Facções criminosas brasileiras, principalmente PCC e Comando Vermelho, estão ampliando sua atuação em áreas da fronteira entre Brasil e Bolívia, usando cidades bolivianas como apoio para o tráfico de cocaína e outras atividades criminosas.
A cidade de Guayaramerín, próxima a Guajará-Mirim (RO), tornou-se um dos principais pontos de preocupação. Nas últimas semanas, foram registrados crimes extremamente violentos, incluindo chacina, corpos decapitados e o assassinato de uma pessoa com mais de 80 tiros, em casos associados a disputas do narcotráfico.
A violência também aparece nos números: segundo dados do governo boliviano, foram registrados 774 homicídios entre janeiro e setembro de 2025, contra 325 no mesmo período do ano anterior.
O governo boliviano anunciou mais policiais nas fronteiras, troca de informações de inteligência com o Brasil e ações para capturar criminosos procurados. Especialistas, porém, afirmam que também é necessário combater o dinheiro das organizações criminosas, incluindo lavagem de dinheiro e financiamento.
Em uma frase: a expansão de facções brasileiras na fronteira está levando uma onda de violência e disputas pelo tráfico de drogas para a Bolívia, aumentando a preocupação das autoridades e da população local.
