado por crimes como organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. [ofator.com.br]
Os coronéis envolvidos atuaram em cargos de direção do Ibama durante a gestão do então ministro Ricardo Salles e respondem a acusações relacionadas ao esquema de exportação ilegal de madeira, especialmente para os Estados Unidos.
Em resposta ao jornal, Ênio afirmou não se lembrar de ter prestado depoimento como testemunha dos coronéis, disse desconhecer o motivo de seu nome ter sido incluído e ressaltou que não integra a ação penal em julgamento no STF.
A matéria também relembra que a Operação Rejeito identificou, segundo a PF, uma organização estruturada para obter vantagens econômicas ilícitas no setor de mineração, envolvendo empresas, agentes públicos e tentativas de influenciar órgãos responsáveis por licenças e fiscalizações. [ofator.com.br]
Em uma frase: a notícia destaca a ligação indireta entre dois casos distintos, mostrando que um ex-chefe do Ibama investigado pela PF na Operação Rejeito foi inicialmente escolhido como testemunha de defesa por coronéis acusados de contrabando de madeira, mas acabou retirado do processo.
