A Polícia Federal deflagrou a Operação Sinon para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo a venda de informações sigilosas de investigações da própria PF.
O principal alvo é um delegado federal, suspeito de usar seu acesso aos sistemas da corporação para consultar e repassar dados confidenciais a investigados, em troca de vantagens financeiras. As informações poderiam permitir que suspeitos antecipassem operações, buscas e outras diligências policiais.
A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o afastamento do delegado, restrições ao acesso aos sistemas da PF e o bloqueio de bens.
Segundo as investigações, o delegado teria movimentado cerca de R$ 28 milhões em operações suspeitas, e o esquema envolveria empresários e advogados que fariam a intermediação dos pagamentos. A PF apura ainda quais investigações foram prejudicadas pelos vazamentos e quem mais participou do esquema.
Em uma frase: a PF investiga um delegado suspeito de vender informações confidenciais de operações policiais para beneficiar investigados, comprometendo o andamento de investigações.
