Ao discursar, nesta terça, na Corte Interamericana de Direitos Humanos, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, destacou os avanços da democracia brasileira, citou os problemas que o país ainda enfrenta — como a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 –. e destacou problemas do país como a “cultura de corrupção nos setores público e privado”.
“A promoção dos direitos humanos permitiu ao Estado de Direito Democrático consolidar-se como um projeto ético e político na América Latina, ao mesmo tempo em que o Estado de Direito Democrático permitiu a afirmação de padrões mínimos para a proteção dos direitos humanos”, disse Fachin.
“Nosso continente, entretanto, continua a ser atravessado por desigualdades históricas e estruturais as mais diversas. Persistem, em graus variados, o racismo, a violência endêmica contra mulheres, o desrespeito aos povos originários, elevadas taxas de homicídio e de encarceramento. Persistem, do mesmo modo, sempre em graus variados, altos índices de pobreza e de pobreza extrema, além de uma verdadeira cultura de corrupção, nos setores público e privado”, seguiu Fachin.
Segundo o ministro, para enfrentar esses e outros problemas, como o crime organizado transnacional, “que representa, em si, uma ameaça à democracia”, é preciso “decisões inovadoras”.
