A família do proprietário de uma fazenda em Acopiara (CE), onde a polícia encontrou uma plantação de aproximadamente 290 mil pés de maconha, negou qualquer envolvimento com a droga. Segundo familiares, o terreno havia sido arrendado a outra pessoa por meio de contrato registrado em cartório, porque o dono, João Holanda Neto, está afastado das atividades devido a um tratamento de câncer de pele.
O sobrinho do proprietário afirmou que a família não sabia que a área estaria sendo usada para cultivo de maconha e declarou que entregará a documentação às autoridades quando solicitada.
A Polícia Civil informou que já identificou tanto o proprietário quanto o arrendatário do terreno, mas não divulgou os nomes nem informou se haverá responsabilização criminal, alegando que as investigações continuam.
O caso ganhou repercussão após denúncias de que, depois da operação policial, parte da plantação e materiais que poderiam servir como prova teriam permanecido no local sem vigilância adequada. Diante disso, o governador Elmano de Freitas visitou a área, determinou apuração dos fatos e afirmou que a plantação só seria considerada encerrada após toda a droga ser destruída.
A Secretaria da Segurança Pública e a Controladoria Geral de Disciplina abriram investigações para verificar possíveis falhas na preservação da área e na atuação dos policiais responsáveis. O Ministério Público do Ceará também acompanha o caso.
A plantação foi descoberta durante uma operação policial que encontrou cerca de 160 mil pés em cultivo e 130 mil já colhidos, além de acampamentos usados pelos suspeitos. A estimativa é de cerca de 5 toneladas de maconha. Os ocupantes do local fugiram antes da chegada dos agentes.
