A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi presa em Brasília durante a Operação Sinalagma, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. Ela é suspeita de ter recebido R$ 50 mil para fornecer informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a investigação, o caso faz parte de um esquema interestadual de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, que teria movimentado mais de R$ 14 milhões.
Os investigadores afirmam que a delegada mantinha relacionamento com Renato Henrique do Carmo, conhecido como“Gordão”, apontado como uma liderança do PCC em Muro Alto, no município de Ipojuca (PE). Após a prisão dele, em janeiro de 2025, a análise de mensagens encontradas em seu celular levantou suspeitas sobre a participação da delegada no esquema.
De acordo com a polícia, os fatos investigados podem caracterizar crimes como corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa.