Uma funcionária de 22 anos, que trabalhava em um supermercado de Aparecida de Goiânia (GO), é investigada pela suspeita de desviar cerca de R$ 500 mil do caixa. Segundo a polícia, o prejuízo pode chegar a R$ 1 milhão.
A suspeita recebia aproximadamente R$ 3 mil por mês, mas apresentava um padrão de gastos considerado incompatível com sua renda. Entre os indícios estão uma conta bancária com cerca de R$ 60 mil, depósitos frequentes de R$ 1 mil a R$ 2 mil em uma lotérica e a compra de um carro zero-quilômetro para o namorado.
A investigação começou após o dono do supermercado perceber um aumento nas diferenças entre o dinheiro registrado e o valor efetivamente encontrado nos caixas. Câmeras teriam registrado a funcionária retirando dinheiro durante o fechamento. No dia em que foi presa, ela teria retirado R$ 1.428.
Ela foi presa em flagrante, mas liberada após audiência de custódia. A polícia solicitou a quebra do sigilo bancário para descobrir a origem dos valores. A jovem nega as acusações e teria afirmado que parte do dinheiro vinha de ganhos no chamado “jogo do tigrinho”.
O caso é investigado como furto qualificado mediante fraude. O namorado também poderá ser investigado caso fique comprovado que sabia da origem ilícita do dinheiro. A defesa afirma que as acusações serão contestadas judicialmente.
Em uma frase: a polícia suspeita que uma funcionária de supermercado tenha desviado centenas de milhares de reais ao longo do tempo e usado parte do dinheiro para manter um padrão de vida incompatível com seu salário.
