A Polícia Civil prendeu, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, um dos principais suspeitos de participar de um esquema de falsos investimentos que levou uma aposentada de 70 anos a perder R$ 37 milhões, valor recebido em uma herança.
Segundo a investigação, a vítima foi convencida ao longo de seis meses a transferir todo o seu patrimônio para uma plataforma fraudulenta, mesmo após alertas de seu corretor oficial. Os criminosos prometiam altos rendimentos e se passavam por representantes de uma empresa chamada TDASX.
A operação, chamada Criptoabate, apura crimes de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro. Até o momento, três suspeitos foram presos e sete continuam foragidos. A polícia também identificou cerca de 140 possíveis vítimas em diversas regiões do Brasil.
De acordo com os investigadores, as movimentações financeiras suspeitas ligadas ao grupo chegam a R$ 30 bilhões. Uma das instituições investigadas teria movimentado R$ 295 milhões em apenas um dia, e uma empresa em São Paulo registrou movimentações atípicas de cerca de R$ 500 milhões.
O suspeito preso é proprietário de uma das instituições financeiras investigadas. Em uma conta vinculada ao seu CPF, a polícia identificou movimentação de R$ 77 milhões, incluindo depósitos realizados logo após o golpe contra a aposentada.
A fraude é conhecida internacionalmente como“pig butchering” (“golpe do abate de porcos”), em que a vítima é conquistada gradualmente e levada a investir cada vez mais dinheiro em plataformas falsas até perder todo o patrimônio.
Em uma frase: a notícia relata a prisão de um suspeito de integrar uma organização criminosa que aplicava golpes de falsos investimentos e que teria causado um prejuízo de R$ 37 milhões a uma aposentada gaúcha.
