Uma operação da Receita Estadual de São Paulo e do Ministério Público investiga um suposto esquema de fraude bilionária com créditos de ICMS, que teria causado um prejuízo de cerca de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos e envolvido 752 empresas.
Segundo a Receita, escritórios de advocacia investigados usavam um figurante para se passar por auditor fiscal em reuniões e videoconferências com clientes. O objetivo seria dar aparência de legalidade a um esquema de venda de créditos tributários supostamente falsos ou inválidos.
A investigação aponta ainda que eram apresentados documentos falsificados, como despachos da Secretaria da Fazenda, comprovantes de pagamento e apólices de seguro forjadas para convencer empresas a aderirem ao esquema.
A Operação Distrato cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná. Entre os principais alvos está o grupo ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório e residência foram alvo de buscas.
De acordo com os investigadores, os escritórios chegavam a cobrar honorários de sucesso de até 70% do valor dos créditos utilizados pelas empresas. A defesa de Nelson Wilians afirmou que está colaborando com as autoridades e que busca esclarecer os fatos.
