O padre Júlio Lancellotti, junto com as entidades CDDH Padre Ezequiel Ramin e Educafro, entrou com uma ação na Paraíba pedindo o bloqueio de R$ 1 bilhão da Pixbet. O objetivo é garantir recursos para uma eventual indenização em um processo que acusa a empresa de facilitar o acesso de crianças e adolescentes a jogos de azar.
O pedido foi reforçado após a Operação Arena, da Polícia Federal, que investiga pessoas e empresas ligadas ao ecossistema da Pixbet por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de patrimônio. Segundo os autores da ação, essas suspeitas aumentam o risco de a empresa não ter patrimônio suficiente para pagar futuras indenizações.
O processo principal, que tramita desde 2024, pede:
- R$ 500 milhões por dano moral coletivo;
- mecanismos mais rigorosos de verificação de idade e reconhecimento facial;
- suspensão das plataformas de apostas envolvidas em todo o país.
A reportagem lembra que a Justiça já havia determinado o bloqueio de R$ 1 bilhão relacionado à investigação da PF, mas manteve a operação da plataforma. O novo pedido é separado dessa decisão e busca bloquear mais recursos.
Segundo as investigações da PF, o grupo ligado à Pixbet teria movimentado valores para o exterior e usado empresas offshore para fazer o dinheiro retornar ao Brasil por meio de operações consideradas suspeitas.
Em uma frase: a notícia relata que Padre Júlio e entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes pediram o bloqueio de R$ 1 bilhão da Pixbet após a operação da PF, alegando necessidade de garantir eventual indenização por danos relacionados à exposição de menores a apostas online.
