A Polícia Federal informou ao STF que Marcello de Oliveira Lopes, ex-marqueteiro e ex-coordenador de comunicação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, transferiu R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. A movimentação aparece em relatório do Coaf e foi classificada entre as transações consideradas atípicas analisadas pelos investigadores.
O relatório, citado em decisão do ministro Flávio Dino, faz parte da investigação que levou à Operação Make Up, deflagrada em 10 de setembro. Entre novembro e dezembro de 2025, a Go Up teria movimentado cerca de R$ 19 milhões. Além do R$ 1 milhão enviado por Lopes, aparecem entre os principais remetentes a Moneycorp Banco de Câmbio, com cerca de R$ 3,9 milhões; a GO7, com R$ 2,6 milhões; a NTT Brasil, com R$ 750 mil; e o deputado Mario Frias, com aproximadamente R$ 645 mil.
A PF destacou que parte dessas movimentações ocorreu justamente no período de produção do filme, entre outubro e dezembro de 2025. Os investigadores também identificaram gastos da produtora com hotéis de alto padrão, alimentação e serviços de outras empresas. A investigação busca esclarecer a origem e a destinação dos recursos e se houve uso irregular de dinheiro público; as transferências, por si só, não significam que os envolvidos tenham cometido crime.
Em resumo: o ponto central da notícia é que a PF encontrou um repasse de R$ 1 milhão feito pelo ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro à produtora de “Dark Horse”, dentro de um conjunto de movimentações milionárias agora investigadas pelas autoridades.
