A Controladoria-Geral da União (CGU) puniu sete servidores públicos federais e um empregado público por terem obtido e utilizado registros falsos de vacinação contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde. As punições foram publicadas no Diário Oficial da União e consistem em suspensões que variam de 32 a 47 dias.
Segundo a investigação, alguns dos envolvidos pagaram entre R$ 400 e R$ 800 para inserir falsas informações de vacinação no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e emitir certificados fraudulentos.
Entre os casos citados:
- Um servidor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pagou R$ 800 por quatro registros falsos de vacinação.
- Um professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) pagou R$ 600 por um certificado fraudulento.
- Um professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) admitiu ter pago R$ 400 por meio de um grupo no Telegram para obter o registro falso.
A CGU também identificou servidores que utilizaram os certificados falsificados em viagens internacionais, incluindo deslocamentos para a Itália e o Canadá.
A reportagem lembra que as apurações sobre fraudes em cartões de vacinação ganharam destaque nacional após o caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, o inquérito que investigava Bolsonaro por suposta fraude vacinal foi arquivado pelo STF em março de 2026 por falta de provas suficientes.
Em uma frase: a CGU puniu servidores federais que compraram e usaram certificados falsos de vacinação contra a Covid-19, pagando até R$ 800 pela fraude e utilizando os documentos inclusive para viagens ao exterior.
